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sábado, 15 de junho de 2013

Anedotas de Alentejanos

Estavam dois alentejanos sentados numa esplanada quando passa um automóvel a grande velocidade. Passada meia-hora diz o primeiro alentejano: - Era um Porche!
Meia-hora mais tarde diz o segundo: - Não era nada, era um Ferrari.
Duas horas mais tarde diz o primeiro para o segundo: - Eu vou mas é embora que a conversa já cheira mal!...





Estavam dois alentejanos sentados à sombra de uma oliveira quando passa um elefante a voar. Os dois olham com cara estranha ao sucedido mas não dizem nada.
Passado algum tempo passa outro, e continuam a passar até ao fim da tarde.
Diz então um alentejano para o outro: - Ó compadre, só há uma explicação...
- E qual é? - diz o outro.
- O ninho deve ser aqui perto!





Um alentejano vai ao médico e este receita-lhe uns supositórios que o alentejano compra numa farmácia. Algum tempo depois encontram-se e o médico pergunta:
- Então, que tal se tem dado?
- Olhi, dótôri, ê custa-me munto é a inguliri aquélas côzas!
- Mas você toma-os pela boca???
- Queria vocemessê qu'ê os metêssi no cu, não?




Um alentejano vai para Lisboa com uma vaca e põe-se à boleia.
Passa um bruto carro, e resolve-lhe dar boleia. Atam a vaca ao pára-choques e põem-se a andar.
O condutor, que não gostava de alentejanos, decide-se vingar na vaca.
O carro acelera: 60, 100, 140, 180, ...
E o condutor diz para o alentejano:
- Ó amigo, a vaca não vai bem! Isto é gás a mais p’ró animal! Já vai com a língua de fora!
- Vai com a língua de fora? - diz o alentejano - E p’ra que lado é que tá a língua?
- Está do lado esquerdo. - diz o condutor.
- Então encoste que ela quer ultrapassar!




Há um alentejano que chega a um café e diz:
- Ó compadre, tem aguardente para cabrões?
- Tem sim senhor! - responde o empregado.
- Então beba-a você e dê-me uma cerveja!





Eram dois alentejanos, e um deles estava a esborrachar um caracol com o pé. Então diz-lhe o outro:
- Então compadre, está a fazer mal a um animal que não lhe faz mal nenhum?!
- Ah, não que não faz! O malandro anda-me a perseguir há três dias.




Dois alentejanos dormiram com duas francesas. No outro dia diz um alentejano para o outro:
- Eram tão boas, tão boas que ainda eram virgens!
Dizem elas, uma para a outra:
- Eram tão estúpidos, tão estúpidos que não sabem que as mulheres usam collants!




Um alentejano comprou os óculos de ‘raios x’ ao super-homem. E então veio-se a divertir pela rua ao ver as pessoas nuas, levantando e baixando os óculos. Cantava ele:
- Vestido, nu! Nu, vestido!... Vestido, nu! Nu, vestido!
Ao chegar a casa, ainda com os óculos, vê a mulher na cama com outro homem. Continuou ele:
- Nu, nu!... Nu, nu???
- Ainda agora comprei esta merda e já está avariado!




Dois alentejanos, aproximando-se a hora do almoço discutem onde seria o melhor sítio para almoçar. Diz um deles:
- Olha, aquele chaparro parece um bom sítio!
- Tu estás tolo! - diz o outro - Estás a ver a estrada! Os gajos vem lançados na curva e depois vêem bater no chaparro!
- Então onde vamos comer?
- Vamos comer no meio da estrada!
E foram!
Um homem que vinha de carro, ao ver dois homens no meio da estrada, não tem mais nada, desvia-se e vai bater no chaparro.
Diz então o segundo alentejano:
- Tás a ver compadre! Olha se a gente lá tivesse os dois!




Chega um alentejano a uma taberna com uma mala grande na mão e pergunta:
- Ó compadres, alguém quer comprar um par de cornos?
Ninguém respondeu. Diz então o alentejano:
- Ah, boa tarde! Já vi que estão todos servidos!




Diz um alentejano à mulher:
- Ó Maria, prepara uma roupa que eu quero tomar banho p’ra depois tratar dos negócios!
E a mulher prepara a roupa e põe-na na casa de banho.
Vai o homem tomar banho, começa a correr água e grita:
- Ó Maria, traz-me o champô porra!
- Ah homem, então o champô tá aí na casa de banho! - diz a mulher.
- Ah, isto é para cabelos secos e eu já molhei a cabeça!




~Vão dois alentejanos a uma piscina. Nisto um deles sobe à prancha e diz o outro:
- Ó compadre, você parece uma águia!
- Porquê compadre? É por causa do meu ‘pêto’?
- Não compadre, por causa das suas unhas!





Um alentejano andava sempre a ver as horas. Nisto o relógio avariou e o alentejano todo armado em engenhocas abre o relógio. E, ao ver um mosquito morto lá dentro diz:
- Então como é que isto havia de funcionar?! O maquinista morreu!...





Um viajante do norte chegou ao Alentejo. Como vinha muito cansado, decidiu descansar debaixo de uma azinheira.
Quando se deitou debaixo da árvore, reparou que em cima estava um alentejano a fazer:
- Nhéee, ...nhéee!
O viajante, não querendo chatear o alentejano, dirigiu-se para outra azinheira. Foi para outra mas, lá se encontrava outro alentejano a fazer a mesma coisa:
- Nhéee, ...nhéee!
Dirige-se de novo para uma outra árvore, mas nesta estava um alentejano a dormir. O indivíduo decidiu então sentar-se debaixo desta árvore e dormir também, mas, ao deitar-se fez barulho e o alentejano acordou. Pergunta-lhe então o viajante:
- Ó compadre! Porque é que os seus colegas estão a fazer “nhéee, ...nhéee”?
- Oh, esses sacanas já aí vem?! Nhéee, ...nhé nhéee!




Há dois alentejanos que vão à feira de Beja e compram dois porcos, um para cada um. Então, chegam à aldeia e metem os dois porcos na mesma pocilga.
Entretanto, anoitece e um dos compadres começa-se a lembrar:
- ”Os dois porcos estão na pocilga. Temos que fazer um sinal aos porcos para saber qual é o porco de um e o porco do outro.”
No outro dia, diz um compadre para o outro:
- Compadre, temos que fazer um sinal aos porcos para saber qual é o porco de um e o porco do outro!
- Tá bem!
No outro dia encontram-se, e diz um para o outro:
- Então compadre, já fez o sinal ao porco?
- Já sim senhor! Cortei-lhe metade do rabo.
- Ó compadre, você não quer lá ver que eu fiz o mesmo ao meu?!
- Não há problema compadre! A gente faz outro sinal.
No outro dia:
- Então compadre, qual foi o sinal que fez desta vez ao porco?
- Olhe compadre, cortei-lhe metade da orelha direita!
- Ó compadre, você não quer lá ver que eu fiz o mesmo ao meu?!
- Mas olhe! Deixe lá isso, você fica com o branco que eu fico com o preto!...




Um alentejano vai a Lisboa pela primeira vez. Quando lá chega entra num bar e, como estava cheio de fome, pergunta ao empregado o que é que eles costumam servir. Responde-lhe o empregado:
- Olhe! Nós, aqui em Lisboa costumamos servir cachorros-quentes!
- Então dê-me lá o cachorro! - responde-lhe o alentejano.
Quando o empregado lhe dá o cachorro, este abre-o e diz:
- Porra! Tinha-me logo que calhar a pior parte do cão!...





Depois de morto, um alentejano vai parar ao inferno, onde o diabo lhe explica as regras:
- Já sabes! Tu daqui não podes sair, mas, sempre podes escolher o tipo de tortura que tu queres!
O indivíduo olha para o catálogo, folheia..., folheia..., e vê uma fotografia da Marylin Monroe a fazer amor com o Hitler. O indivíduo diz de imediato ao diabo:
- É esta a tortura que eu quero!
Diz-lhe o diabo:
- Bom, tu é que sabes!
O diabo vira-se então para os seus ajudantes e grita:
- Para este senhor, a mesma tortura da Marylin!...

Gastronomia Tradicional Alentejana - Borrego Assado à Alentejana com Abóbora


Ingredientes:
1 1/2 kg de borrego
1 1/2 kg de abóbora
2 1/2 dl de vinho branco
q.b. de sal
4 dente(s) de alho
60 gr de banha
q.b. de pimentão doce
1 ramo(s) de salsa
2 cebola(s)
100 gr de toucinho entremeado
q.b. de pimenta branca

Preparação
1.Comece por fazer uma massa com os alhos esmagados com um pouco de sal, junte a banha e o pimentão moído (se não conseguir arranjar pimentão moído, substitua por colorau).
2.Barre o borrego com esta massa, deixando assim uma hora.
3.Ligue o forno à temperatuta de 180º C, e logo que o borrego já tenho tomado o tempero introduza-o no forno e deixe assar, regando de vez em quando com 2 dl vinho branco, para não queimar no fundo e com o próprio molho do assado.
4.O tempo de cozedura não deverá ser inferior a uma hora, mas depende da rijeza da carne.
5.Sirva o borrego inteiro ou cortado, decore com salsa e acompanhe com a abóbora.

Acompanhamento de Abóbora:
1.Descasque a abóbora limpe-a e corte-a em fatias de 10 milimetros de espessura.
2.Num alguidar introduza as fatias de abóbora e tempere com sal, e um pouco de pimentão moído ou colurau.
3.Descasque as cebolas e corte-as em rodelas finas, corte o toucinho tambem em fatias finas.
4.Numa assadeira de forno, coloque no fundo uma camada de cebola, a seguir umas fatias de toucinho, depois uma camada de fatias de abóbora, e sempre assim até acabar, sendo a última camada de abóbora.
5.Regue com 0,5 dl de vinho branco e um pouco da gordura do assado de borrego, (Se não tiver gordura do assado, utilize um pouco de azeite) leve a assar ao forno durante 40 minutos. Sirva na própria assadeira.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Porta do Arrabalde, do Castelo do Alandroal


Vista interior da Porta do Arrabalde, do Castelo do Alandroal. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Porta do Arrabalde, do Castelo do Alandroal
Cota DFT726 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Personalidades Alentejanas - FRAGOSO, João de Matos


(n. Alvito em 1608; m. Madrid a 4 Janeiro 1689)

Poeta do século XVII. Filho de António Fragoso de Matos e Ana de Souza. Estudou Filosofia e Jurisprudência na Universidade de Évora. Foi para Madrid, onde estabeleceu amizade com os principais dramaturgos espanhóis da época. Passou algum tempo em Itália, vindo-se a representar uma peça sua na corte do vice-reinado do Nápoles. Em 1662 professou-se como cavaleiro da Ordem de Cristo.

Relacionava-se bem e nunca teve dificuldades económicas. Os seus mecenas sempre foram nobres importantes e até mesmo o rei Filipe IV de Espanha.

Foi um dos dramaturgos mais proeminentes do século XVII, cuja obra foi quase na totalidade escrita em castelhano. Em 1658 publicou-se em Madrid a primeira parte das suas comédias, composta por doze peças (El amor hace valientes; Amor, lealtad y ventura; Callar siempre es lo mejor; Con amor no hay amistad; El hijo de la piedra; Los indicios sin culpa; El marido de su madre; La tía de la menor; El yerro del entendido; La razón vence al poder; No está en matar el vencer; El traidor contra su sangre). 




In Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa; Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia Lda., [195-]. Vol. XI, p. 739.

Wikipédia, a encilopédia livre. Juan de Matos Fragoso. [Online] URL: http://es.wikipedia.org/wiki/Juan_de_Matos_Fragoso. Acedido a 24 de Outubro de 2007.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Cabrito de Aljustrel




750 g de cabrito,
sal e pimenta q.b.,
1 colher de chá de colorau,
50 g de margarina,
350 g de cebolas,
2 dentes de alho,
salsa,
2 folhas de louro,
1 pimento verde,
80 g de chouriço,
400 g de tomate,
1 colher de chá de açafrão,
3,5 dl de vinho branco,
1,5 dl de azeite,
piripiri,
1,5 kg de batatas.

Corte o cabrito em pedaços e tempere com vinho branco, sal e pimenta. Aloure na margarina bem quente e escorra. Descasque as batatas, corte em rodelas, lave, escorra e tempere com sal, pimenta e colorau. Corte os alhos em lâminas, a cebola em rodelas finas, o pimento em tirinhas e o tomate em rodelas. Coloque num tacho, e por esta ordem, camadas de cebolas, pimentos, dentes de alho, uma folha de louro, batatas, a carne e tomate. Vá repetindo as camadas até acabar. O chouriço, cortado às rodelas, é a última camada. Deite o açafrão, muito bem espalhado, o vinho branco e o azeite. Deite um pouco de piripiri. Tape e leve a lume médio cerca de 40 minutos. Vá rectificando os temperos a gosto. Sirva polvilhado com salsa picada.

sábado, 1 de junho de 2013

Igreja da Misericórdia de Portel


Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1970
Legenda Igreja da Misericórdia de Portel
Cota DFT889 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Praça D. Nuno Álvares Pereira, Monsaraz


Vista do Pelourinho e da Câmara Municipal, na Praça Dom Nuno Álvares Pereira, em Monsaraz. Esta imagem foi publicada no Inventário Artístico de Portugal, de Túlio Espanca (Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Évora - Zona Sul, vol.II, Lisboa, Academia Nacional de Belas Artes, 1978, est. 392).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Praça D. Nuno Álvares Pereira, Monsaraz
Cota DFT4704 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Personalidades Alentejanas - FONSECA, Maria Teresa Couto Pinto Rios de


Doutorada em História das Ideias Políticas (2000) pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Professora na Escola Secundária de Montemor-o-Novo, Investigadora do Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora (CIDEHUS). A sua área de investigação centra-se na História Moderna e Contemporânea.



In FONSECA, Teresa - Associação dos Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Novo (1930-2005). Lisboa: Edições Colibri; Associação dos Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Novo, 2005.

sábado, 25 de maio de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Açorda à Alentejana


1 bom molho de coentros (ou um molho pequeno de poejos ou uma mistura das duas ervas)
2 a 4 dentes de alho
1 colher de sopa bem cheia de sal grosso
4 colheres de sopa de azeite
1,5 litro de água a ferver
400 g de pão caseiro (duro)
4 ovos

Pisam-se num almofariz, reduzindo-os a papa, os coentros (ou os poejos) com os dentes de alho, a que se retirou o grelo, e o sal grosso. Deita-se esta papa na terrina ou numa tigela de meia cozinha, que neste caso fará ofícios de terrina.
Rega-se com o azeite e escalda-se com água a ferver, onde previamente se escalfaram os ovos (de onde se retiraram).
Mexe-se a açorda com uma fatia de pão grande, com que se prova a sopa. A esta sopa dá-se o nome de «sopa azeiteira» ou «sopa mestra».
Introduz-se então no caldo o pão, que foi ou não cortado em fatias ou em cubos com uma faca, ou partido à mão, conforme o gosto.
Depois, tapa-se ou não a açorda, pois uns gostam dela mole e outros apreciam as suas sopas duras. Os ovos são colocados no prato ou sobre as sopas na terrina, também conforme o gosto.
A açorda é, fora do Alentejo, o prato mais conhecido da culinária alentejana. Vai à mesa do pobre e do rico e raro é o dia em que não constitui o almoço do trabalhador rural. Tem muitas variantes, mais influenciadas pela mudança de estações do que, como é regra em cozinhas tradicionais, de terra para terra.
É sempre um caldo quente e transparente, aromatizado com coentros ou poejos, ou os dois, alhos pisados com sal grosso e condimentado com azeite. Dão-lhe consistência fatias ou bocados de pão de trigo, de preferência caseiro e duro.
Acompanha-se geralmente com ovos escalfados, que também podem ser cozidos, e azeitonas. Muitas vezes, na água utilizada já se cozeu uma posta de pescada ou de bacalhau. Também pode ser acompanhada com sardinhas assadas ou fritas e, no Outono, é muitas vezes enriquecida com tiras finas de pimento verde, que se escaldam com a água ao mesmo tempo que as ervas, e acompanhada com figos maduros ou um cacho de uvas brancas de mesa.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Vista geral de Montemor-o-Novo


Vista geral de Montemor-o-Novo, tirada do lado Norte. Em primeiro plano vê-se o arrabalde e na cerca medieval são visiveis as Portas da Vila, do Anjo e de Santiago, e ainda o Paço Del-Rei (ou Paço dos Alcaides). Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Norte, Volume II).
Autor David Freitas
Data Fotografia 1975 ant. -
Legenda Vista geral de Montemor-o-Novo
Cota DFT4479 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Personalidades Alentejanas - FIALHO, Pe. Manuel


(n. Évora em 1646; m. 1718)

Entrou na Companhia de Jesus, em Évora, a 5 Julho 1659 e fez em Lisboa a maior parte do noviciado. Voltando para Évora, completou na Universidade os estudos clássicos, cursou Filosofia e Teologia, ensinou Latim (1668-1671) e foi pregador.

Em 1680, inaugurou na mesma Universidade um curso de Artes, que não passou do 1.º ano. Revelou-se um talento essencialmente prático, porque, confiando-se-lhe a administração da quinta da Alagoa, que era quase toda um paul improdutivo, em breves anos transformou-a numa das propriedades mais rendosas que os Jesuítas tiveram no Algarve. Promoveu também a indústria da seda e a cultura das amoreiras, sobre as quais escreveu um pequeno tratado.

Ocupou-se em redigir a história da cidade de Évora, desde 1690. Inicialmente, propôs-se organizar apenas o catálogo dos seus bispos; depois decidiu «dar juntamente as notícias de tudo o que achasse pertecente a Évora», pelo que a obra foi crescendo até encher quatro grossos volumes. Intitulou-os Évora ilustrada e obteve as licenças de impressão, mas não o conseguiu, por mais diligências que fizesse, inclusive junto do Cabido eborense. Mais tarde foi editada uma versão do Padre Francisco da Fonseca com o nome de Évora gloriosa: epílogo dos quatro tomos da «Évora ilustrada» que compôs o R. P. Manuel Fialho, etc. (Roma, 1728).




In Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura. Lisboa: Editorial Verbo, cop. 1969. Vol 8.º, pp. 726-727.

In Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa; Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia Lda., [195-]. Vol. XI, p. 250.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Açorda de Bacalhau Alentejana


4 dl azeite
Vinagre e sal q.b.
4 lombos de bacalhau
400 gr de pão alentejano
4 ovos
2 litros de água
6 dentes de alho
1 molho de coentros


Num recipiente alto, coloque os coentros previamente lavados e escolhidos, os dentes de alho, o sal e o azeite. Com a varinha mágica triture muito bem todos os ingredientes até ficarem em papa.Ponha água ao lume a ferver com um fiozinho de azeite, e coza o bacalhau durante mais ou menos 5 minutos.Ponha ao lume uma caçarola com água e um
pouco de vinagre. Quando a água estiver a ferver escalfe os ovos que irá utilizar na açorda. Logo que os ovos estejam no ponto, retire-os e coloque-os num recipiente com água fria, afim de parar a cozedura.Coloque a papa dos coentros dentro de uma terrina, verta a água onde cozeu o bacalhau que deverá estar a ferver (se não quiser poderá juntar apenas água fervida, ou a água onde escalfou os ovos).Rectifique de sal, introduza o pão alentejano cortado muito fininho, os ovos e o bacalhau.

sábado, 11 de maio de 2013

Altar-mor da Igreja da Misericórdia de Evoramonte


Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1975
Legenda Altar-mor da Igreja da Misericórdia de Evoramonte
Cota DFT4587 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 7 de maio de 2013

Personalidades Alentejanas - FIALHO DE ALMEIDA, José Valentim


(n. Vila de Frades em 1857; m. Cuba a 4 Março 1911)

Escritor, panfletista e um dos mais destacados contistas alentejanos do fim do século XIX. Seu pai mestre-escola da localidade, dirigiu os rudimentos da sua educação e ensinou-lhe as primeiras letras. Em 1866 foi para Lisboa, para o Colégio Europeu, fazer os estudos elementares, que seguiu regularmente até 1872. Nesse ano viu-se forçado, por circunstâncias da sua vida económica, a deixar o colégio e a empregar-se como praticante de farmácia, numa botica do Largo do Mitelo. Contudo, conseguiu completar os estudos secundários e formou-se em Medicina (Lisboa), não tendo praticamente exercido, optando pelo jornalismo profissional.

Antimonárquico, veio a reconciliar-se com o regime tradicional, depois de um encontro com o ministro de D. Carlos. O regicídio e os caminhos trilhados pelos republicanos, bem como o seu comportamento perante os vencidos, mereceram-lhe veementes críticas. Chegou a ser ameaçado de proscrição do país, facto que não se concretizou graças à intervenção oportuna de Manuel Teixeira Gomes, seu amigo de juventude.

Em 1881, publicou o seu primeiro livro, os Contos, que dedicou a Camilo Castelo Branco, e no ano imediato a Cidade do Vício. Em 1889, o editor portuense Alcino Aranha, seduzido pelo grande êxito que tinham tido as Farpas de Ramalho Ortigão, propôs-lhe a publicação de uma crónica mensal da vida portuguesa, encargo que Fialho aceitou, e em Agosto desse ano saiu a público o primeiro panfleto, que foi tão bem recebido, que em breve passou de mensal a semanal. Durou a sua publicação até Janeiro de 1894, e estes artigos acham-se actualmente reunidos em seis volumes, que conservam o título primitivo de Os Gatos. Esta obra ficou na literatura portuguesa como umas das grandes obras de panfletários, tão características da literatura jornalística do final do século XIX.

Foi também um contista. O seu estilo caracteriza-se por uma grande exuberância verbal que, se umas vezes consegue atingir momentos de uma grande beleza, noutras chega a roçar pelo mau gosto, por um certo artificialismo de galicismos, que só encontrou eco em alguns literatos de café. Nos seus escritos de panfletário usa, por vezes, uma linguagem plebeia que torna mais violenta e agressiva a sua prosa de combate.

Fialho de Almeida, quase no fim da vida, casou com uma senhora sua parente, e foi residir para o Alentejo, vivendo então a existência de um pequeno proprietário rural, dispensando nos últimos dez anos de vida uma menor actividade literária. Contudo, a sua obra tem importância particular para o Alentejo. Especialmente para Évora, é importante um texto seu publicado na obra Estâncias de Arte e Saudade, intitulado «Em Évora», que escrito provavelmente nos últimos anos do século XIX. O convívio com o texto «Em Évora» pode levar-nos a compreender a estranha vibração que iluminou Fialho de Almeida e lhe deu alma para o escrever e, desta forma, talvez consigamos descortinar o génio encantado por esta cidade.

Colaborou nos jornais e em outras publicações, escrevendo folhetins, crónicas, críticas literárias e teatrais. Escreveu para quase toda a grande imprensa da sua época: Revista de Portugal, Illustrações, Serões, Diário Nacional, Novidades, Revista illustrada.

Publicou em volume: Pasquinadas (1890); Lisboa Galante (1890); Vida Irónica (1892); O país das uvas (1893); Madona do Campo Santo (1896); À Esquina (1903). Este, que é o último volume que publicou em vida, intitulou-o, como às Pasquinadas e à Vida Irónica, Jornal de um vagabundo. Postumamente publicaram-se as seguintes obras, que são, na quase totalidade dos casos, constituídas por colaboração dispersa em várias publicações: Barbear, Pentear (1911); Saibam quantos, cartas e artigos políticos (1912); Estâncias de Arte e Saudade e Aves migradoras (1921); Figuras de destaque (1924); Actores e autores, impressões de teatro (1925); e Vida Errante (1925). Traduziu a peça João Darlot em 3 actos, original de Legendre, que foi estreada no Teatro da Trindade a 9 Abril 1898. Em alguns dos seus trabalhos usou o pseudónimo de Valentim Demónio.



In Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa; Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia Lda., [195-]. Vol XI, p. 250-251.

In SILVA, Joaquim Palminha (coord.) - Dicionário Biográfico de Notáveis Eborenses 1900/2000. Évora: Tip. Diário do Sul, 2004. p. 8.


domingo, 5 de maio de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Peru Recheado (Elvas)


Ingredientes:
Para 10 a 12 pessoas
1 peru pequeno ou 1 perua grande
3 colheres de sopa de manteiga
2 limões
1 laranja
1 copo de vinho branco (2 dl)
50 g de toucinho gordo
50 g de chouriço de carne
1 colher de sopa de colorau
sal e pimenta

Para o recheio de batatas:
750 g de batatas de polpa amarela
1 cebola
os miúdos do peru
2 colheres de sopa de manteiga
3 gemas de ovos
50 g de azeitonas pretas
1 colher de sopa de salsa picada
sal
pimenta
noz-moscada

Para o recheio de carne:
500 g de carne de porco
500 g de vitela ou de vaca
1 cebola média
50 g de chouriço
50 g de toucinho entremeado
50 g de azeitonas pretas
50 g de miolo de pão
1 colher de sopa de salsa picada
2 colheres de sopa de manteiga
sal
pimenta
raspa da casca de 1 limão

Confecção:
De véspera, põe-se o peru de molho em água fria com sal, a laranja e os limões com a casca, cortados ás rodelas.
No dia seguinte, cozem-se as batatas com a pele, pelam-se e passam-se pelo passador. Junta-se 1 colher de manteiga e as gemas e conserva-se perto do calor. Pica-se a cebola e aloura-se na restante manteiga.
Juntam-se os miúdos do peru picados grosseiramente e deixam-se guisar, acrescentando água fria, gota a gota.
Quando os miúdos estiverem macios, juntam-se ao puré de batata, assim como a salsa, as azeitonas cortadas aos bocadinhos e sem caroços e tempera-se com sal, pimenta e noz-moscada.
Passam-se pela máquina as carnes de vaca, de porco, o chouriço e o toucinho. Junta-se o miolo de pão amolecido num pouco de água quente, as azeitonas aos bocadinhos, a salsa picada e a cebola também picada e previamente cozida numa colher de sopa de manteiga. Junta-se a restante manteiga e tempera-se com sal, pimenta e a raspa da casca do limão.
Enche-se o papo do peru com o recheio de carne e a barriga com o recheio de batata. Cosem-se as duas aberturas com agulha e linha e coloca-se o peru num tabuleiro.
Faz-se uma papa com a manteiga e o toucinho e o chouriço passados pela máquina. Tempera-se com o colorau, sal e pimenta. Barra-se o peru com esta papa e leva-se a assar em forno médio. Quando o peru começar a alourar, rega-se com o vinho branco e leva-se novamente ao forno.
Logo que o peru esteja bem louro, retira-se do forno, põe-se numa corrente de ar e introduz-se novamente no forno, mas desta vez muito bem quente. Esta operação tem a finalidade de tornar a pele do peru estaladiça.
Acompanha-se com uma boa salada de agriões e rabanetes.
Os recheios deste peru servem-se à colher.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Castelo de Vila Viçosa


Castelo de Vila Viçosa: portas da carruagem e de peões. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II, est. 486)

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Castelo de Vila Viçosa
Cota DFT6156 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sábado, 27 de abril de 2013

Personalidades Alentejanas - FALCÃO, Cristóvão


(n. Portalegre(?) entre 1515-18; m. 1553)

Fidalgo e poeta do século XVI, de seu nome completo Cristóvão Falcão de Sousa. Filho de João Vaz de Almada Falcão, cavaleiro com fama de grande honradez, que serviu como capitão da Mina, e de D. Brites Fernandes. Teve dois irmãos, Barnabé de Sousa e Damião de Sousa. Em 1527 era morador na Casa Real.

Sendo ainda mancebo apaixonou-se por uma moça, mais nova do que ele, que não tinha idade canónica. Casou clandestinamente e a esposa foi enviada para o convento de Lorvão e ele encarcerado por intervenção do seu pai. Saído do cárcere, D. João III confiou-lhe uma missão particular, ligado ao caso do bispo de Viseu, D. Miguel da Silva, que fugira de Portugal em 1540 contra vontade do rei, dirigindo-se a Roma, para o Papa lhe conceder o cardinalato. Para punir o bispo, o monarca pensou em utilizar a influência do embaixador de Carlos V na corte pontifícia, o marquês de Aguilar, de quem Cristóvão Falcão era primo.

Regressado de Itália foi despachado, a 31 de Março de 1545, como capitão para a fortaleza de Arguim, na ilha da costa da Guiné, onde havia uma feitoria destinada ao comércio com o interior de África. Supõe-se que veio a casar com Isabel Caldeira. Desta mulher não teve filhos, mas da outra teve um bastardo com o mesmo nome, que veio a exercer as funções de capitão da Madeira.

Até 1908 foi, sem discrepância, atribuída a Cristóvão Falcão a écloga de Crisfal, um dos mais célebres poemas líricos da literatura portuguesa. Tinha essa atribuição a seu favor os depoimentos de Diogo de Couto (1542-1616) na Década Oitava da Ásia; de Gaspar Frutuoso (1522- 1591) nas Saudades da Terra; de Manuel de Faria e Sousa (1590-1694) na edição das Rimas de Camões (comentário à Écloga IV); de Barbosa Machado (1682-1772) na Biblioteca Lusitana; e de António dos Reis (1690-1738) no Enthusiasmus poeticus. A écloga de Crisfal apareceu pela primeira vez em folha volante e anónima, com este título: Trovas de Crisfal. Depois apareceu publicada na 1.ª edição das obras de Bernardim Ribeiro, impressa em Ferrara em 1554.

 In Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa; Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia Lda., [195-]. Vol. X, pp. 853-855.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Migas com Carne de Porco à Alentejana


Ingredientes:
400 g de lombo de porco
200 g entrecosto
200 g toucinho entremeado
12 rodelas de linguiça
2 dl vinho branco
q.b. azeite
q.b. sal
1 folha de louro
q.b. massa pimentão
600 g pão caseiro (Vidigueira)

Decoração
2 folhas de louro
q.b. azeitonas
2 gomos de laranja

Confecção:
Cortar as carnes aos cubos e a linguiça às rodelas.
Fazer uma marinada com a massa de pimentão, alho, sal, louro e vinho branco.
Deixe as carnes em repouso nesta marinada durante 24 horas. Colocar banha numa frigideira, quando estiver quente fritar a carnes e a linguiça.
Cortar o pão às fatias e embeber num pouco de água, amassar com a mão.
Entretanto coloca-se um tacho ao lume com um pouco de azeite e e os dois dentes de alho muito bem picadinhos, quando estes estiverem louros juntar o pão e um pouco de gordura onde fritou as carnes.
Com a ajuda de uma colher de pau, bate-se até formar uma bola.
Sacode-se o tacho, quando estas descolarem das paredes e derem voltas, estão prontas.
Depois colocamos as nossas migas no centro de um prato de barro, as carnes em volta e decoramos com azeitonas, gomos de laranja e folhas de louro secas.

Nota: Para que as nossas migas fiquem com um visual mais atractivo e um pouco crocantes, colocamos um pouco de azeite numa frigideira anti-aderente, quando este estiver bem quente metemos lá o pão e coramos até ficar com uma textura crocante.

domingo, 21 de abril de 2013

Apanha da azeitona


Autor António Passaporte 
Data Fotografia 1940 - 1950 
Legenda Apanha da azeitona 
Cota APS0320 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Personalidades Alentejanas - ESPANCA, Pe. Joaquim José da Rocha


(n. Vila Viçosa a 17 Março 1839; m. 26 Novembro 1896)

Sacerdote e músico. Foi prior em Bencatel e depois na freguesia de S. Bartolomeu de Vila Viçosa, tendo-se distinguido no Seminário de Évora, onde se ordenou.

Na Biblioteca da Câmara Municipal de Vila Viçosa existem três volumes in folio de Memórias, de onde foi extraído e composto o livro Compêndio de Noticias de Vila Viçosa, do qual o Padre Joaquim Espanca é autor e o compôs na sua tipografia. As Memórias de Vila Viçosa representam o seu trabalho literário mais relevante. Esta obra é uma extensa monografia, que resultou de uma investigação profunda e é um contributo de inestimável valor para a divulgação, conhecimento e compreensão da história e da etnografia da região de Vila Viçosa.

Como músico compôs 73 obras musicais, em parte existentes na Biblioteca Pública de Évora (Códice CLI / 1-17), distribuídas em seis grupos distintos: o primeiro para piano, o segundo para piano e canto, o terceiro para instrumental, o quarto para instrumental e canto, o quinto de música religiosa para novenas e o sexto de música sacra.

Eram também conhecidos os seus méritos de arqueólogo na interpretação e leitura de velhas inscrições lapidares, e colaborou, entre outros jornais, na revista O Arqueólogo Português. Publicou um trabalho sobre antas e foi um orador considerado.




In Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa; Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia Lda., [195-]. Vol. X, p. 187.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Bolo de Café Alentejano


Ingredientes:
6 ovos
2 dl de azeite
1 colher de sopa de mel
350 g de açúcar escuro
2 dl de café muito forte
350 g de farinha
1 colher de sopa de fermento em pó

Para a calda:
200 g de açúcar escuro
2 dl de água

Confecção:
Bata muito bem os ovos com o azeite, o mel e o açúcar.
Junte o café e, finalmente, a farinha peneirada com o fermento.
Misture bem.
Deite o preparado numa forma grande de chaminé untada com margarina e polvilhada com farinha.
Leve a cozer em forno médio (180ºC) durante 40 minutos.
Desenforme o bolo e regue-o com a seguinte calda: ferva o açúcar com a água durante 5 minutos.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Claustro do Cv. Nª Sª Luz de Montes Claros


Claustro do Convento de Nossa Senhora da Luz de Montes Claros, em São Tiago de Rio de Moinhos (Borba). Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II) 
Autor David Freitas 
Data Fotografia 1978 ant. - 
Legenda Claustro do Cv. Nª Sª Luz de Montes Claros 
Cota DFT4643 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 7 de abril de 2013

Personalidades Alentejanas - ESPANCA, Florbela de Alma da Conceição Lobo


(n. Vila Viçosa 1895, m. Matosinhos 1930)

Poetisa, de seu nome completo Florbela de Alma da Conceição Espanca. Aos 14 de anos de idade Florbela foi uma das poucas alunas a frequentar o Liceu André de Gouveia. Em 1917 completou o 7º ano de Letras com boa classificação, tendo depois frequentado a Faculdade de Direito de Lisboa, não concluindo o bacharelato. Entre 1916-17 produziu várias composições poéticas que mais tarde viriam a ser reunidas na obra Juvenília, publicada em 1931.

Foi colaboradora da imprensa regional, nomeadamente no periódico Noticias de Évora. Os seus livros de poesia mais marcantes foram o Livro de Mágoas (1918), publicado em 1919 e o Livro de Soror Saudade, publicado em 1923. Em 1931, após a morte da poetisa editou-se Charneca em Flor, obra que a popularizou.

O Diário de Noticias, por iniciativa de António Ferro, promoveu uma subscrição nacional para a construção de um monumento à poetisa, da autoria do escultor Diogo de Macedo. O monumento (busto) foi oferecido à cidade de Évora, onde Florbela deve ter escrito as suas primeiras composições poéticas. A instalação do busto da poetisa no Jardim Público sofreu alguma contestação por parte dos sectores mais conservadores da cidade, para quem Florbela Espanca não era exemplo da mulher passiva e formada, arquétipo predominante de então. Vencida, porém, a resistência, o «Grupo Pro-Évora», ao qual o busto havia sido oferecido, com o apoio da Câmara Municipal, inaugurou-o a 18 de Junho de 1949.

A paisagem alentejana estava interiorizada em Florbela Espanca, a sua influência brotava mais no íntimo da sua alma sentimental, e não no desenho pitoresco ou trágico da paisagem. O Alentejo faíscava-lhe no cérebro e, mercê dum magistral domínio da arte do soneto, transformava-se num doloroso tesouro, em metáforas raras e precisas.

Toda a sua obra seria editada e/ou reeditada postumamente por Guido Battelli, professor e escritor italiano (Juvenilia, Reliquiae, Máscaras do Destino, Domino Negro e Cartas).






In Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa; Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia Lda., [195-]. Vol. X, p. 187.

In SILVA, Joaquim Palminha (coord.) - Dicionários Biográfico de Notáveis Eborenses 1900/2000. Évora: Tip. Dário do Sul, 2004. pp. 37-39.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Ensopado de Borrego (Reguengos de Monsaraz)


Ingredientes:
Para 8 pessoas
2 kg de carne de borrego (costeletas e sela)
500 g de cebolas
2 colheres de sopa de farinha
200 g de banha
5 dentes de alho
1 folha de louro
1 colher de sopa de pimenta em grão
1 colher de sobremesa de colorau doce
1 ponta de malagueta
1 kg de pão caseiro ou de segunda
sal


Confecção:
Corta-se a carne em bocados, que se passam pela farinha. Retiram-se 3 colheres de sopa de banha e aquece-se a restante num tacho de barro. Introduz-se a carne neste tacho e deixa-se alourar.
À parte, noutro tacho de barro, faz-se um refogado com a restante banha, as cebolas cortadas ás rodelas, os dentes de alho cortados, o louro e a pimenta em grão.
Introduz-se a carne bem loirinha no refogado, assim como os restantes temperos e a água necessária para o ensopado, que pode ser acrescentada quando se julgar necessário.
Na altura de servir, tem-se o pão cortado em fatias numa terrina, sobre a qual se deita o caldo do ensopado depois dos temperos rectificados.
A carne serve-se à parte numa travessa mas ao mesmo tempo.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Paço Ducal de Vila Viçosa


Fachada do Paço Ducal de Vila Viçosa (Paço dos Duques de Bragança) e vista parcial do Terreiro do Paço.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 -
Legenda Paço Ducal de Vila Viçosa
Cota DFT7553 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 31 de março de 2013

Claustro do Cv. de St. António da Piedade, Redondo


Claustro do Convento de Santo António da Piedade (Cemitério Público), no Redondo. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca, Distrito de Évora - Zona Sul, vol.II, Lisboa, Academia Nacional de Belas Artes, 1978, est. 307.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 dep. -
Legenda Claustro do Cv. de St. António da Piedade, Redondo
Cota DFT932 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 27 de março de 2013

Personalidades Alentejanas - DURO, José António


(n. Portalegre a 22 Outubro 1875; m. Lisboa a 18 Janeiro 1899)

Poeta. Sendo aluno da Escola Politécnica de Lisboa, começou a frequentar os cafés e rodas literárias em que se discutia Vítor Hugo, Baudelaire, Antero, Junqueiro, Cesário Verde e os jovens simbolistas de Coimbra, principalmente António Nobre. Aí deu largas à sua precocidade melancólica, servida por uma sensibilidade aguda e mórbida, nutrida por leituras anárquicas e sombrias.

Os seus versos mais antigos foram escritos em Portalegre, uns dias depois do seu vigésimo aniversário (1895), e intitularam-se A Morte. É um soneto de molde anteriano, cheio de desesperos insanáveis, expressos num diálogo tétrico. Em 1896 publicou um folheto de versos numa tipografia da sua terra: Flores. Mas as suas composições mais significativas estão no livro Fel, editado em 1898, quando o poeta, tuberculoso, já se sentia perdido.

Esses poemas reflectem várias influências unificadas pelos temas de Baudelaire, postos em moda em Portugal por Guilherme de Azevedo e Gomes Leal: a prostituição, o tédio, o corvo fatídico de Poe, o coveiro e os vermes da cova, a tuberculose, a desesperança. A sinceridade de José Duro, pobre e doente, com uma mocidade gasta entre a Politécnica, o café Gelo e a gare de Portalegre, supre o que falta à sua poesia em verdadeira originalidade e consistência. «Livro de um incoerente», como ele lhe chama, o Fel é a simpática mensagem duma vida ceifada, que se traduz numa versificação cheia de reminiscências alheias, mas natural e animada.




In Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa; Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia Lda., [195-]. Vol. IX, p. 367.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Carne de Porco à Alentejana 2




500 g carne de porco
1 c. sopa colorau
2 cebolas
2 dentes de alho
4 tomates
2 c. sopa banha
1 kg amêijoa
salsa
q.b. sal
q.b. Pimenta
2 dl vinho branco
1 folha de louro
2 cravinhos (cravo-da-índia)
2 dentes de alho


Corte a carne em bocados pequenos.
Junte a massa de pimentão ou o colorau desfeito em água, o vinho branco, o louro, os cravinhos, os dentes de alho picados, sal e pimenta. Mexa e deixe marinar de um dia para o outro.
No dia seguinte corte em rodelas as cebolas, os dentes de alho e o tomate sem pele e sem grainhas, e leve tudo ao lume com uma colher de sopa de banha.
Deixe refogar até que o tomate e as cebolas estejam cozidos.
Junte depois as amêijoas, previamente lavadas em várias águas.
Logo que as amêijoas abram, tempere com sal e pimenta e deixe ferver mais 1 minuto. Retire do lume.
Noutro recipiente frite a carne escorrida com a restante banha bem quente.
Adicione 2 colheres de sopa do líquido da marinada e deixe ferver durante mais uns 15 minutos.
Junte as amêijoas e sirva a carne com batatas cozidas ou fritas. Polvilhe tudo com salsa picada.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Convento de Santo António em Montemor-o-Novo


Autor David Freitas
Data Fotografia 1971 -
Legenda Convento de Santo António em Montemor-o-Novo
Cota DFT523 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 17 de março de 2013

Personalidades Alentejanas - DUBRAZ, João Francisco


(n. Campo Maior a 20 Janeiro 1818)

Professor de latim e francês. Dedicou-se ao comércio, que depois trocou pelo professorado. Foi também advogado provisional.

Escreveu: Achmet (Lisboa, 1852); Recordações dos últimos quarenta anos, esboços humorísticos, descrições, narrativas históricas, e memórias contemporâneas (Lisboa, 1868) (2.º edição em 1869); A Republica e a Ibéria (Lisboa, 1869); Cinco finados ilustres (autopsias e comemorações) (Lisboa, 1869); O aventureiro francês (Lisboa, 1869). Colaborou também em vários jornais.



In Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa; Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia Lda., [195-]. Vol. IX, p. 327.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Carne de Porco à Alentejana





1Kg de carne de porco cortada aos cubos
1Kg de berbigão ou de amêijoas
4 Alhos
3 Folhas de louro
0,5 dl de óleo
0,5 dl de azeite
Massa de pimentão q.b.
Coentros picados q.b.
Sal grosso q.b.
Pimenta q.b.
0,5l de vinho branco
Óleo para fritar
Batatas para fritar cortadas aos cubos


Comece por colocar sal e água no berbigão e deixe 2 horas de molho para perder a areia.
Coloque a carne numa tigela.
Esmague os alhos e junte-os à carne, junte as folhas de louro, 2 colheres de massa de pimentão, sal e pimenta, mexa tudo e regue com o vinho branco. Deixe de molho 2 horas para tomar gosto.
Coloque as batatas a fritar.
Num tacho leve a aquecer o azeite e o óleo.
Escorra a carne e coloque no tacho, deixe fritar 5 minutos.
Junte o marinado e deixer cozinhar mais 5 minutos.
Junte o berbigão e deixe cozinhar 5 minutos, para o berbigão abrir.
Junte os coentros picados e apague o lume.
Numa travessa, coloque as batatas e tempere-as com sal.
Espalhe a carne por cima e regue com o molho, sirva decorado com gomos de limão e pickles.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Igreja da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco


Capela-mor da Igreja da Venerável Ordem Terceira de São Francisco, em Mourão. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II)

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Ig. da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco
Cota DFT4641 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 7 de março de 2013

Personalidades Alentejanas - DELGADO, Joaquim Filipe Nery da Encarnação


Em 1844 entrou para o Colégio Militar e continuando os seus estudos na Escola Politécnica. Graduou-se no posto de sub-tenente de engenharia.

Em 1856 passou a trabalhar no Ministério das Obras Públicas onde pertenceu à comissão encarregue de estudar as medidas a tomar, contra as inundações do Mondego. Entrou para a "Comissão Geológica" como adjunto de Carlos Ribeiro, em 1857, tendo assumido a direcção deste organismo de 1882 a 1908.

Deixou uma obra científica notável, em que a sua actividade incidiu sobretudo no estudo dos terrenos paleozóicos e ante-paleozóicos de Portugal, sobre os quais publicou importantes trabalhos que ainda hoje, volvidos mais de 100 anos da sua edição, continuam a ser de leitura obrigatória. Ocupou-se, além disso, de problemas de geologia aplicada e de estudos de pré-história. Em 1867 foi publicado o seu primeiro estudo Da existencia do homem no nosso solo em tempos mui remotos provada pelo estudo das cavernas. Noticia ácerca das grutas de Cesaréda.

Exerceu os mais altos cargos públicos, tendo-lhe sido confiados numerosos cargos honoríficos, como a sua nomeação ao Conselho dos Monumentos Nacionais. Representou Portugal no Congresso Internacional de Paris (pré-história) e nos Congressos Geológicos de Bolonha, Londres e Zurique. Foi homenageado com a grande cruz da Ordem Militar de S. Bento d'Aviz, comendador da Ordem de D. Isabel a Católica, oficial da Ordem da Legião de Honra, oficial da Ordem da Coroa de Itália e com medalhas em todas as exposições internacionais nas quais o Serviço Geológico estivesse presente. Foi membro correspondente na Academia das Ciências de Lisboa em 1875 e passou a membro efectivo em 1884. Foi vice-presidente da aula das ciências matemáticas, físicas e naturais e presidente da comissão da redacção do jornal dessa aula.

Foi sócio de várias associações científicas portuguesas, de entre as quais se destaca a Associação dos Engenheiros Civis, o Instituto de Coimbra, a Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais e a Sociedade de Geografia de Lisboa, da qual foi vice-presidente, sendo também presidente da secção de geologia. Das associações estrangueiras destacou-se como membro correspondente do Instituto Geológico de Viena, sócio da Sociedade Académica franco-hispano-portuguesa de Toulouse, da Sociedade das Ciências Naturais de Toulouse, da Sociedade Antropológica de Berlim, das Academias de Ciências de Madrid e Barcelona, da Sociedade Geológica de França, da Sociedade Geológica Italiana, da Sociedade dos Antiquários de Londres, da Sociedade Geológica de Londres e da Sociedade Geológica da Bélgica.

Casou em 1860 com D. Maria Ricardina Augusta da Fonseca, da qual teve 3 filhas que muitas vezes o ajudaram nos seus trabalhos. Reformou-se da carreira militar com o posto de General de divisão em 1899.

Faleceu com 73 anos e foi sepultado em Lisboa no cemitério dos Prazeres.





e-GEo - Sistema Nacional de Informação Geocientífica. Biografia de Joaquim Filipe Nery da Encarnação Delgado (1835-1908). [Online] URL: http://e-geo.ineti.pt/geociencias/edicoes_online/biografias/nery_delgado.htm. Acedido a 30 de Outubro de 2007.

terça-feira, 5 de março de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Peru Recheado à Moda do Alentejo


Ingredientes:
1 perú com cerca de 3,5 kg
1 laranja
1 limão
1 colher de sopa de banha
150 g de linguiça ou chouriço
1 colher de sopa de colorau
sal e pimenta q.b.

Para o recheio do papo (peito):
250 g de carne de porco
250 g de carne de vaca
1 cebola
100 g de toucinho entremeado
120 g de chouriço de carne
50 g de azeitonas pretas
1 colher de sopa de salsa picada
miolo de 1 pão
2 colheres de sopa de manteiga
raspas de limão
sal e pimenta q.b.

Recheio para o corpo (barriga):
4 batatas
2 colheres de sopa de manteiga
2 gemas
1 cebola média
50 g de azeitonas pretas
1 colher de sopa de salsa picada
miudos de perú
sal, pimenta e noz-moscada q.b.

Preparação:
De véspera, ponha o perú de molho com água, sal, rodelas de limão e laranja.

Para fazer o recheio do papo, pique a carne de vaca, a de porco e o chouriço. Junte o pão amolecido em água, as azeitonas picadas, a salsa picada e a cebola picada. Puxe (refogue) em manteiga e tempere com sal, pimenta e raspas de limão.

Para o recheio do corpo, comece por cozer as batatas com a pele. Pele as batatas e passe-as pelo passe-vite. Junte uma colher de manteiga e as gemas. Faça um puxado (refogado) com manteiga e cebola picada. Junte os miúdos picados e envolva a batata. Junte a salsa picada, as azeitonas picadas e tempere com sal, pimenta e noz-moscada.

Depois de prontos os recheios, recheie o perú e cosa ambas as aberturas com linha grossa. Barre o perú com uma papa feita com manteiga, toucinho, chouriço ou linguiça, colorau, sal e pimenta. Leve a assar em forno médio. Regue por diversas vezes com vinho branco e quando tiver molho suficiente, regue com o próprio molho do assado. Assim que o perú esteja dourado, retire-o do forno para constipar. Introduzir novamente no forno para acabar de cozinhar. Sirva com salada verde.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Igreja da Santa Casa da Misericórdia do Alandroal


Nave da Igreja da Santa Casa da Misericórdia do Alandroal. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Igreja da Santa Casa da Misericórdia do Alandroal
Cota DFT952 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Personalidades Alentejanas - CURVO SEMEDO, Belchior

(n. Montemor-o-Novo em 1766; m. Lisboa em 1838)

Fidalgo da Casa Real, cavaleiro professo das ordens de Cristo e N.ª Sr.ª da Conceição, capitão do corpo de engenheiros, escrivão dos portos, etc.

Ganhou grande reputação como poeta e na Nova Arcádia tomou o nome de Belmiro Transtagano.
Partilhou com Bocage uma rivalidade, que só veio a terminar perto da morte do escritor sadino, simplesmente porque partilhavam o mesmo estilo literário.

Publicou vários livros, mas as suas obras mais conhecidas são os quatro volumes das Composições Poéticas e, também, uma tradução das melhores fábulas de Jean de La Fontaine.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Ensopado de Enguias (2)


Ingredientes:
Enguias,
sal,
cebola,
alho,
pimento verde,
pimento vermelho,
folha de louro,
vinho,
colorau,
farinha,
pão,
azeite,
água.

Preparação:
Tira-se a pele e a tripa e cortam-se as enguias aos bocados pequenos. Temperam-se com sal.
Faz-se um refogado de cebola, alho, pimentos aos bocados e folhas de louro. Tapa-se o tacho e deixa-se ficar durante 10 minutos em lume brando. Adiciona-se um copo de vinho e as enguias.
Num recipiente meio copo à parte, junta-se um bocadinho de colorau, farinha, meio copo de vinho, de frita-se o pão água, mistura-se bem e junta-se ao preparado anterior. Deixa-se apurar. À parte àpreparado por s tiras, em azeite. Coloca-se de seguida no fundo de uma travessa e verte-se o cima.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Conv. St. António da Piedade, Redondo


Capela-mor da Igreja do Convento de Santo António da Piedade (Cemitério Público), no Redondo.Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II)
Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Conv. St. António da Piedade, Redondo
Cota DFT4686 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Cancioneiro Alentejano - Os Olhos da Marianita


Se os meus olhos te ofenderam
Toma-os lá castiga-os bem
Que eu não quero ter na cara
Olhos que ofendam alguém


Os olhos da Marianita,
São verdes cor de limão.
Ai sim Marianita ai sim,
Ai sim Marianita ai não,
Ai sim Marianita ai sim,
Ai sim Marianita ai não!


Os meus olhos com chorar,
Fizeram covas no chão.
Foi o que os teus não fizeram,
Não fizeram nem farão!


Os olhos da Marianita
São verdes cor de limão
Etc.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Personalidades Alentejanas - CASTEL-BRANCO, Pedro Celestino Caldeira de

(n. Alter do Chão a 11 Janeiro 1883; m. Lisboa a 5 Maio 1962)

Engenheiro Agrónomo. Descendeu de António Mendo Caldeira de Castel-Branco Cotta Falcão, I Visconde de Alter do Chão, e Maria Ana de Mesquita Marçal Cary Rebelo Palhares Caldeira Castel-Branco. Do primeiro casamento com Judite Alice Veloso Rebelo Palhares, em 1881, teve como filhos Maria Ana Rebelo Palhares Caldeira de Castel-Branco, Maria José Rebelo Palhares Caldeira de Castel-Branco, Pedro Rebelo Palhares Caldeira de Castel-Branco, Fernando Caldeira de Castel-Branco. Maria Inês Gagliardini Graça Caldeira de Castel-Branco e António Mendo Gagliardini Graça Caldeira de Castel-Branco resultaram do segundo casamento com Inês Gagliardini Graça, em 1888.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Ensopado de Enguias (1)

Ingredientes:
enguias;
2 cebolas;
3 dentes de alho;
1 folha de louro;
1 colher de chá de colorau;
salsa;
1 copo de vinho.

Preparação:
Arranje e lave as enguias. Parta-as e salgue-as. Faça um refogado com 2 cebolas cortadas ás rodelas , 3 dentes de alho picados, 1 folha de louro, uma colher de chá de colorau, um ramo de salsa e um copo de vinho branco. Deite as enguias no refogado e deixe que apurem bem. Verifique o sal e quando estiver quase tudo cozido deite mais meio copo de vinho branco.
Sirva as enguias numa travessa sobre fatias de pão torrado ou pão frito.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Castelo de Mourão


Castelo de Mourão. Ao fundo vê-se a Torre de Menagem, em ruínas, e o campanário da Torre do Relógio.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1978
Legenda Castelo de Mourão
Cota DFT852 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Cancioneiro Alentejano - Onde Vais óh Luisinha


Onde vais óh Luisinha
Com o teu cabelo à faia
Vou ver o meu amor
Que anda nas ondas da praia
Onde vais óh Luisinha
Com o teu cabelo à faia
Vou ver o meu amor
Que anda nas ondas da praia


Onde vais óh Luisinha
Com tua voz de lamento
Vou ver o meu amor
Que anda no mar ao sustento
Que anda no mar ao sustento
Que anda no mar à sardinha
Com tua voz de lamento
Onde vais óh Luisinha

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Personalidades Alentejanas - CASTEL-BRANCO, Luiz Barahona Caldeira

(n. Portalegre a 7 Dezembro 1867; m. Évora a 2 Janeiro 1916)

Engenheiro Agrónomo. Filho de Inácio Cardoso de Barros Castel-Branco Barba Mouzinho e Matos e Maria José de Barahona Fragoso Cordovil da Gama Lobo. Casou com Leonor de Oliveira Fernandes por volta do ano 1870. Deixou como descendência Inácio Fernandes Caldeira Castel-Branco e Leonor Fernandes Caldeira Castel-Branco.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Gastronomia Tradicional Alentejana - Ensopado de Borrego (5)


Ingredientes:
1 kg. de borrego (sela e costeletas);
100 gr. de banha;
250 de cebola;
3 dentes de alho
1 folha de louro;
1 colher de sobremesa de pimenta em grão;
1 colher de chá de colorau doce;
3 colheres de sopa de vinagre;
1 ponta de malagueta;
farinha;
salsa;
sal;
pão da véspera.

Preparação:
Corte o borrego em bocados e passe por farinha. Aloure-o em 50 gr. de banha. Entretanto corte as cebolas e os alhos em rodelas e, juntamente com o louro e a pimenta em grão, faça um refogado pouco puxado com a restante banha.
Junte o borrego, tempere com sal, a malagueta, o colorau doce, um ramo de salsa e junte a água que acha suficiente para ensopar o pão em fatias e coloque-as na terrina. Na altura de servir a carne, leve o caldo ao lume com o vinagre e deite-o a ferver sobre o pão. Sirva com a carne à parte numa travessa.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Torre de Menagem do Castelo de Estremoz


Torre de Menagem do Castelo de Estremoz e entrada para a Pousada da Rainha Santa Isabel.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1975 ant. -
Legenda Torre de Menagem do Castelo de Estremoz
Cota DFT664 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Rua de Monsaraz


Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1970
Legenda Rua de Monsaraz
Cota DFT1032.1 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME