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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Personalidades Alentejanas - LARANJO COELHO, Possidónio Mateus

(n. Castelo de Vide a 16 Novembro 1877)

Professor publicista, erudito conservador do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, notável paleógrafo e diplomatista. Fez o seu curso de preparatórios em Coimbra, matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade em 1884, terminando a sua formatura a 18 de Julho de 1899. Em Agosto seguinte foi nomeado auditor administrativo de Portalegre, desempenhando ali as funções de secretário-geral e governador civil do distrito. Foi depois para Lisboa e, após a criação do antigo liceu da Lapa (actual Pedro Nunes), regeu, durante alguns anos, as disciplinas da secção de letras e igualmente no liceu de Coimbra.

Por decreto de 21 de Junho de 1908, foi nomeado 2.º conservador do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, sendo provido a 1.º conservador por decreto de 22 de Agosto de 1923. A 21 de Abril de 1920 foi nomeado paleógrafo da Academia das Ciências de Lisboa, substituindo por falecimento o general e académico Jacinto Inácio de Brito Rebelo, na publicação académica Monumentos Inéditos para a História das Conquistas Portuguesas, tendo sido eleito sócio correspondente da classe de Letras da mesma Academia a 27 de Março de 1924. Por decreto de 1 de Março de 1923 foi nomeado professor da cadeira de Diplomática do curso de Biblioteconomia e Arquivística da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e em 1930 foi nomeado para dirigir os trabalhos práticos de investigações históricas dos alunos da secção de ciências históricas e filosóficas da mesma Faculdade. Criado em 1931 o Curso Superior de Bibliotecário Arquivista, foi nomeado professor da cadeira de Diplomática e Estragística desse curso. Fez parte da comissão permanente de catalogação de manuscritos e impressos raros.

Fundada a Academia Portuguesa da História (1936), foi nomeado seu sócio titular fundador e depois académico de número, membro do Conselho Académico e vogal da Comissão Instaladora. Em1946 torunou-se secretário geral desta Academia. Associou-se também em outras agremiações científicas: Associação dos Arqueólogos Portugueses (também seu antigo presidente), Instituto de Coimbra, Sociedade de Geografia de Lisboa, Instituto Histórico do Minho e Sociétè Française de Héraldique et de Sigillographie. Tomou parte em vários congressos de Associação Luso-Espanhola para o Progresso das Ciências.

Publicou O Castelo e a fortaleza de Marvão (Lisboa, 1916); Mouzinho da Silveira (Lisboa, 1918); Os cardadores de Castelo de Vide. Subsídios para a etnografia (indústrias) do distrito de Portalegre (Porto, 1921); Asilo de Cegos de Castelo de Vide (Lisboa, 1924); A Pederneira. Apontamentos para a história dos seus mareantes, pescadores, calafates e das suas construções navais nos séculos XV e XVII (Lisboa, 1924); Terras de Odiana. Subsídios para a sua história documentada. I - Medobriga-Aramenha-Marvão (Coimbra, 1924); Inéditos de Mouzinho da Silveira (Coimbra, 1925); As ordens de cavalarias no Alto Alentejo. I - Comendas da Ordem de Cristo, documentos para a sua história (Lisboa, 1926); A Biblioteca de Castelo de Vide (Coimbra, 1927); Os Portugueses na obra do Conde Henry de Castries (Coimbra, 1928); A correspondência de Possidónio da Silva (Lisboa, 1930); «Fernão Lopes Castanheda. Os livros desaparecidos da sua História do Descobrimento da Índia pelos Portugueses», in História da Literatura Portuguesa Ilustrada, vol. III (Lisboa, 1932); História do Descobrimento e Conquista da índia pelos Portugueses por Fernão Lopes de Castanheda, livros VII, VIII e IX, nova edição conforme a edição princeps (Imprensa da Universidade de Coimbra, 1933); Cartas do Dr. Augusto Mendes de Castro para o arqueólogo Possidónio da Silva (Figueira da Foz, 1935); As monografias locais na literatura histórica portuguesa, lições proferidas no Instituto de Altos Estudos da Academia de Ciências (Lisboa, 1935); Cartas de El-Rei D. João IV ao Conde da Vidigueira (Marquês de Nisa), Embaixador em França, vol. I; Cartas dos Governadores da Província do Alentejo a El-Rei D. João IV, vol. I; Cartas dos Governadores da Província do Alentejo a El-Rei D. João IV e a E.-Rei D. Afonso VI, vol. II; Cartas dos Governadores do Alentejo a El-rei D. Afonso VI, vol. III; Cartas de El-Rei D. João IV para diversas Autoridades do Reino, vol. V ( Academia das Ciências de Lisboa, 1940); Documentos inéditos de Marrocos - Chancelaria de D. João II, publicação dirigida por este académico em execução do plano elaborado pelo professor doutor David Lopes; idem, de colaboração com o professor da Universidade de Londres, Edgar Prestage; Correspondência Diplomática de Francisco de Sousa Coutinho - Durante a sua Embaixada na Holanda, vol. III.

Colaborou em várias revistas científicas e literárias, como o Boletim da Classe de Letras da Academia das Ciências de Lisboa, o Instituto de Coimbra, a Revista Lusitana, o Arqueólogo Português e a Arqueologia e História. Foi também colaborador da Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira.





In Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa; Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia Lda., [195-]. Vol. XIV, pp. 699-700.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Paço Ducal de Vila Viçosa


Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 -
Legenda Paço Ducal de Vila Viçosa
Cota DFT7553 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sábado, 17 de agosto de 2013

Uma Luz Misteriosa (Beringel)

As histórias de lobisomens e de bruxas eram vulgares no meio rural tradicional. 
Maus encontros com animais a horas tardias, doenças provocadas por mau querer (feitiçarias), filtros de amor (beberagens para atrair ou afastar paixões, visões, vozes, são elementos do vasto manancial do imaginário popular sobre forças maléficas.

Há, contudo, outro tipo de histórias que são comuns a várias aldeias e vilas do Alentejo.

É o caso da estranha luz que, de noite, acompanhava os viajantes (normalmente pastores, almocreves e, mais recentemente, tractoristas que de noite procedem às grandes charruadas). 
Era uma luz que seguia o caminhante sem, contudo, o incomodar. Conheci algumas pessoas que afirmavam terem sido seguidas por essa luz. A luz acompanhava o viajante, seguindo a seu lado, parando quando este parava, e acompanhando a velocidade da deslocação.

Nenhuma das pessoas que conheci, e que afirmavam ter estado em contacto com o fenómeno, esboçou qualquer reacção. Para essa passividade contribuiu seguramente o facto de ser conhecida a reacção da luz quando atacada.

O fim da história que apresentamos é relativamente benéfico. Com efeito, noutras descrições, que a tradição popular registra, a luz, quando hostilizada, conduz à morte do atacante.

 História veridica: Algures na região de Beringel (Beja), o meu pai tinha um amigo que não acreditava em coisas estranhas, daquelas que se contam nas aldeias. 
Naquele tempo, corria o boato de que havia no campo uma espécie de luz de cor vermelha que andava de um lado para o outro, mas que não se deixava ver de perto.
Amigos do meu avô afirmavam que já a tinham visto, e esse homem que não acreditava disse, na brincadeira: 
“Se eu a encontrar, desfaço-a toda aos bocados com o meu cajado” 
O que vos conto a seguir é a narração do próprio. 
“Numa noite, eu ia guinado a minha charrete e lá estava à minha frente a luz vermelha parada em cima do muro.

 Saí, peguei no cajado e disse com ar forte e corajoso: 
Já que aí estás, então espera, que já vais ver o que é para a saúde! E assim dirigi-me até junto dela e tentei dar-lhe com o cajado, mas não consegui porque ela se desviou.
Continuei à cajadada com ela, mas falhava sempre e ia ficando mais furioso. Voltei para a charrete quando ela se voltou contra mim. Não sei o que aconteceu (parecia que estava levando uma grande tareia) e desmaiei. 
Os cavalos voltaram para casa e eu fui na charrete como morto. 
Na manhã seguinte, a minha mulher, já preocupada, foi ver se eu estava dormindo na charrete.

Ela diz que eu estava com a roupa toda rasgada, todo cheio de sangue, que parecia morto. Mas estava apenas desmaiado. Depois a minha mulher tratou de mim e nunca mais quis ouvir falar dessa luz.”

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Rabinhos de Porco com Feijão

Ingredientes: 
1 tigela de feijão vermelho
1 kg de rabinhos de porco
azeite
5 dentes de alho
2 cebolas
3 cenoras
salsa
sal e pimenta

Preparação:
De véspera, demolhe o feijão bem coberto de água. Também de véspera, escalde os rabinhos de porco e raspe-os bem. Depois de bem lavados, corte em pedaços e tempere com sal. No dia de os cozinhar, lave novamente a carne e deixe-a de molho em água durante 1 hora para perder o excesso de sal. Cubra com azeite o fundo de um tacho de barro. Junte o feijão escorrido, os pedaços de carne, os alhos picados, as cebolas descascadas e cortadas em meias-luas largas, as cenouras cortadas em tiras e um pouco de salsa picada. Cubra bem com água fria e tempere com pimenta. Tape o tacho e cozinhe em lume brando, até o feijão e a carne estarem macios e o molho apurado. Rectifique os temperos e polvilhe, já fora do lume, com salsa picada.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Sala de Hércules, no Paço de Vila Viçosa


Sala de Hércules no Paço dos Duques de Bragança, em Vila Viçosa. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II)

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Sala de Hércules, no Paço de Vila Viçosa
Cota DFT503 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 11 de agosto de 2013


Rua de Monsaraz vista de uma das portas da vila.

 Autor David Freitas
 Data Fotografia 1950 - 1970
Legenda Rua de Monsaraz 
Cota DFT1033.1 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Lenda de Beja

Todas as terras, principalmente do Sul, têm a sua lenda.
Muito ao contrário das lendas de outras terras, que metem geralmente moiras encantadas, Beja também tem a sua lenda.

E esta pretende justificar a razão porque se encontra no escudo da cidade a cabeça de um toiro. 
Diz-nos a lenda: - «Muito antes dos lusitanos, o local onde hoje se encontra a nobre cidade de Beja com as suas muralhas romanas, com os seus prédios góticos, com a mesquita árabe, com o castelo do princípio da monarquia portuguesa e, consequentemente, essa Beja com documentos que representam 4 civilizações, era pequeno povo que vivia em cabanas cobertas de colmo, que apenas se empregava no exercício da caça.

Todos esses campos ubérrimos de pão que vemos hoje, eram um compacto matagal, impossível em alguns pontos de ser penetrado pelo homem».

«E uma serpente, uma serpente monstro que tudo matava, tudo triturava, era a horrível preocupação do povo que habitava no local que mais tarde, no tempo dos romanos, se havia de chamar Pax-Júlia, depois no domínio árabe se chamou Buxú e presentemente se chama Beja».
«Um ardil porém germinou no cérebro de um habitante dessa região: Envenenar um toiro, deitá-lo para a floresta onde existia a tal serpente. Aprovada por todos essa ideia, o toiro foi envenado e deitado para o local indicado».

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Ensopado de Borrego à Moda do Alentejo

Ingredientes:
1 kg de borrego (sela e costeletas)
farinha
100 grs. de banha
250 grs. de cebolas
3 dentes de alho
1 folha de louro
1 colher de chá de pimenta em grão
sal
1 ponta de malagueta de piripiri
1 colher de chá de pimentão doce
1 ramo de salsa
pão de véspera
3 colheres de sopa de vinagre

Preparação: 
Corte o borrego em bocados e passe por farinha. Aloure em 50 grs. de banha. Entretanto, corte as cebolas e os alhos em rodelas e, juntamente com o louro e a pimenta em grão, faça um refogado pouco puxado com a restante banha. Junte o borrego, tempere com sal, a malagueta de piripiri, o colorau doce, a salsa e junte água que achar necessária para ensopar o pão. Deixe cozer. Corte o pão em fatias e coloque-as na terrina. Na altura de servir retire a carne. Leve o caldo ao lume com o vinagre e deite-o a ferver sobre o pão. Sirva a carne ao mesmo tempo numa travessa.

sábado, 3 de agosto de 2013

Personalidades Alentejanas - MOURA, José Diniz da Graça Motta e

(n. Nisa)

Frequentou a Universidade de Coimbra em 1839. Escreveu Julio e Carolina, ou a victima do capricho e do engano. Drama original em 3 actos e 3 quadros (Coimbra, 1839).




In Dicionário Bibliográfico Português. Estudos de Innocencio Francisco da Silva applicaveis a Portugal e ao Brasil. Continuados e ampliados por P. V. Brito Aranha. Revistos por Gomes de Brito e Álvaro Neves [CD-ROM]. Lisboa, Imprensa Nacional, 1858-1923. Vol. IV, pp. 306.

Vaqueiro


Autor António Passaporte 
Data Fotografia 1940 - 1960 
Legenda Vaqueiro
Cota APS0171 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Fortaleza de Juromenha


Fortaleza de Juromenha: vista dos baluartes, das ruínas da Torre de Menagem e das ruínas da Igreja da Misericórdia.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1965 -
Legenda Fortaleza de Juromenha
Cota DFT745 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sábado, 27 de julho de 2013

Lendas da Nossa Senhora do Castelo (Aljustrel)

Faz parte do imaginário popular, uma lenda que tenta justificar a inclusão na planta da igreja de uma rocha pertencente ao conjunto de afloramentos existentes em todo o morro do Castelo.

Conta essa lenda que em tempos muito recuados, Nossa senhora terá aparecido em cima dessa rocha. Quando foi decidido construir o templo, obviamente que ninguém pensou incluir a dita pedra na sua estrutura, porém, sempre que se começava a erigir a igreja, deixando a pedra de fora , a obra ruia.

Somente quando o templo foi construido, utilizando a pedra como alicerce, o edificio conseguiu aguentar-se de pé.
Uma outra lenda que tem a ver com esta pedra, embora com caracter mais profano, refere que ao encostarmos o ouvido à pedra, podemos ouvir o barulho do mar e que, se porventura, essa pedra fosse arrancada, o mar entraria por aí e alagaria a Vila de Aljustrel.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Açorda de Lebre com Nabiças

Ingredientes:
Para 10 pessoas
2 Lebres
2 Cebolas
2 dl. de Azeite 0,7º
1 dl. de Vinagre de Vinho
1 cabeça de Alho
2 folhas de Louro
Q.B. Sal
Q.B. Pimenta
2 molhos de Nabiças
1 l. Vinho Tinto do Alentejo
4 Nabos
1 Pão Alentejano de Véspera


Preparação:
Cortar a Lebre e temperar com Sal, Pimenta, Cebola, Vinho Tinto e Louro, ficando nesta marinada durante 24 horas.
De seguida coloca-se a Lebre no tacho com todos os ingredientes e um pouco de água, deixa-se cozinhar em lume brando e quando esta estiver quase cozida junta-se o vinagre, as Nabiças e o nabo cortado aos quadrados.
Verifica-se os temperos e serve-se sobre as fatias de pão.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Largo em Estremoz, junto à Ig. de S. Francisco


Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1970
Legenda Largo em Estremoz, junto à Ig. de S. Francisco
Cota DFT628 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 21 de julho de 2013

Palheiro e carros de mula


Autor David Freitas
 Data Fotografia 1950 - 1960 
Legenda Palheiro e carros de mula 
Cota DFT7904 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Lenda da Ponte da Portagem (Marvão)

Diz a lenda que amofinados porque o Sever, ainda aqui simples Ribeira de Marvão, durante as quadras outonal, invernosa e primaveril, não dava fácil passagem a vau, obrigando a largos rodeios, os habitantes da região assentaram de, à custa de sacrifícios embora, construírem uma ponte.
Discutia-se acaloradamente os meios mais próprios de efectivar tão útil empreendimento, quando um cavaleiro desconhecido […] se prontificou a fazer pronta e seguramente a ponte.
Apenas punha uma condição, a seu ver de pequena monta – a entrega das almas de toda a população que nada sofreria nesta vida, aplanadas todas as dificuldades por D. Belzebut […].
Crentes fiéis de Mafoma, os habitantes pouco hesitaram na resolução. […] E Satanás, lá se deixou embair mais uma vez, aceitando a condição de que a paga, estipulada para o seu enorme trabalho, só seria devida se a ponte se iniciasse e completasse desde o pôr ao nascer do sol consecutivo.
Como homem de recursos, Lúcifer […] conseguiria triunfar se Mahomet, constantemente assediado pelos seus crentes, cuja lamúria crescia há medida do rápido progredimento da obra, se não resolvesse a intervir, extraviando a pedra que falta e impedindo que antes do nascer do sol a ponte estivesse de todo pronta.

Versão literária de proveniência desconhecida, publicada por Alexandre de Carvalho Costa (1982) – Marvão, suas freguesias rurais e alguns lugares, s/l, Câmara Municipal de Marvão: 33 – 34.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Carneiro Assado à moda do Alentejo

Ingredientes:
2 pernas de carneiro ;
6 dentes de alho ;
1 ramo grande de salsa ;
4 cebolas ;
150 g de banha ;
2 folhas de louro ;
pimenta ;
4 cravinhos ;
1 colher de sopa de massa de pimentão ;
1 colher de sopa de colorau ;
1,5 dl de vinho branco ;
sal

Preparação:
Pisam-se num almofariz, até fazer papa, os dentes de alho, um ramo de salsa e sal. Barram-se as pernas do carneiro com esta papa e colocam-se numa assadeira de barro. Espalham-se por cima as cebolas ás rodelas, a banha aos bocadinhos, as folhas de louro cortadas ao meio, pimenta em pó, os cravinhos, o pimentão e o colorau. Junta-se ainda um ramo de salsa inteiro e
rega-se tudo com o vinho branco e uns pinguinhos de água.
Leva-se a assar no forno.
Acompanha-se com batatas fritas ou assadas no próprio e salada de alface.
Este assado é prato obrigatório em todas as festas importantes, em casamentos e baptizados.

sábado, 13 de julho de 2013

Pic-nic no campo


Autor Desconhecido/ não identificado 
Data Fotografia 1888 - 1960 
Legenda Pic-nic no campo 
Cota CME0180 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Nave da Igreja do Cv. St. António


Igreja do Convento de Santo António, em Montemor-o-Novo: corpo na nave, forrado por silharia azulejar de tapete polícromo.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1971 -
Legenda Nave da Igreja do Cv. St. António
Cota DFT4489 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 7 de julho de 2013

Lenda da Ponte da Portagem (Marvão)

A ponte romana da Portagem tinha que ser feita numa só noite.
Eram quatro galos e não sabiam qual cantava primeiro. Então os mouros meteram mão ao trabalho, porque, se cantasse o galo preto, tinham que largar tudo, pois corriam perigo.
Mas por sorte cantou primeiro o galo amarelo e gritaram todos:
“Trabalha o martelo!”
E continuaram com toda a pressa. E cantou o galo pedrês:
“E toca a trabalhar a torquês!”
E ainda com mais pressa porque já tinham cantado dois galos. E cantou o galo branco e gritaram todos:
“Ainda não me espanto!”
E mais pressa tinham. Só faltava o preto que era o do perigo. E lá canta o preto.
“Oh, com esse não me meto!”
Toca a largar tudo sem tão pouco olhar para trás.
E assim sendo, conta a lenda que ficou a ponte por acabar, pois faltava colocar a última pedra.


Versão de Portalegre, registada em 2001 por Rita de Jesus Cordas Barroqueiro (n. Reguengo, 1934) e transcrita por Ruy Ventura (2005) – Contos e Lendas da Serra de São Mamede, antologia breve, Almada, Associação de Solidariedade Social dos Professores: 81.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Açorda com Carnes (Baixo Alentejo)

350 g de pão de véspera
1 fatia grossa de toucinho com algum sal
150 g de presunto
100 g de chouriço magro
sal e pimenta em grão


Demolhe o pão em água fria. Corte o toucinho em pequenas falhas e derreta-o bem, dentro de um tacho de barro. Junte-lhe o presunto cortado em quadradinhos e o chouriço cortado em rodelas. Frite em lume brando, sem deixar secar. Adicione então o pão demolhado, bem espremido entre as mãos. Rectifique o sal e tempere com pimenta acabada de moer. Cozinhe durante alguns minutos, mexendo constantemente com uma colher de pau, para evitar que adira ao fundo do tacho. Sirva de imediato.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Homens junto a vara de porcos


Autor Desconhecido/ não identificado 
Data Fotografia 1888 - 1960 
Legenda Homens junto a vara de porcos 
Cota CME0181 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Cine-Teatro Curvo Semedo, em Montemor-o-Novo


Cine-Teatro Curvo Semedo, em Montemor-o-Novo. O projecto é da autoria do Arquitecto Rui Lino e a sua construção iniciou-se em 1925. Foi inaugurado em 1960. (Original: negativo de película em acetato, preto e branco, formato 9x12cm)

Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1970
Legenda Cine-Teatro Curvo Semedo, em Montemor-o-Novo
Cota DFT5241 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Personalidades Alentejanas - JÚNIOR, Francisco Teófilo de Oliveira


(n. Arroches a 25 Dezembro 1891; m. Lisboa a 6 Junho 1939)

Filho de Francisco Teófilo de Oliveira e Joana de Aurélio Pereira. Estudou em Arronches e Portalegre. Aos 12 anos foi internado no Colégio S. Fiel, um dos mais prestigiados estabelecimentos de ensino dirigido por jesuítas. Após quatro anos de frequência deste colégio, desistiu por não se adaptar. Um ano depois fez o exame para o 5.º ano dos liceus, que veio a concluir em Lisboa juntamente com o ensino secundário.

Nesta época o jovem arrochense não escapou ao ambiente tenso, febril, carregado de idealismos e de ingenuidades. Ainda estava bem viva a ditadura de João Franco, abruptamente abreviada pela tragédia do Terreiro do Paço.

Teófilo Júnior abraçou o republicanismo e em Agosto de 1910 inicia a sua colaboração no órgão oficial do Partido Republicano no distrito de Portalegre: Intransigente. Para este periódico escrevia artigos assinados com o pseudónimo Emídio Montano. Apesar da sua ligação preferencial ao republicanismo conservador não o impediu de relaciona-se com outros sectores, mesmo afectos ao Partido Democrático, sobre o qual viria a manifestar sérias reservas.

Matriculou-se em 1911 na Faculdade de Letras de Lisboa na Secção de Filologia Românica, permitindo-lhe vir a consolidar os seus conhecimentos e perspectivá-los para outros horizontes. Por esta altura começa a escrever para A Fronteira de Elvas (22 Outubro). Iniciou também a colaboração noutros periódicos: A Cidade (1915), O Leste; O Evolucionista; O Jornal (1918).

Além da licenciatura em Românicas, Teófilo Júnior frequentou a Escola Normal Superior de Lisboa. Em Dezembro de 1918 foi nomeado professor agregado do Liceu de Passos Manuel em Lisboa. Casou a 21 de Dezembro de 1921 com Clarisse Valente de Almeida. A 31 de Maio de 1927 foi contratado como professor do Instituto de Orientação Profissional. Em 1931 passa para o Liceu de Santarém, mas, nesse ano, problemas familiares e políticos interromperam a sua carreira de docente que se augurava auspiciosa. 
Permaneceu durante alguns meses em Badajoz, acabando por ser demitido do Instituto de Orientação Profissional por abandono do lugar. No ensino secundário optou por uma licença ilimitada. Daqui por diante trabalhou como professor particular, leccionando em casa.

Francisco Teófilo de Oliveira Júnior viveu intensamente o período febril e contraditório que foi a I República Portuguesa. Reflectiu sobre ele e produziu uma obra política e literária assinalável.



In VENTURA, António - Teófilo Júnior: Vida e Obra. Arronches: Câmara Municipal de Arronches, 1991. pp. 5-21.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Borrego à Camponesa


Ingredientes:
1,5 kg de borrego
azeite
1 folha de louro
5 dentes de alho
1 colher de chá de colorau
1 limão
1 molho de coentros
sal, pimenta e piripiri

Preparação:
Corta-se o borrego e tempera-se com sal pisado, dentes de alho e louro. Leva-se ao lume um tacho com azeite necessário para fritar. Logo que esteja bem quente, frita-se o borrego até alourar. Adiciona-se água e deixa-se cozer
com o tacho tapado. Tempera-se com o colorau, a pimenta e o piripiri. Pouco antes de servir misturam-se os coentros picados e o sumo de limão. Serve-se com esparregado.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Pastor e cabra


Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1960
Legenda Pastor e cabra
Cota DFT7905 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Personalidades Alentejanas - GAMA, Eurico Garcia Miranda


(n. Elvas a 11 Junho 1913)

Escritor e jornalista. Frequentou, nas Faculdades de Letras de Lisboa e Coimbra, a secção de Filologia Germânica, e ttornou-se professor do ensino secundário particular.

De entre os seus trabalhos publicados, destaca-se: O 1.º de Dezembro de 1640 (1937); Luís de Camões (1937); Notícias da Fundação da Diocese de Elvas e Relação completa dos bispos que a governaram (1943); Fastos da Minha Terra, 1.º vol. (1942-43). Foram publicados mais tarde a Monografia de Elvas, os romances Madalena, Ester e Vinte e quatro horas de uma vida.

Colaborou ainda nos seguintes jornais: Diário de Notícias, O Século, A Voz, Diário de Lisboa, de Lisboa; O Renascimento, de Évora, de que foi fundador e secretario de redacção; A Democracia do Sul, Boletim da Casa do Alentejo, Brados do Alentejo, de Estremoz; Correio Elvense e Jornal de Elvas, de que foi director.

Ganhou em Junho de 1944 o Prémio de Honra nos Jogos Florais de Badajoz, com o ensaio D. Afonso X, o Sábio, de Castela, e D. Sancho II, o Capelo, de Portugal.

In Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa; Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia Lda., [195-]. Vol. XII, p. 109.

sábado, 15 de junho de 2013

Anedotas de Alentejanos

Estavam dois alentejanos sentados numa esplanada quando passa um automóvel a grande velocidade. Passada meia-hora diz o primeiro alentejano: - Era um Porche!
Meia-hora mais tarde diz o segundo: - Não era nada, era um Ferrari.
Duas horas mais tarde diz o primeiro para o segundo: - Eu vou mas é embora que a conversa já cheira mal!...





Estavam dois alentejanos sentados à sombra de uma oliveira quando passa um elefante a voar. Os dois olham com cara estranha ao sucedido mas não dizem nada.
Passado algum tempo passa outro, e continuam a passar até ao fim da tarde.
Diz então um alentejano para o outro: - Ó compadre, só há uma explicação...
- E qual é? - diz o outro.
- O ninho deve ser aqui perto!





Um alentejano vai ao médico e este receita-lhe uns supositórios que o alentejano compra numa farmácia. Algum tempo depois encontram-se e o médico pergunta:
- Então, que tal se tem dado?
- Olhi, dótôri, ê custa-me munto é a inguliri aquélas côzas!
- Mas você toma-os pela boca???
- Queria vocemessê qu'ê os metêssi no cu, não?




Um alentejano vai para Lisboa com uma vaca e põe-se à boleia.
Passa um bruto carro, e resolve-lhe dar boleia. Atam a vaca ao pára-choques e põem-se a andar.
O condutor, que não gostava de alentejanos, decide-se vingar na vaca.
O carro acelera: 60, 100, 140, 180, ...
E o condutor diz para o alentejano:
- Ó amigo, a vaca não vai bem! Isto é gás a mais p’ró animal! Já vai com a língua de fora!
- Vai com a língua de fora? - diz o alentejano - E p’ra que lado é que tá a língua?
- Está do lado esquerdo. - diz o condutor.
- Então encoste que ela quer ultrapassar!




Há um alentejano que chega a um café e diz:
- Ó compadre, tem aguardente para cabrões?
- Tem sim senhor! - responde o empregado.
- Então beba-a você e dê-me uma cerveja!





Eram dois alentejanos, e um deles estava a esborrachar um caracol com o pé. Então diz-lhe o outro:
- Então compadre, está a fazer mal a um animal que não lhe faz mal nenhum?!
- Ah, não que não faz! O malandro anda-me a perseguir há três dias.




Dois alentejanos dormiram com duas francesas. No outro dia diz um alentejano para o outro:
- Eram tão boas, tão boas que ainda eram virgens!
Dizem elas, uma para a outra:
- Eram tão estúpidos, tão estúpidos que não sabem que as mulheres usam collants!




Um alentejano comprou os óculos de ‘raios x’ ao super-homem. E então veio-se a divertir pela rua ao ver as pessoas nuas, levantando e baixando os óculos. Cantava ele:
- Vestido, nu! Nu, vestido!... Vestido, nu! Nu, vestido!
Ao chegar a casa, ainda com os óculos, vê a mulher na cama com outro homem. Continuou ele:
- Nu, nu!... Nu, nu???
- Ainda agora comprei esta merda e já está avariado!




Dois alentejanos, aproximando-se a hora do almoço discutem onde seria o melhor sítio para almoçar. Diz um deles:
- Olha, aquele chaparro parece um bom sítio!
- Tu estás tolo! - diz o outro - Estás a ver a estrada! Os gajos vem lançados na curva e depois vêem bater no chaparro!
- Então onde vamos comer?
- Vamos comer no meio da estrada!
E foram!
Um homem que vinha de carro, ao ver dois homens no meio da estrada, não tem mais nada, desvia-se e vai bater no chaparro.
Diz então o segundo alentejano:
- Tás a ver compadre! Olha se a gente lá tivesse os dois!




Chega um alentejano a uma taberna com uma mala grande na mão e pergunta:
- Ó compadres, alguém quer comprar um par de cornos?
Ninguém respondeu. Diz então o alentejano:
- Ah, boa tarde! Já vi que estão todos servidos!




Diz um alentejano à mulher:
- Ó Maria, prepara uma roupa que eu quero tomar banho p’ra depois tratar dos negócios!
E a mulher prepara a roupa e põe-na na casa de banho.
Vai o homem tomar banho, começa a correr água e grita:
- Ó Maria, traz-me o champô porra!
- Ah homem, então o champô tá aí na casa de banho! - diz a mulher.
- Ah, isto é para cabelos secos e eu já molhei a cabeça!




~Vão dois alentejanos a uma piscina. Nisto um deles sobe à prancha e diz o outro:
- Ó compadre, você parece uma águia!
- Porquê compadre? É por causa do meu ‘pêto’?
- Não compadre, por causa das suas unhas!





Um alentejano andava sempre a ver as horas. Nisto o relógio avariou e o alentejano todo armado em engenhocas abre o relógio. E, ao ver um mosquito morto lá dentro diz:
- Então como é que isto havia de funcionar?! O maquinista morreu!...





Um viajante do norte chegou ao Alentejo. Como vinha muito cansado, decidiu descansar debaixo de uma azinheira.
Quando se deitou debaixo da árvore, reparou que em cima estava um alentejano a fazer:
- Nhéee, ...nhéee!
O viajante, não querendo chatear o alentejano, dirigiu-se para outra azinheira. Foi para outra mas, lá se encontrava outro alentejano a fazer a mesma coisa:
- Nhéee, ...nhéee!
Dirige-se de novo para uma outra árvore, mas nesta estava um alentejano a dormir. O indivíduo decidiu então sentar-se debaixo desta árvore e dormir também, mas, ao deitar-se fez barulho e o alentejano acordou. Pergunta-lhe então o viajante:
- Ó compadre! Porque é que os seus colegas estão a fazer “nhéee, ...nhéee”?
- Oh, esses sacanas já aí vem?! Nhéee, ...nhé nhéee!




Há dois alentejanos que vão à feira de Beja e compram dois porcos, um para cada um. Então, chegam à aldeia e metem os dois porcos na mesma pocilga.
Entretanto, anoitece e um dos compadres começa-se a lembrar:
- ”Os dois porcos estão na pocilga. Temos que fazer um sinal aos porcos para saber qual é o porco de um e o porco do outro.”
No outro dia, diz um compadre para o outro:
- Compadre, temos que fazer um sinal aos porcos para saber qual é o porco de um e o porco do outro!
- Tá bem!
No outro dia encontram-se, e diz um para o outro:
- Então compadre, já fez o sinal ao porco?
- Já sim senhor! Cortei-lhe metade do rabo.
- Ó compadre, você não quer lá ver que eu fiz o mesmo ao meu?!
- Não há problema compadre! A gente faz outro sinal.
No outro dia:
- Então compadre, qual foi o sinal que fez desta vez ao porco?
- Olhe compadre, cortei-lhe metade da orelha direita!
- Ó compadre, você não quer lá ver que eu fiz o mesmo ao meu?!
- Mas olhe! Deixe lá isso, você fica com o branco que eu fico com o preto!...




Um alentejano vai a Lisboa pela primeira vez. Quando lá chega entra num bar e, como estava cheio de fome, pergunta ao empregado o que é que eles costumam servir. Responde-lhe o empregado:
- Olhe! Nós, aqui em Lisboa costumamos servir cachorros-quentes!
- Então dê-me lá o cachorro! - responde-lhe o alentejano.
Quando o empregado lhe dá o cachorro, este abre-o e diz:
- Porra! Tinha-me logo que calhar a pior parte do cão!...





Depois de morto, um alentejano vai parar ao inferno, onde o diabo lhe explica as regras:
- Já sabes! Tu daqui não podes sair, mas, sempre podes escolher o tipo de tortura que tu queres!
O indivíduo olha para o catálogo, folheia..., folheia..., e vê uma fotografia da Marylin Monroe a fazer amor com o Hitler. O indivíduo diz de imediato ao diabo:
- É esta a tortura que eu quero!
Diz-lhe o diabo:
- Bom, tu é que sabes!
O diabo vira-se então para os seus ajudantes e grita:
- Para este senhor, a mesma tortura da Marylin!...

Gastronomia Tradicional Alentejana - Borrego Assado à Alentejana com Abóbora


Ingredientes:
1 1/2 kg de borrego
1 1/2 kg de abóbora
2 1/2 dl de vinho branco
q.b. de sal
4 dente(s) de alho
60 gr de banha
q.b. de pimentão doce
1 ramo(s) de salsa
2 cebola(s)
100 gr de toucinho entremeado
q.b. de pimenta branca

Preparação
1.Comece por fazer uma massa com os alhos esmagados com um pouco de sal, junte a banha e o pimentão moído (se não conseguir arranjar pimentão moído, substitua por colorau).
2.Barre o borrego com esta massa, deixando assim uma hora.
3.Ligue o forno à temperatuta de 180º C, e logo que o borrego já tenho tomado o tempero introduza-o no forno e deixe assar, regando de vez em quando com 2 dl vinho branco, para não queimar no fundo e com o próprio molho do assado.
4.O tempo de cozedura não deverá ser inferior a uma hora, mas depende da rijeza da carne.
5.Sirva o borrego inteiro ou cortado, decore com salsa e acompanhe com a abóbora.

Acompanhamento de Abóbora:
1.Descasque a abóbora limpe-a e corte-a em fatias de 10 milimetros de espessura.
2.Num alguidar introduza as fatias de abóbora e tempere com sal, e um pouco de pimentão moído ou colurau.
3.Descasque as cebolas e corte-as em rodelas finas, corte o toucinho tambem em fatias finas.
4.Numa assadeira de forno, coloque no fundo uma camada de cebola, a seguir umas fatias de toucinho, depois uma camada de fatias de abóbora, e sempre assim até acabar, sendo a última camada de abóbora.
5.Regue com 0,5 dl de vinho branco e um pouco da gordura do assado de borrego, (Se não tiver gordura do assado, utilize um pouco de azeite) leve a assar ao forno durante 40 minutos. Sirva na própria assadeira.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Porta do Arrabalde, do Castelo do Alandroal


Vista interior da Porta do Arrabalde, do Castelo do Alandroal. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Porta do Arrabalde, do Castelo do Alandroal
Cota DFT726 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Personalidades Alentejanas - FRAGOSO, João de Matos


(n. Alvito em 1608; m. Madrid a 4 Janeiro 1689)

Poeta do século XVII. Filho de António Fragoso de Matos e Ana de Souza. Estudou Filosofia e Jurisprudência na Universidade de Évora. Foi para Madrid, onde estabeleceu amizade com os principais dramaturgos espanhóis da época. Passou algum tempo em Itália, vindo-se a representar uma peça sua na corte do vice-reinado do Nápoles. Em 1662 professou-se como cavaleiro da Ordem de Cristo.

Relacionava-se bem e nunca teve dificuldades económicas. Os seus mecenas sempre foram nobres importantes e até mesmo o rei Filipe IV de Espanha.

Foi um dos dramaturgos mais proeminentes do século XVII, cuja obra foi quase na totalidade escrita em castelhano. Em 1658 publicou-se em Madrid a primeira parte das suas comédias, composta por doze peças (El amor hace valientes; Amor, lealtad y ventura; Callar siempre es lo mejor; Con amor no hay amistad; El hijo de la piedra; Los indicios sin culpa; El marido de su madre; La tía de la menor; El yerro del entendido; La razón vence al poder; No está en matar el vencer; El traidor contra su sangre). 




In Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa; Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia Lda., [195-]. Vol. XI, p. 739.

Wikipédia, a encilopédia livre. Juan de Matos Fragoso. [Online] URL: http://es.wikipedia.org/wiki/Juan_de_Matos_Fragoso. Acedido a 24 de Outubro de 2007.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Cabrito de Aljustrel




750 g de cabrito,
sal e pimenta q.b.,
1 colher de chá de colorau,
50 g de margarina,
350 g de cebolas,
2 dentes de alho,
salsa,
2 folhas de louro,
1 pimento verde,
80 g de chouriço,
400 g de tomate,
1 colher de chá de açafrão,
3,5 dl de vinho branco,
1,5 dl de azeite,
piripiri,
1,5 kg de batatas.

Corte o cabrito em pedaços e tempere com vinho branco, sal e pimenta. Aloure na margarina bem quente e escorra. Descasque as batatas, corte em rodelas, lave, escorra e tempere com sal, pimenta e colorau. Corte os alhos em lâminas, a cebola em rodelas finas, o pimento em tirinhas e o tomate em rodelas. Coloque num tacho, e por esta ordem, camadas de cebolas, pimentos, dentes de alho, uma folha de louro, batatas, a carne e tomate. Vá repetindo as camadas até acabar. O chouriço, cortado às rodelas, é a última camada. Deite o açafrão, muito bem espalhado, o vinho branco e o azeite. Deite um pouco de piripiri. Tape e leve a lume médio cerca de 40 minutos. Vá rectificando os temperos a gosto. Sirva polvilhado com salsa picada.

sábado, 1 de junho de 2013

Igreja da Misericórdia de Portel


Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1970
Legenda Igreja da Misericórdia de Portel
Cota DFT889 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Praça D. Nuno Álvares Pereira, Monsaraz


Vista do Pelourinho e da Câmara Municipal, na Praça Dom Nuno Álvares Pereira, em Monsaraz. Esta imagem foi publicada no Inventário Artístico de Portugal, de Túlio Espanca (Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Évora - Zona Sul, vol.II, Lisboa, Academia Nacional de Belas Artes, 1978, est. 392).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Praça D. Nuno Álvares Pereira, Monsaraz
Cota DFT4704 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Personalidades Alentejanas - FONSECA, Maria Teresa Couto Pinto Rios de


Doutorada em História das Ideias Políticas (2000) pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Professora na Escola Secundária de Montemor-o-Novo, Investigadora do Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora (CIDEHUS). A sua área de investigação centra-se na História Moderna e Contemporânea.



In FONSECA, Teresa - Associação dos Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Novo (1930-2005). Lisboa: Edições Colibri; Associação dos Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Novo, 2005.

sábado, 25 de maio de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Açorda à Alentejana


1 bom molho de coentros (ou um molho pequeno de poejos ou uma mistura das duas ervas)
2 a 4 dentes de alho
1 colher de sopa bem cheia de sal grosso
4 colheres de sopa de azeite
1,5 litro de água a ferver
400 g de pão caseiro (duro)
4 ovos

Pisam-se num almofariz, reduzindo-os a papa, os coentros (ou os poejos) com os dentes de alho, a que se retirou o grelo, e o sal grosso. Deita-se esta papa na terrina ou numa tigela de meia cozinha, que neste caso fará ofícios de terrina.
Rega-se com o azeite e escalda-se com água a ferver, onde previamente se escalfaram os ovos (de onde se retiraram).
Mexe-se a açorda com uma fatia de pão grande, com que se prova a sopa. A esta sopa dá-se o nome de «sopa azeiteira» ou «sopa mestra».
Introduz-se então no caldo o pão, que foi ou não cortado em fatias ou em cubos com uma faca, ou partido à mão, conforme o gosto.
Depois, tapa-se ou não a açorda, pois uns gostam dela mole e outros apreciam as suas sopas duras. Os ovos são colocados no prato ou sobre as sopas na terrina, também conforme o gosto.
A açorda é, fora do Alentejo, o prato mais conhecido da culinária alentejana. Vai à mesa do pobre e do rico e raro é o dia em que não constitui o almoço do trabalhador rural. Tem muitas variantes, mais influenciadas pela mudança de estações do que, como é regra em cozinhas tradicionais, de terra para terra.
É sempre um caldo quente e transparente, aromatizado com coentros ou poejos, ou os dois, alhos pisados com sal grosso e condimentado com azeite. Dão-lhe consistência fatias ou bocados de pão de trigo, de preferência caseiro e duro.
Acompanha-se geralmente com ovos escalfados, que também podem ser cozidos, e azeitonas. Muitas vezes, na água utilizada já se cozeu uma posta de pescada ou de bacalhau. Também pode ser acompanhada com sardinhas assadas ou fritas e, no Outono, é muitas vezes enriquecida com tiras finas de pimento verde, que se escaldam com a água ao mesmo tempo que as ervas, e acompanhada com figos maduros ou um cacho de uvas brancas de mesa.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Vista geral de Montemor-o-Novo


Vista geral de Montemor-o-Novo, tirada do lado Norte. Em primeiro plano vê-se o arrabalde e na cerca medieval são visiveis as Portas da Vila, do Anjo e de Santiago, e ainda o Paço Del-Rei (ou Paço dos Alcaides). Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Norte, Volume II).
Autor David Freitas
Data Fotografia 1975 ant. -
Legenda Vista geral de Montemor-o-Novo
Cota DFT4479 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Personalidades Alentejanas - FIALHO, Pe. Manuel


(n. Évora em 1646; m. 1718)

Entrou na Companhia de Jesus, em Évora, a 5 Julho 1659 e fez em Lisboa a maior parte do noviciado. Voltando para Évora, completou na Universidade os estudos clássicos, cursou Filosofia e Teologia, ensinou Latim (1668-1671) e foi pregador.

Em 1680, inaugurou na mesma Universidade um curso de Artes, que não passou do 1.º ano. Revelou-se um talento essencialmente prático, porque, confiando-se-lhe a administração da quinta da Alagoa, que era quase toda um paul improdutivo, em breves anos transformou-a numa das propriedades mais rendosas que os Jesuítas tiveram no Algarve. Promoveu também a indústria da seda e a cultura das amoreiras, sobre as quais escreveu um pequeno tratado.

Ocupou-se em redigir a história da cidade de Évora, desde 1690. Inicialmente, propôs-se organizar apenas o catálogo dos seus bispos; depois decidiu «dar juntamente as notícias de tudo o que achasse pertecente a Évora», pelo que a obra foi crescendo até encher quatro grossos volumes. Intitulou-os Évora ilustrada e obteve as licenças de impressão, mas não o conseguiu, por mais diligências que fizesse, inclusive junto do Cabido eborense. Mais tarde foi editada uma versão do Padre Francisco da Fonseca com o nome de Évora gloriosa: epílogo dos quatro tomos da «Évora ilustrada» que compôs o R. P. Manuel Fialho, etc. (Roma, 1728).




In Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura. Lisboa: Editorial Verbo, cop. 1969. Vol 8.º, pp. 726-727.

In Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa; Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia Lda., [195-]. Vol. XI, p. 250.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Açorda de Bacalhau Alentejana


4 dl azeite
Vinagre e sal q.b.
4 lombos de bacalhau
400 gr de pão alentejano
4 ovos
2 litros de água
6 dentes de alho
1 molho de coentros


Num recipiente alto, coloque os coentros previamente lavados e escolhidos, os dentes de alho, o sal e o azeite. Com a varinha mágica triture muito bem todos os ingredientes até ficarem em papa.Ponha água ao lume a ferver com um fiozinho de azeite, e coza o bacalhau durante mais ou menos 5 minutos.Ponha ao lume uma caçarola com água e um
pouco de vinagre. Quando a água estiver a ferver escalfe os ovos que irá utilizar na açorda. Logo que os ovos estejam no ponto, retire-os e coloque-os num recipiente com água fria, afim de parar a cozedura.Coloque a papa dos coentros dentro de uma terrina, verta a água onde cozeu o bacalhau que deverá estar a ferver (se não quiser poderá juntar apenas água fervida, ou a água onde escalfou os ovos).Rectifique de sal, introduza o pão alentejano cortado muito fininho, os ovos e o bacalhau.

sábado, 11 de maio de 2013

Altar-mor da Igreja da Misericórdia de Evoramonte


Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1975
Legenda Altar-mor da Igreja da Misericórdia de Evoramonte
Cota DFT4587 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 7 de maio de 2013

Personalidades Alentejanas - FIALHO DE ALMEIDA, José Valentim


(n. Vila de Frades em 1857; m. Cuba a 4 Março 1911)

Escritor, panfletista e um dos mais destacados contistas alentejanos do fim do século XIX. Seu pai mestre-escola da localidade, dirigiu os rudimentos da sua educação e ensinou-lhe as primeiras letras. Em 1866 foi para Lisboa, para o Colégio Europeu, fazer os estudos elementares, que seguiu regularmente até 1872. Nesse ano viu-se forçado, por circunstâncias da sua vida económica, a deixar o colégio e a empregar-se como praticante de farmácia, numa botica do Largo do Mitelo. Contudo, conseguiu completar os estudos secundários e formou-se em Medicina (Lisboa), não tendo praticamente exercido, optando pelo jornalismo profissional.

Antimonárquico, veio a reconciliar-se com o regime tradicional, depois de um encontro com o ministro de D. Carlos. O regicídio e os caminhos trilhados pelos republicanos, bem como o seu comportamento perante os vencidos, mereceram-lhe veementes críticas. Chegou a ser ameaçado de proscrição do país, facto que não se concretizou graças à intervenção oportuna de Manuel Teixeira Gomes, seu amigo de juventude.

Em 1881, publicou o seu primeiro livro, os Contos, que dedicou a Camilo Castelo Branco, e no ano imediato a Cidade do Vício. Em 1889, o editor portuense Alcino Aranha, seduzido pelo grande êxito que tinham tido as Farpas de Ramalho Ortigão, propôs-lhe a publicação de uma crónica mensal da vida portuguesa, encargo que Fialho aceitou, e em Agosto desse ano saiu a público o primeiro panfleto, que foi tão bem recebido, que em breve passou de mensal a semanal. Durou a sua publicação até Janeiro de 1894, e estes artigos acham-se actualmente reunidos em seis volumes, que conservam o título primitivo de Os Gatos. Esta obra ficou na literatura portuguesa como umas das grandes obras de panfletários, tão características da literatura jornalística do final do século XIX.

Foi também um contista. O seu estilo caracteriza-se por uma grande exuberância verbal que, se umas vezes consegue atingir momentos de uma grande beleza, noutras chega a roçar pelo mau gosto, por um certo artificialismo de galicismos, que só encontrou eco em alguns literatos de café. Nos seus escritos de panfletário usa, por vezes, uma linguagem plebeia que torna mais violenta e agressiva a sua prosa de combate.

Fialho de Almeida, quase no fim da vida, casou com uma senhora sua parente, e foi residir para o Alentejo, vivendo então a existência de um pequeno proprietário rural, dispensando nos últimos dez anos de vida uma menor actividade literária. Contudo, a sua obra tem importância particular para o Alentejo. Especialmente para Évora, é importante um texto seu publicado na obra Estâncias de Arte e Saudade, intitulado «Em Évora», que escrito provavelmente nos últimos anos do século XIX. O convívio com o texto «Em Évora» pode levar-nos a compreender a estranha vibração que iluminou Fialho de Almeida e lhe deu alma para o escrever e, desta forma, talvez consigamos descortinar o génio encantado por esta cidade.

Colaborou nos jornais e em outras publicações, escrevendo folhetins, crónicas, críticas literárias e teatrais. Escreveu para quase toda a grande imprensa da sua época: Revista de Portugal, Illustrações, Serões, Diário Nacional, Novidades, Revista illustrada.

Publicou em volume: Pasquinadas (1890); Lisboa Galante (1890); Vida Irónica (1892); O país das uvas (1893); Madona do Campo Santo (1896); À Esquina (1903). Este, que é o último volume que publicou em vida, intitulou-o, como às Pasquinadas e à Vida Irónica, Jornal de um vagabundo. Postumamente publicaram-se as seguintes obras, que são, na quase totalidade dos casos, constituídas por colaboração dispersa em várias publicações: Barbear, Pentear (1911); Saibam quantos, cartas e artigos políticos (1912); Estâncias de Arte e Saudade e Aves migradoras (1921); Figuras de destaque (1924); Actores e autores, impressões de teatro (1925); e Vida Errante (1925). Traduziu a peça João Darlot em 3 actos, original de Legendre, que foi estreada no Teatro da Trindade a 9 Abril 1898. Em alguns dos seus trabalhos usou o pseudónimo de Valentim Demónio.



In Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa; Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia Lda., [195-]. Vol XI, p. 250-251.

In SILVA, Joaquim Palminha (coord.) - Dicionário Biográfico de Notáveis Eborenses 1900/2000. Évora: Tip. Diário do Sul, 2004. p. 8.


domingo, 5 de maio de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Peru Recheado (Elvas)


Ingredientes:
Para 10 a 12 pessoas
1 peru pequeno ou 1 perua grande
3 colheres de sopa de manteiga
2 limões
1 laranja
1 copo de vinho branco (2 dl)
50 g de toucinho gordo
50 g de chouriço de carne
1 colher de sopa de colorau
sal e pimenta

Para o recheio de batatas:
750 g de batatas de polpa amarela
1 cebola
os miúdos do peru
2 colheres de sopa de manteiga
3 gemas de ovos
50 g de azeitonas pretas
1 colher de sopa de salsa picada
sal
pimenta
noz-moscada

Para o recheio de carne:
500 g de carne de porco
500 g de vitela ou de vaca
1 cebola média
50 g de chouriço
50 g de toucinho entremeado
50 g de azeitonas pretas
50 g de miolo de pão
1 colher de sopa de salsa picada
2 colheres de sopa de manteiga
sal
pimenta
raspa da casca de 1 limão

Confecção:
De véspera, põe-se o peru de molho em água fria com sal, a laranja e os limões com a casca, cortados ás rodelas.
No dia seguinte, cozem-se as batatas com a pele, pelam-se e passam-se pelo passador. Junta-se 1 colher de manteiga e as gemas e conserva-se perto do calor. Pica-se a cebola e aloura-se na restante manteiga.
Juntam-se os miúdos do peru picados grosseiramente e deixam-se guisar, acrescentando água fria, gota a gota.
Quando os miúdos estiverem macios, juntam-se ao puré de batata, assim como a salsa, as azeitonas cortadas aos bocadinhos e sem caroços e tempera-se com sal, pimenta e noz-moscada.
Passam-se pela máquina as carnes de vaca, de porco, o chouriço e o toucinho. Junta-se o miolo de pão amolecido num pouco de água quente, as azeitonas aos bocadinhos, a salsa picada e a cebola também picada e previamente cozida numa colher de sopa de manteiga. Junta-se a restante manteiga e tempera-se com sal, pimenta e a raspa da casca do limão.
Enche-se o papo do peru com o recheio de carne e a barriga com o recheio de batata. Cosem-se as duas aberturas com agulha e linha e coloca-se o peru num tabuleiro.
Faz-se uma papa com a manteiga e o toucinho e o chouriço passados pela máquina. Tempera-se com o colorau, sal e pimenta. Barra-se o peru com esta papa e leva-se a assar em forno médio. Quando o peru começar a alourar, rega-se com o vinho branco e leva-se novamente ao forno.
Logo que o peru esteja bem louro, retira-se do forno, põe-se numa corrente de ar e introduz-se novamente no forno, mas desta vez muito bem quente. Esta operação tem a finalidade de tornar a pele do peru estaladiça.
Acompanha-se com uma boa salada de agriões e rabanetes.
Os recheios deste peru servem-se à colher.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Castelo de Vila Viçosa


Castelo de Vila Viçosa: portas da carruagem e de peões. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II, est. 486)

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Castelo de Vila Viçosa
Cota DFT6156 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sábado, 27 de abril de 2013

Personalidades Alentejanas - FALCÃO, Cristóvão


(n. Portalegre(?) entre 1515-18; m. 1553)

Fidalgo e poeta do século XVI, de seu nome completo Cristóvão Falcão de Sousa. Filho de João Vaz de Almada Falcão, cavaleiro com fama de grande honradez, que serviu como capitão da Mina, e de D. Brites Fernandes. Teve dois irmãos, Barnabé de Sousa e Damião de Sousa. Em 1527 era morador na Casa Real.

Sendo ainda mancebo apaixonou-se por uma moça, mais nova do que ele, que não tinha idade canónica. Casou clandestinamente e a esposa foi enviada para o convento de Lorvão e ele encarcerado por intervenção do seu pai. Saído do cárcere, D. João III confiou-lhe uma missão particular, ligado ao caso do bispo de Viseu, D. Miguel da Silva, que fugira de Portugal em 1540 contra vontade do rei, dirigindo-se a Roma, para o Papa lhe conceder o cardinalato. Para punir o bispo, o monarca pensou em utilizar a influência do embaixador de Carlos V na corte pontifícia, o marquês de Aguilar, de quem Cristóvão Falcão era primo.

Regressado de Itália foi despachado, a 31 de Março de 1545, como capitão para a fortaleza de Arguim, na ilha da costa da Guiné, onde havia uma feitoria destinada ao comércio com o interior de África. Supõe-se que veio a casar com Isabel Caldeira. Desta mulher não teve filhos, mas da outra teve um bastardo com o mesmo nome, que veio a exercer as funções de capitão da Madeira.

Até 1908 foi, sem discrepância, atribuída a Cristóvão Falcão a écloga de Crisfal, um dos mais célebres poemas líricos da literatura portuguesa. Tinha essa atribuição a seu favor os depoimentos de Diogo de Couto (1542-1616) na Década Oitava da Ásia; de Gaspar Frutuoso (1522- 1591) nas Saudades da Terra; de Manuel de Faria e Sousa (1590-1694) na edição das Rimas de Camões (comentário à Écloga IV); de Barbosa Machado (1682-1772) na Biblioteca Lusitana; e de António dos Reis (1690-1738) no Enthusiasmus poeticus. A écloga de Crisfal apareceu pela primeira vez em folha volante e anónima, com este título: Trovas de Crisfal. Depois apareceu publicada na 1.ª edição das obras de Bernardim Ribeiro, impressa em Ferrara em 1554.

 In Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa; Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia Lda., [195-]. Vol. X, pp. 853-855.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Migas com Carne de Porco à Alentejana


Ingredientes:
400 g de lombo de porco
200 g entrecosto
200 g toucinho entremeado
12 rodelas de linguiça
2 dl vinho branco
q.b. azeite
q.b. sal
1 folha de louro
q.b. massa pimentão
600 g pão caseiro (Vidigueira)

Decoração
2 folhas de louro
q.b. azeitonas
2 gomos de laranja

Confecção:
Cortar as carnes aos cubos e a linguiça às rodelas.
Fazer uma marinada com a massa de pimentão, alho, sal, louro e vinho branco.
Deixe as carnes em repouso nesta marinada durante 24 horas. Colocar banha numa frigideira, quando estiver quente fritar a carnes e a linguiça.
Cortar o pão às fatias e embeber num pouco de água, amassar com a mão.
Entretanto coloca-se um tacho ao lume com um pouco de azeite e e os dois dentes de alho muito bem picadinhos, quando estes estiverem louros juntar o pão e um pouco de gordura onde fritou as carnes.
Com a ajuda de uma colher de pau, bate-se até formar uma bola.
Sacode-se o tacho, quando estas descolarem das paredes e derem voltas, estão prontas.
Depois colocamos as nossas migas no centro de um prato de barro, as carnes em volta e decoramos com azeitonas, gomos de laranja e folhas de louro secas.

Nota: Para que as nossas migas fiquem com um visual mais atractivo e um pouco crocantes, colocamos um pouco de azeite numa frigideira anti-aderente, quando este estiver bem quente metemos lá o pão e coramos até ficar com uma textura crocante.

domingo, 21 de abril de 2013

Apanha da azeitona


Autor António Passaporte 
Data Fotografia 1940 - 1950 
Legenda Apanha da azeitona 
Cota APS0320 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME