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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Paço Ducal de Vila Viçosa


Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 -
Legenda Paço Ducal de Vila Viçosa
Cota DFT7553 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sábado, 17 de agosto de 2013

Uma Luz Misteriosa (Beringel)

As histórias de lobisomens e de bruxas eram vulgares no meio rural tradicional. 
Maus encontros com animais a horas tardias, doenças provocadas por mau querer (feitiçarias), filtros de amor (beberagens para atrair ou afastar paixões, visões, vozes, são elementos do vasto manancial do imaginário popular sobre forças maléficas.

Há, contudo, outro tipo de histórias que são comuns a várias aldeias e vilas do Alentejo.

É o caso da estranha luz que, de noite, acompanhava os viajantes (normalmente pastores, almocreves e, mais recentemente, tractoristas que de noite procedem às grandes charruadas). 
Era uma luz que seguia o caminhante sem, contudo, o incomodar. Conheci algumas pessoas que afirmavam terem sido seguidas por essa luz. A luz acompanhava o viajante, seguindo a seu lado, parando quando este parava, e acompanhando a velocidade da deslocação.

Nenhuma das pessoas que conheci, e que afirmavam ter estado em contacto com o fenómeno, esboçou qualquer reacção. Para essa passividade contribuiu seguramente o facto de ser conhecida a reacção da luz quando atacada.

O fim da história que apresentamos é relativamente benéfico. Com efeito, noutras descrições, que a tradição popular registra, a luz, quando hostilizada, conduz à morte do atacante.

 História veridica: Algures na região de Beringel (Beja), o meu pai tinha um amigo que não acreditava em coisas estranhas, daquelas que se contam nas aldeias. 
Naquele tempo, corria o boato de que havia no campo uma espécie de luz de cor vermelha que andava de um lado para o outro, mas que não se deixava ver de perto.
Amigos do meu avô afirmavam que já a tinham visto, e esse homem que não acreditava disse, na brincadeira: 
“Se eu a encontrar, desfaço-a toda aos bocados com o meu cajado” 
O que vos conto a seguir é a narração do próprio. 
“Numa noite, eu ia guinado a minha charrete e lá estava à minha frente a luz vermelha parada em cima do muro.

 Saí, peguei no cajado e disse com ar forte e corajoso: 
Já que aí estás, então espera, que já vais ver o que é para a saúde! E assim dirigi-me até junto dela e tentei dar-lhe com o cajado, mas não consegui porque ela se desviou.
Continuei à cajadada com ela, mas falhava sempre e ia ficando mais furioso. Voltei para a charrete quando ela se voltou contra mim. Não sei o que aconteceu (parecia que estava levando uma grande tareia) e desmaiei. 
Os cavalos voltaram para casa e eu fui na charrete como morto. 
Na manhã seguinte, a minha mulher, já preocupada, foi ver se eu estava dormindo na charrete.

Ela diz que eu estava com a roupa toda rasgada, todo cheio de sangue, que parecia morto. Mas estava apenas desmaiado. Depois a minha mulher tratou de mim e nunca mais quis ouvir falar dessa luz.”

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Rabinhos de Porco com Feijão

Ingredientes: 
1 tigela de feijão vermelho
1 kg de rabinhos de porco
azeite
5 dentes de alho
2 cebolas
3 cenoras
salsa
sal e pimenta

Preparação:
De véspera, demolhe o feijão bem coberto de água. Também de véspera, escalde os rabinhos de porco e raspe-os bem. Depois de bem lavados, corte em pedaços e tempere com sal. No dia de os cozinhar, lave novamente a carne e deixe-a de molho em água durante 1 hora para perder o excesso de sal. Cubra com azeite o fundo de um tacho de barro. Junte o feijão escorrido, os pedaços de carne, os alhos picados, as cebolas descascadas e cortadas em meias-luas largas, as cenouras cortadas em tiras e um pouco de salsa picada. Cubra bem com água fria e tempere com pimenta. Tape o tacho e cozinhe em lume brando, até o feijão e a carne estarem macios e o molho apurado. Rectifique os temperos e polvilhe, já fora do lume, com salsa picada.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Sala de Hércules, no Paço de Vila Viçosa


Sala de Hércules no Paço dos Duques de Bragança, em Vila Viçosa. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II)

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Sala de Hércules, no Paço de Vila Viçosa
Cota DFT503 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 11 de agosto de 2013


Rua de Monsaraz vista de uma das portas da vila.

 Autor David Freitas
 Data Fotografia 1950 - 1970
Legenda Rua de Monsaraz 
Cota DFT1033.1 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Lenda de Beja

Todas as terras, principalmente do Sul, têm a sua lenda.
Muito ao contrário das lendas de outras terras, que metem geralmente moiras encantadas, Beja também tem a sua lenda.

E esta pretende justificar a razão porque se encontra no escudo da cidade a cabeça de um toiro. 
Diz-nos a lenda: - «Muito antes dos lusitanos, o local onde hoje se encontra a nobre cidade de Beja com as suas muralhas romanas, com os seus prédios góticos, com a mesquita árabe, com o castelo do princípio da monarquia portuguesa e, consequentemente, essa Beja com documentos que representam 4 civilizações, era pequeno povo que vivia em cabanas cobertas de colmo, que apenas se empregava no exercício da caça.

Todos esses campos ubérrimos de pão que vemos hoje, eram um compacto matagal, impossível em alguns pontos de ser penetrado pelo homem».

«E uma serpente, uma serpente monstro que tudo matava, tudo triturava, era a horrível preocupação do povo que habitava no local que mais tarde, no tempo dos romanos, se havia de chamar Pax-Júlia, depois no domínio árabe se chamou Buxú e presentemente se chama Beja».
«Um ardil porém germinou no cérebro de um habitante dessa região: Envenenar um toiro, deitá-lo para a floresta onde existia a tal serpente. Aprovada por todos essa ideia, o toiro foi envenado e deitado para o local indicado».

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Ensopado de Borrego à Moda do Alentejo

Ingredientes:
1 kg de borrego (sela e costeletas)
farinha
100 grs. de banha
250 grs. de cebolas
3 dentes de alho
1 folha de louro
1 colher de chá de pimenta em grão
sal
1 ponta de malagueta de piripiri
1 colher de chá de pimentão doce
1 ramo de salsa
pão de véspera
3 colheres de sopa de vinagre

Preparação: 
Corte o borrego em bocados e passe por farinha. Aloure em 50 grs. de banha. Entretanto, corte as cebolas e os alhos em rodelas e, juntamente com o louro e a pimenta em grão, faça um refogado pouco puxado com a restante banha. Junte o borrego, tempere com sal, a malagueta de piripiri, o colorau doce, a salsa e junte água que achar necessária para ensopar o pão. Deixe cozer. Corte o pão em fatias e coloque-as na terrina. Na altura de servir retire a carne. Leve o caldo ao lume com o vinagre e deite-o a ferver sobre o pão. Sirva a carne ao mesmo tempo numa travessa.

sábado, 3 de agosto de 2013

Personalidades Alentejanas - MOURA, José Diniz da Graça Motta e

(n. Nisa)

Frequentou a Universidade de Coimbra em 1839. Escreveu Julio e Carolina, ou a victima do capricho e do engano. Drama original em 3 actos e 3 quadros (Coimbra, 1839).




In Dicionário Bibliográfico Português. Estudos de Innocencio Francisco da Silva applicaveis a Portugal e ao Brasil. Continuados e ampliados por P. V. Brito Aranha. Revistos por Gomes de Brito e Álvaro Neves [CD-ROM]. Lisboa, Imprensa Nacional, 1858-1923. Vol. IV, pp. 306.

Vaqueiro


Autor António Passaporte 
Data Fotografia 1940 - 1960 
Legenda Vaqueiro
Cota APS0171 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Fortaleza de Juromenha


Fortaleza de Juromenha: vista dos baluartes, das ruínas da Torre de Menagem e das ruínas da Igreja da Misericórdia.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1965 -
Legenda Fortaleza de Juromenha
Cota DFT745 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sábado, 27 de julho de 2013

Lendas da Nossa Senhora do Castelo (Aljustrel)

Faz parte do imaginário popular, uma lenda que tenta justificar a inclusão na planta da igreja de uma rocha pertencente ao conjunto de afloramentos existentes em todo o morro do Castelo.

Conta essa lenda que em tempos muito recuados, Nossa senhora terá aparecido em cima dessa rocha. Quando foi decidido construir o templo, obviamente que ninguém pensou incluir a dita pedra na sua estrutura, porém, sempre que se começava a erigir a igreja, deixando a pedra de fora , a obra ruia.

Somente quando o templo foi construido, utilizando a pedra como alicerce, o edificio conseguiu aguentar-se de pé.
Uma outra lenda que tem a ver com esta pedra, embora com caracter mais profano, refere que ao encostarmos o ouvido à pedra, podemos ouvir o barulho do mar e que, se porventura, essa pedra fosse arrancada, o mar entraria por aí e alagaria a Vila de Aljustrel.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Açorda de Lebre com Nabiças

Ingredientes:
Para 10 pessoas
2 Lebres
2 Cebolas
2 dl. de Azeite 0,7º
1 dl. de Vinagre de Vinho
1 cabeça de Alho
2 folhas de Louro
Q.B. Sal
Q.B. Pimenta
2 molhos de Nabiças
1 l. Vinho Tinto do Alentejo
4 Nabos
1 Pão Alentejano de Véspera


Preparação:
Cortar a Lebre e temperar com Sal, Pimenta, Cebola, Vinho Tinto e Louro, ficando nesta marinada durante 24 horas.
De seguida coloca-se a Lebre no tacho com todos os ingredientes e um pouco de água, deixa-se cozinhar em lume brando e quando esta estiver quase cozida junta-se o vinagre, as Nabiças e o nabo cortado aos quadrados.
Verifica-se os temperos e serve-se sobre as fatias de pão.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Largo em Estremoz, junto à Ig. de S. Francisco


Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1970
Legenda Largo em Estremoz, junto à Ig. de S. Francisco
Cota DFT628 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 21 de julho de 2013

Palheiro e carros de mula


Autor David Freitas
 Data Fotografia 1950 - 1960 
Legenda Palheiro e carros de mula 
Cota DFT7904 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Lenda da Ponte da Portagem (Marvão)

Diz a lenda que amofinados porque o Sever, ainda aqui simples Ribeira de Marvão, durante as quadras outonal, invernosa e primaveril, não dava fácil passagem a vau, obrigando a largos rodeios, os habitantes da região assentaram de, à custa de sacrifícios embora, construírem uma ponte.
Discutia-se acaloradamente os meios mais próprios de efectivar tão útil empreendimento, quando um cavaleiro desconhecido […] se prontificou a fazer pronta e seguramente a ponte.
Apenas punha uma condição, a seu ver de pequena monta – a entrega das almas de toda a população que nada sofreria nesta vida, aplanadas todas as dificuldades por D. Belzebut […].
Crentes fiéis de Mafoma, os habitantes pouco hesitaram na resolução. […] E Satanás, lá se deixou embair mais uma vez, aceitando a condição de que a paga, estipulada para o seu enorme trabalho, só seria devida se a ponte se iniciasse e completasse desde o pôr ao nascer do sol consecutivo.
Como homem de recursos, Lúcifer […] conseguiria triunfar se Mahomet, constantemente assediado pelos seus crentes, cuja lamúria crescia há medida do rápido progredimento da obra, se não resolvesse a intervir, extraviando a pedra que falta e impedindo que antes do nascer do sol a ponte estivesse de todo pronta.

Versão literária de proveniência desconhecida, publicada por Alexandre de Carvalho Costa (1982) – Marvão, suas freguesias rurais e alguns lugares, s/l, Câmara Municipal de Marvão: 33 – 34.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Carneiro Assado à moda do Alentejo

Ingredientes:
2 pernas de carneiro ;
6 dentes de alho ;
1 ramo grande de salsa ;
4 cebolas ;
150 g de banha ;
2 folhas de louro ;
pimenta ;
4 cravinhos ;
1 colher de sopa de massa de pimentão ;
1 colher de sopa de colorau ;
1,5 dl de vinho branco ;
sal

Preparação:
Pisam-se num almofariz, até fazer papa, os dentes de alho, um ramo de salsa e sal. Barram-se as pernas do carneiro com esta papa e colocam-se numa assadeira de barro. Espalham-se por cima as cebolas ás rodelas, a banha aos bocadinhos, as folhas de louro cortadas ao meio, pimenta em pó, os cravinhos, o pimentão e o colorau. Junta-se ainda um ramo de salsa inteiro e
rega-se tudo com o vinho branco e uns pinguinhos de água.
Leva-se a assar no forno.
Acompanha-se com batatas fritas ou assadas no próprio e salada de alface.
Este assado é prato obrigatório em todas as festas importantes, em casamentos e baptizados.

sábado, 13 de julho de 2013

Pic-nic no campo


Autor Desconhecido/ não identificado 
Data Fotografia 1888 - 1960 
Legenda Pic-nic no campo 
Cota CME0180 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Nave da Igreja do Cv. St. António


Igreja do Convento de Santo António, em Montemor-o-Novo: corpo na nave, forrado por silharia azulejar de tapete polícromo.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1971 -
Legenda Nave da Igreja do Cv. St. António
Cota DFT4489 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 7 de julho de 2013

Lenda da Ponte da Portagem (Marvão)

A ponte romana da Portagem tinha que ser feita numa só noite.
Eram quatro galos e não sabiam qual cantava primeiro. Então os mouros meteram mão ao trabalho, porque, se cantasse o galo preto, tinham que largar tudo, pois corriam perigo.
Mas por sorte cantou primeiro o galo amarelo e gritaram todos:
“Trabalha o martelo!”
E continuaram com toda a pressa. E cantou o galo pedrês:
“E toca a trabalhar a torquês!”
E ainda com mais pressa porque já tinham cantado dois galos. E cantou o galo branco e gritaram todos:
“Ainda não me espanto!”
E mais pressa tinham. Só faltava o preto que era o do perigo. E lá canta o preto.
“Oh, com esse não me meto!”
Toca a largar tudo sem tão pouco olhar para trás.
E assim sendo, conta a lenda que ficou a ponte por acabar, pois faltava colocar a última pedra.


Versão de Portalegre, registada em 2001 por Rita de Jesus Cordas Barroqueiro (n. Reguengo, 1934) e transcrita por Ruy Ventura (2005) – Contos e Lendas da Serra de São Mamede, antologia breve, Almada, Associação de Solidariedade Social dos Professores: 81.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Açorda com Carnes (Baixo Alentejo)

350 g de pão de véspera
1 fatia grossa de toucinho com algum sal
150 g de presunto
100 g de chouriço magro
sal e pimenta em grão


Demolhe o pão em água fria. Corte o toucinho em pequenas falhas e derreta-o bem, dentro de um tacho de barro. Junte-lhe o presunto cortado em quadradinhos e o chouriço cortado em rodelas. Frite em lume brando, sem deixar secar. Adicione então o pão demolhado, bem espremido entre as mãos. Rectifique o sal e tempere com pimenta acabada de moer. Cozinhe durante alguns minutos, mexendo constantemente com uma colher de pau, para evitar que adira ao fundo do tacho. Sirva de imediato.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Homens junto a vara de porcos


Autor Desconhecido/ não identificado 
Data Fotografia 1888 - 1960 
Legenda Homens junto a vara de porcos 
Cota CME0181 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Cine-Teatro Curvo Semedo, em Montemor-o-Novo


Cine-Teatro Curvo Semedo, em Montemor-o-Novo. O projecto é da autoria do Arquitecto Rui Lino e a sua construção iniciou-se em 1925. Foi inaugurado em 1960. (Original: negativo de película em acetato, preto e branco, formato 9x12cm)

Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1970
Legenda Cine-Teatro Curvo Semedo, em Montemor-o-Novo
Cota DFT5241 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Personalidades Alentejanas - JÚNIOR, Francisco Teófilo de Oliveira


(n. Arroches a 25 Dezembro 1891; m. Lisboa a 6 Junho 1939)

Filho de Francisco Teófilo de Oliveira e Joana de Aurélio Pereira. Estudou em Arronches e Portalegre. Aos 12 anos foi internado no Colégio S. Fiel, um dos mais prestigiados estabelecimentos de ensino dirigido por jesuítas. Após quatro anos de frequência deste colégio, desistiu por não se adaptar. Um ano depois fez o exame para o 5.º ano dos liceus, que veio a concluir em Lisboa juntamente com o ensino secundário.

Nesta época o jovem arrochense não escapou ao ambiente tenso, febril, carregado de idealismos e de ingenuidades. Ainda estava bem viva a ditadura de João Franco, abruptamente abreviada pela tragédia do Terreiro do Paço.

Teófilo Júnior abraçou o republicanismo e em Agosto de 1910 inicia a sua colaboração no órgão oficial do Partido Republicano no distrito de Portalegre: Intransigente. Para este periódico escrevia artigos assinados com o pseudónimo Emídio Montano. Apesar da sua ligação preferencial ao republicanismo conservador não o impediu de relaciona-se com outros sectores, mesmo afectos ao Partido Democrático, sobre o qual viria a manifestar sérias reservas.

Matriculou-se em 1911 na Faculdade de Letras de Lisboa na Secção de Filologia Românica, permitindo-lhe vir a consolidar os seus conhecimentos e perspectivá-los para outros horizontes. Por esta altura começa a escrever para A Fronteira de Elvas (22 Outubro). Iniciou também a colaboração noutros periódicos: A Cidade (1915), O Leste; O Evolucionista; O Jornal (1918).

Além da licenciatura em Românicas, Teófilo Júnior frequentou a Escola Normal Superior de Lisboa. Em Dezembro de 1918 foi nomeado professor agregado do Liceu de Passos Manuel em Lisboa. Casou a 21 de Dezembro de 1921 com Clarisse Valente de Almeida. A 31 de Maio de 1927 foi contratado como professor do Instituto de Orientação Profissional. Em 1931 passa para o Liceu de Santarém, mas, nesse ano, problemas familiares e políticos interromperam a sua carreira de docente que se augurava auspiciosa. 
Permaneceu durante alguns meses em Badajoz, acabando por ser demitido do Instituto de Orientação Profissional por abandono do lugar. No ensino secundário optou por uma licença ilimitada. Daqui por diante trabalhou como professor particular, leccionando em casa.

Francisco Teófilo de Oliveira Júnior viveu intensamente o período febril e contraditório que foi a I República Portuguesa. Reflectiu sobre ele e produziu uma obra política e literária assinalável.



In VENTURA, António - Teófilo Júnior: Vida e Obra. Arronches: Câmara Municipal de Arronches, 1991. pp. 5-21.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Borrego à Camponesa


Ingredientes:
1,5 kg de borrego
azeite
1 folha de louro
5 dentes de alho
1 colher de chá de colorau
1 limão
1 molho de coentros
sal, pimenta e piripiri

Preparação:
Corta-se o borrego e tempera-se com sal pisado, dentes de alho e louro. Leva-se ao lume um tacho com azeite necessário para fritar. Logo que esteja bem quente, frita-se o borrego até alourar. Adiciona-se água e deixa-se cozer
com o tacho tapado. Tempera-se com o colorau, a pimenta e o piripiri. Pouco antes de servir misturam-se os coentros picados e o sumo de limão. Serve-se com esparregado.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Pastor e cabra


Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1960
Legenda Pastor e cabra
Cota DFT7905 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Personalidades Alentejanas - GAMA, Eurico Garcia Miranda


(n. Elvas a 11 Junho 1913)

Escritor e jornalista. Frequentou, nas Faculdades de Letras de Lisboa e Coimbra, a secção de Filologia Germânica, e ttornou-se professor do ensino secundário particular.

De entre os seus trabalhos publicados, destaca-se: O 1.º de Dezembro de 1640 (1937); Luís de Camões (1937); Notícias da Fundação da Diocese de Elvas e Relação completa dos bispos que a governaram (1943); Fastos da Minha Terra, 1.º vol. (1942-43). Foram publicados mais tarde a Monografia de Elvas, os romances Madalena, Ester e Vinte e quatro horas de uma vida.

Colaborou ainda nos seguintes jornais: Diário de Notícias, O Século, A Voz, Diário de Lisboa, de Lisboa; O Renascimento, de Évora, de que foi fundador e secretario de redacção; A Democracia do Sul, Boletim da Casa do Alentejo, Brados do Alentejo, de Estremoz; Correio Elvense e Jornal de Elvas, de que foi director.

Ganhou em Junho de 1944 o Prémio de Honra nos Jogos Florais de Badajoz, com o ensaio D. Afonso X, o Sábio, de Castela, e D. Sancho II, o Capelo, de Portugal.

In Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa; Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia Lda., [195-]. Vol. XII, p. 109.

sábado, 15 de junho de 2013

Anedotas de Alentejanos



Estavam dois alentejanos sentados numa esplanada quando passa um automóvel a grande velocidade. Passada meia-hora diz o primeiro alentejano: - Era um Porche!
Meia-hora mais tarde diz o segundo: - Não era nada, era um Ferrari.
Duas horas mais tarde diz o primeiro para o segundo: - Eu vou mas é embora que a conversa já cheira mal!...





Estavam dois alentejanos sentados à sombra de uma oliveira quando passa um elefante a voar. Os dois olham com cara estranha ao sucedido mas não dizem nada.
Passado algum tempo passa outro, e continuam a passar até ao fim da tarde.
Diz então um alentejano para o outro: - Ó compadre, só há uma explicação...
- E qual é? - diz o outro.
- O ninho deve ser aqui perto!





Um alentejano vai ao médico e este receita-lhe uns supositórios que o alentejano compra numa farmácia. Algum tempo depois encontram-se e o médico pergunta:
- Então, que tal se tem dado?
- Olhi, dótôri, ê custa-me munto é a inguliri aquélas côzas!
- Mas você toma-os pela boca???
- Queria vocemessê qu'ê os metêssi no cu, não?




Um alentejano vai para Lisboa com uma vaca e põe-se à boleia.
Passa um bruto carro, e resolve-lhe dar boleia. Atam a vaca ao pára-choques e põem-se a andar.
O condutor, que não gostava de alentejanos, decide-se vingar na vaca.
O carro acelera: 60, 100, 140, 180, ...
E o condutor diz para o alentejano:
- Ó amigo, a vaca não vai bem! Isto é gás a mais p’ró animal! Já vai com a língua de fora!
- Vai com a língua de fora? - diz o alentejano - E p’ra que lado é que tá a língua?
- Está do lado esquerdo. - diz o condutor.
- Então encoste que ela quer ultrapassar!




Há um alentejano que chega a um café e diz:
- Ó compadre, tem aguardente para cabrões?
- Tem sim senhor! - responde o empregado.
- Então beba-a você e dê-me uma cerveja!





Eram dois alentejanos, e um deles estava a esborrachar um caracol com o pé. Então diz-lhe o outro:
- Então compadre, está a fazer mal a um animal que não lhe faz mal nenhum?!
- Ah, não que não faz! O malandro anda-me a perseguir há três dias.




Dois alentejanos dormiram com duas francesas. No outro dia diz um alentejano para o outro:
- Eram tão boas, tão boas que ainda eram virgens!
Dizem elas, uma para a outra:
- Eram tão estúpidos, tão estúpidos que não sabem que as mulheres usam collants!




Um alentejano comprou os óculos de ‘raios x’ ao super-homem. E então veio-se a divertir pela rua ao ver as pessoas nuas, levantando e baixando os óculos. Cantava ele:
- Vestido, nu! Nu, vestido!... Vestido, nu! Nu, vestido!
Ao chegar a casa, ainda com os óculos, vê a mulher na cama com outro homem. Continuou ele:
- Nu, nu!... Nu, nu???
- Ainda agora comprei esta merda e já está avariado!




Dois alentejanos, aproximando-se a hora do almoço discutem onde seria o melhor sítio para almoçar. Diz um deles:
- Olha, aquele chaparro parece um bom sítio!
- Tu estás tolo! - diz o outro - Estás a ver a estrada! Os gajos vem lançados na curva e depois vêem bater no chaparro!
- Então onde vamos comer?
- Vamos comer no meio da estrada!
E foram!
Um homem que vinha de carro, ao ver dois homens no meio da estrada, não tem mais nada, desvia-se e vai bater no chaparro.
Diz então o segundo alentejano:
- Tás a ver compadre! Olha se a gente lá tivesse os dois!




Chega um alentejano a uma taberna com uma mala grande na mão e pergunta:
- Ó compadres, alguém quer comprar um par de cornos?
Ninguém respondeu. Diz então o alentejano:
- Ah, boa tarde! Já vi que estão todos servidos!




Diz um alentejano à mulher:
- Ó Maria, prepara uma roupa que eu quero tomar banho p’ra depois tratar dos negócios!
E a mulher prepara a roupa e põe-na na casa de banho.
Vai o homem tomar banho, começa a correr água e grita:
- Ó Maria, traz-me o champô porra!
- Ah homem, então o champô tá aí na casa de banho! - diz a mulher.
- Ah, isto é para cabelos secos e eu já molhei a cabeça!




~Vão dois alentejanos a uma piscina. Nisto um deles sobe à prancha e diz o outro:
- Ó compadre, você parece uma águia!
- Porquê compadre? É por causa do meu ‘pêto’?
- Não compadre, por causa das suas unhas!





Um alentejano andava sempre a ver as horas. Nisto o relógio avariou e o alentejano todo armado em engenhocas abre o relógio. E, ao ver um mosquito morto lá dentro diz:
- Então como é que isto havia de funcionar?! O maquinista morreu!...





Um viajante do norte chegou ao Alentejo. Como vinha muito cansado, decidiu descansar debaixo de uma azinheira.
Quando se deitou debaixo da árvore, reparou que em cima estava um alentejano a fazer:
- Nhéee, ...nhéee!
O viajante, não querendo chatear o alentejano, dirigiu-se para outra azinheira. Foi para outra mas, lá se encontrava outro alentejano a fazer a mesma coisa:
- Nhéee, ...nhéee!
Dirige-se de novo para uma outra árvore, mas nesta estava um alentejano a dormir. O indivíduo decidiu então sentar-se debaixo desta árvore e dormir também, mas, ao deitar-se fez barulho e o alentejano acordou. Pergunta-lhe então o viajante:
- Ó compadre! Porque é que os seus colegas estão a fazer “nhéee, ...nhéee”?
- Oh, esses sacanas já aí vem?! Nhéee, ...nhé nhéee!




Há dois alentejanos que vão à feira de Beja e compram dois porcos, um para cada um. Então, chegam à aldeia e metem os dois porcos na mesma pocilga.
Entretanto, anoitece e um dos compadres começa-se a lembrar:
- ”Os dois porcos estão na pocilga. Temos que fazer um sinal aos porcos para saber qual é o porco de um e o porco do outro.”
No outro dia, diz um compadre para o outro:
- Compadre, temos que fazer um sinal aos porcos para saber qual é o porco de um e o porco do outro!
- Tá bem!
No outro dia encontram-se, e diz um para o outro:
- Então compadre, já fez o sinal ao porco?
- Já sim senhor! Cortei-lhe metade do rabo.
- Ó compadre, você não quer lá ver que eu fiz o mesmo ao meu?!
- Não há problema compadre! A gente faz outro sinal.
No outro dia:
- Então compadre, qual foi o sinal que fez desta vez ao porco?
- Olhe compadre, cortei-lhe metade da orelha direita!
- Ó compadre, você não quer lá ver que eu fiz o mesmo ao meu?!
- Mas olhe! Deixe lá isso, você fica com o branco que eu fico com o preto!...




Um alentejano vai a Lisboa pela primeira vez. Quando lá chega entra num bar e, como estava cheio de fome, pergunta ao empregado o que é que eles costumam servir. Responde-lhe o empregado:
- Olhe! Nós, aqui em Lisboa costumamos servir cachorros-quentes!
- Então dê-me lá o cachorro! - responde-lhe o alentejano.
Quando o empregado lhe dá o cachorro, este abre-o e diz:
- Porra! Tinha-me logo que calhar a pior parte do cão!...





Depois de morto, um alentejano vai parar ao inferno, onde o diabo lhe explica as regras:
- Já sabes! Tu daqui não podes sair, mas, sempre podes escolher o tipo de tortura que tu queres!
O indivíduo olha para o catálogo, folheia..., folheia..., e vê uma fotografia da Marylin Monroe a fazer amor com o Hitler. O indivíduo diz de imediato ao diabo:
- É esta a tortura que eu quero!
Diz-lhe o diabo:
- Bom, tu é que sabes!
O diabo vira-se então para os seus ajudantes e grita:
- Para este senhor, a mesma tortura da Marylin!...

Gastronomia Tradicional Alentejana - Borrego Assado à Alentejana com Abóbora


Ingredientes:
1 1/2 kg de borrego
1 1/2 kg de abóbora
2 1/2 dl de vinho branco
q.b. de sal
4 dente(s) de alho
60 gr de banha
q.b. de pimentão doce
1 ramo(s) de salsa
2 cebola(s)
100 gr de toucinho entremeado
q.b. de pimenta branca

Preparação
1.Comece por fazer uma massa com os alhos esmagados com um pouco de sal, junte a banha e o pimentão moído (se não conseguir arranjar pimentão moído, substitua por colorau).
2.Barre o borrego com esta massa, deixando assim uma hora.
3.Ligue o forno à temperatuta de 180º C, e logo que o borrego já tenho tomado o tempero introduza-o no forno e deixe assar, regando de vez em quando com 2 dl vinho branco, para não queimar no fundo e com o próprio molho do assado.
4.O tempo de cozedura não deverá ser inferior a uma hora, mas depende da rijeza da carne.
5.Sirva o borrego inteiro ou cortado, decore com salsa e acompanhe com a abóbora.

Acompanhamento de Abóbora:
1.Descasque a abóbora limpe-a e corte-a em fatias de 10 milimetros de espessura.
2.Num alguidar introduza as fatias de abóbora e tempere com sal, e um pouco de pimentão moído ou colurau.
3.Descasque as cebolas e corte-as em rodelas finas, corte o toucinho tambem em fatias finas.
4.Numa assadeira de forno, coloque no fundo uma camada de cebola, a seguir umas fatias de toucinho, depois uma camada de fatias de abóbora, e sempre assim até acabar, sendo a última camada de abóbora.
5.Regue com 0,5 dl de vinho branco e um pouco da gordura do assado de borrego, (Se não tiver gordura do assado, utilize um pouco de azeite) leve a assar ao forno durante 40 minutos. Sirva na própria assadeira.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Porta do Arrabalde, do Castelo do Alandroal


Vista interior da Porta do Arrabalde, do Castelo do Alandroal. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Porta do Arrabalde, do Castelo do Alandroal
Cota DFT726 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Personalidades Alentejanas - FRAGOSO, João de Matos


(n. Alvito em 1608; m. Madrid a 4 Janeiro 1689)

Poeta do século XVII. Filho de António Fragoso de Matos e Ana de Souza. Estudou Filosofia e Jurisprudência na Universidade de Évora. Foi para Madrid, onde estabeleceu amizade com os principais dramaturgos espanhóis da época. Passou algum tempo em Itália, vindo-se a representar uma peça sua na corte do vice-reinado do Nápoles. Em 1662 professou-se como cavaleiro da Ordem de Cristo.

Relacionava-se bem e nunca teve dificuldades económicas. Os seus mecenas sempre foram nobres importantes e até mesmo o rei Filipe IV de Espanha.

Foi um dos dramaturgos mais proeminentes do século XVII, cuja obra foi quase na totalidade escrita em castelhano. Em 1658 publicou-se em Madrid a primeira parte das suas comédias, composta por doze peças (El amor hace valientes; Amor, lealtad y ventura; Callar siempre es lo mejor; Con amor no hay amistad; El hijo de la piedra; Los indicios sin culpa; El marido de su madre; La tía de la menor; El yerro del entendido; La razón vence al poder; No está en matar el vencer; El traidor contra su sangre). 




In Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa; Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia Lda., [195-]. Vol. XI, p. 739.

Wikipédia, a encilopédia livre. Juan de Matos Fragoso. [Online] URL: http://es.wikipedia.org/wiki/Juan_de_Matos_Fragoso. Acedido a 24 de Outubro de 2007.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Cabrito de Aljustrel




750 g de cabrito,
sal e pimenta q.b.,
1 colher de chá de colorau,
50 g de margarina,
350 g de cebolas,
2 dentes de alho,
salsa,
2 folhas de louro,
1 pimento verde,
80 g de chouriço,
400 g de tomate,
1 colher de chá de açafrão,
3,5 dl de vinho branco,
1,5 dl de azeite,
piripiri,
1,5 kg de batatas.

Corte o cabrito em pedaços e tempere com vinho branco, sal e pimenta. Aloure na margarina bem quente e escorra. Descasque as batatas, corte em rodelas, lave, escorra e tempere com sal, pimenta e colorau. Corte os alhos em lâminas, a cebola em rodelas finas, o pimento em tirinhas e o tomate em rodelas. Coloque num tacho, e por esta ordem, camadas de cebolas, pimentos, dentes de alho, uma folha de louro, batatas, a carne e tomate. Vá repetindo as camadas até acabar. O chouriço, cortado às rodelas, é a última camada. Deite o açafrão, muito bem espalhado, o vinho branco e o azeite. Deite um pouco de piripiri. Tape e leve a lume médio cerca de 40 minutos. Vá rectificando os temperos a gosto. Sirva polvilhado com salsa picada.

sábado, 1 de junho de 2013

Igreja da Misericórdia de Portel


Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1970
Legenda Igreja da Misericórdia de Portel
Cota DFT889 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Praça D. Nuno Álvares Pereira, Monsaraz


Vista do Pelourinho e da Câmara Municipal, na Praça Dom Nuno Álvares Pereira, em Monsaraz. Esta imagem foi publicada no Inventário Artístico de Portugal, de Túlio Espanca (Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Évora - Zona Sul, vol.II, Lisboa, Academia Nacional de Belas Artes, 1978, est. 392).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Praça D. Nuno Álvares Pereira, Monsaraz
Cota DFT4704 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Personalidades Alentejanas - FONSECA, Maria Teresa Couto Pinto Rios de


Doutorada em História das Ideias Políticas (2000) pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Professora na Escola Secundária de Montemor-o-Novo, Investigadora do Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora (CIDEHUS). A sua área de investigação centra-se na História Moderna e Contemporânea.



In FONSECA, Teresa - Associação dos Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Novo (1930-2005). Lisboa: Edições Colibri; Associação dos Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Novo, 2005.

sábado, 25 de maio de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Açorda à Alentejana


1 bom molho de coentros (ou um molho pequeno de poejos ou uma mistura das duas ervas)
2 a 4 dentes de alho
1 colher de sopa bem cheia de sal grosso
4 colheres de sopa de azeite
1,5 litro de água a ferver
400 g de pão caseiro (duro)
4 ovos

Pisam-se num almofariz, reduzindo-os a papa, os coentros (ou os poejos) com os dentes de alho, a que se retirou o grelo, e o sal grosso. Deita-se esta papa na terrina ou numa tigela de meia cozinha, que neste caso fará ofícios de terrina.
Rega-se com o azeite e escalda-se com água a ferver, onde previamente se escalfaram os ovos (de onde se retiraram).
Mexe-se a açorda com uma fatia de pão grande, com que se prova a sopa. A esta sopa dá-se o nome de «sopa azeiteira» ou «sopa mestra».
Introduz-se então no caldo o pão, que foi ou não cortado em fatias ou em cubos com uma faca, ou partido à mão, conforme o gosto.
Depois, tapa-se ou não a açorda, pois uns gostam dela mole e outros apreciam as suas sopas duras. Os ovos são colocados no prato ou sobre as sopas na terrina, também conforme o gosto.
A açorda é, fora do Alentejo, o prato mais conhecido da culinária alentejana. Vai à mesa do pobre e do rico e raro é o dia em que não constitui o almoço do trabalhador rural. Tem muitas variantes, mais influenciadas pela mudança de estações do que, como é regra em cozinhas tradicionais, de terra para terra.
É sempre um caldo quente e transparente, aromatizado com coentros ou poejos, ou os dois, alhos pisados com sal grosso e condimentado com azeite. Dão-lhe consistência fatias ou bocados de pão de trigo, de preferência caseiro e duro.
Acompanha-se geralmente com ovos escalfados, que também podem ser cozidos, e azeitonas. Muitas vezes, na água utilizada já se cozeu uma posta de pescada ou de bacalhau. Também pode ser acompanhada com sardinhas assadas ou fritas e, no Outono, é muitas vezes enriquecida com tiras finas de pimento verde, que se escaldam com a água ao mesmo tempo que as ervas, e acompanhada com figos maduros ou um cacho de uvas brancas de mesa.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Vista geral de Montemor-o-Novo


Vista geral de Montemor-o-Novo, tirada do lado Norte. Em primeiro plano vê-se o arrabalde e na cerca medieval são visiveis as Portas da Vila, do Anjo e de Santiago, e ainda o Paço Del-Rei (ou Paço dos Alcaides). Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Norte, Volume II).
Autor David Freitas
Data Fotografia 1975 ant. -
Legenda Vista geral de Montemor-o-Novo
Cota DFT4479 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME