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sábado, 25 de agosto de 2012

Gastronomia Tradicional Alentejana - Carne da Matança

Ingredientes: 
entrecosto
alhos
sal
louro
massa de pimentão
banha

Preparação: 
Corta-se o entrecosto aos bocados e tempera-se com os alhos pisados, sal, louro, massa de pimentos e vinho branco. Deixa-se a carne a marinar durante três a quatro dias, dando voltas e adicionando vinho branco q.b. Passados estes dias frita-se a carne na banha. Depois de frita, guarda-se em assado de barro, juntamente com a gordura resultante da fritura. A carne deve ficar totalmente coberta com a gordura. Serve-se aquecendo na propria gordura.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Cancioneiro Alentejano - Moda da Trovoada

Eu já estava de abalada,
 Lindo amor, para te ir ver. 
Armou-se uma trovoada,
 Mais tarde deu em chover! 
Mais tarde deu em chover.
 Sem fazer vento nem nada. 
Lindo amor, para te ir ver,
 Eu já ‘stava de abalada!

 Quando eu queria, não quiseste
 Julgavas que eras mais qu’eu
 Agora que tu já queres

 Agora não quero eu 
 Eu já estava de abalada, 
Lindo amor, para te ir ver. 
Armou-se uma trovoada, 
Etc.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Panorâmica de Arraiolos


Panorâmica de Arraiolos, vendo-se o castelo ao fundo.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1975
Legenda Panorâmica de Arraiolos
Cota DFT4444.1 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Gastronomia Tradicional Alentejana - Carne de Porco à Alentejana (1)

Ingredientes: 
800 g de lombo de porco, 
4 dentes de alho, 
2 colheres de sopa de massa de pimentão, 
4 colheres de banha, 
1 kg de amêijoas, 
sal q.b. 

Preparação: 
Pisam-se os dentes de alho num almofariz com sal grosso (aproximadamente 1 colher de sopa). Esfrega-se a carne primeiramente com a papa de alhos e depois com a massa de pimentão. Deixa-se ficar assim de um dia para o outro, ou melhor, durante 24 horas. Próximo da altura de servir, corta-se o lombo em quadrados regulares e leva-se a fritar com a banha num tacho de barro. Entretanto, tem-se as amêijoas muito bem lavadas. Na altura de servir, juntam-se as amêijoas, deixando-as rapidamente sobre lume forte e servindo-as imediatamente para não secarem. Acompanham-se com batatas fritas.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Cancioneiro Alentejano - Moda da Passarada (Quais, quais)

Maria pois tu não vês 
O passarinho na lenha

 Quais, quais,
 Oliveiras, olivais,
 Pintassilgos, rouxinóis, 
Caracóis, bichos móis, 
Morcegos, pássaros negros, 
Trambolas, galinholas, 
Perdizes, codornizes, 
Cartaxos e pardais, 
Cucos, milharucos, 
Cada vez há mais! 

 As asas a dar a dar, 
O biquinho venha, venha! 

 Quais, quais, 
Oliveiras, olivais, 
Etc.

sábado, 11 de agosto de 2012

Anta capela de S. Dinis, em Pavia


Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1970
Legenda Anta capela de S. Dinis, em Pavia
Cota DFT1565 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 5 de agosto de 2012

Gastronomia Tradicional Alentejana - Caldeirada de Peixe do Rio (2)

Ingredientes: 
750g de peixe do rio previamente preparado,
2 cebolas,
6 dentes de alho,
4 tomates, louro,
1 pimento verde,
1 ramo de salsa,
1 ramo de hortelã da ribeira,
1 ramo de oregãos,
sal,
azeite,
batatas,
água.

Preparação: 
Descascar as batatas às rodelas e cortar as cebolas e os alhos; cortar o pimento às tiras e pelar os tomates. Num tacho, deitar uma camada de batatas, cebola, alho, salsa, peixe, cebola, alho, pimento, tomate, louro, salsa, sal e azeite e assim sucessivamente. A última camada leva os oregãos, a hortelã da ribeira, o vinho e água até mais ou menos meio da panela. Tapar bem e deixar cozer entre 15 a 20 m, após abrir fervura.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Cancioneiro Alentejano - Moda da Lavoura (Lembra-me o Tempo Passado)

Lembra-me o tempo passado 
Tudo se vai acabando 
Os bois puxando o arado
 O almocreve cantando 
O almocreve cantando
 O almocreve cantando 
Cultivando lindos prados 
Quando vejo alguém lavrando 
Lembra-me o tempo passado
 Lembra-me o tempo passado 

 Eu aprendi a canta
 Lavrando em terra molhada
 Lá na solidão dos campos 
Pensando em ti minha amada 
Pensando em ti minha amada

 Lembra-me o tempo passado
 Tudo se vai acabando 
Os bois puxando o arado
 Etc.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Igreja conventual de Nª Sª Esperança, V. Viçosa


Altares de talha dourada e guarniçaõ de azulejos coloridos da capela-mor da Igreja Conventual de Nossa SEnhora da Esperança, em Vila Viçosa. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II, est. 85).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Igreja conventual de Nª Sª Esperança, V. Viçosa
Cota DFT4599.1 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 31 de julho de 2012

Fábrica "Celuloses do Guadiana", em Mourão.


Quarta fase da construção da fábrica de papel "Celuloses do Guadiana", em Mourão.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1954-10-26 -
Legenda Fábrica "Celuloses do Guadiana", em Mourão.
Cota DFT1714 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Gastronomia Tradicional Alentejana - Caldeirada de Peixe do Rio (1)

Ingredientes: 
1 lampreia,
1 sável,
1 enguia,
1 muge,
1 safio,
1 picão,
3 carpas,
poejos,
hortelã da ribeira,
folhas de cebola,
tomate,
azeite,
alho,
pão,
água.

Preparação: 
Corta-se o peixe em pedaços pequenos, juntam-se todos os temperos, água até tapar o peixe e põe-se a cozer. Espera-se 15 minutos, prova-se de sal e serve-se numa terrina com pão duro cortado às fatias.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Cancioneiro Alentejano - Minha Doce Jovenzinha

Quando eu tinha 15 anos, 
Mais do que a prata valia! 
Namorava à mangação, 
Tinha amores quantos queria!

 Só uma pena me existe, 
Minha doce saudade, 
É olhar para o teu rosto, 
Ver-te assim tão pouca idade. 
Ver-te assim tão pouca idade, 
Ver-te assim tão criancinha! 
Só uma pena me existe, 
Minha doce jovenzinha!

 Que fizeste ao sorriso, 
Com que me cumprimentavas! 
Não esqueças que eu preciso,
 Do modo com que me olhavas! 
 Só uma pena me existe,
 Minha doce saudade, Etc.

sábado, 21 de julho de 2012

Capela da Igreja do Calvário, no Redondo


Capela da Ordem Terceira de São Francisco, na Igreja do Calvário do Redondo. No altar vê-se a imagem do Senhor Jesus dos Passos (sécs. XVII-XVIII). Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II)

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Capela da Igreja do Calvário, no Redondo
Cota DFT4688 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 15 de julho de 2012

Gastronomia Tradicional Alentejana - Cabrito à Nossa Moda

Ingredientes: 
1 cabrito ou metade, como preferir; 
2 cabeças de alhos; 
azeite q.b; 
1 colher de chá de colarau (pimentãodoce); 
2 caldos knorr; 
sal q.b; 
vinho branco para regar; 
batatas miúdas; 
Legumes cozidos a seu gosto; 
Cebolinhas 

Preparação: 
Um dia antes limpe o cabrito de gorduras e lave-o. Num recepiente coloque as cabeças de alho descascadas, o colarau, o caldo knorr, o sal e cubra com azeite. Triture tudo com uma varinha mágica e esfregue o cabrito com esta mistura e reserve no frigorífico durante 24 horas. Passadas as 24 horas coloque o cabrito num recepiente para ir ao forno, descasque as cebolas e as batatinhas e espalhe em volta do cabrito. Regue com 3 copos de vinho branco e leve ao forno. Á medida que vai assando verifique se precisa de mais vinho e vá virando ao cabrito e as batatas para que assem dos dois lados. Coza legumes a seu gosto para acompanhar. O ideal seria grelos de nabo ou de couve. Sirva o cabrito quente mesmo no recepiente que foi ao forno com as batatas e coloque outro com os legumes.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Cancioneiro Alentejano - Meu Lírio Roxo do Campo

Meu lírio roxo do campo, 
Criado na Primavera,
 Desejava, amor, saber, 
Ai! Ai! 
A tua intenção qual era.
 A tua intenção qual era,
Qual era o teu proceder, 
Meu lírio roxo do campo, 
Ai! Ai! 
Quem te pudesse ir colher!
 Quem te pudesse ir colher, 
Oh! meu amor, quem me dera! 
Desejava, amor, saber,
 Ai! Ai! 
A tua intenção qual era!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Pedra dos Namorados


Menir "Pedra dos Namorados", em Reguengos de Monsaraz.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1970
Legenda Pedra dos Namorados
Cota DFT1036 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Gastronomia Tradicional Alentejana - Borrego à Camponesa

Ingredientes: 
1,5 kg de borrego, 
azeite, 
1 folha de louro, 
5 dentes de alho, 
1 colher de chá de colorau, 
1 limão, 
1 molho de coentros, 
sal, pimenta e piripiri. 

Preparação: 
Corta-se o borrego e tempera-se com sal pisado, dentes de alho e louro. Leva-se ao lume um tacho com azeite necessário para fritar. Logo que esteja bem quente, frita-se o borrego até alourar. Adiciona-se água e deixa-se cozer com o tacho tapado. Tempera-se com o colorau, a pimenta e o piripiri. Pouco antes de servir misturam-se os coentros picados e o sumo de limão. Serve-se com esparregado.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Cancioneiro Alentejano - Meu Lírio Roxo (Ao romper ...)

Badajoz tem lindas moças 
Portugal também as tem 
Meu lírio roxo 
Tiro, liro, liro, 
Para amar meu bem 

 Ao romper da bela aurora 
Sai o pastor da cabana 
Meu lírio roxo 
Sai o pastor da cabana 
Vem gritando em altas vozes 
Muito padece quem ama 
Meu lírio roxo 
Muito padece quem ama 

 Badajoz tem lindas moças 
Portugal também as tem 
Meu lírio roxo
 Portugal também as tem

domingo, 1 de julho de 2012

Fachada do Cv. de St. António da Piedade, Redondo


Fachada do Convento de Santo António da Piedade (Cemitério Público), no Redondo.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 dep. -
Legenda Fachada do Cv. de St. António da Piedade, Redondo
Cota DFT929 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Gastronomia Tradicional Alentejana - Borrego à Alentejana com Abóbora

Ingredientes: 
1,5 kg de borrego
100 gr de toucinho entremeado
2 cebolas
1 ramo de salsa
Sal, pimenta branca e pimentão doce q.b.
60 gr de banha
4 dentes de alho
2,5 dl de vinho branco
1,5 kg de abóbora

Preparação: 
Comece por fazer uma massa com os alhos esmagados com um pouco de sal, junte a banha e o pimentão moído (se não conseguir arranjar pimentão moído, substitua por colorau). Barre o borrego com esta massa, deixando-o assim durante uma hora. Ligue o forno à temperatura de 180º C. Findo o tempo de marinar o borrego e introduza-o no forno e deixe assar, regando de vez em quando com 2 dl de vinho branco, para não queimar no fundo assim como com o próprio molho do assado. O tempo de cozedura não deverá ser inferior a uma hora, mas depende da rijeza da carne. Sirva o borrego inteiro ou cortado aos bocados, decore com salsa e acompanhe com a abóbora. 

Acompanhamento de Abóbora: 
Descasque a abóbora limpe-a e corte-a em fatias de 1 centimetro de espessura. Num alguidar introduza as fatias de abóbora e tempere com sal, e um pouco de pimentão moído ou colorau. Descasque as cebolas e corte-as em rodelas finas, corte o toucinho também em fatias finas. Numa assadeira de forno, coloque no fundo uma camada de cebola, a seguir umas fatias de toucinho, depois uma camada de fatias de abóbora, e sempre assim até acabar, sendo a última camada de abóbora. Regue com 1/2 dl de vinho branco e um pouco da gordura do assado de borrego (se não tiver gordura do assado, utilize um pouco de azeite) e leve a assar ao forno durante 40 minutos. Sirva na própria assadeira.

sábado, 23 de junho de 2012

Cancioneiro Alentejano - Meu Alentejo Querido

Fiz uma cova na areia 
Para enterrar minha mágoa 
Entrou por ela o mar todo 
Não encheu a cova de água 

 Meu Alentejo querido
 Cheio de sol e calor
 És meu torrão preferido 
Meu Baixo Alentejo 
És para nós encantador 
És para nós encantador 
Embora vivas esquecido
 Cheio de sol e calor 
Meu Baixo Alentejo 
Meu Alentejo querido

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Convento das Chagas de Cristo, em Vila Viçosa


Coro alto do Convento das Chagas de Cristo, em Vila Viçosa. Esta imagem foi publicada no Inventário Artístico de Portugal, de Túlio Espanca (Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Évora - Zona Sul, vol.II, Lisboa, Academia Nacional de Belas Artes, 1978, est. 57).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Convento das Chagas de Cristo, em Vila Viçosa
Cota DFT778 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 19 de junho de 2012

Personalidades Alentejanas - ALCOFORADO, Soror Mariana

(n. Beja; m. 28 Julho 1723) 

Religiosa, a quem se atribui a autoria das célebres cartas de amor que foram publicadas em Paris, e em língua francesa, em 1669, e que ficaram conhecidas pelo título de Lettres portugaises. Nasceu em Beja, onde foi baptizada em 22 de Abril de 1640, sendo filha de Francisco da Costa Alcoforado e de Leonor Mendes. 

O pai exerceu em Beja o cargo de executor do almoxarifado. As cartas foram enviadas ao então capitão Noël Bouton, conde de Saint-Léger, e depois marquês de Chamilly (1636-1715), que veio com as tropas francesas, enviadas em auxilio de Portugal contra a Espanha. Esteve ele no nosso país desde 1665 até 1667. Mariana Alcoforado era a esse tempo freira no convento de N.ª Sr.ª da Conceição, em Beja, para onde entrou muito nova e onde veio a falecer, a 28 de Julho de 1723, com 83 anos de idade. Consta que escreveu uma carta ao seu amante quando soube que se fizera paz, suplicando-lhe que a levasse para França. Chamilly teria embarcado sem lhe responder. 

Aportou ao Algarve o navio que o conduzia, e ali teria ele recebido uma nova carta de Mariana, por intervenção de um oficial francês. Esta carta não obteve resposta. Ainda assim, a apaixonada freira continuou a escrever, e só recebeu uma carta de reposta. Regressado a França, partiu Chamilly para a expedição de Candia (1669), onde foi gravemente ferido. Depois de participar em vários combates, morreu em 1715. Acredita-se hoje que a obra é escrita por Lavergne de Guilleraggues. Este escritor francês da corte de Luís XIV publica em Paris, em 1669, a versão francesa de um texto em português escrito por uma freira, que é o conjunto de cinco cartas endereçadas ao marquês de Chamilly, futuro marechal de França (1636-1715). 

As cartas estão assinadas por Marianne e, de facto, nessa data o marquês servia em Portugal. A controvérsia sobre a real autoria destas cartas tem-se prolongado até aos nossos dias. A existência histórica de Sóror Mariana Alcoforado, bem como a do seu apaixonado, não é posta em causa. As dúvidas surgem quanto à autenticidade das cartas. Para além do enigma literário que as cartas vêm criar, apócrifas ou não, as Lettres Portugaises lançam a moda dos romances organizados sob a forma de epístolas, de que o livro Relações Perigosas, de Pierre Choderlos de Laclos (1741-1803), constitui exemplo elucidativo.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Gastronomia Tradicional Alentejana - Bolos de Côco

Ingredientes: 
7 ovos 
400 gr de açucar 
1 colher (sopa) de farinha 
500 gr de coco ralado 
1 pitada de baunilha em pó 
manteiga para untar 
farinha para polvilhar

Confecção:  
Bata muito bem os ovos com o açucar até obter um creme fofo e esbranquiçado. Misture a farinha com o coco ralado e a baunilha em pó. Envolva no preparado de ovos e mexa até verificar que todos os ingredientes ficam bem ligados entre si. Com a ajuda de duas colheres de sopa, retire pequenas porções de massa e dê-lhes a forma de pastéis, tipo os de bacalhau. Disponha-os num tabuleiro untado com manteiga e polvilhado com farinha, deixando um pequeno espaço entre cada um. Leve ao forno durante cerca de 15 minutos, à temperatura de 210ºC. Sirva depois de frios. 

Dica: 
Ao preparar a massa, se verificar que fica muito rija, pode adicionar mais um ovo, tendo em atenção que também não deve ficar muito mole, para que consiga moldar os bolos.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Cancioneiro Alentejano - Menina‘stás à janela

Além daquela janela, 
Dois olhos me estão matando! 
Matem-me devagarinho, 
Que eu quero morrer cantando! 

 Menina‘stás à janela 
Com o teu cabelo à lua, 
Não me vou d’aqui embora, 
Sem levar uma prenda tua, 
Sem levar uma prenda tua, 
Sem levar uma prenda dela, 
Com o teu cabelo à lua 
Menina‘stás à janela 

 Amanhã me vou embora, 
E hoje faço a despedida! 
Adeus pai, e adeus mãe,
 E adeus minha rapariga!

 Menina‘stás à janela 
Com o teu cabelo à lua, Etc.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Altar da Ermida de S. Teotónio, nas Alcáçovas


Altar da Ermida de São Teotónio, nas Alcáçovas (Concelho de Viana do Alentejo).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Altar da Ermida de S. Teotónio, nas Alcáçovas
Cota DFT1568 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 5 de junho de 2012

Gastronomia Tradicional Alentejana - Bolo Real

Ingredientes:
500 gr. de açucar;
250 gr. de miolo de amêndoa ralada;
10 gemas de ovos + 5 ovos inteiros;
200 gr. de pão ralado;
1 colher de canela em pó;
1 chávena de ovos moles;
10 claras de ovos batidas em suspiro com 10 colheres de sopa rasas de açucar.

Preparação: 
Leve o açucar ao lume até fazer ponto de cabelo. Retire-o do lume, junte as amêndoas raladas, as 10 gemas e os 5 ovos inteiros e leve novamente ao lume até fazer castelo pequeno. Retire novamente do lume e adicione o pão ralado. Trabalhe muito bem esta mistura, junte a canela e deite-a numa forma bem untada com margarina e polvilhada com farinha sem a encher completamente. Leve a forno brando e deixe cozer até o palito sair seco. Deixe arrefecer, desenforme o bolo, abra-o ao meio e recheie-o com metade dos ovos moles. Bata as 10 claras em castelo forte, junte-lhes 10 colheres rasas de açucar, continue a bater até ficarem em merengue. No momento de o servir, salpique-o com a outra metade dos ovos moles.

domingo, 3 de junho de 2012

Cancioneiro Alentejano - Maria da Rocha

Algum dia andava
 Na tua lembrança 
Desandou a roda 
Desandou a roda
 Foi como a balança

 Maria da Rocha 
Do alto rochedo 
Quem namora a Rocha 
Quem namora a Rocha 
Namora sem medo 
Namora sem medo 
Medo de ninguém 
Maria da Rocha 
Maria da Rocha 
Da Rocha meu bem 

 Algum dia eu era 
Agora já não 
Da tua roseira 
O melhor botão

 Maria da Rocha 
Do alto rochedo Etc.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Fachada exterior do Cv. St. António


Autor David Freitas
Data Fotografia 1971 -
Legenda Fachada exterior do Cv. St. António
Cota DFT525 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Vista parcial de Montemor-o-Novo


Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1970
Legenda Vista parcial de Montemor-o-Novo
Cota DFT4481.1 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 29 de maio de 2012

Abóbada da nave da Ig. do Salvador de Arraiolos


Abóbada de arestas da nave da Igreja de São Salvador (primitiva Matriz de Arraiolos). As pinturas que revestem a abóbada são do século XVI. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Norte, Volume II).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1975 ant. -
Legenda Abóbada da nave da Ig. do Salvador de Arraiolos
Cota DFT468 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 27 de maio de 2012

Colegiada de S. Gerónimo, Paço Ducal V. Viçosa


Claustrim manuelino e portada da capela Real da Colegiada de São Gerónimo, no Paço Ducal de Vila Viçosa (Paço dos Duques de Bragança). Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II)

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Colegiada de S. Gerónimo, Paço Ducal V. Viçosa
Cota DFT4681 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Gastronomia Tradicional Alentejana - Bolo Duque

Ingredientes:
500 g de açúcar
9 gemas + 4 claras
1 colher (sopa) de manteiga derretida
1 colher (sopa) de farinha
125 g de batata cozida e ralada
125 g de cenoura cozida e ralada
300 g de miolo de amêndoa pelada e ralada


Preparação:
Junta-se o açúcar com a amêndoa e envolve-se bem. Adicionar a batata e a cenoura mexendo sempre. Depois a manteiga derretida e as gemas uma a uma. Batem-se as claras em castelo, junta-se ao preparado anterior e por fim a farinha.
Unta-se uma forma sem buraco com margarina, forra-se o fundo com papel vegetal e unta-se de novo com margarina. Deita-se o preparado e vai ao forno médio cerca de 45 minutos.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Cancioneiro Alentejano - Malmequer criado no campo

Eu levo a vida cantando
Eu levo a vida a cantar
Quem leva a vida cantando
Não lhe custa trabalhar


Malmequer criado no campo
Delírio da mocidade
Pelas tuas brancas folhas
Malmequer diz-me a verdade
Malmequer diz-me a verdade
E guarda-me o teu segredo
Pelas tuas brancas folhas
Malmequer não tenhas medo


Desfolhando o malmequer
Lembrei-me de ti um dia
Malmequer, bem me quer
Era o que a flor dizia


Malmequer criado no campo
Delírio da mocidade
Etc.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Nª Sª da Piedade, da Ig. da Misericórdia


Nossa Senhora da Piedade, na Igreja da Misericórdia de Montemor-o-Novo. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Norte, Volume II).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1975 ant. -
Legenda Nª Sª da Piedade, da Ig. da Misericórdia
Cota DFT4482.1 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sábado, 19 de maio de 2012

Interior da Ig. Matriz de Cabrela


Interior da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição em cabrela (Montemor-o-Novo). Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Norte, Volume II)
Autor David Freitas
Data Fotografia 1975 ant. -
Legenda Interior da Ig. Matriz de Cabrela
Cota DFT4506 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Fábrica "Celuloses do Guadiana", em Mourão


Quarta fase da construção da fábrica de papel "Celuloses do Guadiana", em Mourão.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1954-10-26 -
Legenda Fábrica "Celuloses do Guadiana", em Mourão
Cota DFT1712 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 15 de maio de 2012

Gastronomia Tradicional Alentejana - Bolo de Requeijão

Ingredientes:
6 ovos (claras em castelo)
500 g. de acuçar
250 g. de farinha branca neve
150 g. de manteiga vaqueiro
500 g. de requeijão
raspa limão
1 colher de cha de canela em pó
1 colher de cha de fermento


Preparação:
Bate-se as gemas com a vaqueiro meio derretida, e acrescenta-se as gemas, continua-se a bater, passa-se o requeijão pelo passe-vite ou esmaga-se com um garfo e junta-se ao preparado anterior, mistura-se a farinha com 1 colher de fermento e continua-se a bater, junte a canela, o limão e no fim as claras em castelo envolvendo-as muito bem. Levar ao forno + ou - 40 m. em forma untada e polvilhada de farinha, deixar arrefecer um pouco na forma antes de retirar o bolo do forno.

domingo, 13 de maio de 2012

Cancioneiro Alentejano - Lindo ramo verde escuro

Cantavam dois passarinhos
Cantigas ao desafio
Um no tronco empoleirado
O outro nas margens do rio


Lindo ramo verde escuro
Ó casa dos passarinhos
Onde cantam docemente
Poisados nesse raminho
Poisados nesse raminho
Cantam sempre ao ar puro
Ó casa dos passarinhos
Lindo ramo verde escuro


Alentejo dos trigais
Suas vermelhas papoilas
Arrancadas com amor
Por lindas e belas moçoilas


Lindo ramo verde escuro
Ó casa dos passarinhos
Etc.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Capela de São Sebastião de Evoramonte


Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1969
Legenda Capela de São Sebastião de Evoramonte
Cota DFT236 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Igreja da Misericórdia do Alandroal


Altar-mor da Igreja da Santa Casa da Misericórdia do Alandroal. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Igreja da Misericórdia do Alandroal
Cota DFT715 - Ptopriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 7 de maio de 2012



Retábulo barroco da Igreja de São Geraldo, em Montemor-o-Novo. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Norte, Volume II). 

Autor David Freitas 
Data Fotografia 1975 ant. - 
Legenda Retábulo da Ig. S. Geraldo, Montemor-o-Novo
 Cota DFT4493 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sábado, 5 de maio de 2012

Gastronomia Tradicional Alentejana - Bolo de Amêndoa e Gila

Ingredientes:
300g de amêndoa pelada e triturada;
300 g de doce de gila; 150g de açúcar;
6 ovos;
2 claras batidas à parte;
1 colher de farinha.


Preparação:
Misturam-se as gemas com o açúcar. Juntam-se, ao preparado anterior, a gila e a amêndoa. Incorpore a farinha e envolvem-se as claras na massa. Vai ao forno em forma bem untada e forrada com papel vegetal.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Cancioneiro Alentejano - Linda jovem era pastora

Linda jovem era pastora,
Andava a guardar seu gado.
E em vindo à tarde, à tardinha,
Cantava a jovem sózinha,
Pensando em seu bem amado!
Pensando em seu bem amado,
Não pensava em mais ninguém!
Em vindo tarde à tardinha,
Cantava a jovem sózinha
No Vale de Santarém!


Os alegres passarinhos
Já têm novo cantar,
Agradaram só de ouvir
Meu coração respirar
Agradaram só de ouvir
Meu coração respirar


Linda jovem era pastora,
Andava a guardar seu gado.
E em vindo à tarde, à tardinha,
Cantava a jovem sózinha,
Pensando em seu bem amado!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Portal da Quinta de Nª Sª do Carmo, Estremoz


Portal da Quinta de Nossa Senhora do Carmo (Estremoz), dos morgados Pestana de Brito Casco de Mesquita. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Norte, Volume II).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1975 ant. -
Legenda Portal da Quinta de Nª Sª do Carmo, Estremoz
Cota DFT667 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 29 de abril de 2012

Altar da Almas da Ig. Matriz de Cabrela


Altar das Almas da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Cabrela (Montemor-o-Novo). Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Norte, Volume II)
Autor David Freitas
Data Fotografia 1975 ant. -
Legenda Altar da Almas da Ig. Matriz de Cabrela
Cota DFT4507 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Castelo de Evoramonte


Autor David Freitas
Data Fotografia 1975 dep. -
Legenda Castelo de Evoramonte
Cota DFT704 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Gastronomia Tradicional Alentejana - Bolo Podre

Ingredientes:
6 ovos,
2,5 dl de mel,
2,5 dl de azeite,
250 g de açúcar,
1/2 colher de sopa de canela,
350 g de farinha,
1 colher de chá de fermento em pó,
1 limão,
azeite ou banha q.b.


Preparação:
Deitam-se numa tigela o mel, o azeite, o açúcar e a raspa da casca de limão e batem-se até se obter um preparado esbranquiçado. Em seguida junta-se a canela e as gemas uma a uma, batendo bem entre cada adição. Entretanto, tem-se as claras batidas em castelo bem firme, que se juntam ao preparado anterior, alternando com a farinha previamente peneirada com o fermento. Deita-se a massa numa forma grande untada com banha ou com azeite e leva-se a cozer em forno moderado. Durante os primeiros 20 minutos de cozedura, convém tapar o bolo com um papel pardo untado com banha. Este bolo tem que ser muito batido.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Cancioneiro Alentejano - Levantou-se o lavrador

Levantou-se o lavrador
Vai passear à herdade
Montado no seu cavalo
Minha linda aurora!
Vai em sua liberdade.
Vai em sua liberdade
Vai em seu esplendor
Vai passear à herdade
Minha linda aurora!
Levantou-se o lavrador


O pobre trabalhador
Todo o mal consigo tem
O pobre trabalhador
Minha linda aurora!
Todo o mal consigo tem
Trabalha não tem valor
No mundo não é ninguém
Trabalha não tem valor
Minha linda aurora!
No mundo não é ninguém

sábado, 21 de abril de 2012

Igreja paroquial de São Romão


Interior da Igreja paroquial de São Romão (concelho de Vila Viçosa). Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II, est.621)

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Igreja paroquial de São Romão
Cota DFT4700 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Ermida de São Pedro, em Montemor-o-Novo


Aspecto interior da Ermida de São Pedro, em Montemor-o-Novo. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Túlio Espanca (Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Évora - Zona Norte, vol.II, Lisboa, Academia Nacional de Belas Artes, 1975, est. 358).


Autor David Freitas
Data Fotografia 1975 ant. -
Legenda Ermida de São Pedro, em Montemor-o-Novo
Cota DFT535 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 17 de abril de 2012

Coro da Capela da Rainha Santa Isabel


Autor David Freitas
Data Fotografia 1966 ant. -
Legenda Coro da Capela da Rainha Santa Isabel
Cota DFT445 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 15 de abril de 2012

Gastronomia Tradicional Alentejana - Bolo de Amêndoa do Convento da Vidigueira

Ingredientes:
450 g de miolo de amêndoa,
500 g de açúcar,
12 gemas,
6 claras,
100 g de farinha,
1 colher de café de canela,
açúcar para polvilhar


Preparação:
Bate-se bem o açúcar com as gemas e as claras. Junta-se a amêndoa pelada e passada pela máquina, a canela e a farinha. Bate-se novamente e leva-se ao forno a cozer em forma untada com manteiga e polvilhada com farinha. Depois de cozido e frio, corta-se em fatias, que se polvilham com açúcar.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Cancioneiro Alentejano - Levantei-me um dia cedo (para ver o cartaxinho)

Oh meu amor , meu amor,
Oh meu amor, oh meu bem!
O que eu não fizer por ti,
Oh meu lindo amor!
Não farei por mais ninguém!


Levantei-me um dia cedo,
Para ver o cartaxinho,
Levava pasto no bico
Ó meu lindo amor!
Já ia fazer o ninho!
Já ia fazer o ninho
Em cima do arvoredo
Para ver o cartaxinho
Ó meu lindo amor!
Levantei-me um dia cedo


O meu amor ontem à noite,
Pela vida me jurou,
Que se ia deitar ao mar
Oh meu lindo amor!
Se ele é tolo, eu cá não sou!


Levantei-me um dia cedo,
Para ver o cartaxinho,
Etc.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Igreja paroquial de Bencatel


Interior da Igreja paroquial de Bencatel (concelho de Vila Viçosa). Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II, est. 617)

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Igreja paroquial de Bencatel
Cota DFT4699 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Convento das Chagas de Cristo em V. Viçosa


Coro de baixo, panteão das duquesas de Bragança, no Convento das Chagas de Cristo em Vila Viçosa. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II, est. 513).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Convento das Chagas de Cristo em V. Viçosa
Cota DFT4621 - Proprietário Arquivo Fotográfico CME

sábado, 7 de abril de 2012

Ermida de S. Geraldo, Alcáçovas


Capela-mor da Ermida de São Geraldo, nas Alcáçovas (concelho de Viana do Alentejo): vestígios de pinturas murais e retábulo de talha dourada (sécs. XVII-XVIII). Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Ermida de S. Geraldo, Alcáçovas
Cota DFT4721 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Gastronomia Tradicional Alentejana - Bolo Barranquenho

Ingredientes:
4 ovos
500g de açúcar
2,5 dl de leite
2 dl de azeite
600g de farinha
raspa de limão ou laranja
sumo de laranja
pó royal


Preparação:
Batem-se as claras em castelo e reservam-se. Junte as gemas com o açúcar, depois o azeite, seguido do leite. Junte a raspa do limão e depois o sumo. Aos poucos vá juntando a farinha e uma colher de chá de pó royal. Por fim, deite as claras, bata tudo muito bem, deite numa forma previamente untada de farinha e manteiga e leve ao forno a cozer.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Cancioneiro Alentejano - Já lá vem rompendo aurora (os campos são os jardins)

Passarinho p’ra que cantas
Alegre ao pé de quem chora
O teu cantar me dá pena
Não cantes mais, vai-te embora


Já lá vem rompendo aurora
Os campos são um jardim
Cantam lindos passarinhos
Na rama do alecrim
Na rama do alecrim
Ouvi eu à mesma hora
Os campos são um jardim
Já lá vem rompendo aurora


Em tudo sinto poesia
Desde o insecto à planta
Tudo me diz sinfonia
Tudo me prende e encanta


Já lá vem rompendo aurora
Os campos são um jardim
Etc.

domingo, 1 de abril de 2012

Igreja da Misericórdia de Arraiolos


"Visitar os enfermos", painel de azulejos representando uma das dez obras das Misericórdias, na Igreja da Misericórdia de Arraiolos.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1970
Legenda Igreja da Misericórdia de Arraiolos
Cota DFT4458.1 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sábado, 31 de março de 2012

Capela-mor da Ig. do Salvador de Arraiolos


"Calvário": altar de talha barroca da capela-mor da Igreja de São Salvador (primitiva Matriz de Arraiolos). Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Norte, Volume II).


Autor David Freitas
Data Fotografia 1975 ant. -
Legenda Capela-mor da Ig. do Salvador de Arraiolos
Cota DFT467 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 29 de março de 2012

Convento de Santo António em Montemor-o-Novo


Autor David Freitas
Data Fotografia 1971 -
Legenda Convento de Santo António em Montemor-o-Novo
Cota DFT523 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 27 de março de 2012

Solar da Sempre Noiva, em Arraiolos


Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1970
Legenda Solar da Sempre Noiva, em Arraiolos
Cota DFT489 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 25 de março de 2012

Gastronomia Tradicional Alentejana - Boleima Alentejana

Ingredientes:
500 g de farinha
200 g de açúcar amarelo
3 ovos inteiros
2 dl de azeite ou óleo
2 dl de leite c/ café ou só leite ou só café
raspa de limão (facultativo)
1 colher de café de fermento em pó


Preparação:
Mistura-se tudo muito bem, depois bate-se com a mão de modo a envolver, e fazer uma massa homogénea e compacta. Unta-se previamente um tabuleiro com óleo ou azeite, e deita-se a massa.
Seguidamente com as costas de uma faca como que vincando, dá-se uns golpes na massa superficialmente não profundos.
Primeiro efectua-se o corte ao alto; depois o corte atravessado.
Em seguida, espalha-se por cima açúcar amarelo e canela de modo a cobrir a superfície da massa no total.
E vai ao forno quente, cerca de 40 minutos mais ou menos, até estar alourado, para melhor verificação da cozedura da massa espetasse-lhe um palito e se este sair seco está no ponto...

sexta-feira, 23 de março de 2012

Cancioneiro Alentejano - Igreja da nossa terra

Pecamos por más acções
Palavras e pensamentos
Esqueceram-se as orações
Que há nos dez mandamentos


Igreja da nossa terra
Que estás tão bonita agora
Com sua imagem lá dentro
Linda branquinha por fora
Eu cantando peço a Deus
Haja paz não haja guerra
Que estás tão bonita agora
Igreja da nossa terra


Quem faz o bem tem o bem
Quem faz o mal tem o mal
Eis que não escapa ninguém
No seu juízo final


Igreja da nossa terra
Que estás tão bonita agora
Etc.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Ig. matriz de Nª Sª Assunção, Redondo


Capela lateral (lado da Epístula) da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção, no Redondo. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Sul, Volume II)

Autor David Freitas
Data Fotografia 1978 ant. -
Legenda Ig. matriz de Nª Sª Assunção, Redondo
Cota DFT4664 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 19 de março de 2012

sábado, 17 de março de 2012

Rua de Monsaraz


Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1970
Legenda Rua de Monsaraz
Cota DFT1025 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 15 de março de 2012

Gastronomia Tradicional Alentejana - Berbigões à Alentejana

Ingredientes:
1,5 kg. de berbigões
0,5 dl. de azeite
2 dentes de alho
1 molho de coentros
1 colher de sobremesa de colorau
1 bom tomate maduro
pimenta

Preparação:
Lave os berbigões e meta-os em água com sal, durante duas a três horas, para perderem a areia. Depois, lave-os muito bem. Deite numa frigideira o azeite. À parte, deve já ter os alhos e os coentros picados separadamente. Leve o azeite ao lume e junte um pouco de alho picado. Logo que comece a estalar, junte alguns berbigões e tape a frigideira com uma tampa. Deixe-os abrir, polvilhe com coentros picados e retire-os, depois, com uma escumadeira. Vá repetindo a operação enquanto se vão comendo os que estão prontos.

terça-feira, 13 de março de 2012

Cancioneiro Alentejano - Grândola Vila Morena

Grândola Vila Morena
Terra da Fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti ó cidade


Dentro de ti ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da Fraternidade
Grândola Vila Morena


Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola Vila Morena
Terra da Fraternidade


Terra da Fraternidade
Grândola Vila Morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena


À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade


Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

domingo, 11 de março de 2012

Ermida de São Bento, em Vila Viçosa


Aspecto interior da Ermida de São Bento, em Vila Viçosa. A nave está revestida de pinturas a fresco, datadas de 1711.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1966 ant. -
Legenda Ermida de São Bento, em Vila Viçosa
Cota DFT4608.2 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sexta-feira, 9 de março de 2012

Interior da Ig. da St. Casa da Misericórdia



Aspecto interior da Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Montemor-o-Novo. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca (Distrito de Évora, Zona Norte, Volume II).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1975 ant. -
Legenda Interior da Ig. da St. Casa da Misericórdia
Cota DFT4484 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 7 de março de 2012

Sala Capitular do Cv. S. Francisco


Aspecto parcial da Sala Capitular do Convento de São Francisco, em Montemor-o-Novo. Esta imagem foi publicada no Inventário Artístico de Portugal, de Túlio Espanca (Espanca, Túlio, Inventário Artístico de Portugal, Volume VIII, Distrito de Évora - Zona Norte, Lisboa, Academia Nacional de Belas Artes, 1975, est.56).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1975 ant. -
Legenda Sala Capitular do Cv. S. Francisco
Cota DFT522 - Propriedade Arquivo Fotográfico da CME

segunda-feira, 5 de março de 2012

Gastronomia Tradicional Alentejana - Assado de Peixe

Ingredientes:
1 kg de peixe do rio (achigãs ou barbos)
1 molho de poejos
sal q.b.
malagueta
2 dl de azeite
2 dentes de alho
1 dl de vinagre


Preparação:
Amanhe o peixe e dê-lhe uns golpes. Seguidamente, grelhe-o em lume de carvão e coloque-o numa travessa.
Num almofariz, pise as folhas de poejo, os dentes de alho, a malagueta e sal a gosto. Regue a mistura com o azeite, o vinagre e o molho que o peixe entretanto libertou na travessa. Regue o peixe com a mistura e acompanhe com batata cozida.

sábado, 3 de março de 2012

Cancioneiro Alentejano - Fui-te ver 'stavas lavando

Quem inventou a partida
Quem inventou a partida
Não sabia o que era amar
Quem parte parte sem vida
Quem parte parte sem vida
Quem fica fica a chorar


Fui-te ver ‘stavas lavando
Fui-te ver ‘stavas lavando
No rio sem assabão
Lavas-te em águas de rosas
Lavas-te em águas de rosas
Ficou-te o cheiro na mão
Ficou-te o cheiro na mão
Ficou-te o cheiro na mão
Ficou-te o cheiro no fato
Se eu morrer e tu viveres
Se eu morrer e tu viveres
Adora-me o meu retrato
Adora-me o meu retrato
Adora-me o meu retrato
Adora o meu coração
Fui-te ver ‘stavas lavando
Fui-te ver ‘stavas lavando
No rio sem assabão


Oh meu amor quem me dera
Trazer-te no coração
Trazer-te no coração
Onde não te desse o sol
Nem de Inverno nem de Verão
Nem de Inverno nem de Verão


Fui-te ver ‘stavas lavando
Fui-te ver ‘stavas lavando
No rio sem assabão
Etc.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Vista parcial do claustro do Convento das Maltesas


Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1970
Legenda Vista parcial do claustro do Convento das Maltesas
Cota DFT454 - Propridedade Arquivo Fotográfico CME