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quinta-feira, 8 de maio de 2025

Arraiolos - Monumento à Tapeteira

 


O Monumento à Tapeteira foi inaugurado no dia 23 de Dezembro/2001, com toda a importância histórica que releva do artesanato a que Arraiolos deu o seu próprio nome.

O Monumento é da autoria de Armando Alves.

A mais antiga referência a “hum tapete da tera novo avalliado em dous mill Reis” , tapete feito na vila e referenciado no inventário de Catarina Rodrigues, mulher de João Lourenço, lavrador e morador na herdade de Bolelos, é de 1598 (Dr. Jorge Fonseca – Inventário Municipal).

Na sua investigação, o Dr. Jorge Fonseca encontrou ainda outra referência, em 1608, no inventário de Juliana Dordio, mulher de Belchior Meirinho, moradora em Arraiolos, na Rua da Cruz, onde entre os bens do casal aparece “hum tapete por acabar avalliado em mil Reis” e mais à frente “huns pouquos de novellos de fiado de lam pera tapete de cores avalliados em tressentos Reis”. Podemos admitir fortemente a hipótese de a bordadeira ser a própria Juliana Dordio, que a morte surpreendeu na realização da sua obra. Será, então, Juliana Dordio a mais antiga bordadeira de Arraiolos cujo nome chegou até nós?

São séculos de história, gerações e gerações de bordadeiras que fizeram chegar até aos nossos dias o património inestimável que são os Tapetes de Arraiolos.

Foram as tapeteiras que “pacientemente dominaram os motivos de pássaros, flores, medalhões, palmetas e barras geométricas, desenvolvendo uma arte decorativa por excelência, que se instalou no quotidiano das populações. Os tapetes estão intimamente ligados ao modo de vida e à sociabilidade de Arraiolos proporcionando momentos únicos de familiaridade: é ver os grupos de mulheres sentadas à sombra das casas e dos muros, nos dias longos e luminosos, bordando pacientemente os tapetes que depois se instalam no interior das habitações. As tapeteiras são, ainda hoje, o alicerce de um circuito cultural que liga a casa à rua, Arraiolos e o resto do mundo. Homenageá-las através de um monumento com estas características, corresponde a um ato que só pode reforçar a identidade desta terra e dos seu valores mais expressivos.”(1)

O Monumento integra um mosaico sugerindo um tapete de Arraiolos e um painel cerâmico alusivo ao labor das tapeteiras. Na parte de trás, nos dois planos inclinados podemos ver um baixo relevo sugerindo as colinas de Arraiolos encimados pelo castelo. Na base destes planos aparece-nos um espelho de água com iluminação e um pequeno repuxo.

O autor do Monumento, Armando Alves, nasceu em Estremoz no ano de 1935, fez o Curso de Preparação às Belas Artes na Escola de Artes Decorativas António Arrio em Lisboa.

Armando Alves completou o Curso de Pintura da Escola Superior de Belas Artes do Porto, onde foi professor assistente de 1962 a 1963.

Armando Alves, pintor Alentejano, tal como o Arraiolense Dordio Gomes, fixou-se no Porto onde desenvolve a sua atividade artística, sendo a sua obra exposta frequentemente no país e no Estrangeiro.

(1)Memória descritiva do Monumento da autoria de Armando Alves.

segunda-feira, 5 de maio de 2025

Heráldica - Concelho de Arraiolos - Parte 2

De negro, com um castelo de prata aberto e iluminado de púrpura, acompanhado por dois cachos de uvas de púrpura, folhados e sustidos de ouro.

Em chefe, três abelhas de ouro e em contra-chefe duas faixas ondadas de prata e uma de azul.

Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres: «Vila de Arraiolos», de negro.

quinta-feira, 1 de maio de 2025

Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos

O Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos é um espaço museológico permanente e ao serviço da comunidade, que tem como missão promover o estudo e a divulgação do Tapete de Arraiolos, assim como a sua conservação, proteção, valorização e reconhecimento enquanto património histórico, artístico e etnográfico, tanto na sua vertente material como imaterial.

Instituição museológica de tutela municipal, assume-se como um centro de divulgação e estudo das áreas da História, Artes Decorativas e Etnografia que pretende estabelecer e promover relações com os diferentes públicos e comunidades, sendo o Tapete de Arraiolos o ponto de partida e de chegada a uma viagem pela arte e pelo artesanato de feição portuguesa.

O Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos é o resultado de uma reflexão em que se pretendeu associar a história, origens e influências do Tapete de Arraiolos, ao seu processo artesanal de produção, às suas técnicas e materiais, bem como apresentar a sua evolução artística, material e técnica.

https://www.tapetedearraiolos.pt/


segunda-feira, 28 de abril de 2025

Heráldica - Concelho de Arraiolos - Parte 1

Afirma Cunha Rivara, historiador Arraiolense, na sua obra “Memórias da Vila de Arraiolos” que “… por certo em princípios do século XIII já havia povoação no sítio de Arraiolos…”

Certo é também que a abundância de vestígios relacionáveis com o final do Neolítico ou mesmo com o calcolítico, são um sinal de uma significativa ocupação humana a partir do IV Milénio A.C. e, provavelmente, “na proto-História, o grande local de habitat corresponderia já à atual elevação onde se localiza o Castelo de Arraiolos”.

Em 1217 com a concessão do termo de Arraiolos pelo rei D. Afonso II, ao Bispo de Évora D. Soeiro e ao cabido da Sé da mesma cidade, que se inicia um novo capitulo da nossa história.

Em 1290, Arraiolos recebe o 1º Foral, de D. Dinis, e o mesmo monarca manda edificar o Castelo em 1305, sendo que no dia 26 de Dezembro de 1305 o Concelho representado por João Anes e Martim Fernandes, outorgou com o Rei o contrato para a sua feitura.

Arraiolos foi condado de D. Nuno Álvares Pereira – 2º conde de Arraiolos – a partir do ano de 1387. Antes de recolher ao Convento do Carmo em Lisboa, o Condestável do reino, permaneceu aqui longos períodos da sua vida.

Em 1511, Arraiolos recebeu Foral Novo de D. Manuel.

Ao longo dos anos foram muitas as alterações do seu território, tendo limites administrativos definidos a partir de 1736, sofreu, entretanto, várias alterações:

– Inclusão no distrito de Évora (1835) ; Anexação do concelho de Vimieiro (1855) ; Anexação do concelho de Mora (1895) ; desanexação do concelho de Mora (1898)


segunda-feira, 7 de abril de 2025

Borba - Praça 5 de outubro


 

Alandroal - Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Rosário

Desconhece-se a data da instituição da Igreja, contudo pelo seu aspeto parece obra típica do Século XVII e melhorada em épocas posteriores, mas já existia no ano de 1588.

Alandroal - Igreja de Nossa Senhora dos Remédios

 


Sede de freguesia desde épocas remotas e dependente do extinto concelho de Terena, já existia como curado no ano de 1534, data da visitação eclesiástica ordenada pelo Cardeal Infante D. Afonso, Bispo de Évora.

O templo subsistente é, todavia, vestígio de uma transformação posterior, e a sua fundação deu-se em terras da coroa, então chamadas de Vil Nova.

Alandroal - Ermida de Santo António

Situada no arrabalde setentrional da vila fortificada, é de fundação antiga mas desconhecida e aparenta ser, segundo o exame arquitetónico, obra da 1ª metade do século XVIII.

Fortaleza de Juromenha

Implantada sobre o Rio Guadiana tem vestígios de ocupação desde a época Romana, sendo este um bom exemplo da evolução dos sistemas de fortificação. A estrutura defensiva sobrevive desde o período árabe, do qual perduram parte da muralha, uma porta e torres em taipa militar islâmica; durante parte do domínio muçulmano foi considerada a praça-forte de defesa da envolvente a Badajoz. Já sobre o domínio cristão, no reinado de D. Dinis, recebeu obras profundas. Durante a Guerra da Restauração foi construída a nova estrutura abaluartada, adaptada à artilharia da época, de planta poligonal e com duas cinturas de muralhas.

O castelo ocupou lugar de relevo nas lutas da formação da nacionalidade, conquistada aos mouros em 1167 por D. Afonso Henriques. Nas disputas territoriais, tanto com muçulmanos como com castelhanos, o castelo passou a ocupar um lugar de relevo da defesa da nacionalidade portuguesa.

No interior da fortificação existem duas igrejas (a da Misericórdia e a Matriz), a cadeia (edifício cuja configuração actual data do século XVII), os antigos Paços do Concelho cuja fachada ruiu um 1930, diversas ruínas pertencentes ao aglomerado urbano e a antiga cisterna de planta quadrangular.

Alandroal - Ermida de São Sebastião

Situada no caminho para o Santuário da Boa Nova e integrada no Cemitério Público a partir de 1870. Desconhece-se a origem da sua fundação histórica mas sabe-se que já existia nos alvores do século XVI, segundo o desenho de Duarte de Armas. Também sofreu com o terramoto de 1755.

Alandroal - Igreja da Misericórdia

Não se sabe a data da sua fundação, mas talvez tenha origem quinhentista, ainda do reinado de D. João III. Está situada na Rua Direita, delimitada pelos antigos Paços do Concelho e pela Torre do Relógio.