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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Quinta da Amoreira da Torre


Fachada principal da Quinta da Amoreira da Torre, em Montemor-o-Novo. Aqui residiram os Martins de Mascarenhas, condes de Santa Cruz, mais tarde duques de Aveiro.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1970
Legenda Quinta da Amoreira da Torre
Cota DFT4491 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Capela de S. Jerónimo (Paço dos Henriques)




Capela de São Jeronimo, no Paço dos Henriques, nas Alcáçovas (concelho de Viana do Alentejo): cabeceira guarnecida com ornamentos exóticos, marinhos, de cerâmica e azulejos polícromos com motivos zoomórficos. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Capela de S. Jerónimo (Paço dos Henriques)
Cota DFT4719.2 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Gastronomia Tradicional Alentejana - Arroz de Lingueirão

Ingredientes:
(para duas pessoas):
1/2 kg de lingueirão
150 g de arroz carolino
1/2 pimento vermelho
1 cebola grande
1 folha de louro
1 dente de alho
Azeite, sal e pimenta q.b.
1 raminho de coentros


Preparação:
Lava-se bem o lingueirão. Depois leva-se ao lume para abrir e filtra-se a água, pois é aproveitada para fazer o arroz. Num tacho, faz-se o refogado com o azeite, a cebola bem picada, o dente de alho inteiro e esmagado e a folha de louro. Acabado o refogado, junta-se o lingueirão, já cortado aos bocados. Deixa-se puxar um bocadinho e incorpora-se a água do lingueirão juntamente com o arroz, rectificando os temperos.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Cancioneiro Alentejano - Fui Colher uma Romã

Eu hei-de ir, hei-de deixar
Como a água deixa as pontes
Quem tem amores em vida
Quem tem amores em vida
Não pode morar em montes


Fui colher uma romã
Estava madura no ramo
Fui encontrar no jardim
Fui encontrar no jardim
Aquela mulher que eu amo
Aquela mulher que eu amo
Dei-lhe um aperto de mão
Estava madura no ramo
Estava madura no ramo
E o ramo caiu ao chão


Vou-me embora p’ra cidade
Que o campo já me aborrece
Eu lá na cidade tenho
Eu lá na cidade tenho
Quem por mim penas padece


Fui colher uma romã
Estava madura no ramo
Etc.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Vista parcial de Vila Viçosa


Vista parcial de Vila Viçosa, vendo-se o Paço Ducal de Vila Viçosa (paço dos Duques de Bragança), o Mosteiro de Santo Agostinho e parte do casario.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1978 ant.
Legenda Vista parcial de Vila Viçosa
Cota DFT965 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Capela de São João Baptista (Veiros)


Capela de São João Baptista, da Igreja Matriz de São Salvador de Veiros (Concelho de Estremoz). Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Norte, Volume II). 
Autor David Freitas
Data Fotografia 1975 ant. -
Legenda Capela de São João Baptista (Veiros)
Cota DFT4559 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Igreja de Nª Sª da Conceição, em Vila Viçosa


Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1978
Legenda Igreja de Nª Sª da Conceição, em Vila Viçosa
Cota DFT4628 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Gastronomia Tradicional Alentejana - Arroz de Fressura

Ingredientes:
1 kg de fressura;
1kg de arroz;
cebola;
salsa;
louro;
colorau;
banha;
alface;
sal;
água q.b.


Preparação:
Faz-se um refogado com os condimentos e põe-se a fressura a refogar. Quando está cozida, junta-se a água suficiente para o arroz, tempera-se e deita-se-lhe o arroz suficiente para ficar solto. Acompanha-se com salada de alface cortada fininha.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Cancioneiro Alentejano - Fui a um Jardim Florido

Fui à fonte beber água
Achei um raminho verde
Quem o perdeu tinha amores
Quem o achou tinha sede


Fui a um jardim florido
P’ra ver passar os amores
Dei um ai tremeu o chão
Caíram todas as flores
Caíram todas as flores
Fiquei assim comovido
Para ver passar os amores
Fui a um jardim florido


Deixa vir a Primavera
Verás tudo bem florido
Quem sai aos seus não degenera
Toda a vida assim tem sido


Fui a um jardim florido
P’ra ver passar os amores
Etc.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Altar da Ig. do Cv. dos Capuchos, Vila Viçosa


Retábulo em talha dourada e imagem de Nossa Senhora da Piedade, na capela-mor da igreja do Convento dos Capuchos em Vila Viçosa. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II, est. 528).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Altar da Ig. do Cv. dos Capuchos, Vila Viçosa
Cota DFT4616 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Évora Perdida no Tempo - Sacristia da Ig. do Cv. de Nª Sª da Consolação


Convento de Nossa Senhora da Consolação (Estremoz): sacristia da Igreja. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Norte, Volume II).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1975 ant. -
Legenda Sacristia da Ig. do Cv. de Nª Sª da Consolação
Cota DFT4547 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Altar-mor da Igreja do Cv. St. António da Piedade


Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1970
Legenda Altar-mor da Igreja do Cv. St. António da Piedade
Cota DFT4864.2 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Gastronomia Tradicional Alentejana - Amêijoas à Pescador

Ingredientes:
2 kg de amêijoas
sal e pimenta
2 cebolas
3 dentes de alho
1 dl de azeite
3 tomates maduros
1 raminho de salsa

Confecção:
Coloque as amêijoas num recipiente e cubra-as com água salgada. Deixe-as ficar assim durante cerca de 4 horas, para libertarem a sujidade. De seguida, escorra-as e passe-as por água corrente fria. Reserve.
Corte as cebolas às rodelas, pise os alhos e refogue tudo no azeite. Junte o tomate limpo de sementes cortado aos pedaços. Acrescente as amêijoas e tempere com sal e pimenta. Tape o tacho e deixe cozinhar até as conchas abrirem. Retire as conchas e o molho do tacho e transfira-os para uma travessa. Decore com raminhos de salsa.

Dica: 
Depois de transferir as amêijoas para uma travessa, regue-as com o sumo de meio limão para eliminar um pouco da gordura.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Cancioneiro Alentejano - Foste-te Gabar ao Porto

Ó coração das três penas
Dá-me uma qu’eu quero
Dá-me uma qu’eu quero
Dá-me uma qu’eu quero voar


Quero ir ao céu em vida
Em vida te quero
Em vida te quero
Em vida te quero amar


Foste-te gabar ao Porto
Que me destes um
Que me destes um
Que me destes um cruzado
Também eu te dei um lenço
Pelas minhas mãos
Pelas minhas mãos
Pelas minhas mãos bordado
Numa banda leva a Lua
Noutra leva o Sol
Noutra leva o Sol
Noutra leva o Sol frisado!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Porta Legal, do Castelo do Alandroal


Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1978
Legenda Porta Legal, do Castelo do Alandroal
Cota DFT725.1 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Quinta do Leão, em Veiros


Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1970
Legenda Quinta do Leão, em Estremoz
Cota DFT1801 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 29 de janeiro de 2012

Pelourinho e antiga Câmara de Cabeção



Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1975
Legenda Pelourinho e antiga Câmara de Cabeção
Cota DFT1439 - Propriedade Arquivo Fotográfico da CME

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Igreja do Cv. Bom Jesus de Valverde


Interior da Igreja do Convento de Bom Jesus de Valverde (Conventinho)

Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1970
Legenda Igreja do Cv. Bom Jesus de Valverde
Cota DFT413 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Namorados


Não era muito fácil aos rapazes contactarem com as raparigas, nos trabalhos estas eram observadas por muitos olhos, desejosos de terem alguma coisas que falar, bastava um olhar ou um gesto para que a rapariga fosse falada.
Os rapazes tinham de esperar horas até mesmo dias. Então era no caminho para a fonte quando esta fosse Águadeira que eles lhe conseguiam dar algumas palavras.As raparigas apressavam o passo, com os olhos baixos, fugindo às declarações com medo que alguém observasse.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Ser Alentejano entre os finalistas a Blogue do Ano 2011


O blogue Ser Alentejano foi nomeado pelos internautas um dos finalistas na categoria de melhor blogue Local/Regional a nível nacional.

Esta eleição está a ser realizada pelo blogue Aventar e a selecção dos finalistas baseou-se na quantidade de visitas mensais de cada blogue e na opinião dos leitores. É organizada em duas fases de apuramento, na primeira seleccionam-se os cinco mais votados e na segunda vota-se o melhor blogue entre os cinco finalistas.

(1ª Fase de Votação - até 21 de Janeiro)


Sacristia do Cv. Nª Sª do Bosque, Borba

Sacristia da Igreja do Convento de Nossa Senhora da Consolação do Bosque, em Borba. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II)

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Sacristia do Cv. Nª Sª do Bosque, Borba
Cota DFT805.1 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Rua Direita, em Evoramonte


Aspecto geral da Rua Direita, em Evoramonte, vista do castelo.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1975
Legenda Rua Direita, em Evoramonte
Cota DFT703 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Pastor


Pessoa que tinha a seu cargo um rebanho de ovelhas e borregos.

Usava camisa de riscado, lenço ao pescoço e chapéu preto, calça de cotim e botas grosseiras. Em certas estações do ano usava safões de lã e samarra do mesmo material, quase sempre feitas por ele.

Para facilitar o seu trabalho usava uma vara comprida com um gancho na ponta a que se dá o nome de gravato* e servia para apanhar os borregos pelas patas.

Consigo levava o tarro.... por vezes, se a deslocação era grande, levava alforges com mantimentos

domingo, 15 de janeiro de 2012

Alpendre da Ermida de Nª Sª dos Mártires, Estremoz


Alpendre da Ermida de Nossa Senhora dos Mártires, Estremoz (vestígios do antigo hospital-albergaria de peregrinos). Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Norte, Volume II)

Autor David Freitas
Data Fotografia 1975 ant. -
Legenda Alpendre da Ermida de Nª Sª dos Mártires, Estremoz
Cota DFT4531 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Capela-mor da Ig. Matriz de Arraiolos


Retábulo de talha dourada da Capela-Mor da Igreja Matriz de Arraiolos. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Norte, Volume II).


Autor David Freitas
Data Fotografia 1975 ant. -
Legenda Capela-mor da Ig. Matriz de Arraiolos
Cota DFT456 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Igreja Paroquial de Santiago Maior


Aspecto interior da Igreja Paroquial de Santiago Maior (Alandroal).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1975 ant. -
Legenda Igreja Paroquial de Santiago Maior
Cota DFT4585 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sábado, 7 de janeiro de 2012

Carreiro


No Alentejo os animais eram essenciais em todos os trabalhos do campo; os trabalhos mais pesados eram efectuados com juntas de bois enquanto as parelhas de mulas eram utilizadas nos trabalhos mais leves e transportes mais rápidos. Além destes trabalhos, os animais produzem também o estrume, usado para fertilizar a terra.. Ùtilizava-se a carroça para o transporte de cargas e o arado de madeira para lavrar os campos.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Castelo de Portel


Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1978
Legenda Castelo de Portel
Cota DFT4660.1 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Traje de Lavadeira Alentejana e Criança


As crianças normalmente acompanhavam os pais ajudando muitas vezes nas lides da casa, na guarda do gado e trabalhos do campo. Raramente frequentavam a escola era muita das vezes os pais quem ensinava os filhos a ler e escrever.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Capela da Rainha Santa Isabel, em Estremoz

Autor David Freitas
Data Fotografia 1966 ant. -
Legenda Capela da Rainha Santa Isabel, em Estremoz
Cota DFT444 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sábado, 31 de dezembro de 2011

Igreja do Mosteiro de St. Agostinho, V. Viçosa


Panteão da Casa de Bragança, na Igreja do Mosteiro de Santo Agostinho em Vila Viçosa. A imagem representa os túmulos do arcebispo de Évora, Dom Alexandre de Bragança e do seu sobrinho, com o mesmo nome. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II, est. 505)

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Igreja do Mosteiro de St. Agostinho, V. Viçosa
Cota DFT4612 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Cancioneiro Alentejano - Chamaste-me extravagante

Ó luar da meia-noite,
Não digas à minha amada.
Que eu passei à porta dela,
Às quatro da madrugada!


Chamaste-me extravagante
Por eu ter uma noitada
Eu sou um rapaz brilhante
Recolho de madrugada
Recolho de madrugada
Mesmo agora neste instante
Por eu ter uma noitada
Chamaste-me extravagante


Cantando ganhei dinheiro
Cantando se me acabou
Dinheiro que é mal ganhado
Água deu água o levou


Chamaste-me extravagante
Por eu ter uma noitada
Etc.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Santuário de Nossa Senhora de Aires


Nave e altar do Santuário de Nossa Senhora de Aires (concelho de Viana do Alentejo). Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Santuário de Nossa Senhora de Aires
Cota DFT4708.1 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Interior de um lagar de mel


Aspecto interior de um lagar de mel em actividade.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1969
Legenda Interior de um lagar de mel
Cota DFT5322 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Igreja paroquial de St. António dos Arcos


Interior da Igreja paroquial de Santo António dos Arcos (Estremoz). Esta imagem foi publicada no Inventário Artístico de Portugal, de Túlio Espanca (Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Évora - Zona Norte, vol.II, Lisboa, Academia Nacional de Belas Artes, 1975, est. 247).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1975 ant. -
Legenda Igreja paroquial de St. António dos Arcos
Cota DFT4563 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sábado, 17 de dezembro de 2011

Cancioneiro Alentejano - Ceifeira, Linda Ceifeira

O Sol é que alegra o dia
Pela manhã quando nasce
Ai de nós o que seria
Se o Sol um dia faltasse


Ceifeira!
Ceifeira, linda ceifeira!
Eu hei-de,
Eu hei-de casar contigo!
Lá nos cam ...
Lá nos campos, secos campos
Lá nos campos, secos campos,
À calma
À calma a ceifar o trigo,
Pela fo ...
Pela força do calor!
Ceifeira!
Ceifeira, linda ceifeira
Ceifeira, linda ceifeira,
Hás-de ser o meu amor!


Não é,
Não é a ceifa que mata,
Nem os ca ...
Nem os calores do “V’rão”!
É a é ...
É a erva unha-gata,
É a erva unha-gata,
Mais o cardo beija-mão!


Ceifeira!
Ceifeira, ó linda ceifeira
Eu hei-de casar contigo
Etc.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

São Bartolomeu


Escultura gótica em pedra policroma, representando São Bartolomeu, da Igreja de São Bartolomeu do Outeiro. Esta imagem foi publicada no Inventário Artístico de Túlio Espanca (Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Évora (Zona Sul), vol.II, Lisboa, Academia Nacional de Belas Artes, 1978, est.285).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda São Bartolomeu
Cota DFT888 - Propriedade Arquivo Fotográfico da CME

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Mondadeiras


Desbastar, mondar, sachar, os campos semeados nos meses anterior, limpá-los das ervas, e regar pela manhã era este o trabalho das mondadeiras. No campo a alegria era companheira da dor e os cantares libertavam o espírito e aliviavam o trabalho.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Cancioneiro Alentejano - Está uma noite tão serena

Os corações também choram
Eu ainda não sabia
Esta noite, esta noite acordei eu
Ao pranto que o meu fazia


Está uma noite tão serena
Vêem-se estrelas brilhar
Vai amor, vai amor
Vai amor, vai amor
Vai amor, não tenhas pena
De deitar a barca ao mar
De deitar a barca ao mar
Não tenhas pena
Vêem-se as estrelas brilhar
Está uma noite tão serena


O meu amor de brioso
Não assenta o pé no chão
Assenta, assenta amorzinho
Não dês passadas em vão


Está uma noite tão serena
Vêem-se estrelas brilhar
Vai amor, vai amor
Etc.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Capela do Senhor Jesus dos Passos - Estremoz


Altar-mor da Capela do Senhor Jesus dos Passos, no Convento das Maltesas, em Estremoz. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Norte, Volume II).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1975 ant. -
Legenda Capela do Senhor Jesus dos Passos - Estremoz
Cota DFT4447 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Cancioneiro Alentejano - Castelo de Beja

O meu coração
Anda adivinhando
Que há-de morrer cedo
Que há-de morrer cedo
Mas não sabe quando


Castelo de Beja
Subindo lá vai
Tu metes inveja
Castelo de Beja
Às águias reais
Às águias reais
Tu metes inveja
Subindo lá vai
Subindo lá vai
Castelo de Beja


Se eu tivesse amores
Que me têm dado
Enchia uma casa
Enchia uma casa
Até ao telhado


Castelo de Beja
Subindo lá vai
Etc.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Igreja de S. João Evangelista, em Vila Viçosa


Igreja jesuíta de São João Evangelista, em Vila Viçosa.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1978
Legenda Igreja de S. João Evangelista, em Vila Viçosa
Cota DFT4607 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sábado, 3 de dezembro de 2011

Manageiro

Em todos os trabalhos havia o “Manageiro”_ este era normalmente um pouco rude tinha de manter a vigilância e a ordem sobre os seus homens de modo a que não se “aldrabasse” os trabalhos ou se “armasse” em forte trabalhando a um ritmo mais acelerado provocando os “despiques” é que daqui resultava normalmente espigas derramadas pelo chão e zangas que acabavam muitas vezes em "porrada".

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Cancioneiro Alentejano - Eu hei-de-me ir assentar (No círculo que leva a lua)

Ó luar da meia-noite
Não digas à minha amada
Que eu passei à rua dela
Às quatro da madrugada


Eu hei-de-me ir assentar
No “circo” que leva a lua
Para ver as voltas todas, tirana
Que o meu amor dá na rua


Que o meu amor dá na rua
Que o meu amor há-de dar
No “circo” que leva a lua, tirana
Eu hei-de-me ir assentar
Veja lá não se adiante
Em falar demasiado


Eu hei-de-me ir assentar
No “circo” que leva a lua
Etc.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Igreja do Cv. Nª Sª Luz de Montes Claros


Igreja do Convento de Nossa Senhora da Luz de Montes Claros, em São Tiago de Rio Moinhos (Borba). Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II)

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Igreja do Cv. Nª Sª Luz de Montes Claros
Cota DFT4639 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 27 de novembro de 2011

Cancioneiro Alentejano - Camponês Alentejano

O pobre trabalhador
Todo o mal consigo tem
Trabalha e não tem valor
No mundo não é ninguém


Camponês alentejano
Camponês agricultor
Tu trabalhas todo o ano
Dás produto ao lavrador
Dás produto ao lavrador
Tua vida é um engano
Nem por isso tens valor
Camponês alentejano


Quem canta seu mal espanta
Quem chora seu mal aumenta
Eu canto para disfarçar
Uma paixão que me apoquenta


Camponês alentejano
Camponês agricultor
Etc.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Igreja do Mosteiro de St. Agostinho, V. Viçosa


Igreja do Mosteiro de Santo Agostinho, em Vila Viçosa: capela de São Nicolau de Tolentino (património dos Mascarenhas da Gama), revestida de azulejos. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II, est. 507)

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Igreja do Mosteiro de St. Agostinho, V. Viçosa
Cota DFT4611 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Águadeira


Devido ao calor, ao pó e ao cansaço, era preciso dar água aos companheiros, estamos a falar da Àguadeira.
Levava o cântaro e o "cocho" e percorria por vezes quilometros até encontrar uma fonte.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Cancioneiro Alentejano - Estava de abalada (Lá pr'ó meu montinho)

Algum dia eu era
Agora já não
Da tua roseira
O melhor botão


‘Stava d’abalada
Lá pr’ó meu montinho
Saiu m’uma rosa
Dançando ao caminho
Como ela é linda
Como é formosa
Dançando ao caminho
Saiu m’uma rosa


Anda cá se queres
Anda cá se querias
Pelo mundo inteiro
Não faltam Marias


‘Stava d’abalada
Lá pr’ó meu montinho
Etc.

sábado, 19 de novembro de 2011

Vista parcial de Evoramonte


Vista parcial de Evoramonte, com o castelo ao fundo.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1975 dep. -
Legenda Vista parcial de Evoramonte
Cota DFT706 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Cancioneiro Alentejano - Baleisão, Baleisão

Se Baleisão fosse meu
Como eu tinha na vontade
Fazia de Beja aldeia
De Baleisão, cidade


Ó Baleisão, Baleisão,
Ó terra baleisoeira,
Eu hei-de ir pra lá morar,
Queira o teu pai ou não queira!
Queira o teu pai ou não queira,
Queira a tua mãe ou não,
Ó terra baleisoeira,
Ó Baleisão, Baleisão!


Em terra de Baleisão,
Morreu uma camponesa.
Só por querer ganhar o pão,
Para os filhos, que tristeza!


Ó Baleisão, Baleisão,
Ó terra baleisoeira,
Etc.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Armaria, paço Ducal de Vila Viçosa


Armaria do Paço Ducal de Vila Viçosa (Paço dos Duques de Bragança). A Armaria ocupa as salas térreas do Paço primitivo de Dom Jaime. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II, est. 14)

Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1978 ant.
Legenda Armaria, paço Ducal de Vila Viçosa
Cota DFT905 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 13 de novembro de 2011

Vaqueiros


Pessoa que tem a seu cargo uma manada de bois e vacas...é também da sua responsabilidade a ordenha das vacas e muita das vezes os partos.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Cancioneiro Alentejano - É tão grande o Alentejo

Daqui para a minha terra
Tudo é caminho e chão
Tudo são cravos e rosas
Tudo são cravos e rosas
Dispostos por minhas mãos


É tão grande o Alentejo
Tanta terra abandonada
A terra é que dá o pão
Para bem desta nação
Devia ser cultivada
Tem sido sempre esquecido
Da margem ao sul do Tejo
Há gente desempregada
Tanta terra abandonada
É tão grande o Alentejo


Nesses campos solitários
Onde a desgraça me tem
Brado ninguém me responde
Olho, não vejo ninguém


É tão grande o Alentejo
Tanta terra abandonada
Etc.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Claustro do Cv. das Maltesas, em Estremoz


Vista parcial do claustro do Convento das Maltesas, em Estremoz

Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1970
Legenda Claustro do Cv. das Maltesas, em Estremoz
Cota DFT453 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Cancioneiro Alentejano - A Aurora vive na serra

Das cento e sessenta e oito
Das cento e sessenta e oito
Horas que a, horas que a semana tem
Vem passar uma comigo
Vem passar uma comigo
Oh meu aaa, oh meu aaadorado bem


Aurora vive na serra
Aurora vive na serra
Não sei como, não sei como, não tem medo
Faz a cama e dorme só
Faz a cama e dorme só
Debaixo, debaixo do arvoredo


Andas morta por saber
Andas morta por saber
Onde eu faço, onde eu faço a minha cama
À embeirada do rio
À embeirada do rio
À sombra, à sombra da espadana


Aurora vive na serra
Aurora vive na serra
Etc.

sábado, 5 de novembro de 2011

Ermida de São Bento, em Vila Viçosa


Ermida de São Bento (concelho de Vila Viçosa). A nave está revestida de frescos (c. 1711) e a capela-mor, reformada em 1778, apresenta um retábulo de mármore. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II, est. 537).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Ermida de São Bento, em Vila Viçosa
Cota DFT4609 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Cancioneiro Alentejano - É lindo na Primavera

Toda a noite canta, canta
Lá na fonte o rouxinol
Nós cantamos todo o dia
Nós cantamos todo o dia
Do nascer ao pôr-do-sol


É lindo na Primavera
Ver searas ondular
Subir ao alto do monte
Beber água em qualquer fonte
Ouvir os grilos cantar
Ver os rebanhos de gado
Nos verdes campos pastar
Rapazes e raparigas
Cantando lindas cantigas
Nos campos a trabalhar


Cantavam dois passarinhos
Cantigas ao desafio
Um no tronco empoleirado
Um no tronco empoleirado
Outro na margem do rio


É lindo na Primavera
Ver searas ondular
Etc.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Borba


Aspecto interior da Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Borba. Esta imagem foi publicada no Inventário Artístico de Túlio Espanca (Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Évora - zona Sul, vol. II, Lisboa, ANBA, 1978, est. 160).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Borba
Cota DFT797 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sábado, 29 de outubro de 2011

Gastronomia Tradicional Alentejana - Açorda à Alentejana

Ingredientes:
1 bom molho de coentros (ou um molho pequeno de poejos ou uma mistura das duas ervas),
2 a 4 dentes de alho,
1 colher de sopa bem cheia de sal grosso,
4 colheres de sopa de azeite,
1/5 litro de água a ferver,
400 gramas de pão caseiro (duro),
4 ovos.


Preparação:
Pisam-se num almofariz, reduzindo-os a papa, os coentros (ou os poejos) com os dentes de alho, a que se retirou o grelo, e o sal grosso.
Deita-se esta papa na terrina ou numa tigela. Rega-se com azeite e escalda-se com água a ferver, onde previamente se escalfaram os ovos (de onde se retiraram). Mexe-se a açorda com uma fatia de pão grande, com que se prova a sopa. Introduz-se então no caldo do pão, que foi ou não cortado em fatias ou em cubos, ou partido à mão, conforme o gosto. Os ovos são colocados no prato ou sobre as sopas na terrina.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Traje de Lavadeira Alentejana


A Lavadeira com uma trouxa na cabeça tinha que percorrer muita das vezes uma longa caminhada até chegar ao rio ou ribeiro, para aí lavar a roupa.

domingo, 23 de outubro de 2011

Cancioneiro Alentejano - Aurora tem um menino

Uma mãe que um filho embala,
Oh meu lindo amor,
Às vezes põe-se a chorar,
Oh meu lindo amor,
Oh meu lindo bem!
Só por não saber a sorte
Oh meu lindo amor!
Que Deus tem para lhe dar,
Oh meu lindo amor,
Oh meu lindo bem!


Aurora teve um menino
Mas tão pequenino
O pai quem será?
É o Chico da Amieira
Que foi pr’a Figueira
Mais tarde virá!
No adro de S. Vicente,
Onde há tanta gente
Aurora não está!
Aurora foi para o convento
Mas há tanto tempo,
Mas quando virá!


Quando eu não tinha dava
Oh meu lindo amor,
Agora tenho e não dou
Oh meu lindo amor,
Oh meu lindo bem!
Vai pedir a quem não tenha,
Oh meu lindo amor,
Que eu em não tendo te dou,
Oh meu lindo amor,
Oh meu lindo bem!


Aurora tem um menino,
Mas tão pequenino
Etc.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Igreja do Calvário, no Redondo


Igreja do Calvário, no Redondo. Aspecto parcial da nave, coro e grade férrea da Capela da Ordem Terceira de São Francisco. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II)

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Igreja do Calvário, no Redondo
Cota DFT935 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME