sábado, 24 de maio de 2025
quinta-feira, 22 de maio de 2025
Castelo de Arraiolos
Monumento Nacional, compreende a muralha da antiga povoação e os Paços dos Alcaides. A sua construção teve inicio no ano de 1306, após a assinatura do contrato entre o rei D. Dinis e o Concelho da vila, alcaide e Juizes em 26 de Novembro de 1305.
Coroado no vértice pela antiga Igreja do Salvador séc. XVI, dele se vislumbra a imensidão e a beleza da paisagem circundante, permitindo um olhar distinto sobre o centro histórico da vila.
Época Construção: Séc. XIV
segunda-feira, 19 de maio de 2025
quinta-feira, 15 de maio de 2025
Arraiolos - O Tapete está na Rua
“O Tapete está na Rua” tem como objetivo promover – salvaguardar, divulgar e dar a conhecer – os “saberes e saberes fazer”, que numa região, as gentes souberam ou puderam expressar, é mais valia necessária e indispensável a todo e qualquer processo de desenvolvimento integrado, seja qual o âmbito que circunscreve (local, regional, nacional).
“O Tapete está na Rua” é um evento promovido pelo Município de Arraiolos e integra um conjunto de atividades culturais, nomeadamente espetáculos, exposições, colóquios e debates, com especial destaque para a “Mostra de Tapetes de Arraiolos”.
Esta iniciativa pretende trazer para Arraiolos desenvolvimento socioeconómico e cultural através da mostra “Tapetes de Arraiolos” que se realiza no Centro Histórico da Vila, dando a conhecer o artesanato, a gastronomia e outros produtos locais.
Através de exposições e diversas atividades, este certame pretende salvaguardar, preservar e divulgar a qualidade e diversidade da identidade arraiolense e alentejana, valorizando o artesanato mais genuíno “O Tapete de Arraiolos” que tem transitado de geração em geração.
O Tapete está na Rua chama à Vila de Arraiolos todos os visitantes, para que lhes possa mostrar as potencialidades para o turismo de qualidade.
Os largos e as ruas abrem-se em mostras e exposições que refletem a diversidade cultural dos que o Alentejo viu nascer ou daqueles que encontraram nestas terras fonte de inspiração.
Nesta ótica, o projeto “O tapete está na Rua”, mais do que evento pontual de valorização e promoção das representações culturais locais, pretende afirmar-se como proposta de intervenção cultural abrangente, onde a componente “viabilização de um melhor e maior desenvolvimento socioeconómico” é elemento preocupante.
Os tapetes de Arraiolos, têxteis bordados de qualidade são, de há séculos, imagem de marca a que a vila e o concelho são indissociáveis.
Arte antiga feita de muitos “saberes” e um mesmo “saber fazer” que artesãs exímias souberam construir.
segunda-feira, 12 de maio de 2025
Heráldica - Concelho de Arraiolos - Parte 3
Esquartelada de branco e de púrpura. Cordões e borlas de prata e de púrpura. Haste e lança douradas.
O selo é circular, tendo ao centro as peças das armas, sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres: «Câmara Municipal de Arraiolos».
sexta-feira, 9 de maio de 2025
quinta-feira, 8 de maio de 2025
Arraiolos - Monumento à Tapeteira
O Monumento à Tapeteira foi inaugurado no dia 23 de Dezembro/2001, com toda a importância histórica que releva do artesanato a que Arraiolos deu o seu próprio nome.
O Monumento é da autoria de Armando Alves.
A mais antiga referência a “hum tapete da tera novo avalliado em dous mill Reis” , tapete feito na vila e referenciado no inventário de Catarina Rodrigues, mulher de João Lourenço, lavrador e morador na herdade de Bolelos, é de 1598 (Dr. Jorge Fonseca – Inventário Municipal).
Na sua investigação, o Dr. Jorge Fonseca encontrou ainda outra referência, em 1608, no inventário de Juliana Dordio, mulher de Belchior Meirinho, moradora em Arraiolos, na Rua da Cruz, onde entre os bens do casal aparece “hum tapete por acabar avalliado em mil Reis” e mais à frente “huns pouquos de novellos de fiado de lam pera tapete de cores avalliados em tressentos Reis”. Podemos admitir fortemente a hipótese de a bordadeira ser a própria Juliana Dordio, que a morte surpreendeu na realização da sua obra. Será, então, Juliana Dordio a mais antiga bordadeira de Arraiolos cujo nome chegou até nós?
São séculos de história, gerações e gerações de bordadeiras que fizeram chegar até aos nossos dias o património inestimável que são os Tapetes de Arraiolos.
Foram as tapeteiras que “pacientemente dominaram os motivos de pássaros, flores, medalhões, palmetas e barras geométricas, desenvolvendo uma arte decorativa por excelência, que se instalou no quotidiano das populações. Os tapetes estão intimamente ligados ao modo de vida e à sociabilidade de Arraiolos proporcionando momentos únicos de familiaridade: é ver os grupos de mulheres sentadas à sombra das casas e dos muros, nos dias longos e luminosos, bordando pacientemente os tapetes que depois se instalam no interior das habitações. As tapeteiras são, ainda hoje, o alicerce de um circuito cultural que liga a casa à rua, Arraiolos e o resto do mundo. Homenageá-las através de um monumento com estas características, corresponde a um ato que só pode reforçar a identidade desta terra e dos seu valores mais expressivos.”(1)
O Monumento integra um mosaico sugerindo um tapete de Arraiolos e um painel cerâmico alusivo ao labor das tapeteiras. Na parte de trás, nos dois planos inclinados podemos ver um baixo relevo sugerindo as colinas de Arraiolos encimados pelo castelo. Na base destes planos aparece-nos um espelho de água com iluminação e um pequeno repuxo.
O autor do Monumento, Armando Alves, nasceu em Estremoz no ano de 1935, fez o Curso de Preparação às Belas Artes na Escola de Artes Decorativas António Arrio em Lisboa.
Armando Alves completou o Curso de Pintura da Escola Superior de Belas Artes do Porto, onde foi professor assistente de 1962 a 1963.
Armando Alves, pintor Alentejano, tal como o Arraiolense Dordio Gomes, fixou-se no Porto onde desenvolve a sua atividade artística, sendo a sua obra exposta frequentemente no país e no Estrangeiro.
(1)Memória descritiva do Monumento da autoria de Armando Alves.
segunda-feira, 5 de maio de 2025
Heráldica - Concelho de Arraiolos - Parte 2
De negro, com um castelo de prata aberto e iluminado de púrpura, acompanhado por dois cachos de uvas de púrpura, folhados e sustidos de ouro.
Em chefe, três abelhas de ouro e em contra-chefe duas faixas ondadas de prata e uma de azul.
Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres: «Vila de Arraiolos», de negro.
sexta-feira, 2 de maio de 2025
quinta-feira, 1 de maio de 2025
Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos
O Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos é um espaço museológico permanente e ao serviço da comunidade, que tem como missão promover o estudo e a divulgação do Tapete de Arraiolos, assim como a sua conservação, proteção, valorização e reconhecimento enquanto património histórico, artístico e etnográfico, tanto na sua vertente material como imaterial.
Instituição museológica de tutela municipal, assume-se como um centro de divulgação e estudo das áreas da História, Artes Decorativas e Etnografia que pretende estabelecer e promover relações com os diferentes públicos e comunidades, sendo o Tapete de Arraiolos o ponto de partida e de chegada a uma viagem pela arte e pelo artesanato de feição portuguesa.
O Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos é o resultado de uma reflexão em que se pretendeu associar a história, origens e influências do Tapete de Arraiolos, ao seu processo artesanal de produção, às suas técnicas e materiais, bem como apresentar a sua evolução artística, material e técnica.
https://www.tapetedearraiolos.pt/
segunda-feira, 28 de abril de 2025
Heráldica - Concelho de Arraiolos - Parte 1
Afirma Cunha Rivara, historiador Arraiolense, na sua obra “Memórias da Vila de Arraiolos” que “… por certo em princípios do século XIII já havia povoação no sítio de Arraiolos…”
Certo é também que a abundância de vestígios relacionáveis com o final do Neolítico ou mesmo com o calcolítico, são um sinal de uma significativa ocupação humana a partir do IV Milénio A.C. e, provavelmente, “na proto-História, o grande local de habitat corresponderia já à atual elevação onde se localiza o Castelo de Arraiolos”.
Em 1217 com a concessão do termo de Arraiolos pelo rei D. Afonso II, ao Bispo de Évora D. Soeiro e ao cabido da Sé da mesma cidade, que se inicia um novo capitulo da nossa história.
Em 1290, Arraiolos recebe o 1º Foral, de D. Dinis, e o mesmo monarca manda edificar o Castelo em 1305, sendo que no dia 26 de Dezembro de 1305 o Concelho representado por João Anes e Martim Fernandes, outorgou com o Rei o contrato para a sua feitura.
Arraiolos foi condado de D. Nuno Álvares Pereira – 2º conde de Arraiolos – a partir do ano de 1387. Antes de recolher ao Convento do Carmo em Lisboa, o Condestável do reino, permaneceu aqui longos períodos da sua vida.
Em 1511, Arraiolos recebeu Foral Novo de D. Manuel.
Ao longo dos anos foram muitas as alterações do seu território, tendo limites administrativos definidos a partir de 1736, sofreu, entretanto, várias alterações:
– Inclusão no distrito de Évora (1835) ; Anexação do concelho de Vimieiro (1855) ; Anexação do concelho de Mora (1895) ; desanexação do concelho de Mora (1898)
quinta-feira, 24 de abril de 2025
segunda-feira, 21 de abril de 2025
quinta-feira, 17 de abril de 2025
segunda-feira, 7 de abril de 2025
Igreja da Fonte Santa (Terena)
Nos princípios da construção da igreja de Nossa Senhora da Fonte Santa, que seria para ser construída no alto de uma colina, as ferramentas deixadas pelos pedreiros de um dia para outro iriam aparecer sempre no local onde é hoje a igreja. A massa para os trabalhos endurecia muito rapidamente e começou por jorrar uma fonte em direção à ribeira de Lucefécit. Por estas razões, construíram então a igreja no local atual.
Castelo Velho e Pedra do Charro (Terena)
No sopé da vertente Norte abre-se uma pequena galeria irregular, artificialmente afeiçoada, conhecida como a Casa da Moura; pode tratar-se quer de uma sondagem de mineração quer de um espaço ritual, com paralelos nos ‘santuários’ etnográficos frequentes na região, cuja caraterística comum é a existência de uma cavidade na rocha e que a tradição popular atribui sistematicamente às mouras encantadas. (…) Numa pequena elevação coroada por uma formação rochosa de forma vagamente antropomórfica, junto da presumível entrada principal do povoado, regista-se a presença de cerâmicas, escórias de fundição e restos de estruturas. A tradição popular considera este local, denominado ‘Pedra do Charro’, a sepultura de um bandoleiro solitário, o Charro, enterrado com todas as suas riquezas. De fato, pode tratar-se de uma área de habitat marginal, nomeadamente o local das atividades metalúrgicas, numa determinada época do povoado. Pode tratar-se também de uma necrópole relacionada com o povoado, o que daria algum fundamento à tradição local.
(In Calado, Manuel, Carta Arqueológica do Concelho de Alandroal, 1993)
Nossa Senhora da Boa Nova (Terena)
Duas lendas se contam a propósito da capela de Nossa Senhora da Boa Nova. A primeira reza assim: Os mouros estavam prestes a invadir Castela e uma batalha estava iminente. D. Afonso XI, sogro de Afonso III de Castela, foi visitado em Évora (onde estavam as Cortes) pela filha D. Maria para lhe pedir auxílio. O pai disse-lhe que não ajudaria o genro. No caminho de regresso, a rainha dormiu em Terena. Entretanto, o pai mudou de ideias e mandou dois vassalos informar a filha. Dormiram na vila do Redondo, levantaram-se mais cedo e foram apanhar D. Maria onde agora está a cruz, quando o sol estava a nascer. Ao saber da boa nova, ali se ajoelhou e declarou que mandaria construir no local uma capela em nome de Nossa Senhora da Boa Nova. À ribeira deu-lhe o nome de Lucefécit porque na altura a luz se fez, ou seja, ao romper da manhã. Já na segunda, dizia-se existir uma prisão junto ao mar, onde estava um prisioneiro com algemas nos pés e mãos. Declarava-se inocente, mas ninguém acreditava. Certo dia o carcereiro foi-lhe levar a comida e reparou que as algemas tinham desaparecido; o prisioneiro afirmou não saber o que tinha acontecido. Passou algum tempo e as algemas desapareciam constantemente, até que um dia o prisioneiro disse que as algemas estavam em Terena, na Igreja de Nossa Senhora da Boa Nova. Quando os guardas se deslocaram à igreja encontraram as algemas, então foram obrigados a soltar o prisioneiro.
Fonte do Alandro (Mina do Bugalho)
Esta fonte situa-se junto a uma ribeira que corre a um quilómetro da aldeia. Foi-lhe atribuído este nome porque as pessoas, para beberem água dela, teriam que utilizar uma folhinha colocada na bica, de seu nome alandro, sendo essa a explicação para o nome da fonte. Diz-se ainda que nessa fonte está enterrada uma panela com objetos valiosos e junto da panela encontra-se uma cobra. Quem conseguir ir sozinho à meia-noite e escavar no local onde se encontra a cobra, deixando que ela lhe chegue à testa, pode levar o que a panela contém. Se acontecer o contrário (não deixando
que a cobra lhe chegue a testa, ou recusar nesse momento e tentar fugir), a pessoa será atacada e destruída pela mesma cobra.
Juromenha
Diz a lenda que um rico Godo, desejando ter herança e amores não correspondidos com sua irmã Mégnia ou Menha, resolveu prendê-la no castelo, no intuito de a convencer. A isso sempre se recusou a jovem dizendo: Jura Menha que não… Ainda hoje uma das torres do castelo tem a denominação de torre da Menha, por supostamente ali ter estado presa a dita donzela.
Ermida de S. Bento (Alandroal)
Alandroal - Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Rosário
Desconhece-se a data da instituição da Igreja, contudo pelo seu aspeto parece obra típica do Século XVII e melhorada em épocas posteriores, mas já existia no ano de 1588.
Alandroal - Igreja de Nossa Senhora dos Remédios
Sede de freguesia desde épocas remotas e dependente do extinto concelho de Terena, já existia como curado no ano de 1534, data da visitação eclesiástica ordenada pelo Cardeal Infante D. Afonso, Bispo de Évora.
O templo subsistente é, todavia, vestígio de uma transformação posterior, e a sua fundação deu-se em terras da coroa, então chamadas de Vil Nova.
Alandroal - Ermida de Santo António
Situada no arrabalde setentrional da vila fortificada, é de fundação antiga mas desconhecida e aparenta ser, segundo o exame arquitetónico, obra da 1ª metade do século XVIII.
Fortaleza de Juromenha
Implantada sobre o Rio Guadiana tem vestígios de ocupação desde a época Romana, sendo este um bom exemplo da evolução dos sistemas de fortificação. A estrutura defensiva sobrevive desde o período árabe, do qual perduram parte da muralha, uma porta e torres em taipa militar islâmica; durante parte do domínio muçulmano foi considerada a praça-forte de defesa da envolvente a Badajoz. Já sobre o domínio cristão, no reinado de D. Dinis, recebeu obras profundas. Durante a Guerra da Restauração foi construída a nova estrutura abaluartada, adaptada à artilharia da época, de planta poligonal e com duas cinturas de muralhas.
O castelo ocupou lugar de relevo nas lutas da formação da nacionalidade, conquistada aos mouros em 1167 por D. Afonso Henriques. Nas disputas territoriais, tanto com muçulmanos como com castelhanos, o castelo passou a ocupar um lugar de relevo da defesa da nacionalidade portuguesa.
No interior da fortificação existem duas igrejas (a da Misericórdia e a Matriz), a cadeia (edifício cuja configuração actual data do século XVII), os antigos Paços do Concelho cuja fachada ruiu um 1930, diversas ruínas pertencentes ao aglomerado urbano e a antiga cisterna de planta quadrangular.
Alandroal - Ermida de São Sebastião
Situada no caminho para o Santuário da Boa Nova e integrada no Cemitério Público a partir de 1870. Desconhece-se a origem da sua fundação histórica mas sabe-se que já existia nos alvores do século XVI, segundo o desenho de Duarte de Armas. Também sofreu com o terramoto de 1755.
Alandroal - Igreja da Misericórdia
Não se sabe a data da sua fundação, mas talvez tenha origem quinhentista, ainda do reinado de D. João III. Está situada na Rua Direita, delimitada pelos antigos Paços do Concelho e pela Torre do Relógio.
Castelo de Terena
Não se sabendo ao certo a data da sua construção, mas pensa-se que poderá ter sido no século XIII, após a atribuição do foral à povoação por Gil Martins e a sua mulher, D. Maria João.
As fontes tradicionais afirmam que a fortificação da vila se deveu ao rei D. Dinis, todavia a versão documental atribui a feitoria desta obra a D. João I, monarca que integrou o burgo no Padroado da Ordem de Avis.
A fortificação sofreu várias obras ao longo dos séculos, sendo talvez a intervenção de maior realce a ocorrida no período manuelino, em particular na entrada principal, com arcos adornados por bolas e entrelaçados.
O Castelo sofreu estragos consideráveis em 1755, que foram corrigidos, parcialmente, a partir de 1972, pela Direção geral dos Monumentos Nacionais.
Igreja de Nossa Senhora da Consolação
Capela Tumular de Diogo Lopes de Sequeira, 4º Governador Geral da Índia, grande descobridor e navegante dos mares de África e do Oriente, enaltecido por Camões nos Lusíadas (X,52) e alcaide-mor da vila de Alandroal. Fundada em 1520.
Alandroal - Ermida de Nossa Senhora das Neves
Fundada em finais do século XV, possivelmente no reinado de D. Manuel I, com o patronímico de N.ª Sr.ª das Hervas. Foi integrada em 1884 no Cemitério Público Municipal.
Alandroal - Igreja de São Pedro
Fica situada à entrada da vila, no caminho para Vila Viçosa. Fundada pelo povo alandroalense nos fins do século XVI.
Alandroal - Ermida de São Bento
É desconhecida a data da sua fundação mas encontra-se ligada à lenda de que um eremita de nome João Sirgado, se deslocava todos os dias ao local para orar a S. Bento da Contenda e este salvou a vila dos males da peste de 1580, a troco da construção da ermida em seu nome.
Alandroal - Ermida de Santo António
Construída em época incerta do século XVII, a poder de esmolas dos devotos do santo, em local fora da vila mas hoje nela integrada e na saída para Juromenha, sofreu profundos estragos originados pelo terramoto de 1755, os quais foram reparados ulteriormente.
Alandroal - Ermida de São Sebastião
Alandroal - Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição
Situada no interior do Castelo de Alandroal, a Igreja Matriz de N.ª Sr.ª da Conceição encontra-se adossada à Torre de Menagem. De arquitetura manuelina, barroca e neoclássica, é constituída por nave única.
A fundação da igreja paroquial de N.ª Sr.ª da Graça parece remontar às origens do castelo e sabe-se que já existia no ano de 1320 ainda como capelania de Juromenha e em 1359 como comenda da Ordem de Avis. Com a Independência Nacional a consagração do templo passou à Imaculada Conceição.
Alandroal - Igreja Matriz de São Pedro
A fundação do templo é muito antiga pois já existia em 1394 e, segundo a tradição, sucedeu ao curado de N.ª Sr.ª da Boa Nova. O primitivo templo perdeu-se completamente e o único vestígio da obra posterior, quinhentista, assinala-se na capela-mor.
Castelo de Alandroal
Segundo duas das fascinantes inscrições existentes no castelo, a sua obra iniciou-se em Fevereiro de 1294 e terminou exactamente quatro anos depois; a mesma fonte nos diz que foi seu construtor o mouro Galvo. Porém, ainda em 1280 se fazem referências às relações entre a Ordem de Avis e o Alandroal. No foral Manuelino (1514) refere-se uma primeira carta de foro passada por D. Afonso Henrique, contudo crê-se tratar de um erro e que o primeiro foral seja de 1486, já com D. João II. Era notável a presença da Ordem de Avis no concelho, onde o Mestre tinha uma coudelaria, e a Ordem possuía várias adegas, vinhas, herdades e coutadas.
Por volta de 1384 dá-se uma investida dos partidários de Castela e Pero Rodrigues, alcaide do Alandroal, resiste e sai vitorioso. Não subsistem notícias de conflitos no castelo do Alandroal, somente das investidas a partir do Alandroal de Pero Rodrigues e dos seus homens em defesa das terras vizinhas.
No decorrer das Guerras da Restauração a povoação, apesar de nunca na linha da frente, volta a ter um papel militar quando a fronteira é reforçada com tropas e cavalaria, envolvendo também o Alandroal, como reforço da retaguarda; é então referida a sua importância, sobretudo pelas suas águas, tão necessárias nos verões rigorosos.
O castelo divide-se no castelejo e na alcáçova, e tem uma organização típica de outros castelos de origem árabe. Possui duas torres junto à porta Legal, outra junto à Porta do Arrabalde, a Torre de Menagem, a Torre dos Paços e mais duas distribuídas pelo restante espaço de muralhas. A Cadeia Comarcã é do século XVIII, altura em que é destruída a barbacã e são construídos os Paços do Concelho. Na alcáçova ainda é possível observar o pátio de armas, com a cisterna e as estruturas que quando Duarte d’Armas o desenhou, em 1509, já estava em ruinas. A janela de arco ultrapassado, e a possível torre Albarrã junto á Torre dos Paços, são provas da influência islâmica na sua construção.
No período das lutas da Independência de 1383-85, teve como alcaide Pêro Rodrigues.






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