sexta-feira, 5 de setembro de 2014
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
O poço sem fundo do castelo de Marvão
Existiu um poço na praça principal do castelo de Marvão, junto à torre de menagem. Tinha uma escada circular. As pessoas ao descerem as escadas, por serem tão íngremes, sentiam tonturas e caíam no fundo que estava cheio de água.
Nessa água habitavam monstros que, naturalmente, comiam as pessoas. Dizem os habitantes que em certas noites se ouviam os gritos das almas dos que lá morreram.
Atribuem aos cristãos a construção da cisterna que tem uma ligação ao chamado “poço sem fundo”. […]
O túnel que liga o poço à cisterna, mais ou menos a meio, tem uma sala escavada na rocha, que contém bancos também escavados. Por cima dos bancos, há uma espécie de nichos. As pessoas chamavam-lhe a sala de conferência dos deuses. Os deuses reunir-se-iam aí nas alturas do combate para decidirem a sorte dos atacantes e dos atacados.
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Lenda do Porto da Espada (Marvão)
[D]iz a lenda que, em tempos idos, se travou [no Porto da Espada] batalha entre Mouros e Cristãos. Tendo os últimos chegado ao sítio do Porto, disseram:
- “Aqui se puxa da espada”.
Há ainda outra versão:
- “Desde o Porto da arrancada, até ao desembainhar da espada”.
Se tu visses o que eu vi,
Fugias como eu fugi.
Desde o Porto da arrancada
Até ao puxar da espada
Cem homens mortos eu vi.
terça-feira, 26 de agosto de 2014
A Lenda do Mártir Santo (Fortios)
Diz a lenda que, no ano 700, a capela do Mártir Santo era o sítio onde as pessoas rezavam ao seu santo.
Nessa altura, os reis queriam destruir todas as igrejas.
Um dia, um rei mouro mandou destruir a capela.
As pessoas juntaram-se, na capela, onde rezavam para que nada acontecesse e pedindo um milagre ao seu Santo.
Quando os cavaleiros, que vinham destruir, iam a subir a rua (muito inclinada) aconteceu um milagre: os cavalos não a conseguiram subir, escorregaram e ajoelharam-se, não conseguindo chegar até ao largo.
Assim, a capela passou a chamar-se "Capela do Mártir Santo" e o largo onde se situa também tem o mesmo nome.
Diz-se que, em tempos remotos, os inimigos atacaram este povo, e com cavalos, tentaram subir as rochas.
Um homem gritou:
- “Valha-me o Mártir Santo!”…
Os cavalos imediatamente dobraram as patas e não conseguiram subir mais.
Em louvor deste milagre, fizeram a Igreja de S. Sebastião, que ficou sendo o Padroeiro da Freguesia.
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
O castelo das Carreiras (Portalegre)
Carreiras teve castelo,
Já foi grande e amuralhada,
Onde moravam as lindas mouras
Nos lindos tempos passados.
O castelo era no sítio que tem esse nome, no cimo do povo. Está muito diferente de quando eu era gaiata, escavaram o terreno quando fizeram a fonte [em 1948].
Onde era a quadra das bestas do professor Casa Nova antes havia uma casa quadrada por dentro e redonda por fora, que tinha a porta por fora ao nível do primeiro andar e lá dentro descia-se por umas escadas estreitinhas. O Casa Nova derrubou tudo quando fez a casa.
No outro lado da rua, por detrás de uma casa, está lá um terraço a que se sobe por uma escada estreita. Era o assento de uma torre. A gente ia p’ra lá brincar em gaiatas, porque a escola feminina era ao lado, e achávamos graça a um nicho que lá está que parece o duma ermida, feito com umas pedras.
Dizem que lá morava o capitão da freguesia.
Ali perto havia duas ogivazinhas, a porta de uma casinha que está ao pé da casa mortuária e outra nas traseiras da casa que comprou o Mateus da Catrina.
domingo, 24 de agosto de 2014
Lenda do ataque dos mouros a Marvão
Há muito tempo os mouros atacaram o castelo de Marvão e, ao subirem a encosta sul, ao chegarem a meio acamparam para fazerem um culto a Alá e ergueram ali uma espécie de ermida.
Nessa mesquita eram sacrificados os cristãos e eram depositadas as armas que lhes eram apanhadas em combate.
No local foi encontrado um crânio, atravessado com um prego. Dizem as pessoas que esse crânio pertencia ao senhor do castelo de Marvão, que aí sofrera um terrível martírio.
Quem encontrar as armas do senhor do castelo de Marvão terá o perdão de Deus, mas tem que entregá-las ao convento de Nossa Senhora da Estrela.
sábado, 23 de agosto de 2014
Lenda da Senhora da Penha
Reza a lenda da Senhora da Penha que, andando certo dia um pastor a guardar o rebanho, viu um grupo de malfeitores que planeavam roubar-lhe as ovelhas.
Tendo nessa altura invocado Nossa Senhora que apareceu ao pastor montada num burrinho, cujas pegadas ainda hoje podem notar-se no granito, transformou o dia em noite, impedindo assim que se consumasse o roubo.
O povo da Vila, vendo que na serra era de noite e sabendo posteriormente o que tinha acontecido, resolveu edificar uma capela à Senhora da Penha. Escolheu para o local o sítio do Pouso, situado no sopé da serra.
Mas cada vez que as obras eram iniciadas, eram misteriosamente destruídas, chegando o povo de Castelo de vide a montar guarda durante a noite para impedir tal destruição o que não resultou.
Só quando a capela se começou a construir no local da aparição é que foi possível completá-la e assim altaneira, olha a vila.
Reza a lenda da Senhora da Penha que, andando certo dia um pastor a guardar o rebanho, viu um grupo de malfeitores que planeavam roubar-lhe as ovelhas.
Tendo nessa altura invocado Nossa Senhora que apareceu ao pastor montada num burrinho, cujas pegadas ainda hoje podem notar-se no granito, transformou o dia em noite, impedindo assim que se consumasse o roubo.
O povo da Vila, vendo que na serra era de noite e sabendo posteriormente o que tinha acontecido, resolveu edificar uma capela à Senhora da Penha. Escolheu para o local o sítio do Pouso, situado no sopé da serra.
Mas cada vez que as obras eram iniciadas, eram misteriosamente destruídas, chegando o povo de Castelo de Vide a montar guarda durante a noite para impedir tal destruição o que não resultou.
Só quando a capela se começou a construir no local da aparição é que foi possível completá-la e assim altaneira, olha a vila.
Esta igreja remonta ao séc. XVI. Fica situada no cimo da serra de São Paulo, a 1 km para Sudoeste de Castelo de Vide.
Ao subir para a Capela de Nossa Senhora da Penha, existe um assento de pedra, do lado esquerdo da escadaria de acesso, onde toda a gente se vai sentar para dizer uma quadra que os mais velhos cantavam:
“Cadeirinha de Nossa Senhora,
Cadeirinha do meu bem;
Onde se sentou Nossa Senhora
Sento-me eu também”
Conta o povo que quem se sentar na cadeirinha, levantar os pés do chão e pedir três desejos e não os revelar a ninguém, esses desejos seriam concedidos.
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Nossa Senhora da Alegria salva Alegrete da peste
Consta que em 1582 grassou uma grande epidemia de peste no Distrito de Portalegre, vindo nessa altura viver algum tempo para Alegrete o sábio e virtuoso Bispo D. Frei Amador Arrais, que nesse mesmo ano, em fins de Janeiro, tomara posse da diocese de Portalegre.
O povo de Alegrete, receoso de que tal epidemia o atingisse e vitimasse, resolveu tirar Nossa Senhora d’ Alegria do seu altar e levou-a para as muralhas mais altas onde a colocou e deixou à vista de toda a povoação. Fizeram-lhe preces fervorosas que foram ouvidas pela Mãe de Deus. Em sinal de gratidão prometeram festejá-la anualmente no dia 15 de Agosto. E a promessa tem-se cumprido desde então até agora, cantando-se estas estrofes:
[…]
Pu[s]eram nossos antigos
A Senhora na muralha
Que nos livrasse da peste
Que era mal que a todos dava.
[…]
A Senhora d’ Alegria
Não está em casa, foi fora,
Foi visitar os enfermos
Que estão na última hora.
[…] a peste entrou na vila e dizimou muita gente, tendo só escapado uma família na Ruinha, hoje rua da Saúde. Então o povo, para que não morressem todos, foi buscar Nossa Senhora d’ Alegria, colocou a sua imagem na muralha e dirigiu-lhe fervorosas súplicas, que foram atendidas, cessando a peste. Daí, o voto gratulatório, realizando-se a festa tradicional que deu lugar a grandes manifestações de alegria.
terça-feira, 19 de agosto de 2014
domingo, 17 de agosto de 2014
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
domingo, 27 de julho de 2014
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Alentejo Tempo para ser Feliz - Alentejo Time To Be Happy
"Alentejo, tempo para ser feliz", o spot mostra, em cerca de seis minutos, as emoções que os turistas podem viver no Alentejo, através dos protagonistas de uma aventura que tem como ponto de partida a busca da felicidade. O filme foi produzido pela Flavour Productions, tem direcção de fotografia e realização de Eduardo Sousa e co-realização de Tito Costa, e banda sonora de Nuno Maló, é protagonizado por Ela Clark e conta com a participação de muitos habitantes do Alentejo.
terça-feira, 22 de julho de 2014
Gastronomia Alentejana - Achigã no Forno
Concelho: Odemira
Ingredientes (6 pessoas):
1 kg de achigãs
1 tomate
1 ramo de salsa
2 dentes de alho
1 folha de louro
1 kg de batatas
2 cebolas
1 copo de vinho branco
2 dl de azeite
colorau q.b.
sal q.b.
Preparação:
Ingredientes (6 pessoas):
1 kg de achigãs
1 tomate
1 ramo de salsa
2 dentes de alho
1 folha de louro
1 kg de batatas
2 cebolas
1 copo de vinho branco
2 dl de azeite
colorau q.b.
sal q.b.
Preparação:
Amanhe o peixe e tempere-o com sal. Descasque as batatas e corte-as em cubos. Coza-as em sal. Num tabuleiro coloque as cebolas e o peixe. As batatas já cozidas são distribuídas ao lado do peixe. Coloque o resto da cebola, o alho, o tomate, a salsa e o louro. Misture o colorau ao vinho e regue o tabuleiro. Vai ao forno durante 60 minutos.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Gastronomia Alentejana - Açorda de Marisco
Concelho: Sines
Ingredientes:
(para 4 pessoas)
500 g de camarão
500 g de berbigão
500 g de amêijoas
500 g de pão
3 dentes de alho
4 colheres de sopa de azeite
1 ramo de coentros (pequeno)
3 ovos
sal
pimenta
piripiri
Preparação:
Ingredientes:
(para 4 pessoas)
500 g de camarão
500 g de berbigão
500 g de amêijoas
500 g de pão
3 dentes de alho
4 colheres de sopa de azeite
1 ramo de coentros (pequeno)
3 ovos
sal
pimenta
piripiri
Preparação:
Cozem-se os camarões em pouco água e côa-se esta. Abrem-se as amêijoas e os berbigões em recipientes separados e côam-se as respectivas águas. Junta-se a água dos três mariscos e leva-se ao lume a concentrar. Rega-se o pão com esta água. Alouram-se os dentes de alho com o azeite e introduz-se o raminho de coentros. Deixa-se fritar durante 1 minuto e junta-se o pão. Mexe-se com uma colher de pau de modo a obter-se uma açorda homogénea mas muito mole. Retiram-se os coentros e tempera-se com sal, pimenta e piripiri. Introduzem-se os mariscos na açorda, dá-se uma volta e retira-se do lume. Juntam-se imediatamente os ovos, mexe-se e serve-se sem demora.
domingo, 20 de julho de 2014
Gastronomia Alentejana - Açorda à Alentejana
Concelho: Grândola
Ingredientes:
1 molho de coentros (ou 1 molho pequeno de poejos ou uma mistura das duas ervas)
2 a 4 dentes de alho
1 colher de sopa bem cheia de sal grosso
4 colheres de sopa de azeite
1/5 litro de água a ferver
400 g de pão caseiro (duro)
4 ovos
Preparação:
Ingredientes:
1 molho de coentros (ou 1 molho pequeno de poejos ou uma mistura das duas ervas)
2 a 4 dentes de alho
1 colher de sopa bem cheia de sal grosso
4 colheres de sopa de azeite
1/5 litro de água a ferver
400 g de pão caseiro (duro)
4 ovos
Preparação:
Pise num almofariz, reduzindo-os a papa, os coentros (ou poejos) com os dentes de alho (já sem o grelo) e o sal grosso. Deite esta mistura numa terrina ou tigela. Regue com azeite e escalde com água a ferver, onde previamente foram escalfados os ovos, posteriormente removidos. Mexa a açorda com uma fatia de pão grande, com a qual se prova a sopa. Introduza então no caldo o pão, que foi ou não cortado em fatias ou em cubos, ou partido à mão, conforme o gosto. Os ovos são colocados no prato ou sobre as sopas na terrina.
Gastronomia Alentejana - Caldeirada de Peixe do Rio
Concelho: Odemira
Ingredientes (4 pessoas):
2 kg de peixe variado: muge, picão, machinho, saboga e sável
1 cebola grande
1 pimento pequeno
1 dente de alho
hortelã da ribeira
4 tomates
poejos
sal q.b.
Preparação:
Ingredientes (4 pessoas):
2 kg de peixe variado: muge, picão, machinho, saboga e sável
1 cebola grande
1 pimento pequeno
1 dente de alho
hortelã da ribeira
4 tomates
poejos
sal q.b.
Preparação:
Num tacho coloque uma camada de todos os ingredientes e uma camada de peixe em postas, uma nova camada de ingredientes, outra de peixe e mais uma de ingredientes. Cubra com um 1,5 l de vinho branco. Leve ao fogão e cozinhe em lume brando.
sábado, 19 de julho de 2014
Gastronomia Alentejana - Açorda de Poejos à Moda de Grândola
Concelho: Grândola
Ingredientes:
125 g de toucinho
125 g de linguiça (chouriço de carne)
1 molho de poejos
cebola
2 dentes de alho
1,5 l de água
pão
sal
Preparação:
Ingredientes:
125 g de toucinho
125 g de linguiça (chouriço de carne)
1 molho de poejos
cebola
2 dentes de alho
1,5 l de água
pão
sal
Preparação:
Frite o toucinho cortado às fatias e a linguiça cortada às rodelas. Retire tudo e junte ao pingo a cebola picada, os dentes de alho e metade do molho de poejos. Deixe refogar. Acrescente a água a ferver e junte nesta altura a noutra metade do molho de poejos. Tempere com sal. Corte as fatias de pão, muito finas, disponha no fundo da terrina e deite o caldo por cima. Acompanhe com a linguiça e o chouriço frito.
Obs.: esta açorda é também característica do concelho de Santiago do Cacém.
Gastronomia Alentejana - Caldeirada de Sardinhas
Concelho: Odemira
Ingredientes (4 pessoas):
14 sardinhas
4 cebolas médias
1 kg de batatas
1,5 dl de azeite
2 dentes de alho
1 folha de louro
1 pimentão-verde
2,5 dl de vinho branco
1 ramo de salsa
água
orégãos
1 colher de chá de colorau
piripiri
sal e pimenta
Preparação:
Ingredientes (4 pessoas):
14 sardinhas
4 cebolas médias
1 kg de batatas
1,5 dl de azeite
2 dentes de alho
1 folha de louro
1 pimentão-verde
2,5 dl de vinho branco
1 ramo de salsa
água
orégãos
1 colher de chá de colorau
piripiri
sal e pimenta
Preparação:
Limpe as sardinhas, corte as cabeças e deixe-as em sal. Num tacho largo leve ao lume as cebolas cortadas em rodelas, o pimentão às tiras, os dentes de alho picados, a salsa, o louro, o colorau, os orégãos e o azeite. Quando estiver alourado, junte os tomates, sem pele nem pevides. Deixe refogar. Junte vinho e deixe ferver, mexendo bem. Misture as batatas às rodelas e cubra com água. Tempere com sal, pimenta e piripiri. Quando as batatas estiverem cozidas, coloque as sardinhas por cima. Tape o tacho e deixe cozer.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Gastronomia Alentejana - Carne de Porco à Alentejana
Concelho: Grândola
Ingredientes:
800 g de lombo de porco,
4 dentes de alho
massa de pimentão
banha
1 kg de amêijoas
sal q.b.
Preparação:
Ingredientes:
800 g de lombo de porco,
4 dentes de alho
massa de pimentão
banha
1 kg de amêijoas
sal q.b.
Preparação:
Pise os dentes de alho num almofariz com sal grosso (aproximadamente uma colher de sopa). Esfregue a carne primeiramente com a papa de alhos e depois com a massa de pimentão. Deixe ficar assim de um dia para o outro, ou melhor, durante 24 horas. Próximo da altura de servir, corte o lombo em quadrados regulares e leve a fritar com a banha num tacho de barro. Entretanto, tenha as amêijoas muito bem lavadas. Na altura de servir, junte as amêijoas, deixando-as rapidamente sobre lume forte e servindo-as imediatamente para não secarem. Acompanhe com batatas fritas.
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Gastronomia Alentejana - Cataplana de Marisco
Concelho: Odemira
Ingredientes (2 pessoas):
250 g de tomate cortado
250 g de cebola às rodelas
100 g de pimentos aos bocados
1 folha de louro
400 g de batatas às rodelas
200 g de amêijoa
100 g de camarão inteiro
500 g de lagosta
1 dl de vinho branco
1 dl de cerveja
1,5 dl de azeite
piripiri q.b.
Preparação:
Ingredientes (2 pessoas):
250 g de tomate cortado
250 g de cebola às rodelas
100 g de pimentos aos bocados
1 folha de louro
400 g de batatas às rodelas
200 g de amêijoa
100 g de camarão inteiro
500 g de lagosta
1 dl de vinho branco
1 dl de cerveja
1,5 dl de azeite
piripiri q.b.
Preparação:
Disponha em camadas o azeite, 125 gramas de cebolas, as batatas, o tomate, o pimento, o alho, o vinho, a cerveja, piripiri, louro, um pouco de sal e o marisco. Cozinhar durante cerca de 40 minutos.
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Gastronomia Alentejana - Açorda de Bacalhau
Concelho: Santiago do Cacém
Ingredientes:
4dl de azeite
Vinagre e sal q.b.
4 lombos de bacalhau
400gr de pão alentejano
4 ovos
2 litros de água
6 dentes de alho
1 molho de coentros
Preparação:
Ingredientes:
4dl de azeite
Vinagre e sal q.b.
4 lombos de bacalhau
400gr de pão alentejano
4 ovos
2 litros de água
6 dentes de alho
1 molho de coentros
Preparação:
Num recipiente alto, coloque os coentros picados previamente lavados e escolhidos, os dentes de alho bem picados, o sal e o azeite. Ponha água ao lume a ferver com um fiozinho de azeite e coza o bacalhau durante mais ou menos 5 minutos. Ponha ao lume uma caçarola com água e um pouco de vinagre. Quando a água estiver a ferver escalfe os ovos que irá utilizar na açorda. Logo que os ovos estejam no ponto, retire-os e coloque-os num recipiente com água fria a fim de parar a cozedura. Coloque os coentros, os alhos, o azeite e o sal numa terrina, verta a água onde cozeu o bacalhau que deverá estar a ferver. Rectifique de sal, introduza o pão alentejano cortado muito fininho, os ovos e bacalhau.
Gastronomia Alentejana - Ensopado de Borrego
Concelho: Grândola
Ingredientes (4 pessoas):
1,2 kg de carne de borrego
2 cebolas médias
4 dl de vinho branco
1 colher de sopa de margarina
2 dentes de alho
1 folha de louro
pimenta q.b.
3 tomates maduros
0,5 kg de batatas
pão e sal q.b.
Preparação:
Ingredientes (4 pessoas):
1,2 kg de carne de borrego
2 cebolas médias
4 dl de vinho branco
1 colher de sopa de margarina
2 dentes de alho
1 folha de louro
pimenta q.b.
3 tomates maduros
0,5 kg de batatas
pão e sal q.b.
Preparação:
Corte a carne em bocados, tempere com sal, vinho branco, alhos picados, louro e pimenta. Aguarde pelo menos uma hora. Leve ao lume as cebolas picadas, o óleo e a margarina. Quando a cebola ficar transparente, adicione o borrego escorrido. Cozinhe durante alguns minutos com o tacho destapado. Quando a carne começar a secar, adicione o tomate pelado e cortado aos pedacinhos e a marinada. Tape o tacho e mantenha-o em fervura até a carne estar macia. Se for necessário, acrescente um pouco de água a ferver. Apure o molho e rectifique os temperos. Dentro de uma travessa funda, coloque o pão cortado às fatias. Cubra com o borrego e o molho. Polvilhe com salsa picada. Acompanhe com as batatinhas cozidas.
terça-feira, 15 de julho de 2014
Gastronomia Alentejana - Alcomonias
Concelho: Grândola
Ingredientes:
1 l de mel
1 colher de chá de canela
1 dl de água
1 l de pinhões torrados
Preparação:
Ingredientes:
1 l de mel
1 colher de chá de canela
1 dl de água
1 l de pinhões torrados
Preparação:
Leve o mel ao lume com a canela. Mexa sempre e quando o mel levantar fervura, verta a água e os pinhões torrados. Deixe levantar novamente fervura. Retire do lume e estenda esta massa numa tábua, com a ajuda de farinha, e forme losangos. Não deixe arrefecer os pinhões para que não caiam.
Gastronomia Alentejana - Cozido de Grão
Concelho: Santiago do Cacém
Ingredientes:
250 g de grão
100 g de cenouras
250 g de batatas
250 g de feijão verde
1 fatia de abóbora menina
300 g de carne de borrego
100 g de toucinho
1 chouriço (linguiça)
1 farinheira branca
1 farinheira de sangue
200 g de pão caseiro
sal
hortelã
Preparação:
Ingredientes:
250 g de grão
100 g de cenouras
250 g de batatas
250 g de feijão verde
1 fatia de abóbora menina
300 g de carne de borrego
100 g de toucinho
1 chouriço (linguiça)
1 farinheira branca
1 farinheira de sangue
200 g de pão caseiro
sal
hortelã
Preparação:
Põe-se de molho o grão em água de um dia para o outro. Coze-se o grão na panela de pressão. Depois, noutra panela, põe-se as carnes e os enchidos a cozer mais ou menos 1 hora. Depois das carnes estarem cozidas, tira-se um pouco de água das carnes onde vão a cozer as batatas cortadas aos quartos, a cenoura, o feijão verde e a abóbora menina e junta-se o grão e um pouco de água do grão. Põe-se a hortelã para dar gosto. À parte corta-se as carnes e servem-se numa travessa. Corta-se o pão caseiro às fatias e põe-se numa terrina com a hortelã e o caldo por cima. Este caldo com o pão come-se juntamente com as carnes.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Gastronomia Alentejana - Ensopado de Enguias
Concelho: Grândola
Ingredientes:
enguias
2 cebolas
3 dentes de alho
1 folha de louro
1 colher de chá de colorau
salsa
1 copo de vinho
Preparação:
Ingredientes:
enguias
2 cebolas
3 dentes de alho
1 folha de louro
1 colher de chá de colorau
salsa
1 copo de vinho
Preparação:
Arranje e lave as enguias. Parta-as e salgue-as. Faça um refogado com duas cebolas cortadas às rodelas, três dentes de alho picados, uma folha de louro, uma colher de chá de colorau, um ramo de salsa e um copo de vinho branco. Deite as enguias no refogado e deixe apurar. Verifique o sal e, quando estiver quase tudo cozido, verta mais meio copo de vinho branco. Sirva as enguias numa travessa sobre fatias de pão torrado ou pão frito.
domingo, 13 de julho de 2014
Gastronomia Alentejana - Ensopado de Safio
Concelho: Odemira
Ingredientes (4 pessoas):
1 kg de safio
1 cebola grande
3 dentes de alho
1 ramo de salsa
1 dl de vinho branco
3 gotas de molho inglês
1,5 dl de azeite
2 tomates maduros
metade de um caldo de peixe
sal e pimenta q.b.
pão caseiro
Preparação:
Ingredientes (4 pessoas):
1 kg de safio
1 cebola grande
3 dentes de alho
1 ramo de salsa
1 dl de vinho branco
3 gotas de molho inglês
1,5 dl de azeite
2 tomates maduros
metade de um caldo de peixe
sal e pimenta q.b.
pão caseiro
Preparação:
Arranje o peixe. Ponha um pouco de azeite num tacho, metade de uma cebola, a salsa, tomate e alhos e o peixe por cima. Coloque os restantes ingredientes e regue com vinho e com o resto do azeite. Leve ao lume e sacuda de vez em quando. Serve-se por cima de pão caseiro frito.
sábado, 12 de julho de 2014
Gastronomia Alentejana - Arroz de Bucho de Porco
Concelho: Grândola
Ingredientes:
bucho
língua
1 linguiça (chouriço de carne)
alguns ossos de porco
1 chávena de arroz
1 cebola
cravinho
pimenta preta
salsa
Ingredientes:
bucho
língua
1 linguiça (chouriço de carne)
alguns ossos de porco
1 chávena de arroz
1 cebola
cravinho
pimenta preta
salsa
Preparação:
Coza o bucho e a língua em água com sal; junte a cebola, cravinho, pimenta preta, a linguiça e alguns ossos de porco. Retire o bucho, a língua e a linguiça e passe o caldo por um passador de rede fina.
Meça uma chávena de arroz para três de caldo. Ponha o arroz e quando estiver cozido verta um pouco de vinagre e misture a salsa picada. Corte o bucho e a língua aos bocados, a linguiça às rodelas e sirva à volta do arroz.
Gastronomia Alentejana - Feijão de cor guisado
Concelho: Alcácer do Sal
Ingredientes (4 pessoas):
5 dl de feijão avinhado
1 cebola
3 colheres de sopa azeite
1 ramo de salsa
125 g linguiça (chouriço de carne)
4 ovos
Sal e pimenta
150 g de pão caseiro ou de segunda
Preparação:
Ingredientes (4 pessoas):
5 dl de feijão avinhado
1 cebola
3 colheres de sopa azeite
1 ramo de salsa
125 g linguiça (chouriço de carne)
4 ovos
Sal e pimenta
150 g de pão caseiro ou de segunda
Preparação:
Coza o feijão em água simples sem o deixar desfazer. À parte faça um refogado com a cebola picada, o azeite e a salsa. Junte posteriormente o feijão cozido, a linguiça cortada às rodelas e um pouco da água que serviu para cozer o feijão. Tempere com sal e pimenta e deixe apurar. Na altura de servir, escalfe os ovos directamente no feijão. Corte o pão em fatias finas e coloque-as numa terrina. Deite por cima o feijão depois de retirados os ovos, os quais se dispõem cuidadosamente por cima.
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Gastronomia Alentejana - Feijão verde à alentejana
Concelho: Alcácer do Sal
Ingredientes (4 pessoas):
750 g de feijão verde
1 cebola média
2 colheres de sopa de azeite
1 colher de sopa de banha ou de margarina
1kg de tomate maduro
1 dente de alho
1 folha de louro
1 molho de salsa
4 batatas médias
1 cenoura
Sal e pimenta
200 g de pão caseiro duro
Preparação:
Ingredientes (4 pessoas):
750 g de feijão verde
1 cebola média
2 colheres de sopa de azeite
1 colher de sopa de banha ou de margarina
1kg de tomate maduro
1 dente de alho
1 folha de louro
1 molho de salsa
4 batatas médias
1 cenoura
Sal e pimenta
200 g de pão caseiro duro
Preparação:
Pique a cebola e o alho e estale-os com o azeite e a banha. Junte o louro e a salsa atada. Deixe refogar sem alourar e adicione o tomate sem pele e sem grainhas e esmagado com as mãos. Regue com um pouco de água e, depois de cozer por um momento, junte a cenoura às rodelas. Entretanto, corte o feijão em diagonal e as batatas em cubos. Junte ao preparado anterior e acrescente um pouco mais de água, conforme o necessário – o cozinhado deverá ficar com bastante molho. Tempere com sal e pimenta. Corte o pão em fatias finas para uma terrina e verta o guisado. Pode servir, ao mesmo tempo, rodelas de chouriço de carne cru. Sirva como entrada, em vez de sopa. Na altura da segurelha, junta-se um pezinho ao mesmo tempo que o feijão.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
A Gastronomia no Alentejo Litoral
O Alentejo Litoral apresenta uma grande diversidade gastronómica, pois, dada a proximidade do mar, incorpora variados pratos de peixe e marisco, contrariamente à cozinha alentejana em geral, dominada pela carne de porco e de borrego.
A gastronomia da região é, para além disso, tradicionalmente sazonal. Novembro, Dezembro e Janeiro eram os meses da matança do porco. Os borregos eram mortos na Páscoa. O ensopado de borrego, o borrego assado no forno ou então guisado com ervilhas, entre outros cozinhados, são verdadeiras iguarias. A esta tradição juntam-se as épocas em que surgem algumas das verduras ou dos temperos para as recorrentes sopas ou açordas: os coentros, os poejos, a hortelã e muitos mais.
Além das migas, à base de carne de porco, ou dos pratos de borrego, no Alentejo Litoral surgem frequentemente o ensopado de enguias e o tradicional caldo de cação. Desde o séc. XVI que este peixe é uma presença habitual à mesa. Um pouco por toda a região, a caldeirada e o peixe grelhado, além de outras iguarias de origem marinha, compõem a riqueza da cozinha litoral alentejana.
Contudo, as carnes, nomeadamente os enchidos, não deixam de ocupar um lugar de destaque. O porco é temperado com massa de pimentão e, não raras vezes, conservado e cozinhado na sua própria manteiga. Entre os enchidos, predominam as linguiças, os chouriços de sangue e os paios, que se encontram à venda em todos os talhos da região. Em muitas padarias e mercearias pode-se adquirir os famosos e muitos apreciados bolos de torresmos.
O pão é, como em todo o Alentejo, uma componente essencial de toda a alimentação. A este nobre alimento juntam-se os queijos regionais e os vinhos.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Gastronomia Alentejana - Bolo Real
Concelho: Alcácer do Sal
Ingredientes:
500 g de açúcar
250 g de miolo de amêndoa ralada
10 gemas de ovos + 5 ovos inteiros
200 g de pão ralado
1 colher de canela em pó
1 chávena de ovos moles
10 claras de ovos batidas em suspiro com 10 colheres de sopa rasas de açúcar
Preparação:
Ingredientes:
500 g de açúcar
250 g de miolo de amêndoa ralada
10 gemas de ovos + 5 ovos inteiros
200 g de pão ralado
1 colher de canela em pó
1 chávena de ovos moles
10 claras de ovos batidas em suspiro com 10 colheres de sopa rasas de açúcar
Preparação:
Leve o açúcar ao lume até fazer ponto de cabelo. Retire-o do lume, junte as amêndoas raladas, as dez gemas e os cinco ovos inteiros e leve novamente ao lume até fazer castelo pequeno. Retire novamente do lume e adicione o pão ralado. Trabalhe muito bem esta mistura, junte a canela e deite-a numa forma bem untada com margarina e polvilhada com farinha sem a encher completamente. Leve ao forno brando e deixe cozer. Depois de arrefecer, desenforme, abra ao meio e recheie com metade dos ovos-moles. Bata as dez claras em castelo forte, junte dez colheres rasas de açúcar, continue a bater até ficarem em merengue. No momento de servir, salpique com a outra metade dos ovos-moles.
Gastronomia Alentejana - Feijoada de Buzios
Concelho: Sines
Ingredientes:
600 g de miolo de búzios
0,5 kg de feijão encarnado ou catarino
2 tomates pelados
1 pimento verde
1 ramo de salsa
1 folha de louro
2 dentes de alho
2 cebolas
1 dl de azeite
sal, pimenta e piripiri q.b.
Preparação:
Ingredientes:
600 g de miolo de búzios
0,5 kg de feijão encarnado ou catarino
2 tomates pelados
1 pimento verde
1 ramo de salsa
1 folha de louro
2 dentes de alho
2 cebolas
1 dl de azeite
sal, pimenta e piripiri q.b.
Preparação:
Num recipiente coloque o feijão a demolhar em água fria com uma antecedência de 12 horas. Depois de demolhado, lave e ponha a cozer, num tacho em água fria. Em seguida, coza o miolo dos búzios em água e sal durante 45 a 60 minutos. Depois de cozido, retire para um recipiente e deixe arrefecer. Corte em pedaços. À parte, num tacho, refogue em azeite o alho e a cebola picada finamente. Adicione a folha de louro e o ramo de salsa e deixe alourar. Depois, junte o pimento, previamente limpo de sementes, lavado e cortado em cubos pequenos. Entretanto, tire o pedúnculo ao tomate. Escalde em água a ferver para que a pele e as sementes saiam facilmente. Pique o tomate e ponha no refogado. Deixe apurar. Adicione os pedaços de búzios e tempere com sal, pimenta e piripiri. Acrescente o feijão já cozido e uma parte do líquido da sua cozedura e leve a ferver até apurar.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Gastronomia Alentejana - Areias de Sines
Concelho: Sines
Ingredientes:
500 g de açúcar
150 g de amêndoa
180g de doce de chila
1 colher de sopa de manteiga
10 gemas
1 ovo inteiro
1 colher de sopa de farinha
Preparação:
Ingredientes:
500 g de açúcar
150 g de amêndoa
180g de doce de chila
1 colher de sopa de manteiga
10 gemas
1 ovo inteiro
1 colher de sopa de farinha
Preparação:
Leve o açúcar ao lume com 2 dl de água até fazer uma calda fraca. Junte a manteiga e a amêndoa pelada e ralada e misture bem, retire do lume e deixe arrefecer. Bata o ovo com a farinha e junte ao preparado anterior. Adicionar as gemas ligeiramente batidas e o doce de chila. Mexa bem. Deite a massa em formas pequenas, untadas com manteiga e polvilhadas com farinha. Leve ao forno bem quente (250º C) durante cerca de 10 minutos. Corte quadrados de papel de seda de várias cores e embrulhe as areias utilizando dois papéis de cores diferentes sobrepostos para cada areia.
domingo, 29 de junho de 2014
sexta-feira, 27 de junho de 2014
quinta-feira, 26 de junho de 2014
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Lendas da Serra de Matamores
A serra do Mata Amores teve origem no nome Mato de Mouros.
Dizem as pessoas que em tempos que já lá vão, aparecia nessa zona uma princesa moura, de beleza rara e que vivia nas pedras.
Todos a desejavam ver, mas ela só aparecia na manhã de S. João com um tabuleiro de passas à cabeça para oferecer às pessoas. Diz a lenda que quem entrasse na sua casa ficava encantado e nunca mais regressava.
Versão de Fortios (Portalegre), recolhida pelos alunos da Escola Básica do Primeiro Ciclo de Fortios e publicada em http://www.eb1-fortios.rcts.pt/
segunda-feira, 23 de junho de 2014
domingo, 22 de junho de 2014
sábado, 21 de junho de 2014
quinta-feira, 19 de junho de 2014
terça-feira, 17 de junho de 2014
segunda-feira, 16 de junho de 2014
domingo, 15 de junho de 2014
Lenda da Serra de Frei Álvaro
Na serra de Frei Álvaro está uma serpente verde muito velha que é um encantamento. Quem conseguir quebrá-lo encontrará um tesouro.
Versão de Ribeira de Nisa (Portalegre) contada por Aníbal Candeias Tavares (n. 1973) cerca de 1986. Recolhida e publicada por Ruy Ventura (1996) – “Algumas Lendas da Serra de São Mamede”, separata de Ibn Maruán – Revista Cultural do Concelho de Marvão, nº 6, Dezembro: 32.
sexta-feira, 13 de junho de 2014
quinta-feira, 12 de junho de 2014
quarta-feira, 11 de junho de 2014
segunda-feira, 9 de junho de 2014
domingo, 8 de junho de 2014
sábado, 7 de junho de 2014
sexta-feira, 6 de junho de 2014
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Lenda da Serra da Penha
Um chefe mouro, reconhecendo que não tinha tropas que chegassem para enfrentar um aguerrido exército invasor dos seus domínios, abandonou o amuralhado da cidade e refugiou-se com a família e a corte nos brejos da serra. Carregadas por escravos iam, no meio do apressado cortejo em fuga, as arcas cheias de tesouros, para serem depostas em lugar seguro, longe da cobiça dos agressores.
Mas um escravo escapou-se do emboscado acampamento e foi avisar o comandante inimigo. A partir daí, já nada podia salvar os foragidos. Ouvindo o grito da soldadesca que, de lanças e alfanges em punho, trepava as faldas da montanha, o chefe dos sitiados percebeu que ele e os seus não podiam esperar clemência. Chamou de parte a sua filha, linda menina moura, e disse-lhe, contendo as lágrimas:
- Tu és a jóia mais preciosa dos meus tesouros. Junto deles vou encantar-te, para que nenhumas mãos impuras aflijam a tua inocência.
E assim fez. Ele, que tinha poderes mágicos, transformou a filha e as arcas carregadas de riquezas em pedras de uma gruta. Depois, ainda tentou usar da mesma magia para ele próprio e os seus mais próximos, mas já não foi a tempo. Uma lança interceptou-lhe as palavras mágicas que ia proferir.
Contam os mais velhos que aquele sítio se chama Cova da Moura, porque, em noites de luar, ainda há quem veja a menina vestida de branco, a andar sem rumo pelo alto da serra. Ouvem-na lamentar-se em língua estranha e chorar os pais e a felicidade que perdeu. Impressão será ou o sussurro do vento pelo meio da folhagem dos castanheiros...
Seja do que for, os mais velhos acreditam que a moura encantada da Serra da Penha guarda arcas e arcas de tesouros por desencantar. Vale a pena ir lá de propósito, em passeio, que mais não seja porque do alto da colina, onde a meio da encosta, alveja uma ermidinha, se abrange todo o casario da cidade
de Portalegre, o perfil do Castelo, as torres da Sé e, longe, a Serra de S. Mamede e a imensa planura alentejana. É outra forma de encantamento.
Versão literária escrita por António Torrado
quarta-feira, 4 de junho de 2014
terça-feira, 3 de junho de 2014
domingo, 1 de junho de 2014
sábado, 31 de maio de 2014
quinta-feira, 29 de maio de 2014
terça-feira, 27 de maio de 2014
domingo, 25 de maio de 2014
Lenda da Serra da Penha
Dizem que há muitos anos os mouros moravam na Rua da Mouraria. Um dia em que estavam em guerra com outro povo, um rei mouro fugiu para a Serra da Penha, e se escondeu ali com os fidalgos, as jóias e uma filha.
Mas o outro rei descobriu-o e foi para a Serra para o matar.
Então, o rei para salvar a filha encantou-a e ela ficou escondida com as jóias, numa gruta que ali se encontrava. Ainda hoje chamam a essa gruta "A Cova da Moura".
Algumas pessoas mais velhas dizem que nas noites de luar se via uma princesa vestida de tule branco passando no alto da Serra a chorar com saudades dos pais, que viu a matar, sem os poder ajudar.
Versão de proveniência desconhecida, talvez de Portalegre. Publicada em: http://209.85.229.132/search?q=cache:N8wUMLlkKqsJ:www.cm-portalegre.pt/page.php%3Ftopic%3D20+%22lenda%22+%22portalegre%22&cd=2&hl=pt-PT&ct=clnk&gl=pt
sexta-feira, 23 de maio de 2014
quinta-feira, 22 de maio de 2014
quarta-feira, 21 de maio de 2014
segunda-feira, 19 de maio de 2014
sábado, 17 de maio de 2014
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Lenda da Serra da Penha
Conta-se que nesta Serra, muito próximo da cidade, um feiticeiro encantou uma princesa moura e a transformou em rochedo. À noite ela sai, e do alto brada pelo pai. Quem conseguir entrar pelo buraco, sem que a cobra que a guarda o veja, casa com a princesa, que dizem chamar-se Catarina.
Versão de Portalegre, recolhida (em 1984) e publicada por Maria Tavares Transmontano (1997) – Subsídios para uma Monografia de Portalegre, Portalegre, Câmara Municipal de Portalegre: 136.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
terça-feira, 13 de maio de 2014
segunda-feira, 12 de maio de 2014
domingo, 11 de maio de 2014
sexta-feira, 9 de maio de 2014
quinta-feira, 8 de maio de 2014
quarta-feira, 7 de maio de 2014
terça-feira, 6 de maio de 2014
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Lenda da Ponte da Portagem
Diz a lenda que amofinados porque o Sever, ainda aqui simples Ribeira de Marvão, durante as quadras outonal, invernosa e primaveril, não dava fácil passagem a vau, obrigando a largos rodeios, os habitantes da região assentaram de, à custa de sacrifícios embora, construírem uma ponte.
Discutia-se acaloradamente os meios mais próprios de efectivar tão útil empreendimento, quando um cavaleiro desconhecido […] se prontificou a fazer pronta e seguramente a ponte.
Apenas punha uma condição, a seu ver de pequena monta – a entrega das almas de toda a população que nada sofreria nesta vida, aplanadas todas as dificuldades por D. Belzebut […].
Crentes fiéis de Mafoma, os habitantes pouco hesitaram na resolução. […] E Satanás, lá se deixou embair mais uma vez, aceitando a condição de que a paga, estipulada para o seu enorme trabalho, só seria devida se a ponte se iniciasse e completasse desde o pôr ao nascer do sol consecutivo.
Como homem de recursos, Lúcifer […] conseguiria triunfar se Mahomet, constantemente assediado pelos seus crentes, cuja lamúria crescia há medida do rápido progredimento da obra, se não resolvesse a intervir, extraviando a pedra que falta e impedindo que antes do nascer do sol a ponte estivesse de todo pronta.
Versão literária de proveniência desconhecida, publicada por Alexandre de Carvalho Costa (1982) – Marvão, suas freguesias rurais e alguns lugares, s/l, Câmara Municipal de Marvão: 33 – 34.
domingo, 4 de maio de 2014
sábado, 3 de maio de 2014
quinta-feira, 1 de maio de 2014
terça-feira, 29 de abril de 2014
domingo, 27 de abril de 2014
sábado, 26 de abril de 2014
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Lenda da Ponte da Portagem
A ponte romana da Portagem tinha que ser feita numa só noite.
Eram quatro galos e não sabiam qual cantava primeiro. Então os mouros meteram mão ao trabalho, porque, se cantasse o galo preto, tinham que largar tudo, pois corriam perigo.
Mas por sorte cantou primeiro o galo amarelo e gritaram todos:
“Trabalha o martelo!”
E continuaram com toda a pressa. E cantou o galo pedrês:
“E toca a trabalhar a torquês!”
E ainda com mais pressa porque já tinham cantado dois galos. E cantou o galo branco e gritaram todos:
“Ainda não me espanto!”
E mais pressa tinham. Só faltava o preto que era o do perigo. E lá canta o preto.
“Oh, com esse não me meto!”
Toca a largar tudo sem tão pouco olhar para trás.
E assim sendo, conta a lenda que ficou a ponte por acabar, pois faltava colocar a última pedra.
Versão de Portalegre, registada em 2001 por Rita de Jesus Cordas Barroqueiro (n. Reguengo, 1934) e transcrita por Ruy Ventura (2005) – Contos e Lendas da Serra de São Mamede, antologia breve, Almada, Associação de Solidariedade Social dos Professores: 81.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
segunda-feira, 21 de abril de 2014
sábado, 19 de abril de 2014
quinta-feira, 17 de abril de 2014
quarta-feira, 16 de abril de 2014
terça-feira, 15 de abril de 2014
Lenda da Pedra da Moura
No sítio em que o rio Caia se aproxima da ribeira de Arronches, fica uma grande pedra que está sempre rodeada por água. Nela está uma moura encantada.
O pai da moura, que era rei, queria que ela casasse com um nobre escolhido por ele, mas a princesa não quis casar, porque gostava de um príncipe mouro que estava na guerra. Por isso foi encantada na pedra.
Nas noites de São João, a moura senta-se na pedra a cantar canções delicadas ao jovem guerreiro.
Quem passar nessa noite pela pedra da moura, morre. Mesmo quem não acredita na lenda não passa pela pedra da moura na noite de São João.
Versão, de proveniência desconhecida, recolhida por Maria Guadalupe Transmontano Alexandre e publicada por Ruy Ventura (2005) – Contos e Lendas da Serra de São Mamede, antologia breve, Almada, Associação de Solidariedade Social dos Professores: 102.
domingo, 13 de abril de 2014
sexta-feira, 11 de abril de 2014
quarta-feira, 9 de abril de 2014
segunda-feira, 7 de abril de 2014
domingo, 6 de abril de 2014
sábado, 5 de abril de 2014
Lenda da Moura dos Fortios
Dizem que um moço, ao voltar do namoro, passou por uma velhinha com um tabuleiro de passas, que lhe disse:
- “Tire uma passinha.”
Ele recusou, ela insistiu, e ele tirou duas passas. Quando já tinha andado um bom bocado de caminho, lembrou-se de comer uma passa, mas ficou espantado ao encontrar duas moedas de ouro. Voltou ao sítio onde tinha encontrado a velha, e ali encontrou o tabuleiro com meio braço humano. Pensando no ouro levantou o meio braço, e então ouviu tantos gemidos e tão fortes, que faziam tremer o chão.
Largou-o cheio de medo.
Versão de Fortios (Portalegre), recolhida (em 1984) e publicada por Maria Tavares Transmontano (1997) – Subsídios para uma Monografia de Portalegre, Portalegre, Câmara Municipal de Portalegre: 133 – 134.
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