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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Lenda de Beja

Todas as terras, principalmente do Sul, têm a sua lenda.
Muito ao contrário das lendas de outras terras, que metem geralmente moiras encantadas, Beja também tem a sua lenda.

E esta pretende justificar a razão porque se encontra no escudo da cidade a cabeça de um toiro. 
Diz-nos a lenda: - «Muito antes dos lusitanos, o local onde hoje se encontra a nobre cidade de Beja com as suas muralhas romanas, com os seus prédios góticos, com a mesquita árabe, com o castelo do princípio da monarquia portuguesa e, consequentemente, essa Beja com documentos que representam 4 civilizações, era pequeno povo que vivia em cabanas cobertas de colmo, que apenas se empregava no exercício da caça.

Todos esses campos ubérrimos de pão que vemos hoje, eram um compacto matagal, impossível em alguns pontos de ser penetrado pelo homem».

«E uma serpente, uma serpente monstro que tudo matava, tudo triturava, era a horrível preocupação do povo que habitava no local que mais tarde, no tempo dos romanos, se havia de chamar Pax-Júlia, depois no domínio árabe se chamou Buxú e presentemente se chama Beja».
«Um ardil porém germinou no cérebro de um habitante dessa região: Envenenar um toiro, deitá-lo para a floresta onde existia a tal serpente. Aprovada por todos essa ideia, o toiro foi envenado e deitado para o local indicado».

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Ensopado de Borrego à Moda do Alentejo

Ingredientes:
1 kg de borrego (sela e costeletas)
farinha
100 grs. de banha
250 grs. de cebolas
3 dentes de alho
1 folha de louro
1 colher de chá de pimenta em grão
sal
1 ponta de malagueta de piripiri
1 colher de chá de pimentão doce
1 ramo de salsa
pão de véspera
3 colheres de sopa de vinagre

Preparação: 
Corte o borrego em bocados e passe por farinha. Aloure em 50 grs. de banha. Entretanto, corte as cebolas e os alhos em rodelas e, juntamente com o louro e a pimenta em grão, faça um refogado pouco puxado com a restante banha. Junte o borrego, tempere com sal, a malagueta de piripiri, o colorau doce, a salsa e junte água que achar necessária para ensopar o pão. Deixe cozer. Corte o pão em fatias e coloque-as na terrina. Na altura de servir retire a carne. Leve o caldo ao lume com o vinagre e deite-o a ferver sobre o pão. Sirva a carne ao mesmo tempo numa travessa.

sábado, 3 de agosto de 2013

Personalidades Alentejanas - MOURA, José Diniz da Graça Motta e

(n. Nisa)

Frequentou a Universidade de Coimbra em 1839. Escreveu Julio e Carolina, ou a victima do capricho e do engano. Drama original em 3 actos e 3 quadros (Coimbra, 1839).




In Dicionário Bibliográfico Português. Estudos de Innocencio Francisco da Silva applicaveis a Portugal e ao Brasil. Continuados e ampliados por P. V. Brito Aranha. Revistos por Gomes de Brito e Álvaro Neves [CD-ROM]. Lisboa, Imprensa Nacional, 1858-1923. Vol. IV, pp. 306.

Vaqueiro


Autor António Passaporte 
Data Fotografia 1940 - 1960 
Legenda Vaqueiro
Cota APS0171 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Fortaleza de Juromenha


Fortaleza de Juromenha: vista dos baluartes, das ruínas da Torre de Menagem e das ruínas da Igreja da Misericórdia.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1965 -
Legenda Fortaleza de Juromenha
Cota DFT745 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sábado, 27 de julho de 2013

Lendas da Nossa Senhora do Castelo (Aljustrel)

Faz parte do imaginário popular, uma lenda que tenta justificar a inclusão na planta da igreja de uma rocha pertencente ao conjunto de afloramentos existentes em todo o morro do Castelo.

Conta essa lenda que em tempos muito recuados, Nossa senhora terá aparecido em cima dessa rocha. Quando foi decidido construir o templo, obviamente que ninguém pensou incluir a dita pedra na sua estrutura, porém, sempre que se começava a erigir a igreja, deixando a pedra de fora , a obra ruia.

Somente quando o templo foi construido, utilizando a pedra como alicerce, o edificio conseguiu aguentar-se de pé.
Uma outra lenda que tem a ver com esta pedra, embora com caracter mais profano, refere que ao encostarmos o ouvido à pedra, podemos ouvir o barulho do mar e que, se porventura, essa pedra fosse arrancada, o mar entraria por aí e alagaria a Vila de Aljustrel.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Açorda de Lebre com Nabiças

Ingredientes:
Para 10 pessoas
2 Lebres
2 Cebolas
2 dl. de Azeite 0,7º
1 dl. de Vinagre de Vinho
1 cabeça de Alho
2 folhas de Louro
Q.B. Sal
Q.B. Pimenta
2 molhos de Nabiças
1 l. Vinho Tinto do Alentejo
4 Nabos
1 Pão Alentejano de Véspera


Preparação:
Cortar a Lebre e temperar com Sal, Pimenta, Cebola, Vinho Tinto e Louro, ficando nesta marinada durante 24 horas.
De seguida coloca-se a Lebre no tacho com todos os ingredientes e um pouco de água, deixa-se cozinhar em lume brando e quando esta estiver quase cozida junta-se o vinagre, as Nabiças e o nabo cortado aos quadrados.
Verifica-se os temperos e serve-se sobre as fatias de pão.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Largo em Estremoz, junto à Ig. de S. Francisco


Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1970
Legenda Largo em Estremoz, junto à Ig. de S. Francisco
Cota DFT628 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 21 de julho de 2013

Palheiro e carros de mula


Autor David Freitas
 Data Fotografia 1950 - 1960 
Legenda Palheiro e carros de mula 
Cota DFT7904 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Lenda da Ponte da Portagem (Marvão)

Diz a lenda que amofinados porque o Sever, ainda aqui simples Ribeira de Marvão, durante as quadras outonal, invernosa e primaveril, não dava fácil passagem a vau, obrigando a largos rodeios, os habitantes da região assentaram de, à custa de sacrifícios embora, construírem uma ponte.
Discutia-se acaloradamente os meios mais próprios de efectivar tão útil empreendimento, quando um cavaleiro desconhecido […] se prontificou a fazer pronta e seguramente a ponte.
Apenas punha uma condição, a seu ver de pequena monta – a entrega das almas de toda a população que nada sofreria nesta vida, aplanadas todas as dificuldades por D. Belzebut […].
Crentes fiéis de Mafoma, os habitantes pouco hesitaram na resolução. […] E Satanás, lá se deixou embair mais uma vez, aceitando a condição de que a paga, estipulada para o seu enorme trabalho, só seria devida se a ponte se iniciasse e completasse desde o pôr ao nascer do sol consecutivo.
Como homem de recursos, Lúcifer […] conseguiria triunfar se Mahomet, constantemente assediado pelos seus crentes, cuja lamúria crescia há medida do rápido progredimento da obra, se não resolvesse a intervir, extraviando a pedra que falta e impedindo que antes do nascer do sol a ponte estivesse de todo pronta.

Versão literária de proveniência desconhecida, publicada por Alexandre de Carvalho Costa (1982) – Marvão, suas freguesias rurais e alguns lugares, s/l, Câmara Municipal de Marvão: 33 – 34.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Carneiro Assado à moda do Alentejo

Ingredientes:
2 pernas de carneiro ;
6 dentes de alho ;
1 ramo grande de salsa ;
4 cebolas ;
150 g de banha ;
2 folhas de louro ;
pimenta ;
4 cravinhos ;
1 colher de sopa de massa de pimentão ;
1 colher de sopa de colorau ;
1,5 dl de vinho branco ;
sal

Preparação:
Pisam-se num almofariz, até fazer papa, os dentes de alho, um ramo de salsa e sal. Barram-se as pernas do carneiro com esta papa e colocam-se numa assadeira de barro. Espalham-se por cima as cebolas ás rodelas, a banha aos bocadinhos, as folhas de louro cortadas ao meio, pimenta em pó, os cravinhos, o pimentão e o colorau. Junta-se ainda um ramo de salsa inteiro e
rega-se tudo com o vinho branco e uns pinguinhos de água.
Leva-se a assar no forno.
Acompanha-se com batatas fritas ou assadas no próprio e salada de alface.
Este assado é prato obrigatório em todas as festas importantes, em casamentos e baptizados.

sábado, 13 de julho de 2013

Pic-nic no campo


Autor Desconhecido/ não identificado 
Data Fotografia 1888 - 1960 
Legenda Pic-nic no campo 
Cota CME0180 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Nave da Igreja do Cv. St. António


Igreja do Convento de Santo António, em Montemor-o-Novo: corpo na nave, forrado por silharia azulejar de tapete polícromo.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1971 -
Legenda Nave da Igreja do Cv. St. António
Cota DFT4489 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 7 de julho de 2013

Lenda da Ponte da Portagem (Marvão)

A ponte romana da Portagem tinha que ser feita numa só noite.
Eram quatro galos e não sabiam qual cantava primeiro. Então os mouros meteram mão ao trabalho, porque, se cantasse o galo preto, tinham que largar tudo, pois corriam perigo.
Mas por sorte cantou primeiro o galo amarelo e gritaram todos:
“Trabalha o martelo!”
E continuaram com toda a pressa. E cantou o galo pedrês:
“E toca a trabalhar a torquês!”
E ainda com mais pressa porque já tinham cantado dois galos. E cantou o galo branco e gritaram todos:
“Ainda não me espanto!”
E mais pressa tinham. Só faltava o preto que era o do perigo. E lá canta o preto.
“Oh, com esse não me meto!”
Toca a largar tudo sem tão pouco olhar para trás.
E assim sendo, conta a lenda que ficou a ponte por acabar, pois faltava colocar a última pedra.


Versão de Portalegre, registada em 2001 por Rita de Jesus Cordas Barroqueiro (n. Reguengo, 1934) e transcrita por Ruy Ventura (2005) – Contos e Lendas da Serra de São Mamede, antologia breve, Almada, Associação de Solidariedade Social dos Professores: 81.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Açorda com Carnes (Baixo Alentejo)

350 g de pão de véspera
1 fatia grossa de toucinho com algum sal
150 g de presunto
100 g de chouriço magro
sal e pimenta em grão


Demolhe o pão em água fria. Corte o toucinho em pequenas falhas e derreta-o bem, dentro de um tacho de barro. Junte-lhe o presunto cortado em quadradinhos e o chouriço cortado em rodelas. Frite em lume brando, sem deixar secar. Adicione então o pão demolhado, bem espremido entre as mãos. Rectifique o sal e tempere com pimenta acabada de moer. Cozinhe durante alguns minutos, mexendo constantemente com uma colher de pau, para evitar que adira ao fundo do tacho. Sirva de imediato.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Homens junto a vara de porcos


Autor Desconhecido/ não identificado 
Data Fotografia 1888 - 1960 
Legenda Homens junto a vara de porcos 
Cota CME0181 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Cine-Teatro Curvo Semedo, em Montemor-o-Novo


Cine-Teatro Curvo Semedo, em Montemor-o-Novo. O projecto é da autoria do Arquitecto Rui Lino e a sua construção iniciou-se em 1925. Foi inaugurado em 1960. (Original: negativo de película em acetato, preto e branco, formato 9x12cm)

Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1970
Legenda Cine-Teatro Curvo Semedo, em Montemor-o-Novo
Cota DFT5241 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME