quarta-feira, 11 de junho de 2014
segunda-feira, 9 de junho de 2014
domingo, 8 de junho de 2014
sábado, 7 de junho de 2014
sexta-feira, 6 de junho de 2014
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Lenda da Serra da Penha
Um chefe mouro, reconhecendo que não tinha tropas que chegassem para enfrentar um aguerrido exército invasor dos seus domínios, abandonou o amuralhado da cidade e refugiou-se com a família e a corte nos brejos da serra. Carregadas por escravos iam, no meio do apressado cortejo em fuga, as arcas cheias de tesouros, para serem depostas em lugar seguro, longe da cobiça dos agressores.
Mas um escravo escapou-se do emboscado acampamento e foi avisar o comandante inimigo. A partir daí, já nada podia salvar os foragidos. Ouvindo o grito da soldadesca que, de lanças e alfanges em punho, trepava as faldas da montanha, o chefe dos sitiados percebeu que ele e os seus não podiam esperar clemência. Chamou de parte a sua filha, linda menina moura, e disse-lhe, contendo as lágrimas:
- Tu és a jóia mais preciosa dos meus tesouros. Junto deles vou encantar-te, para que nenhumas mãos impuras aflijam a tua inocência.
E assim fez. Ele, que tinha poderes mágicos, transformou a filha e as arcas carregadas de riquezas em pedras de uma gruta. Depois, ainda tentou usar da mesma magia para ele próprio e os seus mais próximos, mas já não foi a tempo. Uma lança interceptou-lhe as palavras mágicas que ia proferir.
Contam os mais velhos que aquele sítio se chama Cova da Moura, porque, em noites de luar, ainda há quem veja a menina vestida de branco, a andar sem rumo pelo alto da serra. Ouvem-na lamentar-se em língua estranha e chorar os pais e a felicidade que perdeu. Impressão será ou o sussurro do vento pelo meio da folhagem dos castanheiros...
Seja do que for, os mais velhos acreditam que a moura encantada da Serra da Penha guarda arcas e arcas de tesouros por desencantar. Vale a pena ir lá de propósito, em passeio, que mais não seja porque do alto da colina, onde a meio da encosta, alveja uma ermidinha, se abrange todo o casario da cidade
de Portalegre, o perfil do Castelo, as torres da Sé e, longe, a Serra de S. Mamede e a imensa planura alentejana. É outra forma de encantamento.
Versão literária escrita por António Torrado
quarta-feira, 4 de junho de 2014
terça-feira, 3 de junho de 2014
domingo, 1 de junho de 2014
sábado, 31 de maio de 2014
quinta-feira, 29 de maio de 2014
terça-feira, 27 de maio de 2014
domingo, 25 de maio de 2014
Lenda da Serra da Penha
Dizem que há muitos anos os mouros moravam na Rua da Mouraria. Um dia em que estavam em guerra com outro povo, um rei mouro fugiu para a Serra da Penha, e se escondeu ali com os fidalgos, as jóias e uma filha.
Mas o outro rei descobriu-o e foi para a Serra para o matar.
Então, o rei para salvar a filha encantou-a e ela ficou escondida com as jóias, numa gruta que ali se encontrava. Ainda hoje chamam a essa gruta "A Cova da Moura".
Algumas pessoas mais velhas dizem que nas noites de luar se via uma princesa vestida de tule branco passando no alto da Serra a chorar com saudades dos pais, que viu a matar, sem os poder ajudar.
Versão de proveniência desconhecida, talvez de Portalegre. Publicada em: http://209.85.229.132/search?q=cache:N8wUMLlkKqsJ:www.cm-portalegre.pt/page.php%3Ftopic%3D20+%22lenda%22+%22portalegre%22&cd=2&hl=pt-PT&ct=clnk&gl=pt
sexta-feira, 23 de maio de 2014
quinta-feira, 22 de maio de 2014
quarta-feira, 21 de maio de 2014
segunda-feira, 19 de maio de 2014
sábado, 17 de maio de 2014
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Lenda da Serra da Penha
Conta-se que nesta Serra, muito próximo da cidade, um feiticeiro encantou uma princesa moura e a transformou em rochedo. À noite ela sai, e do alto brada pelo pai. Quem conseguir entrar pelo buraco, sem que a cobra que a guarda o veja, casa com a princesa, que dizem chamar-se Catarina.
Versão de Portalegre, recolhida (em 1984) e publicada por Maria Tavares Transmontano (1997) – Subsídios para uma Monografia de Portalegre, Portalegre, Câmara Municipal de Portalegre: 136.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
terça-feira, 13 de maio de 2014
segunda-feira, 12 de maio de 2014
domingo, 11 de maio de 2014
sexta-feira, 9 de maio de 2014
quinta-feira, 8 de maio de 2014
quarta-feira, 7 de maio de 2014
terça-feira, 6 de maio de 2014
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Lenda da Ponte da Portagem
Diz a lenda que amofinados porque o Sever, ainda aqui simples Ribeira de Marvão, durante as quadras outonal, invernosa e primaveril, não dava fácil passagem a vau, obrigando a largos rodeios, os habitantes da região assentaram de, à custa de sacrifícios embora, construírem uma ponte.
Discutia-se acaloradamente os meios mais próprios de efectivar tão útil empreendimento, quando um cavaleiro desconhecido […] se prontificou a fazer pronta e seguramente a ponte.
Apenas punha uma condição, a seu ver de pequena monta – a entrega das almas de toda a população que nada sofreria nesta vida, aplanadas todas as dificuldades por D. Belzebut […].
Crentes fiéis de Mafoma, os habitantes pouco hesitaram na resolução. […] E Satanás, lá se deixou embair mais uma vez, aceitando a condição de que a paga, estipulada para o seu enorme trabalho, só seria devida se a ponte se iniciasse e completasse desde o pôr ao nascer do sol consecutivo.
Como homem de recursos, Lúcifer […] conseguiria triunfar se Mahomet, constantemente assediado pelos seus crentes, cuja lamúria crescia há medida do rápido progredimento da obra, se não resolvesse a intervir, extraviando a pedra que falta e impedindo que antes do nascer do sol a ponte estivesse de todo pronta.
Versão literária de proveniência desconhecida, publicada por Alexandre de Carvalho Costa (1982) – Marvão, suas freguesias rurais e alguns lugares, s/l, Câmara Municipal de Marvão: 33 – 34.
domingo, 4 de maio de 2014
sábado, 3 de maio de 2014
quinta-feira, 1 de maio de 2014
terça-feira, 29 de abril de 2014
domingo, 27 de abril de 2014
sábado, 26 de abril de 2014
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Lenda da Ponte da Portagem
A ponte romana da Portagem tinha que ser feita numa só noite.
Eram quatro galos e não sabiam qual cantava primeiro. Então os mouros meteram mão ao trabalho, porque, se cantasse o galo preto, tinham que largar tudo, pois corriam perigo.
Mas por sorte cantou primeiro o galo amarelo e gritaram todos:
“Trabalha o martelo!”
E continuaram com toda a pressa. E cantou o galo pedrês:
“E toca a trabalhar a torquês!”
E ainda com mais pressa porque já tinham cantado dois galos. E cantou o galo branco e gritaram todos:
“Ainda não me espanto!”
E mais pressa tinham. Só faltava o preto que era o do perigo. E lá canta o preto.
“Oh, com esse não me meto!”
Toca a largar tudo sem tão pouco olhar para trás.
E assim sendo, conta a lenda que ficou a ponte por acabar, pois faltava colocar a última pedra.
Versão de Portalegre, registada em 2001 por Rita de Jesus Cordas Barroqueiro (n. Reguengo, 1934) e transcrita por Ruy Ventura (2005) – Contos e Lendas da Serra de São Mamede, antologia breve, Almada, Associação de Solidariedade Social dos Professores: 81.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
segunda-feira, 21 de abril de 2014
sábado, 19 de abril de 2014
quinta-feira, 17 de abril de 2014
quarta-feira, 16 de abril de 2014
terça-feira, 15 de abril de 2014
Lenda da Pedra da Moura
No sítio em que o rio Caia se aproxima da ribeira de Arronches, fica uma grande pedra que está sempre rodeada por água. Nela está uma moura encantada.
O pai da moura, que era rei, queria que ela casasse com um nobre escolhido por ele, mas a princesa não quis casar, porque gostava de um príncipe mouro que estava na guerra. Por isso foi encantada na pedra.
Nas noites de São João, a moura senta-se na pedra a cantar canções delicadas ao jovem guerreiro.
Quem passar nessa noite pela pedra da moura, morre. Mesmo quem não acredita na lenda não passa pela pedra da moura na noite de São João.
Versão, de proveniência desconhecida, recolhida por Maria Guadalupe Transmontano Alexandre e publicada por Ruy Ventura (2005) – Contos e Lendas da Serra de São Mamede, antologia breve, Almada, Associação de Solidariedade Social dos Professores: 102.
domingo, 13 de abril de 2014
sexta-feira, 11 de abril de 2014
quarta-feira, 9 de abril de 2014
segunda-feira, 7 de abril de 2014
domingo, 6 de abril de 2014
sábado, 5 de abril de 2014
Lenda da Moura dos Fortios
Dizem que um moço, ao voltar do namoro, passou por uma velhinha com um tabuleiro de passas, que lhe disse:
- “Tire uma passinha.”
Ele recusou, ela insistiu, e ele tirou duas passas. Quando já tinha andado um bom bocado de caminho, lembrou-se de comer uma passa, mas ficou espantado ao encontrar duas moedas de ouro. Voltou ao sítio onde tinha encontrado a velha, e ali encontrou o tabuleiro com meio braço humano. Pensando no ouro levantou o meio braço, e então ouviu tantos gemidos e tão fortes, que faziam tremer o chão.
Largou-o cheio de medo.
Versão de Fortios (Portalegre), recolhida (em 1984) e publicada por Maria Tavares Transmontano (1997) – Subsídios para uma Monografia de Portalegre, Portalegre, Câmara Municipal de Portalegre: 133 – 134.
quinta-feira, 3 de abril de 2014
quarta-feira, 2 de abril de 2014
terça-feira, 1 de abril de 2014
segunda-feira, 31 de março de 2014
sábado, 29 de março de 2014
quinta-feira, 27 de março de 2014
terça-feira, 25 de março de 2014
Lenda da Moura do Reguengo
Ao lado da ermida de S. Mamede nasce um ribeiro chamado da Azenha Queimada. Desde de socalco em socalco, até despenhar-se de cascata em cascata, sobre uma massa rochosa, com metro e meio de profundo, um de largura e dois de comprimentos.
A lenda diz que está ali uma moura encantada.
As mulheres diziam com convicção que em certos dias viam olhos de azeite e bocadinhos de alface à superfície da água.
Certo dia, um homem que vinha dos lados da ermida passou junto à cova da moura, e viu uma jovem duma beleza que nunca tinha visto. Tão surpreendido ficou, que mal lhe disse: “Deus te salve”.
A jovem disse-lhe:
“Sei que és boa pessoa, e a tua mulher também. Leva-lhe este cinto para ela usar.”
O homem agradeceu, e pôs-se a caminho. Ao entrar no souto da Quinta da Relva, deparou com um castanheiro que tinha uma pernada quase a tocar no chão. Resolveu pôr o cinto em volta dela, para ver o efeito que iria causar, quando a mulher o pusesse. De repente, o ramo onde tinha posto o cinto partiu-se. E o homem repetiu: “Meu Deus, se o tivesse posto à minha mulher!”
Imediatamente ouviu a moura dizer:
“Ingrato, que dobraste o meu encanto!”
O homem fugiu cheio de medo.
Diz a lenda: se o homem tivesse levado o cinto e a mulher o tivesse posto, nesse momento quebrava-se o encanto da moura, seguindo ela o seu destino.
Assim, ficou novamente a moura encantada, até que se lhe depare nova oportunidade.
Versão de Reguengo (Portalegre), recolhida por Manuel António Sequeira e publicada por Maria Tavares Transmontano (1997) – Subsídios para a Monografia de Portalegre, Portalegre, Câmara Municipal de Portalegre: 132 – 133.
segunda-feira, 24 de março de 2014
domingo, 23 de março de 2014
sábado, 22 de março de 2014
Lenda de Marvão
[Q]uando Medóbriga fora conquistada e distruída por Cássio Longino, que muita parte da gente fugira com molheres e mininos pera aquelas rocas e penedias e, como a subida é tão agra, (e ainda naquele tempo seria pior, pois não era tam frequentada) iam caindo, uns por ũa parte, outros por outra, fugindo da morte e dos perigos que a guerra, com suas pressiguições traz consigo. E assi começaram a bradar uns pera os outros dizendo: “Malvão, Malvão”. E daqui, mudado o l em r, se chamou Marvão.
Versão de Galegos (Marvão) contada por “uns velhos” em finais do século XVI e recolhida por Diogo Pereira Sotto Maior (1984) – Tratado da Cidade de Portalegre, (introdução, leitura e notas de Leonel Cardoso Martins), Lisboa, INCM / Câmara Municipal de Portalegre: 40.
sexta-feira, 21 de março de 2014
quarta-feira, 19 de março de 2014
segunda-feira, 17 de março de 2014
sábado, 15 de março de 2014
Lenda da Maia
[D]epois de em vão procurar um recanto onde pudesse acabar os restos da tormentosa vida que levara, Lísias, filho ou capitão de Baco – alguns querem também que fosse Lísio ou Líseo, filho de Sumule – já de avançada idade, ali foi ter 1300 anos a. C. e, achando-o do seu agrado, a este local se acolheu e com sua gente o povoou, edificando-lhe um forte e templo, consagrado a Dionísio ou Baco, seu deus, e dando à serra o nome de uma sua filha chamada Maia. Ali vivendo em paz e liberdade, apascentando os gados e cultivando os campos, de cujas sementes e frutos se alimentava […]. Estava o referido templo no local onde actualmente se ergue a ermida de S. Cristovão, a cujo sopé corre um arroio, que pelas gentes é conhecido pelo ribeiro de Baco.
Ora reza a tradição que nas margens deste pequeno ribeiro se encontrava a malhada da pastora Maia – filha de Lísias – que pela sua bondade e formosura era adorada por todos quantos a rodeavam. Levava uma vida alegre e pacífica, guardando o rebanho de brancas ovelhas e encontrando-se diariamente em Tobias, que idilicamente e junto a ela se quedava horas sem fim, tocando na sua flauta pastoril.
E, assim, feliz e descuidadamente decorria o viver dos dois jovens, até que Dolme, um miserando que por ali vagabundeava, embalado pelos toques maviosos da flauta de Tobias e entusiasmado pelos dotes físicos da linda Maia, numa tarde primaveril interrompeu os dois pastores, amedrontando-os com a sua aparição. Foi Tobias esconder-se atrás de um rochedo, enquanto que, levantando-se como que envergonhada, Maia fixa no chão os seus formosos olhos. Mas levada a isso pela doçura do seu coração e, possivelmente, para assim quebrar os instintos maus que adivinhava no intruso, desce para a borda do ribeiro, enche a sua cabacinha e bondosamente lhe oferece de beber a cristalina água que nela recolhera. Finge Dolme aceitar a gentil oferta mas, ao recebê-la, propositadamente deixa cair a cabaça e em seus musculosos braços tenta enlaçar a jovem que, estupefacta com tal gesto, aflitivamente chama por Tobias. Acorre ele e com Dolme trava sanguinolenta luta, que só termina quando este crava no peito do pobre rapaz o machado de pedra de que vinha munido, arremessando-o já moribundo de encontro aos rochedos. Horrorizada pretende Maia fugir mas não o consegue, pois Dolme a agarra e só a larga depois de ser cadáver.
Desceu a noite nas abas daquela serra e Maia não voltara à malhada, pelo que, tardando-lhe o regresso, o velho pai a procura por toda a parte. Sobe aos outeiros vizinhos e chama repetidas vezes, mas o seu chamamento fica sem resposta. Assustadamente corre à malhada e, acendendo um toco de pinho, vai em procura da desaparecida. Passados instante o cão uiva lugubremente junto do cadáver da formosa Maia e o pobre pai, correndo para o pé do animal e deparando com a filha descomposta e morta, mede a grandeza da tragédia havida e instantaneamente perde a razão.
Durante sessenta luas por ali arrasta a sua triste vista, acocorado junto à malhada, onde julga ver aparecer a filha guardando as ovelhas, agora sem pastora. E, durante esse espaço de tempo, não pronuncia senão o nome de Maia, ele a quem os viandantes passaram a tratar pelo louco de Baco. Ao cabo de tão tormentoso sofrimento, ao velho ancião se afigura certo dia o aparecimento da filha que, sã e escorreita, lhe estendia os braços e, então, num fugidio lampejo de alegria, exclama:
“Maia, minha filha, morro feliz.”
Versão literária, de proveniência desconhecida, publicada na Grande Enciclopédia Portuguesa-Brasileira, volume II: 551.
sexta-feira, 14 de março de 2014
quinta-feira, 13 de março de 2014
quarta-feira, 12 de março de 2014
terça-feira, 11 de março de 2014
domingo, 9 de março de 2014
sexta-feira, 7 de março de 2014
quinta-feira, 6 de março de 2014
Lenda das Santas da Aramenha
Teve esta cidade rei em tempos que os Romanos senhoreavam a Espanha. Um se chamou Catélio e sua mulher se chamava Cálgia, da qual nasceram nove filhas, todas de um ventre; que, enfadada a mãe com tantas filhas, com era gintia, as mandou deitar no rio por uma criada sua que, compadecida da piedade natural, que faltara na mãe que as havia parido, as deu a criar em um bairrio onde vivia gente cristã, e foram baptizadas e instruídas em nossa santa fé católica. Foram depois santas e mártires; os nomes destas santas traz o Martirológio Romano, e são os siguintes: Genebra, Liberata, Vitória, Eumélia, Germana, Márcia, Basília, Quitéria, Gema; as quais todas foram martirizadas em diversas partes.
Versão de proveniência desconhecida, recolhida em finais do século XVI ou princípios do século XVII por Diogo Pereira Sotto Maior (1984) – Tratado da Cidade de Portalegre, (introdução, leitura e notas de Leonel Cardoso Martins), Lisboa, INCM / Câmara Municipal de Portalegre: 37.
quarta-feira, 5 de março de 2014
Lenda da imagem do Mártir Santo
Diziam as pessoas antigas que há muitos séculos um cabreiro achou entre umas rochas (no local onde hoje são as Carreiras) uma imagem do Mártir Santo em pedra. Como morava lá para o pé do Veloso, onde era antigamente o povo, resolveu colocar aí o santo. Só que, no dia seguinte, ele estava de novo entre as pedras da serra. O cabreiro tentou levá-lo de novo, mas ele voltava sempre. Então as pessoas fizeram uma ermida a São Sebastião, no local onde a sua imagem tinha aparecido.
Anos passados, começaram a construir casas neste sítio, e assim nasceu também a aldeia.
Versão de Carreiras (Portalegre), contada em 1992 por Ana Fernandes Martins (n. 1913), recolhida e publicada por Ruy Ventura (1996) – “Algumas Lendas da Serra de São Mamede”, separata de Ibn Maruán – Revista Cultural do Concelho de Marvão, nº 6, Dezembro: 38.
terça-feira, 4 de março de 2014
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