quarta-feira, 13 de agosto de 2014
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
domingo, 27 de julho de 2014
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Alentejo Tempo para ser Feliz - Alentejo Time To Be Happy
"Alentejo, tempo para ser feliz", o spot mostra, em cerca de seis minutos, as emoções que os turistas podem viver no Alentejo, através dos protagonistas de uma aventura que tem como ponto de partida a busca da felicidade. O filme foi produzido pela Flavour Productions, tem direcção de fotografia e realização de Eduardo Sousa e co-realização de Tito Costa, e banda sonora de Nuno Maló, é protagonizado por Ela Clark e conta com a participação de muitos habitantes do Alentejo.
terça-feira, 22 de julho de 2014
Gastronomia Alentejana - Achigã no Forno
Concelho: Odemira
Ingredientes (6 pessoas):
1 kg de achigãs
1 tomate
1 ramo de salsa
2 dentes de alho
1 folha de louro
1 kg de batatas
2 cebolas
1 copo de vinho branco
2 dl de azeite
colorau q.b.
sal q.b.
Preparação:
Ingredientes (6 pessoas):
1 kg de achigãs
1 tomate
1 ramo de salsa
2 dentes de alho
1 folha de louro
1 kg de batatas
2 cebolas
1 copo de vinho branco
2 dl de azeite
colorau q.b.
sal q.b.
Preparação:
Amanhe o peixe e tempere-o com sal. Descasque as batatas e corte-as em cubos. Coza-as em sal. Num tabuleiro coloque as cebolas e o peixe. As batatas já cozidas são distribuídas ao lado do peixe. Coloque o resto da cebola, o alho, o tomate, a salsa e o louro. Misture o colorau ao vinho e regue o tabuleiro. Vai ao forno durante 60 minutos.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Gastronomia Alentejana - Açorda de Marisco
Concelho: Sines
Ingredientes:
(para 4 pessoas)
500 g de camarão
500 g de berbigão
500 g de amêijoas
500 g de pão
3 dentes de alho
4 colheres de sopa de azeite
1 ramo de coentros (pequeno)
3 ovos
sal
pimenta
piripiri
Preparação:
Ingredientes:
(para 4 pessoas)
500 g de camarão
500 g de berbigão
500 g de amêijoas
500 g de pão
3 dentes de alho
4 colheres de sopa de azeite
1 ramo de coentros (pequeno)
3 ovos
sal
pimenta
piripiri
Preparação:
Cozem-se os camarões em pouco água e côa-se esta. Abrem-se as amêijoas e os berbigões em recipientes separados e côam-se as respectivas águas. Junta-se a água dos três mariscos e leva-se ao lume a concentrar. Rega-se o pão com esta água. Alouram-se os dentes de alho com o azeite e introduz-se o raminho de coentros. Deixa-se fritar durante 1 minuto e junta-se o pão. Mexe-se com uma colher de pau de modo a obter-se uma açorda homogénea mas muito mole. Retiram-se os coentros e tempera-se com sal, pimenta e piripiri. Introduzem-se os mariscos na açorda, dá-se uma volta e retira-se do lume. Juntam-se imediatamente os ovos, mexe-se e serve-se sem demora.
domingo, 20 de julho de 2014
Gastronomia Alentejana - Açorda à Alentejana
Concelho: Grândola
Ingredientes:
1 molho de coentros (ou 1 molho pequeno de poejos ou uma mistura das duas ervas)
2 a 4 dentes de alho
1 colher de sopa bem cheia de sal grosso
4 colheres de sopa de azeite
1/5 litro de água a ferver
400 g de pão caseiro (duro)
4 ovos
Preparação:
Ingredientes:
1 molho de coentros (ou 1 molho pequeno de poejos ou uma mistura das duas ervas)
2 a 4 dentes de alho
1 colher de sopa bem cheia de sal grosso
4 colheres de sopa de azeite
1/5 litro de água a ferver
400 g de pão caseiro (duro)
4 ovos
Preparação:
Pise num almofariz, reduzindo-os a papa, os coentros (ou poejos) com os dentes de alho (já sem o grelo) e o sal grosso. Deite esta mistura numa terrina ou tigela. Regue com azeite e escalde com água a ferver, onde previamente foram escalfados os ovos, posteriormente removidos. Mexa a açorda com uma fatia de pão grande, com a qual se prova a sopa. Introduza então no caldo o pão, que foi ou não cortado em fatias ou em cubos, ou partido à mão, conforme o gosto. Os ovos são colocados no prato ou sobre as sopas na terrina.
Gastronomia Alentejana - Caldeirada de Peixe do Rio
Concelho: Odemira
Ingredientes (4 pessoas):
2 kg de peixe variado: muge, picão, machinho, saboga e sável
1 cebola grande
1 pimento pequeno
1 dente de alho
hortelã da ribeira
4 tomates
poejos
sal q.b.
Preparação:
Ingredientes (4 pessoas):
2 kg de peixe variado: muge, picão, machinho, saboga e sável
1 cebola grande
1 pimento pequeno
1 dente de alho
hortelã da ribeira
4 tomates
poejos
sal q.b.
Preparação:
Num tacho coloque uma camada de todos os ingredientes e uma camada de peixe em postas, uma nova camada de ingredientes, outra de peixe e mais uma de ingredientes. Cubra com um 1,5 l de vinho branco. Leve ao fogão e cozinhe em lume brando.
sábado, 19 de julho de 2014
Gastronomia Alentejana - Açorda de Poejos à Moda de Grândola
Concelho: Grândola
Ingredientes:
125 g de toucinho
125 g de linguiça (chouriço de carne)
1 molho de poejos
cebola
2 dentes de alho
1,5 l de água
pão
sal
Preparação:
Ingredientes:
125 g de toucinho
125 g de linguiça (chouriço de carne)
1 molho de poejos
cebola
2 dentes de alho
1,5 l de água
pão
sal
Preparação:
Frite o toucinho cortado às fatias e a linguiça cortada às rodelas. Retire tudo e junte ao pingo a cebola picada, os dentes de alho e metade do molho de poejos. Deixe refogar. Acrescente a água a ferver e junte nesta altura a noutra metade do molho de poejos. Tempere com sal. Corte as fatias de pão, muito finas, disponha no fundo da terrina e deite o caldo por cima. Acompanhe com a linguiça e o chouriço frito.
Obs.: esta açorda é também característica do concelho de Santiago do Cacém.
Gastronomia Alentejana - Caldeirada de Sardinhas
Concelho: Odemira
Ingredientes (4 pessoas):
14 sardinhas
4 cebolas médias
1 kg de batatas
1,5 dl de azeite
2 dentes de alho
1 folha de louro
1 pimentão-verde
2,5 dl de vinho branco
1 ramo de salsa
água
orégãos
1 colher de chá de colorau
piripiri
sal e pimenta
Preparação:
Ingredientes (4 pessoas):
14 sardinhas
4 cebolas médias
1 kg de batatas
1,5 dl de azeite
2 dentes de alho
1 folha de louro
1 pimentão-verde
2,5 dl de vinho branco
1 ramo de salsa
água
orégãos
1 colher de chá de colorau
piripiri
sal e pimenta
Preparação:
Limpe as sardinhas, corte as cabeças e deixe-as em sal. Num tacho largo leve ao lume as cebolas cortadas em rodelas, o pimentão às tiras, os dentes de alho picados, a salsa, o louro, o colorau, os orégãos e o azeite. Quando estiver alourado, junte os tomates, sem pele nem pevides. Deixe refogar. Junte vinho e deixe ferver, mexendo bem. Misture as batatas às rodelas e cubra com água. Tempere com sal, pimenta e piripiri. Quando as batatas estiverem cozidas, coloque as sardinhas por cima. Tape o tacho e deixe cozer.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Gastronomia Alentejana - Carne de Porco à Alentejana
Concelho: Grândola
Ingredientes:
800 g de lombo de porco,
4 dentes de alho
massa de pimentão
banha
1 kg de amêijoas
sal q.b.
Preparação:
Ingredientes:
800 g de lombo de porco,
4 dentes de alho
massa de pimentão
banha
1 kg de amêijoas
sal q.b.
Preparação:
Pise os dentes de alho num almofariz com sal grosso (aproximadamente uma colher de sopa). Esfregue a carne primeiramente com a papa de alhos e depois com a massa de pimentão. Deixe ficar assim de um dia para o outro, ou melhor, durante 24 horas. Próximo da altura de servir, corte o lombo em quadrados regulares e leve a fritar com a banha num tacho de barro. Entretanto, tenha as amêijoas muito bem lavadas. Na altura de servir, junte as amêijoas, deixando-as rapidamente sobre lume forte e servindo-as imediatamente para não secarem. Acompanhe com batatas fritas.
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Gastronomia Alentejana - Cataplana de Marisco
Concelho: Odemira
Ingredientes (2 pessoas):
250 g de tomate cortado
250 g de cebola às rodelas
100 g de pimentos aos bocados
1 folha de louro
400 g de batatas às rodelas
200 g de amêijoa
100 g de camarão inteiro
500 g de lagosta
1 dl de vinho branco
1 dl de cerveja
1,5 dl de azeite
piripiri q.b.
Preparação:
Ingredientes (2 pessoas):
250 g de tomate cortado
250 g de cebola às rodelas
100 g de pimentos aos bocados
1 folha de louro
400 g de batatas às rodelas
200 g de amêijoa
100 g de camarão inteiro
500 g de lagosta
1 dl de vinho branco
1 dl de cerveja
1,5 dl de azeite
piripiri q.b.
Preparação:
Disponha em camadas o azeite, 125 gramas de cebolas, as batatas, o tomate, o pimento, o alho, o vinho, a cerveja, piripiri, louro, um pouco de sal e o marisco. Cozinhar durante cerca de 40 minutos.
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Gastronomia Alentejana - Açorda de Bacalhau
Concelho: Santiago do Cacém
Ingredientes:
4dl de azeite
Vinagre e sal q.b.
4 lombos de bacalhau
400gr de pão alentejano
4 ovos
2 litros de água
6 dentes de alho
1 molho de coentros
Preparação:
Ingredientes:
4dl de azeite
Vinagre e sal q.b.
4 lombos de bacalhau
400gr de pão alentejano
4 ovos
2 litros de água
6 dentes de alho
1 molho de coentros
Preparação:
Num recipiente alto, coloque os coentros picados previamente lavados e escolhidos, os dentes de alho bem picados, o sal e o azeite. Ponha água ao lume a ferver com um fiozinho de azeite e coza o bacalhau durante mais ou menos 5 minutos. Ponha ao lume uma caçarola com água e um pouco de vinagre. Quando a água estiver a ferver escalfe os ovos que irá utilizar na açorda. Logo que os ovos estejam no ponto, retire-os e coloque-os num recipiente com água fria a fim de parar a cozedura. Coloque os coentros, os alhos, o azeite e o sal numa terrina, verta a água onde cozeu o bacalhau que deverá estar a ferver. Rectifique de sal, introduza o pão alentejano cortado muito fininho, os ovos e bacalhau.
Gastronomia Alentejana - Ensopado de Borrego
Concelho: Grândola
Ingredientes (4 pessoas):
1,2 kg de carne de borrego
2 cebolas médias
4 dl de vinho branco
1 colher de sopa de margarina
2 dentes de alho
1 folha de louro
pimenta q.b.
3 tomates maduros
0,5 kg de batatas
pão e sal q.b.
Preparação:
Ingredientes (4 pessoas):
1,2 kg de carne de borrego
2 cebolas médias
4 dl de vinho branco
1 colher de sopa de margarina
2 dentes de alho
1 folha de louro
pimenta q.b.
3 tomates maduros
0,5 kg de batatas
pão e sal q.b.
Preparação:
Corte a carne em bocados, tempere com sal, vinho branco, alhos picados, louro e pimenta. Aguarde pelo menos uma hora. Leve ao lume as cebolas picadas, o óleo e a margarina. Quando a cebola ficar transparente, adicione o borrego escorrido. Cozinhe durante alguns minutos com o tacho destapado. Quando a carne começar a secar, adicione o tomate pelado e cortado aos pedacinhos e a marinada. Tape o tacho e mantenha-o em fervura até a carne estar macia. Se for necessário, acrescente um pouco de água a ferver. Apure o molho e rectifique os temperos. Dentro de uma travessa funda, coloque o pão cortado às fatias. Cubra com o borrego e o molho. Polvilhe com salsa picada. Acompanhe com as batatinhas cozidas.
terça-feira, 15 de julho de 2014
Gastronomia Alentejana - Alcomonias
Concelho: Grândola
Ingredientes:
1 l de mel
1 colher de chá de canela
1 dl de água
1 l de pinhões torrados
Preparação:
Ingredientes:
1 l de mel
1 colher de chá de canela
1 dl de água
1 l de pinhões torrados
Preparação:
Leve o mel ao lume com a canela. Mexa sempre e quando o mel levantar fervura, verta a água e os pinhões torrados. Deixe levantar novamente fervura. Retire do lume e estenda esta massa numa tábua, com a ajuda de farinha, e forme losangos. Não deixe arrefecer os pinhões para que não caiam.
Gastronomia Alentejana - Cozido de Grão
Concelho: Santiago do Cacém
Ingredientes:
250 g de grão
100 g de cenouras
250 g de batatas
250 g de feijão verde
1 fatia de abóbora menina
300 g de carne de borrego
100 g de toucinho
1 chouriço (linguiça)
1 farinheira branca
1 farinheira de sangue
200 g de pão caseiro
sal
hortelã
Preparação:
Ingredientes:
250 g de grão
100 g de cenouras
250 g de batatas
250 g de feijão verde
1 fatia de abóbora menina
300 g de carne de borrego
100 g de toucinho
1 chouriço (linguiça)
1 farinheira branca
1 farinheira de sangue
200 g de pão caseiro
sal
hortelã
Preparação:
Põe-se de molho o grão em água de um dia para o outro. Coze-se o grão na panela de pressão. Depois, noutra panela, põe-se as carnes e os enchidos a cozer mais ou menos 1 hora. Depois das carnes estarem cozidas, tira-se um pouco de água das carnes onde vão a cozer as batatas cortadas aos quartos, a cenoura, o feijão verde e a abóbora menina e junta-se o grão e um pouco de água do grão. Põe-se a hortelã para dar gosto. À parte corta-se as carnes e servem-se numa travessa. Corta-se o pão caseiro às fatias e põe-se numa terrina com a hortelã e o caldo por cima. Este caldo com o pão come-se juntamente com as carnes.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Gastronomia Alentejana - Ensopado de Enguias
Concelho: Grândola
Ingredientes:
enguias
2 cebolas
3 dentes de alho
1 folha de louro
1 colher de chá de colorau
salsa
1 copo de vinho
Preparação:
Ingredientes:
enguias
2 cebolas
3 dentes de alho
1 folha de louro
1 colher de chá de colorau
salsa
1 copo de vinho
Preparação:
Arranje e lave as enguias. Parta-as e salgue-as. Faça um refogado com duas cebolas cortadas às rodelas, três dentes de alho picados, uma folha de louro, uma colher de chá de colorau, um ramo de salsa e um copo de vinho branco. Deite as enguias no refogado e deixe apurar. Verifique o sal e, quando estiver quase tudo cozido, verta mais meio copo de vinho branco. Sirva as enguias numa travessa sobre fatias de pão torrado ou pão frito.
domingo, 13 de julho de 2014
Gastronomia Alentejana - Ensopado de Safio
Concelho: Odemira
Ingredientes (4 pessoas):
1 kg de safio
1 cebola grande
3 dentes de alho
1 ramo de salsa
1 dl de vinho branco
3 gotas de molho inglês
1,5 dl de azeite
2 tomates maduros
metade de um caldo de peixe
sal e pimenta q.b.
pão caseiro
Preparação:
Ingredientes (4 pessoas):
1 kg de safio
1 cebola grande
3 dentes de alho
1 ramo de salsa
1 dl de vinho branco
3 gotas de molho inglês
1,5 dl de azeite
2 tomates maduros
metade de um caldo de peixe
sal e pimenta q.b.
pão caseiro
Preparação:
Arranje o peixe. Ponha um pouco de azeite num tacho, metade de uma cebola, a salsa, tomate e alhos e o peixe por cima. Coloque os restantes ingredientes e regue com vinho e com o resto do azeite. Leve ao lume e sacuda de vez em quando. Serve-se por cima de pão caseiro frito.
sábado, 12 de julho de 2014
Gastronomia Alentejana - Arroz de Bucho de Porco
Concelho: Grândola
Ingredientes:
bucho
língua
1 linguiça (chouriço de carne)
alguns ossos de porco
1 chávena de arroz
1 cebola
cravinho
pimenta preta
salsa
Ingredientes:
bucho
língua
1 linguiça (chouriço de carne)
alguns ossos de porco
1 chávena de arroz
1 cebola
cravinho
pimenta preta
salsa
Preparação:
Coza o bucho e a língua em água com sal; junte a cebola, cravinho, pimenta preta, a linguiça e alguns ossos de porco. Retire o bucho, a língua e a linguiça e passe o caldo por um passador de rede fina.
Meça uma chávena de arroz para três de caldo. Ponha o arroz e quando estiver cozido verta um pouco de vinagre e misture a salsa picada. Corte o bucho e a língua aos bocados, a linguiça às rodelas e sirva à volta do arroz.
Gastronomia Alentejana - Feijão de cor guisado
Concelho: Alcácer do Sal
Ingredientes (4 pessoas):
5 dl de feijão avinhado
1 cebola
3 colheres de sopa azeite
1 ramo de salsa
125 g linguiça (chouriço de carne)
4 ovos
Sal e pimenta
150 g de pão caseiro ou de segunda
Preparação:
Ingredientes (4 pessoas):
5 dl de feijão avinhado
1 cebola
3 colheres de sopa azeite
1 ramo de salsa
125 g linguiça (chouriço de carne)
4 ovos
Sal e pimenta
150 g de pão caseiro ou de segunda
Preparação:
Coza o feijão em água simples sem o deixar desfazer. À parte faça um refogado com a cebola picada, o azeite e a salsa. Junte posteriormente o feijão cozido, a linguiça cortada às rodelas e um pouco da água que serviu para cozer o feijão. Tempere com sal e pimenta e deixe apurar. Na altura de servir, escalfe os ovos directamente no feijão. Corte o pão em fatias finas e coloque-as numa terrina. Deite por cima o feijão depois de retirados os ovos, os quais se dispõem cuidadosamente por cima.
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Gastronomia Alentejana - Feijão verde à alentejana
Concelho: Alcácer do Sal
Ingredientes (4 pessoas):
750 g de feijão verde
1 cebola média
2 colheres de sopa de azeite
1 colher de sopa de banha ou de margarina
1kg de tomate maduro
1 dente de alho
1 folha de louro
1 molho de salsa
4 batatas médias
1 cenoura
Sal e pimenta
200 g de pão caseiro duro
Preparação:
Ingredientes (4 pessoas):
750 g de feijão verde
1 cebola média
2 colheres de sopa de azeite
1 colher de sopa de banha ou de margarina
1kg de tomate maduro
1 dente de alho
1 folha de louro
1 molho de salsa
4 batatas médias
1 cenoura
Sal e pimenta
200 g de pão caseiro duro
Preparação:
Pique a cebola e o alho e estale-os com o azeite e a banha. Junte o louro e a salsa atada. Deixe refogar sem alourar e adicione o tomate sem pele e sem grainhas e esmagado com as mãos. Regue com um pouco de água e, depois de cozer por um momento, junte a cenoura às rodelas. Entretanto, corte o feijão em diagonal e as batatas em cubos. Junte ao preparado anterior e acrescente um pouco mais de água, conforme o necessário – o cozinhado deverá ficar com bastante molho. Tempere com sal e pimenta. Corte o pão em fatias finas para uma terrina e verta o guisado. Pode servir, ao mesmo tempo, rodelas de chouriço de carne cru. Sirva como entrada, em vez de sopa. Na altura da segurelha, junta-se um pezinho ao mesmo tempo que o feijão.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
A Gastronomia no Alentejo Litoral
O Alentejo Litoral apresenta uma grande diversidade gastronómica, pois, dada a proximidade do mar, incorpora variados pratos de peixe e marisco, contrariamente à cozinha alentejana em geral, dominada pela carne de porco e de borrego.
A gastronomia da região é, para além disso, tradicionalmente sazonal. Novembro, Dezembro e Janeiro eram os meses da matança do porco. Os borregos eram mortos na Páscoa. O ensopado de borrego, o borrego assado no forno ou então guisado com ervilhas, entre outros cozinhados, são verdadeiras iguarias. A esta tradição juntam-se as épocas em que surgem algumas das verduras ou dos temperos para as recorrentes sopas ou açordas: os coentros, os poejos, a hortelã e muitos mais.
Além das migas, à base de carne de porco, ou dos pratos de borrego, no Alentejo Litoral surgem frequentemente o ensopado de enguias e o tradicional caldo de cação. Desde o séc. XVI que este peixe é uma presença habitual à mesa. Um pouco por toda a região, a caldeirada e o peixe grelhado, além de outras iguarias de origem marinha, compõem a riqueza da cozinha litoral alentejana.
Contudo, as carnes, nomeadamente os enchidos, não deixam de ocupar um lugar de destaque. O porco é temperado com massa de pimentão e, não raras vezes, conservado e cozinhado na sua própria manteiga. Entre os enchidos, predominam as linguiças, os chouriços de sangue e os paios, que se encontram à venda em todos os talhos da região. Em muitas padarias e mercearias pode-se adquirir os famosos e muitos apreciados bolos de torresmos.
O pão é, como em todo o Alentejo, uma componente essencial de toda a alimentação. A este nobre alimento juntam-se os queijos regionais e os vinhos.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Gastronomia Alentejana - Bolo Real
Concelho: Alcácer do Sal
Ingredientes:
500 g de açúcar
250 g de miolo de amêndoa ralada
10 gemas de ovos + 5 ovos inteiros
200 g de pão ralado
1 colher de canela em pó
1 chávena de ovos moles
10 claras de ovos batidas em suspiro com 10 colheres de sopa rasas de açúcar
Preparação:
Ingredientes:
500 g de açúcar
250 g de miolo de amêndoa ralada
10 gemas de ovos + 5 ovos inteiros
200 g de pão ralado
1 colher de canela em pó
1 chávena de ovos moles
10 claras de ovos batidas em suspiro com 10 colheres de sopa rasas de açúcar
Preparação:
Leve o açúcar ao lume até fazer ponto de cabelo. Retire-o do lume, junte as amêndoas raladas, as dez gemas e os cinco ovos inteiros e leve novamente ao lume até fazer castelo pequeno. Retire novamente do lume e adicione o pão ralado. Trabalhe muito bem esta mistura, junte a canela e deite-a numa forma bem untada com margarina e polvilhada com farinha sem a encher completamente. Leve ao forno brando e deixe cozer. Depois de arrefecer, desenforme, abra ao meio e recheie com metade dos ovos-moles. Bata as dez claras em castelo forte, junte dez colheres rasas de açúcar, continue a bater até ficarem em merengue. No momento de servir, salpique com a outra metade dos ovos-moles.
Gastronomia Alentejana - Feijoada de Buzios
Concelho: Sines
Ingredientes:
600 g de miolo de búzios
0,5 kg de feijão encarnado ou catarino
2 tomates pelados
1 pimento verde
1 ramo de salsa
1 folha de louro
2 dentes de alho
2 cebolas
1 dl de azeite
sal, pimenta e piripiri q.b.
Preparação:
Ingredientes:
600 g de miolo de búzios
0,5 kg de feijão encarnado ou catarino
2 tomates pelados
1 pimento verde
1 ramo de salsa
1 folha de louro
2 dentes de alho
2 cebolas
1 dl de azeite
sal, pimenta e piripiri q.b.
Preparação:
Num recipiente coloque o feijão a demolhar em água fria com uma antecedência de 12 horas. Depois de demolhado, lave e ponha a cozer, num tacho em água fria. Em seguida, coza o miolo dos búzios em água e sal durante 45 a 60 minutos. Depois de cozido, retire para um recipiente e deixe arrefecer. Corte em pedaços. À parte, num tacho, refogue em azeite o alho e a cebola picada finamente. Adicione a folha de louro e o ramo de salsa e deixe alourar. Depois, junte o pimento, previamente limpo de sementes, lavado e cortado em cubos pequenos. Entretanto, tire o pedúnculo ao tomate. Escalde em água a ferver para que a pele e as sementes saiam facilmente. Pique o tomate e ponha no refogado. Deixe apurar. Adicione os pedaços de búzios e tempere com sal, pimenta e piripiri. Acrescente o feijão já cozido e uma parte do líquido da sua cozedura e leve a ferver até apurar.
terça-feira, 8 de julho de 2014
Lendas do Alentejo Litoral - Lenda da origem do nome de Grândola
Conta-se então que, antigamente, a zona de Grândola estava cheia de mato, no qual se escondia muita caça grossa, como por exemplo, javalis e veados.
Os príncipes do reino vinham para aqui caçar em grupo, juntamente com os seus caçadores e criados. Um dos príncipes, D. Jorge de Lencastre, construiu neste local uma casa, para ficar por cá uns dias e preparar as suas pândegas com os seus amigos e caçadores. Juntaram-se a este grupo muitos caçadores e houve necessidade de edificar mais casas, nascendo assim uma pequena aldeia. Certo dia, no fim de uma caçada, abateram um enorme e gordo javali. Enquanto cozinhavam num grande caldeirão, alguém terá exclamado:
- Oh!!! Que grande olha!
Daí em diante o lugar passou a chamar-se “Grandolha”, mais tarde “Grandolla”, até atingir a forma actual de Grândola.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Gastronomia Alentejana - Areias de Sines
Concelho: Sines
Ingredientes:
500 g de açúcar
150 g de amêndoa
180g de doce de chila
1 colher de sopa de manteiga
10 gemas
1 ovo inteiro
1 colher de sopa de farinha
Preparação:
Ingredientes:
500 g de açúcar
150 g de amêndoa
180g de doce de chila
1 colher de sopa de manteiga
10 gemas
1 ovo inteiro
1 colher de sopa de farinha
Preparação:
Leve o açúcar ao lume com 2 dl de água até fazer uma calda fraca. Junte a manteiga e a amêndoa pelada e ralada e misture bem, retire do lume e deixe arrefecer. Bata o ovo com a farinha e junte ao preparado anterior. Adicionar as gemas ligeiramente batidas e o doce de chila. Mexa bem. Deite a massa em formas pequenas, untadas com manteiga e polvilhadas com farinha. Leve ao forno bem quente (250º C) durante cerca de 10 minutos. Corte quadrados de papel de seda de várias cores e embrulhe as areias utilizando dois papéis de cores diferentes sobrepostos para cada areia.
Lendas do Alentejo Litoral - Lenda da represa romana
Uma mulher que, numa noite de luar, conduzia uma vaca, ao passar junto de uma represa, viu sobre esta uma moura que se penteava com um pente de ouro. Disse-lhe a moura:
- A tua vaca vai ter dois bezerros iguais; não uses o leite dela a não ser para os alimentar e, quando forem adultos, vem apresentar-mos.
Nasceram efectivamente dois bezerros idênticos, brancos, e na verdade a mulher não deu outro destino ao leite da vaca que não o recomendado pela moura. Porém, um dia perante o rogo de uma vizinha que necessitava urgentemente de leite para acudir a um enfermo, cedeu-lhe parte do que tinha na vasilha. Logo reconheceu o erro cometido e, irritada, derramou o resto do leite sobre um dos bezerros, que, de imediato e com grande espanto seu, se viu ficar coberto de malhas. Quando os animais ficaram adultos, a mulher conduziu-os de noite até ao local da represa. Aí lhe apareceu a moura, que ordenou que os levasse para dentro de água, ao que ofereceram alguma resistência.
Apareceu então uma canga sobre os bois, que começaram a puxar algo que estava soterrado nas areias depositadas e que, ao emergir daquelas, se revelou surpreendente: uma enorme trave de ouro reluzente. Cedo se quebrou o encanto, o boi malhado cedeu e ajoelhou logo, afundando-se a trave e desaparecendo a moura. Ouviu-se então uma voz:
- Carriba boi bragado, tiravas a trave de ouro se não te têm o leite roubado.
domingo, 6 de julho de 2014
Lendas do Alentejo Litoral - Anta 2
A anta fica no cimo do sítio do Outeiro do Ouro, a uns três km e ao sul de Grândola, sobranceira à estrada que vai daquela vila a Santiago do Cacém. Do local goza-se dilatado horizonte, pois o Outeiro do Ouro é um dos mais altos de ali.
Diz o povo que nesse outeiro está enterrado um tacho cheio de ouro, com as asas de fora, e que quanto mais se cava para o procurar, mais ele se enterra. Não se entende como é que, estando o tacho com as asas de fora, se enterra cada vez mais, a não ser que elas sejam muito compridas, mas assim conta a lenda. Sem dúvida que o nome do outeiro se relaciona com a lenda – ou esta lhe deu origem ou vice-versa.
domingo, 29 de junho de 2014
sexta-feira, 27 de junho de 2014
quinta-feira, 26 de junho de 2014
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Lendas da Serra de Matamores
A serra do Mata Amores teve origem no nome Mato de Mouros.
Dizem as pessoas que em tempos que já lá vão, aparecia nessa zona uma princesa moura, de beleza rara e que vivia nas pedras.
Todos a desejavam ver, mas ela só aparecia na manhã de S. João com um tabuleiro de passas à cabeça para oferecer às pessoas. Diz a lenda que quem entrasse na sua casa ficava encantado e nunca mais regressava.
Versão de Fortios (Portalegre), recolhida pelos alunos da Escola Básica do Primeiro Ciclo de Fortios e publicada em http://www.eb1-fortios.rcts.pt/
segunda-feira, 23 de junho de 2014
domingo, 22 de junho de 2014
sábado, 21 de junho de 2014
quinta-feira, 19 de junho de 2014
terça-feira, 17 de junho de 2014
segunda-feira, 16 de junho de 2014
domingo, 15 de junho de 2014
Lenda da Serra de Frei Álvaro
Na serra de Frei Álvaro está uma serpente verde muito velha que é um encantamento. Quem conseguir quebrá-lo encontrará um tesouro.
Versão de Ribeira de Nisa (Portalegre) contada por Aníbal Candeias Tavares (n. 1973) cerca de 1986. Recolhida e publicada por Ruy Ventura (1996) – “Algumas Lendas da Serra de São Mamede”, separata de Ibn Maruán – Revista Cultural do Concelho de Marvão, nº 6, Dezembro: 32.
sexta-feira, 13 de junho de 2014
quinta-feira, 12 de junho de 2014
quarta-feira, 11 de junho de 2014
segunda-feira, 9 de junho de 2014
domingo, 8 de junho de 2014
sábado, 7 de junho de 2014
sexta-feira, 6 de junho de 2014
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Lenda da Serra da Penha
Um chefe mouro, reconhecendo que não tinha tropas que chegassem para enfrentar um aguerrido exército invasor dos seus domínios, abandonou o amuralhado da cidade e refugiou-se com a família e a corte nos brejos da serra. Carregadas por escravos iam, no meio do apressado cortejo em fuga, as arcas cheias de tesouros, para serem depostas em lugar seguro, longe da cobiça dos agressores.
Mas um escravo escapou-se do emboscado acampamento e foi avisar o comandante inimigo. A partir daí, já nada podia salvar os foragidos. Ouvindo o grito da soldadesca que, de lanças e alfanges em punho, trepava as faldas da montanha, o chefe dos sitiados percebeu que ele e os seus não podiam esperar clemência. Chamou de parte a sua filha, linda menina moura, e disse-lhe, contendo as lágrimas:
- Tu és a jóia mais preciosa dos meus tesouros. Junto deles vou encantar-te, para que nenhumas mãos impuras aflijam a tua inocência.
E assim fez. Ele, que tinha poderes mágicos, transformou a filha e as arcas carregadas de riquezas em pedras de uma gruta. Depois, ainda tentou usar da mesma magia para ele próprio e os seus mais próximos, mas já não foi a tempo. Uma lança interceptou-lhe as palavras mágicas que ia proferir.
Contam os mais velhos que aquele sítio se chama Cova da Moura, porque, em noites de luar, ainda há quem veja a menina vestida de branco, a andar sem rumo pelo alto da serra. Ouvem-na lamentar-se em língua estranha e chorar os pais e a felicidade que perdeu. Impressão será ou o sussurro do vento pelo meio da folhagem dos castanheiros...
Seja do que for, os mais velhos acreditam que a moura encantada da Serra da Penha guarda arcas e arcas de tesouros por desencantar. Vale a pena ir lá de propósito, em passeio, que mais não seja porque do alto da colina, onde a meio da encosta, alveja uma ermidinha, se abrange todo o casario da cidade
de Portalegre, o perfil do Castelo, as torres da Sé e, longe, a Serra de S. Mamede e a imensa planura alentejana. É outra forma de encantamento.
Versão literária escrita por António Torrado
quarta-feira, 4 de junho de 2014
terça-feira, 3 de junho de 2014
domingo, 1 de junho de 2014
sábado, 31 de maio de 2014
quinta-feira, 29 de maio de 2014
terça-feira, 27 de maio de 2014
domingo, 25 de maio de 2014
Lenda da Serra da Penha
Dizem que há muitos anos os mouros moravam na Rua da Mouraria. Um dia em que estavam em guerra com outro povo, um rei mouro fugiu para a Serra da Penha, e se escondeu ali com os fidalgos, as jóias e uma filha.
Mas o outro rei descobriu-o e foi para a Serra para o matar.
Então, o rei para salvar a filha encantou-a e ela ficou escondida com as jóias, numa gruta que ali se encontrava. Ainda hoje chamam a essa gruta "A Cova da Moura".
Algumas pessoas mais velhas dizem que nas noites de luar se via uma princesa vestida de tule branco passando no alto da Serra a chorar com saudades dos pais, que viu a matar, sem os poder ajudar.
Versão de proveniência desconhecida, talvez de Portalegre. Publicada em: http://209.85.229.132/search?q=cache:N8wUMLlkKqsJ:www.cm-portalegre.pt/page.php%3Ftopic%3D20+%22lenda%22+%22portalegre%22&cd=2&hl=pt-PT&ct=clnk&gl=pt
sexta-feira, 23 de maio de 2014
quinta-feira, 22 de maio de 2014
quarta-feira, 21 de maio de 2014
segunda-feira, 19 de maio de 2014
sábado, 17 de maio de 2014
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Lenda da Serra da Penha
Conta-se que nesta Serra, muito próximo da cidade, um feiticeiro encantou uma princesa moura e a transformou em rochedo. À noite ela sai, e do alto brada pelo pai. Quem conseguir entrar pelo buraco, sem que a cobra que a guarda o veja, casa com a princesa, que dizem chamar-se Catarina.
Versão de Portalegre, recolhida (em 1984) e publicada por Maria Tavares Transmontano (1997) – Subsídios para uma Monografia de Portalegre, Portalegre, Câmara Municipal de Portalegre: 136.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
terça-feira, 13 de maio de 2014
segunda-feira, 12 de maio de 2014
domingo, 11 de maio de 2014
sexta-feira, 9 de maio de 2014
quinta-feira, 8 de maio de 2014
quarta-feira, 7 de maio de 2014
terça-feira, 6 de maio de 2014
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Lenda da Ponte da Portagem
Diz a lenda que amofinados porque o Sever, ainda aqui simples Ribeira de Marvão, durante as quadras outonal, invernosa e primaveril, não dava fácil passagem a vau, obrigando a largos rodeios, os habitantes da região assentaram de, à custa de sacrifícios embora, construírem uma ponte.
Discutia-se acaloradamente os meios mais próprios de efectivar tão útil empreendimento, quando um cavaleiro desconhecido […] se prontificou a fazer pronta e seguramente a ponte.
Apenas punha uma condição, a seu ver de pequena monta – a entrega das almas de toda a população que nada sofreria nesta vida, aplanadas todas as dificuldades por D. Belzebut […].
Crentes fiéis de Mafoma, os habitantes pouco hesitaram na resolução. […] E Satanás, lá se deixou embair mais uma vez, aceitando a condição de que a paga, estipulada para o seu enorme trabalho, só seria devida se a ponte se iniciasse e completasse desde o pôr ao nascer do sol consecutivo.
Como homem de recursos, Lúcifer […] conseguiria triunfar se Mahomet, constantemente assediado pelos seus crentes, cuja lamúria crescia há medida do rápido progredimento da obra, se não resolvesse a intervir, extraviando a pedra que falta e impedindo que antes do nascer do sol a ponte estivesse de todo pronta.
Versão literária de proveniência desconhecida, publicada por Alexandre de Carvalho Costa (1982) – Marvão, suas freguesias rurais e alguns lugares, s/l, Câmara Municipal de Marvão: 33 – 34.
domingo, 4 de maio de 2014
sábado, 3 de maio de 2014
quinta-feira, 1 de maio de 2014
terça-feira, 29 de abril de 2014
domingo, 27 de abril de 2014
sábado, 26 de abril de 2014
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Lenda da Ponte da Portagem
A ponte romana da Portagem tinha que ser feita numa só noite.
Eram quatro galos e não sabiam qual cantava primeiro. Então os mouros meteram mão ao trabalho, porque, se cantasse o galo preto, tinham que largar tudo, pois corriam perigo.
Mas por sorte cantou primeiro o galo amarelo e gritaram todos:
“Trabalha o martelo!”
E continuaram com toda a pressa. E cantou o galo pedrês:
“E toca a trabalhar a torquês!”
E ainda com mais pressa porque já tinham cantado dois galos. E cantou o galo branco e gritaram todos:
“Ainda não me espanto!”
E mais pressa tinham. Só faltava o preto que era o do perigo. E lá canta o preto.
“Oh, com esse não me meto!”
Toca a largar tudo sem tão pouco olhar para trás.
E assim sendo, conta a lenda que ficou a ponte por acabar, pois faltava colocar a última pedra.
Versão de Portalegre, registada em 2001 por Rita de Jesus Cordas Barroqueiro (n. Reguengo, 1934) e transcrita por Ruy Ventura (2005) – Contos e Lendas da Serra de São Mamede, antologia breve, Almada, Associação de Solidariedade Social dos Professores: 81.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
segunda-feira, 21 de abril de 2014
sábado, 19 de abril de 2014
quinta-feira, 17 de abril de 2014
quarta-feira, 16 de abril de 2014
terça-feira, 15 de abril de 2014
Lenda da Pedra da Moura
No sítio em que o rio Caia se aproxima da ribeira de Arronches, fica uma grande pedra que está sempre rodeada por água. Nela está uma moura encantada.
O pai da moura, que era rei, queria que ela casasse com um nobre escolhido por ele, mas a princesa não quis casar, porque gostava de um príncipe mouro que estava na guerra. Por isso foi encantada na pedra.
Nas noites de São João, a moura senta-se na pedra a cantar canções delicadas ao jovem guerreiro.
Quem passar nessa noite pela pedra da moura, morre. Mesmo quem não acredita na lenda não passa pela pedra da moura na noite de São João.
Versão, de proveniência desconhecida, recolhida por Maria Guadalupe Transmontano Alexandre e publicada por Ruy Ventura (2005) – Contos e Lendas da Serra de São Mamede, antologia breve, Almada, Associação de Solidariedade Social dos Professores: 102.
domingo, 13 de abril de 2014
sexta-feira, 11 de abril de 2014
quarta-feira, 9 de abril de 2014
segunda-feira, 7 de abril de 2014
domingo, 6 de abril de 2014
sábado, 5 de abril de 2014
Lenda da Moura dos Fortios
Dizem que um moço, ao voltar do namoro, passou por uma velhinha com um tabuleiro de passas, que lhe disse:
- “Tire uma passinha.”
Ele recusou, ela insistiu, e ele tirou duas passas. Quando já tinha andado um bom bocado de caminho, lembrou-se de comer uma passa, mas ficou espantado ao encontrar duas moedas de ouro. Voltou ao sítio onde tinha encontrado a velha, e ali encontrou o tabuleiro com meio braço humano. Pensando no ouro levantou o meio braço, e então ouviu tantos gemidos e tão fortes, que faziam tremer o chão.
Largou-o cheio de medo.
Versão de Fortios (Portalegre), recolhida (em 1984) e publicada por Maria Tavares Transmontano (1997) – Subsídios para uma Monografia de Portalegre, Portalegre, Câmara Municipal de Portalegre: 133 – 134.
quinta-feira, 3 de abril de 2014
quarta-feira, 2 de abril de 2014
terça-feira, 1 de abril de 2014
segunda-feira, 31 de março de 2014
sábado, 29 de março de 2014
quinta-feira, 27 de março de 2014
terça-feira, 25 de março de 2014
Lenda da Moura do Reguengo
Ao lado da ermida de S. Mamede nasce um ribeiro chamado da Azenha Queimada. Desde de socalco em socalco, até despenhar-se de cascata em cascata, sobre uma massa rochosa, com metro e meio de profundo, um de largura e dois de comprimentos.
A lenda diz que está ali uma moura encantada.
As mulheres diziam com convicção que em certos dias viam olhos de azeite e bocadinhos de alface à superfície da água.
Certo dia, um homem que vinha dos lados da ermida passou junto à cova da moura, e viu uma jovem duma beleza que nunca tinha visto. Tão surpreendido ficou, que mal lhe disse: “Deus te salve”.
A jovem disse-lhe:
“Sei que és boa pessoa, e a tua mulher também. Leva-lhe este cinto para ela usar.”
O homem agradeceu, e pôs-se a caminho. Ao entrar no souto da Quinta da Relva, deparou com um castanheiro que tinha uma pernada quase a tocar no chão. Resolveu pôr o cinto em volta dela, para ver o efeito que iria causar, quando a mulher o pusesse. De repente, o ramo onde tinha posto o cinto partiu-se. E o homem repetiu: “Meu Deus, se o tivesse posto à minha mulher!”
Imediatamente ouviu a moura dizer:
“Ingrato, que dobraste o meu encanto!”
O homem fugiu cheio de medo.
Diz a lenda: se o homem tivesse levado o cinto e a mulher o tivesse posto, nesse momento quebrava-se o encanto da moura, seguindo ela o seu destino.
Assim, ficou novamente a moura encantada, até que se lhe depare nova oportunidade.
Versão de Reguengo (Portalegre), recolhida por Manuel António Sequeira e publicada por Maria Tavares Transmontano (1997) – Subsídios para a Monografia de Portalegre, Portalegre, Câmara Municipal de Portalegre: 132 – 133.
segunda-feira, 24 de março de 2014
Assinar:
Comentários (Atom)






























.jpg)





