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quinta-feira, 1 de maio de 2025

Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos

O Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos é um espaço museológico permanente e ao serviço da comunidade, que tem como missão promover o estudo e a divulgação do Tapete de Arraiolos, assim como a sua conservação, proteção, valorização e reconhecimento enquanto património histórico, artístico e etnográfico, tanto na sua vertente material como imaterial.

Instituição museológica de tutela municipal, assume-se como um centro de divulgação e estudo das áreas da História, Artes Decorativas e Etnografia que pretende estabelecer e promover relações com os diferentes públicos e comunidades, sendo o Tapete de Arraiolos o ponto de partida e de chegada a uma viagem pela arte e pelo artesanato de feição portuguesa.

O Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos é o resultado de uma reflexão em que se pretendeu associar a história, origens e influências do Tapete de Arraiolos, ao seu processo artesanal de produção, às suas técnicas e materiais, bem como apresentar a sua evolução artística, material e técnica.

https://www.tapetedearraiolos.pt/


segunda-feira, 28 de abril de 2025

Heráldica - Concelho de Arraiolos - Parte 1

Afirma Cunha Rivara, historiador Arraiolense, na sua obra “Memórias da Vila de Arraiolos” que “… por certo em princípios do século XIII já havia povoação no sítio de Arraiolos…”

Certo é também que a abundância de vestígios relacionáveis com o final do Neolítico ou mesmo com o calcolítico, são um sinal de uma significativa ocupação humana a partir do IV Milénio A.C. e, provavelmente, “na proto-História, o grande local de habitat corresponderia já à atual elevação onde se localiza o Castelo de Arraiolos”.

Em 1217 com a concessão do termo de Arraiolos pelo rei D. Afonso II, ao Bispo de Évora D. Soeiro e ao cabido da Sé da mesma cidade, que se inicia um novo capitulo da nossa história.

Em 1290, Arraiolos recebe o 1º Foral, de D. Dinis, e o mesmo monarca manda edificar o Castelo em 1305, sendo que no dia 26 de Dezembro de 1305 o Concelho representado por João Anes e Martim Fernandes, outorgou com o Rei o contrato para a sua feitura.

Arraiolos foi condado de D. Nuno Álvares Pereira – 2º conde de Arraiolos – a partir do ano de 1387. Antes de recolher ao Convento do Carmo em Lisboa, o Condestável do reino, permaneceu aqui longos períodos da sua vida.

Em 1511, Arraiolos recebeu Foral Novo de D. Manuel.

Ao longo dos anos foram muitas as alterações do seu território, tendo limites administrativos definidos a partir de 1736, sofreu, entretanto, várias alterações:

– Inclusão no distrito de Évora (1835) ; Anexação do concelho de Vimieiro (1855) ; Anexação do concelho de Mora (1895) ; desanexação do concelho de Mora (1898)


segunda-feira, 7 de abril de 2025

Borba - Praça 5 de outubro


 

Alandroal - Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Rosário

Desconhece-se a data da instituição da Igreja, contudo pelo seu aspeto parece obra típica do Século XVII e melhorada em épocas posteriores, mas já existia no ano de 1588.

Alandroal - Igreja de Nossa Senhora dos Remédios

 


Sede de freguesia desde épocas remotas e dependente do extinto concelho de Terena, já existia como curado no ano de 1534, data da visitação eclesiástica ordenada pelo Cardeal Infante D. Afonso, Bispo de Évora.

O templo subsistente é, todavia, vestígio de uma transformação posterior, e a sua fundação deu-se em terras da coroa, então chamadas de Vil Nova.

Alandroal - Ermida de Santo António

Situada no arrabalde setentrional da vila fortificada, é de fundação antiga mas desconhecida e aparenta ser, segundo o exame arquitetónico, obra da 1ª metade do século XVIII.

Fortaleza de Juromenha

Implantada sobre o Rio Guadiana tem vestígios de ocupação desde a época Romana, sendo este um bom exemplo da evolução dos sistemas de fortificação. A estrutura defensiva sobrevive desde o período árabe, do qual perduram parte da muralha, uma porta e torres em taipa militar islâmica; durante parte do domínio muçulmano foi considerada a praça-forte de defesa da envolvente a Badajoz. Já sobre o domínio cristão, no reinado de D. Dinis, recebeu obras profundas. Durante a Guerra da Restauração foi construída a nova estrutura abaluartada, adaptada à artilharia da época, de planta poligonal e com duas cinturas de muralhas.

O castelo ocupou lugar de relevo nas lutas da formação da nacionalidade, conquistada aos mouros em 1167 por D. Afonso Henriques. Nas disputas territoriais, tanto com muçulmanos como com castelhanos, o castelo passou a ocupar um lugar de relevo da defesa da nacionalidade portuguesa.

No interior da fortificação existem duas igrejas (a da Misericórdia e a Matriz), a cadeia (edifício cuja configuração actual data do século XVII), os antigos Paços do Concelho cuja fachada ruiu um 1930, diversas ruínas pertencentes ao aglomerado urbano e a antiga cisterna de planta quadrangular.

Alandroal - Ermida de São Sebastião

Situada no caminho para o Santuário da Boa Nova e integrada no Cemitério Público a partir de 1870. Desconhece-se a origem da sua fundação histórica mas sabe-se que já existia nos alvores do século XVI, segundo o desenho de Duarte de Armas. Também sofreu com o terramoto de 1755.

Alandroal - Igreja da Misericórdia

Não se sabe a data da sua fundação, mas talvez tenha origem quinhentista, ainda do reinado de D. João III. Está situada na Rua Direita, delimitada pelos antigos Paços do Concelho e pela Torre do Relógio.

Castelo de Terena

Não se sabendo ao certo a data da sua construção, mas pensa-se que poderá ter sido no século XIII, após a atribuição do foral à povoação por Gil Martins e a sua mulher, D. Maria João.

As fontes tradicionais afirmam que a fortificação da vila se deveu ao rei D. Dinis, todavia a versão documental atribui a feitoria desta obra a D. João I, monarca que integrou o burgo no Padroado da Ordem de Avis.

A fortificação sofreu várias obras ao longo dos séculos, sendo talvez a intervenção de maior realce a ocorrida no período manuelino, em particular na entrada principal, com arcos adornados por bolas e entrelaçados.

O Castelo sofreu estragos consideráveis em 1755, que foram corrigidos, parcialmente, a partir de 1972, pela Direção geral dos Monumentos Nacionais.

Igreja de Nossa Senhora da Consolação

Capela Tumular de Diogo Lopes de Sequeira, 4º Governador Geral da Índia, grande descobridor e navegante dos mares de África e do Oriente, enaltecido por Camões nos Lusíadas (X,52) e alcaide-mor da vila de Alandroal. Fundada em 1520.

Alandroal - Ermida de Nossa Senhora das Neves

Fundada em finais do século XV, possivelmente no reinado de D. Manuel I, com o patronímico de N.ª Sr.ª das Hervas. Foi integrada em 1884 no Cemitério Público Municipal.

Alandroal - Igreja de São Pedro

Fica situada à entrada da vila, no caminho para Vila Viçosa. Fundada pelo povo alandroalense nos fins do século XVI.