segunda-feira, 29 de abril de 2013
sábado, 27 de abril de 2013
Personalidades Alentejanas - FALCÃO, Cristóvão
(n. Portalegre(?) entre 1515-18; m. 1553)
Fidalgo e poeta do século XVI, de seu nome completo Cristóvão Falcão de Sousa. Filho de João Vaz de Almada Falcão, cavaleiro com fama de grande honradez, que serviu como capitão da Mina, e de D. Brites Fernandes. Teve dois irmãos, Barnabé de Sousa e Damião de Sousa. Em 1527 era morador na Casa Real.
Sendo ainda mancebo apaixonou-se por uma moça, mais nova do que ele, que não tinha idade canónica. Casou clandestinamente e a esposa foi enviada para o convento de Lorvão e ele encarcerado por intervenção do seu pai. Saído do cárcere, D. João III confiou-lhe uma missão particular, ligado ao caso do bispo de Viseu, D. Miguel da Silva, que fugira de Portugal em 1540 contra vontade do rei, dirigindo-se a Roma, para o Papa lhe conceder o cardinalato. Para punir o bispo, o monarca pensou em utilizar a influência do embaixador de Carlos V na corte pontifícia, o marquês de Aguilar, de quem Cristóvão Falcão era primo.
Regressado de Itália foi despachado, a 31 de Março de 1545, como capitão para a fortaleza de Arguim, na ilha da costa da Guiné, onde havia uma feitoria destinada ao comércio com o interior de África. Supõe-se que veio a casar com Isabel Caldeira. Desta mulher não teve filhos, mas da outra teve um bastardo com o mesmo nome, que veio a exercer as funções de capitão da Madeira.
Até 1908 foi, sem discrepância, atribuída a Cristóvão Falcão a écloga de Crisfal, um dos mais célebres poemas líricos da literatura portuguesa. Tinha essa atribuição a seu favor os depoimentos de Diogo de Couto (1542-1616) na Década Oitava da Ásia; de Gaspar Frutuoso (1522- 1591) nas Saudades da Terra; de Manuel de Faria e Sousa (1590-1694) na edição das Rimas de Camões (comentário à Écloga IV); de Barbosa Machado (1682-1772) na Biblioteca Lusitana; e de António dos Reis (1690-1738) no Enthusiasmus poeticus. A écloga de Crisfal apareceu pela primeira vez em folha volante e anónima, com este título: Trovas de Crisfal. Depois apareceu publicada na 1.ª edição das obras de Bernardim Ribeiro, impressa em Ferrara em 1554.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Gastronomia Tradicional Alentejana - Migas com Carne de Porco à Alentejana
Ingredientes:
400 g de lombo de porco
200 g entrecosto
200 g toucinho entremeado
12 rodelas de linguiça
2 dl vinho branco
q.b. azeite
q.b. sal
1 folha de louro
q.b. massa pimentão
600 g pão caseiro (Vidigueira)
Decoração
2 folhas de louro
q.b. azeitonas
2 gomos de laranja
Confecção:
Cortar as carnes aos cubos e a linguiça às rodelas.
Fazer uma marinada com a massa de pimentão, alho, sal, louro e vinho branco.
Deixe as carnes em repouso nesta marinada durante 24 horas. Colocar banha numa frigideira, quando estiver quente fritar a carnes e a linguiça.
Cortar o pão às fatias e embeber num pouco de água, amassar com a mão.
Entretanto coloca-se um tacho ao lume com um pouco de azeite e e os dois dentes de alho muito bem picadinhos, quando estes estiverem louros juntar o pão e um pouco de gordura onde fritou as carnes.
Com a ajuda de uma colher de pau, bate-se até formar uma bola.
Sacode-se o tacho, quando estas descolarem das paredes e derem voltas, estão prontas.
Depois colocamos as nossas migas no centro de um prato de barro, as carnes em volta e decoramos com azeitonas, gomos de laranja e folhas de louro secas.
Nota: Para que as nossas migas fiquem com um visual mais atractivo e um pouco crocantes, colocamos um pouco de azeite numa frigideira anti-aderente, quando este estiver bem quente metemos lá o pão e coramos até ficar com uma textura crocante.
terça-feira, 23 de abril de 2013
domingo, 21 de abril de 2013
Apanha da azeitona
Autor António Passaporte
Data Fotografia 1940 - 1950
Legenda Apanha da azeitona
Cota APS0320 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME
sexta-feira, 19 de abril de 2013
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Personalidades Alentejanas - ESPANCA, Pe. Joaquim José da Rocha
(n. Vila Viçosa a 17 Março 1839; m. 26 Novembro 1896)
Sacerdote e músico. Foi prior em Bencatel e depois na freguesia de S. Bartolomeu de Vila Viçosa, tendo-se distinguido no Seminário de Évora, onde se ordenou.
Na Biblioteca da Câmara Municipal de Vila Viçosa existem três volumes in folio de Memórias, de onde foi extraído e composto o livro Compêndio de Noticias de Vila Viçosa, do qual o Padre Joaquim Espanca é autor e o compôs na sua tipografia. As Memórias de Vila Viçosa representam o seu trabalho literário mais relevante. Esta obra é uma extensa monografia, que resultou de uma investigação profunda e é um contributo de inestimável valor para a divulgação, conhecimento e compreensão da história e da etnografia da região de Vila Viçosa.
Como músico compôs 73 obras musicais, em parte existentes na Biblioteca Pública de Évora (Códice CLI / 1-17), distribuídas em seis grupos distintos: o primeiro para piano, o segundo para piano e canto, o terceiro para instrumental, o quarto para instrumental e canto, o quinto de música religiosa para novenas e o sexto de música sacra.
Eram também conhecidos os seus méritos de arqueólogo na interpretação e leitura de velhas inscrições lapidares, e colaborou, entre outros jornais, na revista O Arqueólogo Português. Publicou um trabalho sobre antas e foi um orador considerado.
In Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa; Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia Lda., [195-]. Vol. X, p. 187.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Gastronomia Tradicional Alentejana - Bolo de Café Alentejano
Ingredientes:
6 ovos
2 dl de azeite
1 colher de sopa de mel
350 g de açúcar escuro
2 dl de café muito forte
350 g de farinha
1 colher de sopa de fermento em pó
Para a calda:
200 g de açúcar escuro
2 dl de água
Confecção:
Bata muito bem os ovos com o azeite, o mel e o açúcar.
Junte o café e, finalmente, a farinha peneirada com o fermento.
Misture bem.
Deite o preparado numa forma grande de chaminé untada com margarina e polvilhada com farinha.
Leve a cozer em forno médio (180ºC) durante 40 minutos.
Desenforme o bolo e regue-o com a seguinte calda: ferva o açúcar com a água durante 5 minutos.
sábado, 13 de abril de 2013
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Claustro do Cv. Nª Sª Luz de Montes Claros
Claustro do Convento de Nossa Senhora da Luz de Montes Claros, em São Tiago de Rio de Moinhos (Borba). Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II)
Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Claustro do Cv. Nª Sª Luz de Montes Claros
Cota DFT4643 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME
terça-feira, 9 de abril de 2013
domingo, 7 de abril de 2013
Personalidades Alentejanas - ESPANCA, Florbela de Alma da Conceição Lobo
(n. Vila Viçosa 1895, m. Matosinhos 1930)
Poetisa, de seu nome completo Florbela de Alma da Conceição Espanca. Aos 14 de anos de idade Florbela foi uma das poucas alunas a frequentar o Liceu André de Gouveia. Em 1917 completou o 7º ano de Letras com boa classificação, tendo depois frequentado a Faculdade de Direito de Lisboa, não concluindo o bacharelato. Entre 1916-17 produziu várias composições poéticas que mais tarde viriam a ser reunidas na obra Juvenília, publicada em 1931.
Foi colaboradora da imprensa regional, nomeadamente no periódico Noticias de Évora. Os seus livros de poesia mais marcantes foram o Livro de Mágoas (1918), publicado em 1919 e o Livro de Soror Saudade, publicado em 1923. Em 1931, após a morte da poetisa editou-se Charneca em Flor, obra que a popularizou.
O Diário de Noticias, por iniciativa de António Ferro, promoveu uma subscrição nacional para a construção de um monumento à poetisa, da autoria do escultor Diogo de Macedo. O monumento (busto) foi oferecido à cidade de Évora, onde Florbela deve ter escrito as suas primeiras composições poéticas. A instalação do busto da poetisa no Jardim Público sofreu alguma contestação por parte dos sectores mais conservadores da cidade, para quem Florbela Espanca não era exemplo da mulher passiva e formada, arquétipo predominante de então. Vencida, porém, a resistência, o «Grupo Pro-Évora», ao qual o busto havia sido oferecido, com o apoio da Câmara Municipal, inaugurou-o a 18 de Junho de 1949.
A paisagem alentejana estava interiorizada em Florbela Espanca, a sua influência brotava mais no íntimo da sua alma sentimental, e não no desenho pitoresco ou trágico da paisagem. O Alentejo faíscava-lhe no cérebro e, mercê dum magistral domínio da arte do soneto, transformava-se num doloroso tesouro, em metáforas raras e precisas.
Toda a sua obra seria editada e/ou reeditada postumamente por Guido Battelli, professor e escritor italiano (Juvenilia, Reliquiae, Máscaras do Destino, Domino Negro e Cartas).
In Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa; Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia Lda., [195-]. Vol. X, p. 187.
In SILVA, Joaquim Palminha (coord.) - Dicionários Biográfico de Notáveis Eborenses 1900/2000. Évora: Tip. Dário do Sul, 2004. pp. 37-39.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Gastronomia Tradicional Alentejana - Ensopado de Borrego (Reguengos de Monsaraz)
Ingredientes:
Para 8 pessoas
2 kg de carne de borrego (costeletas e sela)
500 g de cebolas
2 colheres de sopa de farinha
200 g de banha
5 dentes de alho
1 folha de louro
1 colher de sopa de pimenta em grão
1 colher de sobremesa de colorau doce
1 ponta de malagueta
1 kg de pão caseiro ou de segunda
sal
Confecção:
Corta-se a carne em bocados, que se passam pela farinha. Retiram-se 3 colheres de sopa de banha e aquece-se a restante num tacho de barro. Introduz-se a carne neste tacho e deixa-se alourar.
À parte, noutro tacho de barro, faz-se um refogado com a restante banha, as cebolas cortadas ás rodelas, os dentes de alho cortados, o louro e a pimenta em grão.
Introduz-se a carne bem loirinha no refogado, assim como os restantes temperos e a água necessária para o ensopado, que pode ser acrescentada quando se julgar necessário.
Na altura de servir, tem-se o pão cortado em fatias numa terrina, sobre a qual se deita o caldo do ensopado depois dos temperos rectificados.
A carne serve-se à parte numa travessa mas ao mesmo tempo.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Paço Ducal de Vila Viçosa
Fachada do Paço Ducal de Vila Viçosa (Paço dos Duques de Bragança) e vista parcial do Terreiro do Paço.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 -
Legenda Paço Ducal de Vila Viçosa
Cota DFT7553 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME
domingo, 31 de março de 2013
Claustro do Cv. de St. António da Piedade, Redondo
Claustro do Convento de Santo António da Piedade (Cemitério Público), no Redondo. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca, Distrito de Évora - Zona Sul, vol.II, Lisboa, Academia Nacional de Belas Artes, 1978, est. 307.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 dep. -
Legenda Claustro do Cv. de St. António da Piedade, Redondo
Cota DFT932 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME
sexta-feira, 29 de março de 2013
quarta-feira, 27 de março de 2013
Personalidades Alentejanas - DURO, José António
(n. Portalegre a 22 Outubro 1875; m. Lisboa a 18 Janeiro 1899)
Poeta. Sendo aluno da Escola Politécnica de Lisboa, começou a frequentar os cafés e rodas literárias em que se discutia Vítor Hugo, Baudelaire, Antero, Junqueiro, Cesário Verde e os jovens simbolistas de Coimbra, principalmente António Nobre. Aí deu largas à sua precocidade melancólica, servida por uma sensibilidade aguda e mórbida, nutrida por leituras anárquicas e sombrias.
Os seus versos mais antigos foram escritos em Portalegre, uns dias depois do seu vigésimo aniversário (1895), e intitularam-se A Morte. É um soneto de molde anteriano, cheio de desesperos insanáveis, expressos num diálogo tétrico. Em 1896 publicou um folheto de versos numa tipografia da sua terra: Flores. Mas as suas composições mais significativas estão no livro Fel, editado em 1898, quando o poeta, tuberculoso, já se sentia perdido.
Esses poemas reflectem várias influências unificadas pelos temas de Baudelaire, postos em moda em Portugal por Guilherme de Azevedo e Gomes Leal: a prostituição, o tédio, o corvo fatídico de Poe, o coveiro e os vermes da cova, a tuberculose, a desesperança. A sinceridade de José Duro, pobre e doente, com uma mocidade gasta entre a Politécnica, o café Gelo e a gare de Portalegre, supre o que falta à sua poesia em verdadeira originalidade e consistência. «Livro de um incoerente», como ele lhe chama, o Fel é a simpática mensagem duma vida ceifada, que se traduz numa versificação cheia de reminiscências alheias, mas natural e animada.
In Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa; Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia Lda., [195-]. Vol. IX, p. 367.
segunda-feira, 25 de março de 2013
Gastronomia Tradicional Alentejana - Carne de Porco à Alentejana 2
500 g carne de porco
1 c. sopa colorau
2 cebolas
2 dentes de alho
4 tomates
2 c. sopa banha
1 kg amêijoa
salsa
q.b. sal
q.b. Pimenta
2 dl vinho branco
1 folha de louro
2 cravinhos (cravo-da-índia)
2 dentes de alho
Corte a carne em bocados pequenos.
Junte a massa de pimentão ou o colorau desfeito em água, o vinho branco, o louro, os cravinhos, os dentes de alho picados, sal e pimenta. Mexa e deixe marinar de um dia para o outro.
No dia seguinte corte em rodelas as cebolas, os dentes de alho e o tomate sem pele e sem grainhas, e leve tudo ao lume com uma colher de sopa de banha.
Deixe refogar até que o tomate e as cebolas estejam cozidos.
Junte depois as amêijoas, previamente lavadas em várias águas.
Logo que as amêijoas abram, tempere com sal e pimenta e deixe ferver mais 1 minuto. Retire do lume.
Noutro recipiente frite a carne escorrida com a restante banha bem quente.
Adicione 2 colheres de sopa do líquido da marinada e deixe ferver durante mais uns 15 minutos.
Junte as amêijoas e sirva a carne com batatas cozidas ou fritas. Polvilhe tudo com salsa picada.
sábado, 23 de março de 2013
quinta-feira, 21 de março de 2013
Convento de Santo António em Montemor-o-Novo
Autor David Freitas
Data Fotografia 1971 -
Legenda Convento de Santo António em Montemor-o-Novo
Cota DFT523 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME
terça-feira, 19 de março de 2013
domingo, 17 de março de 2013
Personalidades Alentejanas - DUBRAZ, João Francisco
(n. Campo Maior a 20 Janeiro 1818)
Professor de latim e francês. Dedicou-se ao comércio, que depois trocou pelo professorado. Foi também advogado provisional.
Escreveu: Achmet (Lisboa, 1852); Recordações dos últimos quarenta anos, esboços humorísticos, descrições, narrativas históricas, e memórias contemporâneas (Lisboa, 1868) (2.º edição em 1869); A Republica e a Ibéria (Lisboa, 1869); Cinco finados ilustres (autopsias e comemorações) (Lisboa, 1869); O aventureiro francês (Lisboa, 1869). Colaborou também em vários jornais.
In Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa; Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia Lda., [195-]. Vol. IX, p. 327.
sexta-feira, 15 de março de 2013
Gastronomia Tradicional Alentejana - Carne de Porco à Alentejana
1Kg de carne de porco cortada aos cubos
1Kg de berbigão ou de amêijoas
4 Alhos
3 Folhas de louro
0,5 dl de óleo
0,5 dl de azeite
Massa de pimentão q.b.
Coentros picados q.b.
Sal grosso q.b.
Pimenta q.b.
0,5l de vinho branco
Óleo para fritar
Batatas para fritar cortadas aos cubos
Comece por colocar sal e água no berbigão e deixe 2 horas de molho para perder a areia.
Coloque a carne numa tigela.
Esmague os alhos e junte-os à carne, junte as folhas de louro, 2 colheres de massa de pimentão, sal e pimenta, mexa tudo e regue com o vinho branco. Deixe de molho 2 horas para tomar gosto.
Coloque as batatas a fritar.
Num tacho leve a aquecer o azeite e o óleo.
Escorra a carne e coloque no tacho, deixe fritar 5 minutos.
Junte o marinado e deixer cozinhar mais 5 minutos.
Junte o berbigão e deixe cozinhar 5 minutos, para o berbigão abrir.
Junte os coentros picados e apague o lume.
Numa travessa, coloque as batatas e tempere-as com sal.
Espalhe a carne por cima e regue com o molho, sirva decorado com gomos de limão e pickles.
quarta-feira, 13 de março de 2013
segunda-feira, 11 de março de 2013
Igreja da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco
Capela-mor da Igreja da Venerável Ordem Terceira de São Francisco, em Mourão. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II)
Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Ig. da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco
Cota DFT4641 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME
sábado, 9 de março de 2013
quinta-feira, 7 de março de 2013
Personalidades Alentejanas - DELGADO, Joaquim Filipe Nery da Encarnação
Em 1844 entrou para o Colégio Militar e continuando os seus estudos na Escola Politécnica. Graduou-se no posto de sub-tenente de engenharia.
Em 1856 passou a trabalhar no Ministério das Obras Públicas onde pertenceu à comissão encarregue de estudar as medidas a tomar, contra as inundações do Mondego. Entrou para a "Comissão Geológica" como adjunto de Carlos Ribeiro, em 1857, tendo assumido a direcção deste organismo de 1882 a 1908.
Deixou uma obra científica notável, em que a sua actividade incidiu sobretudo no estudo dos terrenos paleozóicos e ante-paleozóicos de Portugal, sobre os quais publicou importantes trabalhos que ainda hoje, volvidos mais de 100 anos da sua edição, continuam a ser de leitura obrigatória. Ocupou-se, além disso, de problemas de geologia aplicada e de estudos de pré-história. Em 1867 foi publicado o seu primeiro estudo Da existencia do homem no nosso solo em tempos mui remotos provada pelo estudo das cavernas. Noticia ácerca das grutas de Cesaréda.
Exerceu os mais altos cargos públicos, tendo-lhe sido confiados numerosos cargos honoríficos, como a sua nomeação ao Conselho dos Monumentos Nacionais. Representou Portugal no Congresso Internacional de Paris (pré-história) e nos Congressos Geológicos de Bolonha, Londres e Zurique. Foi homenageado com a grande cruz da Ordem Militar de S. Bento d'Aviz, comendador da Ordem de D. Isabel a Católica, oficial da Ordem da Legião de Honra, oficial da Ordem da Coroa de Itália e com medalhas em todas as exposições internacionais nas quais o Serviço Geológico estivesse presente. Foi membro correspondente na Academia das Ciências de Lisboa em 1875 e passou a membro efectivo em 1884. Foi vice-presidente da aula das ciências matemáticas, físicas e naturais e presidente da comissão da redacção do jornal dessa aula.
Foi sócio de várias associações científicas portuguesas, de entre as quais se destaca a Associação dos Engenheiros Civis, o Instituto de Coimbra, a Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais e a Sociedade de Geografia de Lisboa, da qual foi vice-presidente, sendo também presidente da secção de geologia. Das associações estrangueiras destacou-se como membro correspondente do Instituto Geológico de Viena, sócio da Sociedade Académica franco-hispano-portuguesa de Toulouse, da Sociedade das Ciências Naturais de Toulouse, da Sociedade Antropológica de Berlim, das Academias de Ciências de Madrid e Barcelona, da Sociedade Geológica de França, da Sociedade Geológica Italiana, da Sociedade dos Antiquários de Londres, da Sociedade Geológica de Londres e da Sociedade Geológica da Bélgica.
Casou em 1860 com D. Maria Ricardina Augusta da Fonseca, da qual teve 3 filhas que muitas vezes o ajudaram nos seus trabalhos. Reformou-se da carreira militar com o posto de General de divisão em 1899.
Faleceu com 73 anos e foi sepultado em Lisboa no cemitério dos Prazeres.
e-GEo - Sistema Nacional de Informação Geocientífica. Biografia de Joaquim Filipe Nery da Encarnação Delgado (1835-1908). [Online] URL: http://e-geo.ineti.pt/geociencias/edicoes_online/biografias/nery_delgado.htm. Acedido a 30 de Outubro de 2007.
terça-feira, 5 de março de 2013
Gastronomia Tradicional Alentejana - Peru Recheado à Moda do Alentejo
Ingredientes:
1 perú com cerca de 3,5 kg
1 laranja
1 limão
1 colher de sopa de banha
150 g de linguiça ou chouriço
1 colher de sopa de colorau
sal e pimenta q.b.
Para o recheio do papo (peito):
250 g de carne de porco
250 g de carne de vaca
1 cebola
100 g de toucinho entremeado
120 g de chouriço de carne
50 g de azeitonas pretas
1 colher de sopa de salsa picada
miolo de 1 pão
2 colheres de sopa de manteiga
raspas de limão
sal e pimenta q.b.
Recheio para o corpo (barriga):
4 batatas
2 colheres de sopa de manteiga
2 gemas
1 cebola média
50 g de azeitonas pretas
1 colher de sopa de salsa picada
miudos de perú
sal, pimenta e noz-moscada q.b.
Preparação:
De véspera, ponha o perú de molho com água, sal, rodelas de limão e laranja.
Para fazer o recheio do papo, pique a carne de vaca, a de porco e o chouriço. Junte o pão amolecido em água, as azeitonas picadas, a salsa picada e a cebola picada. Puxe (refogue) em manteiga e tempere com sal, pimenta e raspas de limão.
Para o recheio do corpo, comece por cozer as batatas com a pele. Pele as batatas e passe-as pelo passe-vite. Junte uma colher de manteiga e as gemas. Faça um puxado (refogado) com manteiga e cebola picada. Junte os miúdos picados e envolva a batata. Junte a salsa picada, as azeitonas picadas e tempere com sal, pimenta e noz-moscada.
Depois de prontos os recheios, recheie o perú e cosa ambas as aberturas com linha grossa. Barre o perú com uma papa feita com manteiga, toucinho, chouriço ou linguiça, colorau, sal e pimenta. Leve a assar em forno médio. Regue por diversas vezes com vinho branco e quando tiver molho suficiente, regue com o próprio molho do assado. Assim que o perú esteja dourado, retire-o do forno para constipar. Introduzir novamente no forno para acabar de cozinhar. Sirva com salada verde.
domingo, 3 de março de 2013
sexta-feira, 1 de março de 2013
Igreja da Santa Casa da Misericórdia do Alandroal
Nave da Igreja da Santa Casa da Misericórdia do Alandroal. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II).
Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Igreja da Santa Casa da Misericórdia do Alandroal
Cota DFT952 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Personalidades Alentejanas - CURVO SEMEDO, Belchior
(n. Montemor-o-Novo em 1766; m. Lisboa em 1838)
Fidalgo da Casa Real, cavaleiro professo das ordens de Cristo e N.ª Sr.ª da Conceição, capitão do corpo de engenheiros, escrivão dos portos, etc.
Ganhou grande reputação como poeta e na Nova Arcádia tomou o nome de Belmiro Transtagano.
Partilhou com Bocage uma rivalidade, que só veio a terminar perto da morte do escritor sadino, simplesmente porque partilhavam o mesmo estilo literário.
Publicou vários livros, mas as suas obras mais conhecidas são os quatro volumes das Composições Poéticas e, também, uma tradução das melhores fábulas de Jean de La Fontaine.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Gastronomia Tradicional Alentejana - Ensopado de Enguias (2)
Ingredientes:
Enguias,
sal,
cebola,
alho,
pimento verde,
pimento vermelho,
folha de louro,
vinho,
colorau,
farinha,
pão,
azeite,
água.
Preparação:
Tira-se a pele e a tripa e cortam-se as enguias aos bocados pequenos. Temperam-se com sal.
Faz-se um refogado de cebola, alho, pimentos aos bocados e folhas de louro. Tapa-se o tacho e deixa-se ficar durante 10 minutos em lume brando. Adiciona-se um copo de vinho e as enguias.
Num recipiente meio copo à parte, junta-se um bocadinho de colorau, farinha, meio copo de vinho, de frita-se o pão água, mistura-se bem e junta-se ao preparado anterior. Deixa-se apurar. À parte àpreparado por s tiras, em azeite. Coloca-se de seguida no fundo de uma travessa e verte-se o cima.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Conv. St. António da Piedade, Redondo
Capela-mor da Igreja do Convento de Santo António da Piedade (Cemitério Público), no Redondo.Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II)
Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Conv. St. António da Piedade, Redondo
Cota DFT4686 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Cancioneiro Alentejano - Os Olhos da Marianita
Se os meus olhos te ofenderam
Toma-os lá castiga-os bem
Que eu não quero ter na cara
Olhos que ofendam alguém
Os olhos da Marianita,
São verdes cor de limão.
Ai sim Marianita ai sim,
Ai sim Marianita ai não,
Ai sim Marianita ai sim,
Ai sim Marianita ai não!
Os meus olhos com chorar,
Fizeram covas no chão.
Foi o que os teus não fizeram,
Não fizeram nem farão!
Os olhos da Marianita
São verdes cor de limão
Etc.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Personalidades Alentejanas - CASTEL-BRANCO, Pedro Celestino Caldeira de
(n. Alter do Chão a 11 Janeiro 1883; m. Lisboa a 5 Maio 1962)
Engenheiro Agrónomo. Descendeu de António Mendo Caldeira de Castel-Branco Cotta Falcão, I Visconde de Alter do Chão, e Maria Ana de Mesquita Marçal Cary Rebelo Palhares Caldeira Castel-Branco. Do primeiro casamento com Judite Alice Veloso Rebelo Palhares, em 1881, teve como filhos Maria Ana Rebelo Palhares Caldeira de Castel-Branco, Maria José Rebelo Palhares Caldeira de Castel-Branco, Pedro Rebelo Palhares Caldeira de Castel-Branco, Fernando Caldeira de Castel-Branco. Maria Inês Gagliardini Graça Caldeira de Castel-Branco e António Mendo Gagliardini Graça Caldeira de Castel-Branco resultaram do segundo casamento com Inês Gagliardini Graça, em 1888.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Gastronomia Tradicional Alentejana - Ensopado de Enguias (1)
Ingredientes:
enguias;
2 cebolas;
3 dentes de alho;
1 folha de louro;
1 colher de chá de colorau;
salsa;
1 copo de vinho.
Preparação:
enguias;
2 cebolas;
3 dentes de alho;
1 folha de louro;
1 colher de chá de colorau;
salsa;
1 copo de vinho.
Preparação:
Arranje e lave as enguias. Parta-as e salgue-as. Faça um refogado com 2 cebolas cortadas ás rodelas , 3 dentes de alho picados, 1 folha de louro, uma colher de chá de colorau, um ramo de salsa e um copo de vinho branco. Deite as enguias no refogado e deixe que apurem bem. Verifique o sal e quando estiver quase tudo cozido deite mais meio copo de vinho branco.
Sirva as enguias numa travessa sobre fatias de pão torrado ou pão frito.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Castelo de Mourão
Castelo de Mourão. Ao fundo vê-se a Torre de Menagem, em ruínas, e o campanário da Torre do Relógio.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1978
Legenda Castelo de Mourão
Cota DFT852 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Cancioneiro Alentejano - Onde Vais óh Luisinha
Onde vais óh Luisinha
Com o teu cabelo à faia
Vou ver o meu amor
Que anda nas ondas da praia
Onde vais óh Luisinha
Com o teu cabelo à faia
Vou ver o meu amor
Que anda nas ondas da praia
Onde vais óh Luisinha
Com tua voz de lamento
Vou ver o meu amor
Que anda no mar ao sustento
Que anda no mar ao sustento
Que anda no mar à sardinha
Com tua voz de lamento
Onde vais óh Luisinha
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Personalidades Alentejanas - CASTEL-BRANCO, Luiz Barahona Caldeira
(n. Portalegre a 7 Dezembro 1867; m. Évora a 2 Janeiro 1916)
Engenheiro Agrónomo. Filho de Inácio Cardoso de Barros Castel-Branco Barba Mouzinho e Matos e Maria José de Barahona Fragoso Cordovil da Gama Lobo. Casou com Leonor de Oliveira Fernandes por volta do ano 1870. Deixou como descendência Inácio Fernandes Caldeira Castel-Branco e Leonor Fernandes Caldeira Castel-Branco.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Gastronomia Tradicional Alentejana - Ensopado de Borrego (5)
Ingredientes:
1 kg. de borrego (sela e costeletas);
100 gr. de banha;
250 de cebola;
3 dentes de alho
1 folha de louro;
1 colher de sobremesa de pimenta em grão;
1 colher de chá de colorau doce;
3 colheres de sopa de vinagre;
1 ponta de malagueta;
farinha;
salsa;
sal;
pão da véspera.
Preparação:
Corte o borrego em bocados e passe por farinha. Aloure-o em 50 gr. de banha. Entretanto corte as cebolas e os alhos em rodelas e, juntamente com o louro e a pimenta em grão, faça um refogado pouco puxado com a restante banha.
Junte o borrego, tempere com sal, a malagueta, o colorau doce, um ramo de salsa e junte a água que acha suficiente para ensopar o pão em fatias e coloque-as na terrina. Na altura de servir a carne, leve o caldo ao lume com o vinagre e deite-o a ferver sobre o pão. Sirva com a carne à parte numa travessa.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Torre de Menagem do Castelo de Estremoz
Torre de Menagem do Castelo de Estremoz e entrada para a Pousada da Rainha Santa Isabel.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1975 ant. -
Legenda Torre de Menagem do Castelo de Estremoz
Cota DFT664 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Rua de Monsaraz
Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1970
Legenda Rua de Monsaraz
Cota DFT1032.1 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Cancioneiro Alentejano - Olha o Passarinho
Chega a Primavera,
Canta a cotovia,
Melros e pardai,
Cantam nos choupais,
Ao romper do dia!
Olha o passarinho,
Que bem que ele canta!
Quando está cantando,
Parece que tem,
Uma guitarra na garganta!
Olha o rouxinol,
Vai fazer o ninho,
E canta sem medo
Dentro do balsedo,
Olha o passarinho!
Como os passarinhos,
Quem me dera ser,
Que triste ou contente,
Cantam docemente
Sempre até morrer!
Olha o passarinho,
Que bem que ele canta!
Etc.
domingo, 27 de janeiro de 2013
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Personalidades Alentejanas - CASTEL-BRANCO, José Alvim Caldeira
(n. Alter do Chão em 1861; m. Portalegre a 9 Janeiro 1929)
Engenheiro Agrónomo. Foi filho de Francisco Barreto Caldeira Castel-Branco e de Mariana Zeferina Barreto Fêo de Sousa e Alvim de Castelo Branco. Em 1867 casou com Mariana José de Ornelas e Nápoles Bacelar Moniz de Castelo Branco. Teve como descendência Francisco Bacelar Caldeira de Sousa Alvim.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Gastronomia Tradicional Alentejana - Ensopado de Borrego (4)
Ingredientes:
1 Kg de costeletas e pescoço de borrego
2 cebolas
2 dentes de alho
1 ramo de salsa
150 g de banha
3 colheres de sopa de azeite
500 g de batatas
1 colher de sopa de vinagre
2 l de água
1 folha de louro
250 g de pão tipo caseiro, duro
colorau-doce
sal e pimenta
Preparação:
Picam-se as cebolas e os dentes de alho, junta-se a banha, o azeite, a salsa e o borrego cortado aos bocados e leva-se ao lume a refogar. Adiciona-se a água e os restantes temperos e ferve um bocado. Depois misturam-se as batatas cortadas aos quadrados e o vinagre. Logo que esteja tudo cozido, colocam-se a carne e as batatas numa travessa, deitando o caldo a ferver numa terrina, sobre as fatias de pão. Serve-se também com ervilhas guisadas à parte.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Vista de Monsaraz
Rua de Monsaraz, com o Castelo ao fundo e torres da Igreja Matriz.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1970
Legenda Vista de Monsaraz
Cota DFT1031.1 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME
sábado, 19 de janeiro de 2013
Cancioneiro Alentejano - Olha a Noiva Se Vai Linda
Compadre já te casaste
Já o laço te apanhou
Deus queira que sempre digas,
Se bem estava,
Se bem estava, melhor estou
Olha a noiva se vai linda,
No dia do seu noivado!
Também eu queria ser,
Também eu queria ser,
Também eu queria,
Também queria ser casado!
Ser casado, e ter juízo,
Acho que é bonito estado!
Também eu queria ser,
Também eu queria ser,
Também eu queria,
Também queria ser casado!
À luz daquela candeia
Foi feito meu casamento
Ó candeia não t’apagues
Hás-de ser,
Hás-de ser, um juramento
Olha a noiva se vai linda,
No dia do seu noivado!
Etc.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Personalidades Alentejanas - CAMÕES, António Maria Hortas
(n. Aldeia da Mata - Crato - a 6 Outubro 1873)
Engenheiro Agrónomo. Filho de João Manuel Hortas Gouveia e Maria José Camões. Casou em Nisa, no ano de 1906, com Josefa de Barros Carvalhais. Desta mulher teve Ana de Barros Camões, José Carvalhais de Barros Gouveia e Maria de Lourdes de Barros Camões.
domingo, 13 de janeiro de 2013
Gastronomia Tradicional Alentejana - Ensopado de Borrego (3)
Ingredientes:
1/2 de borrego,
1 ou 2 cebolas,
pimentas,
azeite,
sal,
louro,
vinho,
salsa.
Preparação:
Corta-se o Borrego aos bocadinhos, deita-se azeite num tacho, junta-se a carne e deixa-se alourar rapidamente. Reduz-se o calor, introduzem-se as cebolas, a salsa, o louro, o cravinho, a pimenta, e o colorau, junta-se-lhe um pouco de vinho, e depois rega-se com uns pinguinhos de água. Quando tudo estiver bem louro, rega-se com a água necessária para o ensopado, introduzem-se as batatas cortas aos quartos. adiciona-se o vinho, tapa-se e deixa-se cozer a apurar.
Serve-se com sopas de pão.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Trabalhos agrícolas
Autor António Passaporte
Data Fotografia 1940 - 1950
Legenda Trabalhos agrícolas
Cota APS0313 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Cancioneiro Alentejano - Ó Vizinha Tem Cá Lume
Não sei se te diga adeus
Se te digo vou-me embora
O adeus é saudoso
Quem diz adeus, sempre chora
Óh v’zinha tem cá lume
P’rá cender meu candeeiro
Tenho o meu amor à porta
Quero-lh’ir falar primeiro
Quero-lh’ir falar primeiro
Porque é esse o meu costume
P’rá cender meu candeeiro
Óh v’zinha tem cá lume
Despedida, despedida
Sabe Deus quem se despede
Quem se despede chorando
Não faz a despedida alegre
Óh v’zinha tem cá lume
P’rá cender meu candeeiro
Etc.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
sábado, 5 de janeiro de 2013
Personalidades Alentejanas - CÂMARA MANOEL, Joaquim
(n. Évora, 1907 - m. Évora, 1951)
Regente Agrícola, formado pela Escola Agrícola de Santarém em 1926 e colaborador da imprensa eborense.
Foi Vereador da Câmara Municipal de Évora, Presidente da Comissão Minicipal de Turismo e membro do Conselho Provincial da Junta de Província do Alto Alentejo. Foi ainda secretário da direcção do Grupo de defesa do Património Pró-Évora.
Colaborador assíduo do Notícias de Évora, manteve neste diário, durante anos, a secção "Contos e Novelas" e a sua "Crónica". Assinava geralmente como o pseudónimo Luis Américo ou com as iniciais L.A.K e C.M.. Colaborou ainda com as publicações O Século, Brados do Alentejo, Restauração, O Alentejo, O Anunciante, O Corvo, O Alentejano, RevistaTranstagana e A Cidade de Évora.
Publicou ainda alguns titúlos em prosa e teatro levados à cena em Évora.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Gastronomia Tradicional Alentejana - Ensopado de Borrego (2)
Ingredientes:
1,5 kg de Borrego (parte da mão);
Batatas (q.b.);
2 cebolas;
3 dentes de alho;
Salsa;
2 folhas de louro;
Cravinho;
Pimenta;
Sal;
Pimentão de flor;
Azeite Alentejano;
Vinho Branco Alentejano;
Vinagre (q.b.).
Preparação:
Numa panela coloca-se o azeite (qb) e o borrego já em bocados, por cima colocam-se todas as especiarias (qb). Deixa-se refogar, junta-se um cálice de vinho branco, a água (qb) e depois deixa-se cozer o borrego. Quando o borrego estiver quase cozido mistura-se as batatas aos quartos e uma colher de sopa de vinagre. Depois é só deixar ferver para que o borrego e as batatas possam cozer. Está pronto a servir.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Pelourinho de Veiros
Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1970
Legenda Pelourinho de Veiros
Cota DFT6132.1 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Presbitério da Igreja do Cv. Nª Sª Saudação
Presbitério da Igreja do Convento de Nossa Senhora da Saudação em Montemor-o-Novo.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1975 ant. -
Legenda Presbitério da Igreja do Cv. Nª Sª Saudação
Cota DFT511 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME
sábado, 29 de dezembro de 2012
Cancioneiro Alentejano - Ó Minha Pombinha Branca
Ó minha pombinha branca,
Onde queres tu que eu vá.
É de noite faz escuro,
É de noite faz escuro
Eu sózinho não vou lá
Eu sózinho não vou lá
Eu sózinho lá não vou,
Ó minha pombinha branca,
Ó minha pombinha branca
Pra, te amar inda aqui, estou!
Ó minha pombinha branca,
Já não vais beber à vala.
Por causa de ti pombinha,
Por causa de ti pombinha
Já meu amor me não fala!
Ó minha pombinha branca,
Onde queres tu que eu vá.
É de noite faz escuro,
Etc.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Personalidades Alentejanas - CAMARA MANOEL, José Eduardo de Calça e Pina da
(n.Évora 1875; m. Évora 1940)
Filho de Caetano Xavier de Almeida da Câmara Manoel e de Francisca Emília de Calça Pina. Do seu casamento com Carolina das Dores Pereira do Carmo teve quatro filhos: Francisco Carolina Pereira do Carmo Calça e Pina da Câmara Manoel, Nícia Emília Pereira do Carmo da Câmara Manoel, Joaquim Augusto Pereira do Carmo da Câmara Manoel e Alberto José Pereira do Carmo da Câmara Manoel.
domingo, 23 de dezembro de 2012
Gastronomia Tradicional Alentejana - Ensopado de Borrego (1)
Ingredientes: (Para 4 pessoas)
1,200 kg de carne de borrego,
2 cebolas médias,
4 dl de vinho branco,
1 colher de sopa de margarina,
2 dentes de alho,
1 folha de louro,
pimenta q.b.,
3 tomates maduros,
0,5 kg de batatas,
pão e sal q.b.
Preparação:
Corta-se a carne em bocados, tempera-se com com sal, vinho branco, alhos picados, louro e pimenta. Aguarde pelo menos uma hora. Leve ao lume as cebolas picadas, o óleo e a margarina. Quando a cebola ficar transparente adicione o borrego escorrido. Cozinhe uns minutos com o tacho destapado. Quando a carne começar a secar adicione o tomate pelado e cortado aos pedacinhos e a marinada. Tape o tacho e mantenha-o em fervura até a carne estar macia. Se achar necessário acrescente um pouco de água a ferver. Apure o molho e rectifique os temperos. Dentro de uma travessa funda disponha o pão cortado às fatias. Cubra com o borrego e o molho. Polvilhe com salsa picada. Acompanhe com as batatinhas cozidas.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Capela palatina de St. António, Vendas Novas
Capela-mor da Capela Palatina de Santo António, em Vendas Novas. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Norte, Volume II)
Autor David Freitas
Data Fotografia 1975 ant. -
Legenda Capela palatina de St. António, Vendas Novas
Cota DFT4548 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Cancioneiro Alentejano - Ó Loendreiro
Nossa Senhora faz meia
A uma candeia de luz
O novelo é lua cheia
As meias são p’ra Jesus
Ó loendreiro
Onde está teu loendral
Teu amor primeiro
Foi, meu rival
Nossa Senhora é mãe
É mãe de quem mãe não tem
Se minha mãe não morresse
Era minha mãe também
Ó loendreiro
Onde está teu loendral
Etc.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Estação elevatória da Graça do Divor
Estação elevatória da Barragem da Graça do Divor: aspecto do interior e maquinaria.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1967-05-31 -
Legenda Estação elevatória da Graça do Divor
Cota DFT2487 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME
sábado, 15 de dezembro de 2012
Personalidades Alentejanas - BRITO CORREIA, José Hilário de
Natural de Montemor-o-Novo. Escreveu o Tomo I dos Estudos históricos, jurídicos e económicos sobre o Município de Montemor-o-Novo (Coimbra, 1873). O II Tomo foi publicado por José Joaquim Lopes Praça em 1875.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Gastronomia Tradicional Alentejana - Empada de Coelho Bravo com Arroz de Pinhão
Ingredientes:
Coelho bravo
alho
cebola
erva ursa
louro
coentros
massa de pão
Preparação:
Acompanhamento:
Arroz de Pinhão e Passas
Coelho bravo
alho
cebola
erva ursa
louro
coentros
massa de pão
Preparação:
O coelho, esfolado e partido ao meio, vai a cozer com água e sal. Depois de cozido, é desfiado e temperado com ervas aromáticas (alho, cebola picada, erva ursa, louro e coentros). Tempera-se e deixa-se repousar de um dia para o outro. Faz-se a massa de pão e igualmente vai a repousar de um dia para o outro.
Estica-se a massa e coloca-se o coelho em cima, adiciona-se um pouco de bacon e margarina liquída, enrola-se e vai ao forno à temperatura de 200º C durante 20 minutos.
Acompanhamento:
Arroz de Pinhão e Passas
Num tacho, coloca-se um punhado de pinhões, vai a fritar com margarina liquida, devendo mexer-se para que o pinhão frite de forma homogénea. Adiciona-se arroz extra-longo - cozinhado previamente - e, no final, as passas.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Altar lateral da Ig. S. Francisco de Estremoz
Altar lateral da Igreja do Convento de São Francisco de Estremoz.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1979
Legenda Altar lateral da Ig. S. Francisco de Estremoz
Cota DFT589 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME
domingo, 9 de dezembro de 2012
Cancioneiro Alentejano - Ó Erva Cidreira
Se eu tivesse amores
Que me têm dado
Tinha a casa cheia
Até ao telhado
Ó erva cidreira,
Que‘stás no alpendre,
Quanto mais se rega,
Mais a folha pende.
Mais a folha pende,
Mais a rosa cheira,
Que’stás no alpendre,
Ó erva cidreira!
Algum dia eu era
Agora já não
Da tua roseira
O melhor botão
Ó erva cidreira,
Que‘stás no alpendre,
Etc.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Vista aérea do claustro do Cv. St. António
Vista aérea do claustro do Convento de Santo António, em Montemor-o-Novo
Autor David Freitas
Data Fotografia 1971 -
Legenda Vista aérea do claustro do Cv. St. António
Cota DFT528 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Personalidades Alentejanas - BRITO CAMACHO, Manuel de
(n. Aljustrel em 1862; m. Lisboa a 19 Setembro 1934)
Uma das personalidades de maior relevo da política republicana, estadista, escritor, jornalista e médico militar. Filho de lavradores humildes, fez o curso de Medicina na Escola Médica de Lisboa.
A sua carreira política iniciou-se em 1890. O Ultimatum inglês veio já encontrá-lo em plena actividade política, colaborando em jornais e convivendo com personalidades de destaque do partido republicano. Depois de ter estado em Paris, a preparar-se para um concurso da Escola Médica, fez no Centro Socialista das Amoreiras a sua primeira conferência política intitulada: A coroa substituída pelo chapéu alto.
A principal contribuição de Brito Camacho para a propaganda republicana realizou-se pelo jornalismo. Depois de dirigir, em Viseu, o Intransigente, fundou em Lisboa A Luta, que começou a publicar-se a 1 de Janeiro de 1906. Neste jornal afirmaram-se, principalmente, as suas excepcionais qualidades de jornalista e polemista. Entre os colaboradores contavam-se João de Meneses, José de Magalhães, Basílio Teles, Duarte Leite, Bettencourt Raposo, Sousa Pinto, Carlos Amaro, Emílio Costa, Augusto de Vasconcelos, Ferreira de Mira. A influência de A Luta foi enorme, antes e depois do advento da República. Além de artigos de fundo, eram da sua pena os vivos e espirituosos comentários da secção Ao de leve, ou os dos Ecos, que rapidamente se celebrizaram.
Foi eleito deputado pelo círculo de Beja, nas eleições que se realizaram a 5 de Abril de 1908, depois do regicídio. Falou pela primeira vez na Câmara de Deputados a 9 de Maio, protestando contra o facto de o terem obrigado, como deputado, a jurar manter uma religião que não professava e a ser fiel a uma instituição que combatia; e apresentou um projecto de lei que visava abolir em todas as instâncias o juramento político.
Em Agosto de 1909 tomou parte activa na organização das manifestações promovidas pela Junta Liberal. Este organismo tinha à sua frente o Dr. Miguel Bombarda, de quem Brito Camacho recebeu as últimas indicações revolucionárias, a 3 de Outubro de 1910, quando aquele foi vítima dum atentado.
O seu papel no movimento insurreccional, que implantou a República, foi da maior importância graças às suas relações com o chefe militar, o almirante Cândido dos Reis, e às amizades que contava entre a oficialidade do Exército e da Armada. Proclamado o novo regime, substituiu, em 24 Novembro 1910, na pasta do Fomento do governo provisório, o Dr. António Luiz Gomes. Entre as suas iniciativas, de carácter essencialmente construtivo, devem salientar-se as relativas ao crédito agrícola, aos caminhos de ferro, aos transportes em geral, ao ensino técnico, e com o seu apoio se levou a cabo a reforma efectiva do Instituto Superior Técnico de Lisboa.
Depois de proclamada a República, continuou a ocupar o seu lugar no Parlamento, eleito pelo círculo de Aljustrel. À sua volta juntou grande parte dos maiores valores intelectuais republicanos. Quando, no congresso da rua da Palma, em 1911, o velho partido republicano se dividiu, tomou orientação nitidamente divergente da dos Dr. Afonso Costa e do Dr. António José de Almeida, e organizou e chefiou a União Republicana.
Durante a I Grande Guerra conservou-se afastado dos governos da União Sagrada, defendendo a ideia de que a participação de Portugal deveria ser nas colónias, e não em França. Depois da revolução de Sidónio Pais, a União Republicana deu ao primeiro ministério três ministros: Moura Pinto (Justiça), Santos Viegas (Finanças) e Aresta Branco (Marinha); quando, porém, viu a situação muito influída pelos monárquicos (como ele previra), combateu-a.
Após estes movimentos procurou, mais uma vez entre tantas, ligar a União Republicana ao partido Evolucionista de António José de Almeida, criando-se assim o partido liberal, que funcionaria como força conservadora em relação ao chamado partido democrático, cujo chefe era Afonso Costa. Desligou-se, desde então, de toda a actividade partidária.
Em fins de 1921, sendo ministro das Colónias Ferreira Rocha, e atravessando Moçambique um momento difícil, devido sobretudo a certas ambições do general Smuts, Brito Camacho foi nomeado alto comissário da República naquela colónia, funções que exerceu durante dois anos com notável acção diplomática, administrativa e de fomento.
Só ao partir para Moçambique abandonou a direcção efectiva de A Luta. A sua obra de escritor compreende entre outros os seguintes volumes: Herança mórbida (tese, 1889); Propaganda; Dois crimes; Impressões de viagem; D. Carlos íntimo (1912); Ao de leve; Nas horas calmas; Pretos e brancos; Por aí fora; Longe da vista; Gente rústica; Os amores de Latino Coelho; A caminho de África; Terras de lendas; Quadros alentejanos; Jornadas; Contos ligeiros; Gente vária; Contos e sátiras; Cenas da vida; Gente boér; Pó de estrada; Lourdes; A questão romana; Por cerros e vales; Ferroadas; A reacção; A linda Emília; Moçambique; De bom humor; Matéria vaga. Alguns artigos políticos saíram em separata, e publicaram-se isoladamente parte dos seus discursos e cartas.
Foi casado com D. Maria da Luz, filha do Dr. José Jacinto Nunes. Decidido a assentar praça, para ser médico militar, prestando serviço em diversas unidades do Continente e dos Açores. Foi promovido a tenente em 1891, a capitão em 1901, a major em 1917, a tenente-coronel em 1918 e a coronel em 1919.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Gastronomia Tradicional Alentejana - Cozido de Grão com Vagens
Ingredientes:
250 g de grão;
500 g de vagens (feijão verde);
250 g de batatas;
1 fatia de abóbora menina;
300 g de carne de borrego para cozer;
100 g de toucinho;
1 chouriço de carne (linguiça);
1 farinheira;
200 g de pão caseiro (duro);
sal;
hortelã.
Preparação:
Põe-se o grão de molho em água e sal durante 12 horas. Passado esse tempo, coze-se. Numa panela com água suficiente põe-se a carne de borrego, o toucinho, o chouriço, a farinheira, e leva-se ao lume a cozer. Depois de as carnes estarem cozidas, retiram-se da água. Arranjam-se e lavam-se as vagens, as batatas e a abóbora cortada aos bocados.
Deitam-se na água em que se cozeram as carnes aos bocadinhos. Dispõem-se no centro de uma travessa o grão, as vagens, as batatas e a abóbora. Á volta colocam-se as carnes cortadas. Cortam-se fatias de pão duro e dispõem-se numa terrina. Espalham-se por cima alguns ramilhos de hortelã. Deita-se o caldo a ferver sobre as fatias de pão. Acompanha-se com as carnes, o grão, as vagens, as batatas e a abóbora.
sábado, 1 de dezembro de 2012
Capela de São João Baptista (Veiros)
Capela de São João Baptista, da Igreja Matriz de São Salvador de Veiros (Concelho de Estremoz). Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Norte, Volume II).
Autor David Freitas
Data Fotografia 1975 ant. -
Legenda Capela de São João Baptista (Veiros)
Cota DFT4559 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Cancioneiro Alentejano - Ó Cuba Terra Bendita
Óh Cuba terra bendita
Rodeada de trigais
De lindas portas e quintas
Arvoredos, milheirais,
Arvoredos, milheirais,
Óh Cuba terra bendita!
Óh Cuba terra bendita!
Rodeada de trigais
Quando de Cuba abalei
Olhei para trás chorando
Minha terra da minh’alma
Tão longe me vais ficando
Tão longe me vais ficando
Quando da Cuba abalei
Olhei para trás chorando
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Ermida de Nª Sª dos Mártires, Estremoz
Autor David Freitas
Data Fotografia 1975 ant. -
Legenda Ermida de Nª Sª dos Mártires, Estremoz
Cota DFT4532 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME
domingo, 25 de novembro de 2012
Personalidades Alentejanas - BORGES, Emília Salvado
(n. Cuba)
Licenciada em História, Pós-graduada em História Regional e Local e Mestre em História Moderna pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Desenvolve a sua investigação sobretudo na área da história regional alentejana do Antigo Regime, nas vertentes artísticas, demográficas, económica, social e política.
Entre as suas publicações destacam-se: O concelho de Cuba - Subsídios para o seu inventário artístico; O Concelho de Cuba nas Memórias Paroquiais de 1758; Crise de Mortalidade no Alentejo Interior - Cuba; Homens, Fazendas e Poder no Alentejo de Setecentos - O caso de Cuba; Para a História do ensino da História em Portugal- Análise dos Programas do Ensino Secundário Actas do I Encontro sobre o Ensino da História.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Gastronomia Tradicional Alentejana - Cozido de Grão à Alentejana
Ingredientes:
250 g de grão
100 g de cenouras
250 g de batatas
250 g de feijão verde
1 fatia de abóbora menina
300 g de carne de borrego
100 g de toucinho
1 chouriço (linguiça)
1 farinheira branca
1 farinheira de sangue
200 g de pão caseiro
sal
hortelã
Preparação:
Põe-se de molho o grão em água de um dia para o outro. Coze-se o grão na panela de pressão. Depois, noutra panela, põe-se as carnes e os enchidos a cozer, mais ou menos 1 hora.
Depois das carnes estarem cozidas, tira-se um pouco de água das carnes onde vão cozer as batatas cortadas aos quartos, a cenoura, o feijão verde e a abóbora menina e junta-se o grão e um pouco de água do grão. Põe-se a hortelã para dar gosto.
À parte, corta-se as carnes e servem-se numa travessa. Corta-se o pão caseiro às fatias e põe-se numa terrina a hortelã e o caldo por cima. Este caldo com o pão come-se juntamente com as carnes.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Igreja da Misericórdia de Arraiolos
"Consolar os tristes", painel de azulejos representando uma das dez obras das Misericórdias, na Igreja da Misericórdia de Arraiolos.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1970
Legenda Igreja da Misericórdia de Arraiolos
Cota DFT4460 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Cancioneiro Alentejano - Ó águia que vais tão alta
Os desgostos do presente,
São maiores que os do passado.
Embora estejas ausente,
Teu nome será lembrado!
Ó águia que vais tão alta,
Voando de pólo a pólo,
Leva-me ao céu onde eu tenho
A mãe que me trouxe ao colo
A mãe que me trouxe ao colo,
Ficou-me fazendo falta,
Voando de pólo a pólo,
Ó águia que vais tão alta!
Eu vi minha mãe rezando
Aos pés da Virgem Maria
Era uma Santa escutando
O que outra Santa dizia
Ó águia que vais tão alta,
Voando de pólo a pólo,
Etc.
sábado, 17 de novembro de 2012
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Personalidades Alentejanas - BARRETO, António de Mattos
(n. Cuba em 1900)
Engenheiro Agrónomo e professor do Instituto Superior de Agronomia. Fez parte da missão geográfica de Cabo Verde e dos Serviços de Fotogrametria aérea da Carta Agrícola, onde prestou relevantes serviços profissionais.
Foi chefe dos serviços de Agrimensura do Ministério da Agricultura, sendo considerado dos mais notáveis especialistas portugueses. Escreveu um trabalho extremamente interessante: Ante-projecto de um monte (1934).
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